<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758</id><updated>2012-01-29T14:54:14.415-02:00</updated><category term='ativismo trans - história'/><category term='homofobia'/><category term='religião'/><category term='soberania nacional'/><category term='direitos humanos'/><category term='Comitê Científico - Ética na pesquisa - CNPq'/><category term='laicidade'/><category term='Cultura LGBT'/><category term='eliminação do Outro - espancamentos - chacinas - estigmatização'/><category term='violência estatal'/><category term='processo constituinte'/><category term='a idéia'/><category term='travestis - transexuais - memória - solidariedade - sociabilidade'/><category term='Lampião da Esquina - Darcy Penteado'/><category term='Primeira Passeata 13 de junho de 1980 São Paulo'/><category term='Ativismo - história - militância MG (BH)'/><category term='reprodução das dinâmicas de estigmatização'/><category term='ativismo lésbico'/><category term='ativismo trans - memória'/><category term='militância carioca - constituinte 1986'/><category term='Ativismo - história - militância baiana'/><category term='dignidade profissional'/><category term='história - memória - movimento lgbt - sociabilidades lgbt - estudos de gênero e diversidade sexual'/><category term='ativismo - história - militância carioca - Triângulo Rosa: Integrantes'/><category term='ativismo trans - memória - solidariedade - movimento anti-aids'/><category term='ativismo lésbico fluminense - ativismo popular'/><category term='ativismo - história - militância paulistana - reconhecimento das travestis'/><category term='história - direito à informação - democracia'/><category term='ativismo - história - militância carioca - reivindicação de legislação protetora'/><category term='ética - dupla moral'/><category term='artistas populares'/><category term='ativismo - memória - São Paulo'/><category term='história - memória'/><category term='Parlamento - Legislativo'/><category term='ativismo - história - militância carioca'/><category term='Resolução Brasileira LGBT na ONU - Resolução ONU - Direitos Humanos - CDH-ONU'/><category term='ativismo lésbico - manifestação no Ferro&apos;s Bar'/><category term='Ativismo - história - movimento social - Movimento homossexual'/><category term='preservação de fontes históricas'/><title type='text'>Memória/História MHB-MLGBT</title><subtitle type='html'>Memória/História MHB-MLGBT: Espaço para recuperação, registro e divulgação das memórias e história dos ativismos, sociabilidades e manifestações culturais de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. - É livre o uso das informações históricas aqui divulgadas, desde que citada a fonte.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>91</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-2063996013799819844</id><published>2012-01-29T14:54:00.000-02:00</published><updated>2012-01-29T14:54:14.424-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ativismo - história - militância baiana'/><title type='text'>Fundador do GGB cobra  da Pres Dilma ação eficaz contra homofobia</title><content type='html'>&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-size: 16.0pt; font-weight: bold;"&gt;HOMOCAUSTO: TODO DIA UM HOMOSSEXUAL É ASSASSINADO NO BRASIL NO GOVERNO DILMA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt; font-style: italic;"&gt;Fundador do Grupo Gay da Bahia entrega carta de protesto a Presidenta Dilma na Celebração do Dia Internacional da Memória das Vítimas do Holocausto em Salvador denunciando homofobia do governo federal e estadual &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt;"&gt;Hitler enviou para os campos de concentração mais de 300 mil homossexuais, segundo dados da Cruz Vermelha. No Brasil, nos últimos trinta anos, mais de 3.500 gays, travestis e lésbicas foram cruelmente assassinados, vítimas da homofobia cultural. De um “homocídio” a cada 3 dias na década anterior, em 2011 um LGBT foi assassinado a cada 36 horas e neste primeiro mês 2012, a homofobia aumentou a níveis insuportáveis: todo dia um homossexual é assassinado, fazendo do Brasil o campeão mundial de crimes homofóbicos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt;"&gt;Além da homofobia cultural, fruto do machismo e intolerância religiosa, vivemos inaceitável&amp;nbsp; homofobia governamental: o veto da Presidenta Dilma ao Kit AntiHomofobia - aprovado pela Unesco e Conselho Federal de Psicologia, por chantagem de fundamentalistas evangélicos - deixou mais de 6 milhões de adolescentes sem informação vital sobre direitos humanos e de como erradicar o bullying que fere e provoca a evasão de tantas transexuais e travestis das escolas. A não implementação de um banco de dados oficiais sobre crimes contra homossexuais, prevista no Plano Nacional de Direitos Humanos II representa gravíssimo crime de prevaricação e homofobia federal, já que a impunidade estimula novos assassinatos de LGBT. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt;"&gt;A Confederação Israelita do Brasil e a Sociedade Israelita da Bahia ao convidarem o fundador do Grupo Gay da Bahia, Prof. Luiz Mott, a acender uma das sete velas da Menorá, o cerimonial Candelabro Judeu, no dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, &amp;nbsp;além de manifestar sua solidariedade aos demais grupos perseguidos pelo Nazismo&amp;nbsp; - negros, ciganos, homossexuais, testemunhas de Jeová – provoca a discussão sobre a urgência de estancar essa persistente crueldade contra as mesmas minorias sociais que continuam vítimas da intolerância contemporânea. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt;"&gt;A entrega deste documento à &amp;nbsp;Presidenta da República nesta celebração é a ocasião ideal para o Estado Brasileiro repensar estratégias e ativar políticas públicas eficazes para mais de 20 milhões de brasileiros e brasileiras homossexuais e transgêneros cuja esperança de vida vem diminuindo dramaticamente &amp;nbsp;no atual governo federal e estadual: na Bahia, neste mês já foram assassinados oito LGBT, pelo sétimo ano campeã nacional de homocídios. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt;"&gt;Presidenta Dilma e Governador Wagner: vossas inexistentes ou tímidas políticas públicas para a comunidade LGBT não estão dando certo! Não sejam cúmplices de tanto sangue gay derramado! &amp;nbsp;Como disse a Senadora Martha Suplicy, “piorou a situação dos homossexuais no Brasil. Enquanto na Argentina tem casamento gay, no Brasil há espancamento!” &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt;"&gt;É no mínimo contraditório a Presidenta Dilma acender mais uma vela pelos mortos no Holocausto e continuar insensível ao Homocausto que todo dia ceifa a vida de um homossexual no país. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54.0pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt;"&gt;O Grupo Gay da Bahia exige a liberação imediata do Kit Antihomofobia, realização de campanha nacional de impacto contra crimes homofóbicos, criação de banco de dados sobre violência letal e não letal contra homossexuais e implementação em todos os estados da Coordenadoria e Conselho LGBT.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54.0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 54.0pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman; font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt; font-weight: bold;"&gt;Luiz Mott&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-2063996013799819844?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/2063996013799819844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=2063996013799819844&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/2063996013799819844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/2063996013799819844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2012/01/fundador-do-ggb-cobra-da-pres-dilma.html' title='Fundador do GGB cobra  da Pres Dilma ação eficaz contra homofobia'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-6376762327073473353</id><published>2012-01-27T14:36:00.001-02:00</published><updated>2012-01-27T14:39:19.922-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ativismo trans - história'/><title type='text'>Trans: a importância de seu movimento e sua visibilidade</title><content type='html'>&lt;h1&gt;29/1 - Dia Nacional da Visibilidade Trans &lt;/h1&gt;&lt;span class="i-n-resumo"&gt;"A emergência do movimento trans no Brasil contribuiu para que essas repre-sentações estereo-tipadas das experiências travestis se modificassem"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por &lt;a href="http://www.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2012/01/27/noticiasjornalopiniao,2774198/29-1-dia-nacional-da-visibilidade-trans.shtml"&gt;Elias Ferreira, Historiador&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Sr. Editor: Depois que a Polícia Militar do Ceará colocou nas ruas  centrais de Fortaleza (...) a cavalaria e os cães amestrados, diminuiu  bastante o número de roubos, assaltos a mão armada, saques e incêndios  nas lojas, praticados pelos mirins e travestis, não somente portadores  do defeito moral da pederastia, mas finíssimos ladrões. E a prova de que  os travestis são periculosos à sociedade é que os mesmos ficam  diariamente na rua Duque de Caxias com Senador Pompeu e também na Praça  do Ferreira, em grande grupo, assaltando pessoas indefesas”. (O POVO,  Fortaleza, 16 de janeiro de 1990) &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A carta de Eduardo  Carlos, reproduzida acima, foi publicada nesse jornal há mais de duas  décadas. De certo modo, ela traduz e compõe os discursos produzidos  sobre o sujeito travesti naquele período. Não restavam dúvidas àquele  leitor: “os” travestis eram “periculosos à sociedade”, “portadores do  defeito moral da pederastia, mas finíssimos ladrões”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vinte  anos depois da publicação da carta de Eduardo Carlos, inspirado pelas  comemorações no Brasil do Dia Nacional da Visibilidade Trans, comemorado  anualmente no dia 29 de janeiro, convido o leitor e a leitora à  seguinte reflexão: quantos de nós continuamos a olhar – quando não  invisibilizamos completamente – a experiência travesti como sendo  marcada unicamente pela prostituição, crimes e/ou aids? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A emergência do movimento trans no Brasil –  anos 90 do século XX – certamente contribuiu para que essas  representações limitadoras e estereotipadas das experiências travestis  se modificassem, na medida em que possibilitou a ocupação de outros  lugares políticos pelas próprias travestis e a produção de outros  discursos sobre as travestilidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A instituição, em  2004, pelo Congresso Nacional, do dia como dia nacional da visibilidade  trans pode ser considerada um desdobramento desse contexto histórico de  lutas e de reivindicações. As travestis dizem: “olhe e veja além do  preconceito”. Dizem, ainda: “sou travesti: tenho direito de ser quem eu  sou”. E nós, o que dizemos? O que fazemos? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para além das  lutas político-institucionais, a luta das travestis acontece  cotidianamente. Seja pelo reconhecimento da sua identidade de gênero  feminina, seja pelo reconhecimento do nome social – a incoerência entre o  nome masculino estampado nos documentos oficiais e a subjetividade  feminina, marcada no corpo das travestis, não é motivo apenas de  constrangimentos, mas de violências – seja pela garantia dos direitos  básicos, como educação, saúde, trabalho e cultura. A luta das travestis  não é uma luta de todos e de todas nós que acreditamos num mundo mais  justo e igualitário? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Elias Ferreira Veras&lt;/b&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;a class="smarterwiki-linkify" href="mailto:eliasveras@hotmail.com"&gt;eliasveras@hotmail.com&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Historiador&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2012/01/27/noticiasjornalopiniao,2774198/29-1-dia-nacional-da-visibilidade-trans.shtml" id="yui_3_2_0_15_1327681777634201" rel="nofollow" target="_blank"&gt;http://www.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2012/01/27/noticiasjornalopiniao,2774198/29-1-dia-nacional-da-visibilidade-trans.shtml&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-6376762327073473353?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/6376762327073473353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=6376762327073473353&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/6376762327073473353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/6376762327073473353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2012/01/trans-importancia-de-seu-movimento-e.html' title='Trans: a importância de seu movimento e sua visibilidade'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-6655774482089401120</id><published>2012-01-20T17:05:00.000-02:00</published><updated>2012-01-20T17:06:20.967-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='homofobia'/><title type='text'>Relato de pessoa: uma infância devastada pelo preconceito</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este blog começou buscando ser um espaço de recuperação, registro e divulgação das histórias e sociabilidades das homossexualidades. Mas o seu formato originariamente foi pensado para ser um espaço de construção em primeira pessoa. Algo como o &lt;a href="http://www.museudapessoa.net/"&gt;Museu da Pessoa&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ideia não avançou. As pessoas não se motivaram para trazer suas memórias, as suas recordações vividas. Mas não é por isso que o espaço para essa manifestação tenha deixado de existir aqui, nesse blog que agora busca ser um espaço de referência à história das lutas e vivências do último segmento social fora da cidadania.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É por isso que trago para cá esse texto, publicado originalmente pela revista Época, que conta a história de duas crianças cuja infância foi toda atravessada pelas marcas do preconceito e da desqualificação à homossexualidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Decerto que muitas pessoas já o leram, ele que foi publicado no dia 16 na coluna de Eliane Brum e divulgado através das redes sociais. Entretanto, como eu apenas tomei conhecimento hoje, conto com a permanente possibilidade de que sempre exista alguém que ainda não o leu. Além disso, trazê-lo para cá cumpre com a proposta de constituir aqui um banco de dados sobre o tema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a você essa proposta parece algo relevante, peço que ajude a divulgá-la e participe com os seus comentários. Agradecida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E agora, vamos à história trazida por Eliane Brun, no sítio da Revista Época: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="materia-titulo"&gt;&lt;h1 class="entry-title"&gt;Pedro e João: a história de dois meninos gays e uma infância devastada&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;h1 class="entry-title"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Um homem adulto narra seu percurso de dor para assumir sua sexualidade. E conta como, para se proteger, participou de atos de bullying na escola contra seu melhor amigo&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="materia-assinatura-letra"&gt;&lt;div class="materia-assinatura"&gt;&lt;div class="vcard author"&gt;&lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/eliane-brum/noticia/2012/01/pedro-e-joao-historia-de-dois-meninos-gays-e-uma-infancia-devastada.html"&gt;&lt;b class="fn"&gt;ELIANE BRUM -&amp;nbsp;&lt;/b&gt;                                    &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;abbr class="palavra"&gt;                            &lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/palavrachave/colunistas/"&gt;                                &lt;b&gt; COLUNISTAS - &lt;/b&gt;                            &lt;/a&gt;                        &lt;/abbr&gt;                                                &lt;abbr class="published"&gt;&lt;b&gt;16/01/2012 09h35&lt;/b&gt;&lt;/abbr&gt;                                                    &lt;span class="materia-atualizada"&gt;                              - Atualizado em                              &lt;abbr class="updated"&gt;17/01/2012 09h46&lt;/abbr&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="materia-atualizada"&gt;&lt;abbr class="updated"&gt;&amp;nbsp;&lt;/abbr&gt;                            &lt;/span&gt;                                            &lt;br /&gt;&lt;div class="vcard author"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da infância, somos todos sobreviventes. Alguns mais do que outros. Esta é a história de um homem em busca de compreender a si mesmo. E de tentar, como adulto, ser diferente do menino pelo poder da narrativa. Esta história é contada aqui porque foi a nossa ignorância – a minha e também a sua – que destroçou a vida dessas duas crianças. E tem destroçado – às vezes em brutal literalidade, com tiros e pancadas – a vida de muitos – demais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes, a história de como nos conhecemos. Ele me enviou o primeiro email no início de dezembro. Um amigo dele acabara de ser assassinado por homofóbicos, e ele tinha se deparado com uma campanha na internet que arregimentava pessoas a se unirem para executar homossexuais. Ele tinha medo de sair de casa. Estava assustado. E também com raiva. Pedia que eu denunciasse a campanha nesta coluna.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Respondi que escrever sobre esse tipo de manifestação era amplificar uma voz de ódio. Afinal, o sonho de quem divulga algo na internet é ser acessado, replicado, comentado, seguido, citado. Em vez disso, propus a ele que me contasse a sua história para – talvez – publicá-la aqui. Contar uma história que nos aproxime é a melhor resposta que podemos dar a quem usa as palavras para aumentar as distâncias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde então, iniciamos uma correspondência. Chequei a sua identidade, mas respeitei sua decisão de ocultar seu nome. Nessa narrativa real, vamos chamá-lo de Pedro. Filho único de uma família de classe média do interior de Minas, Pedro tem 28 anos, é engenheiro ambiental e hoje vive sozinho em Goiânia. Um brasileiro como tantos outros, que trabalha duro e paga seus impostos. Todo ano ele participa da parada gay, mas não é o que se poderia chamar de um militante do movimento. Em Goiânia, assume sua homossexualidade em todos os espaços – e também no trabalho. Mas preferiu se afastar da família a contar que era gay. Neste Natal, como veremos mais adiante, ele fez um pequeno grande gesto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos poucos, ao longo da nossa troca de cartas virtuais, percebi que não se tratava apenas da história de Pedro. Mas da história de Pedro e de João. Quando era criança, o melhor amigo de Pedro era João. E era João quem não conseguia esconder dos colegas de escola que era gay. Pedro posicionou-se ao lado dos mais “fortes”, como tantos de nós a vida toda, e mais ainda na infância. Alinhou-se ao lado dos pequenos machos quando eles tornaram a vida de João um inferno humano. Tão humanamente infernal que ele acabou mudando de cidade no início do ensino médio. Como acontece ainda hoje em muitas escolas, nem professores, nem pais, nem colegas, ninguém fez gesto algum na direção de João. Todos permitiram, por ação ou omissão, que João fosse agredido, acuado, encurralado e, por fim, exilado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa memória assombra Pedro até hoje. Como a maioria de nós, ele queria ter sido mais forte na infância. Não mais “forte” como os pequenos machos, tão atrapalhados com sua sexualidade que precisavam “denunciar” a do outro. Pedro queria ter sido tão forte quanto João, que ousava ser. Se tivessem sido os dois, talvez pudessem ter resistido mais. Mas, por muito tempo, Pedro mal pôde consigo mesmo. E então, quando ele já tinha sua própria vida adulta e independente, um de seus melhores amigos foi assassinado porque era. Gay. E Pedro, de novo, sentiu-se muito impotente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contar sua história talvez seja a forma encontrada por Pedro para inverter o curso dessa memória dentro de si. Pronunciar o que virou silêncio sem ser – e por assim ter sido tanto o feriu. A ele e a João, antes que ambos pudessem se defender. Quando pergunto sobre esse círculo que se fecha, Pedro escreve: “Acho que vai me incomodar pelo resto da vida”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É espantosa a quantidade de dor que pode caber numa vida apenas por causa da ignorância. Da nossa ignorância. A história de Pedro – e também a história de Pedro e de João – é assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="componente_materia" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="intertitulo"&gt;O começo: ou como Pedro expôs João para que não o descobrissem&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Nasci numa cidade do interior de Minas com 80 mil habitantes. Pequena, conservadora, cheia de falsos moralismos. Desde muito cedo eu percebi minha orientação sexual. Desde criança achava os meninos mais interessantes do que as meninas. Sempre pensei que no órgão sexual feminino faltava alguma coisa. E tinha curiosidade para ver o órgão sexual dos meus amigos. Mas nunca fui muito sexualizado na infância e nem mesmo na adolescência. Talvez evitasse a sexualidade pela consciência da minha orientação sexual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda no colégio, eu era uma pessoa extrovertida e comunicativa, mas quando percebi que havia algo de diferente, tornei-me recluso. Sempre estudei no mesmo colégio, com a mesma turma. Desde o início, tinha um colega que conseguia disfarçar menos sua homossexualidade e, para continuar pertencendo ao grupo, eu participava de ataques de bullying homofóbico. Estes eram os momentos nos quais eu me sentia pior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;João sempre estudou na mesma turma que eu. Éramos muito amigos na infância, nossas mães eram amigas e ambos éramos filhos únicos. Ele frequentou a minha casa e eu a dele, brincamos muito na infância, éramos os melhores amigos. Apesar de ser um ano mais velho do que eu, João não aparentava, porque sempre foi muito sensível e delicado. O fator ‘não jogar bola’ influencia muito o que as crianças pensam quanto à sexualidade de outra. E João não jogava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É engraçado. Nunca trocamos uma palavra sequer em relação ao sexo. Ao menos, não que eu me lembre. Jogávamos muito videogame juntos, e geralmente ele passava pela manhã em minha casa para irmos ao colégio. Não sei bem explicar como, mas nossa relação e encontros foram tornando-se esparsos, até que nos tornamos meros colegas de sala. Ele passou a ser um garoto solitário, menos risonho. Aproximou-se mais das garotas e adquiriu ‘trejeitos’, que talvez sempre tenha tido, mas que somente com o amadurecimento e a consciência do mundo eu e os outros garotos começamos a perceber.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tinha 12 ou 13 anos nessa época. Acho que, por pertencer a uma família que preserva bastante as tradições mineiras, na qual era comum escutar comentários homofóbicos e até mesmo racistas, eu tinha o preconceito internalizado de que a homossexualidade era algo errado. E é muito estranho ser ‘errado’. Eu não tinha com quem conversar, eu não tinha com quem dividir meus desejos. E acho que foi a fase na qual eu tive mais medo na minha vida. Era um medo de tudo, um medo de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adquiri repulsa por alguém que eu imaginava ser a pessoa que mais se assemelhava a mim. Julgava-o sujo. Era como se o distanciamento que criei com ele disfarçasse a minha sujeira. Não sei bem ao certo, mas em virtude de suas maneiras mais delicadas, nós, os meninos, simplesmente deixamos de conviver com ele. Não sei como surgiram os primeiros episódios de bullying. Mas, aos poucos ele começou a ser motivo de chacota na sala e, em pouco tempo, de todo o colégio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Crianças e adolescentes têm uma maldade que eu não entendo. Todos os dias escrevíamos no quadro seu apelido: “João viadinho”. A situação de bullying era clara. Ele sofria muito, era perceptível. Quando cruzávamos com ele, ríamos e imitávamos trejeitos femininos. Os meninos da sala não o tocavam, pois, caso isso ocorresse, pegariam ‘viadice’. Imagino o quanto isso foi dolorido para ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo, ele começou a permanecer todo o recreio dentro da sala de aula. E as agressões passaram do campo das palavras para o físico. Em suas tentativas de revide, ele levava tapas, socos e pontapés. Eu não cheguei a fazer isso. Mas, os outros garotos, sim. Quando ele passava pelo corredor, próximo ao grupinho dos ‘machos’, além de um ‘E aí, viadinho?’, ele levava sempre uns bons tapas, e sempre havia algum engraçadinho para sair rebolando atrás dele. Eu nunca o olhava nos olhos. Sentia muita vergonha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É uma dinâmica estranha. Você tem que pertencer a um grupo, e ser diferente te exclui. Hoje, entendo que muita daquela repulsa estava relacionada a um certo grau de atração que eu sentia por ele. E aquilo para mim era errado. Os professores nunca tomaram nenhuma atitude. Ninguém nunca tomou nenhuma atitude. Escutei trechos de uma conversa de minha mãe com a mãe dele em relação à sua sexualidade, mas não consegui entender muito e não fui capaz de tocar no assunto. Até hoje não consigo compreender como fui capaz de ter feito tudo aquilo. Sei que fui muito covarde. Porque, no fundo, eu sabia pelo que ele estava passando. E nunca lhe estendi a mão.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando você se descobre gay – o que faz você se sentir diferente da maioria –, isso faz com que, de uma maneira inconsciente, você lute para ser igual. É uma resistência interna, uma forma estranha de luta entre o ‘você aparente’ e o ‘você real’. Eu tinha aversão ao meu corpo, a toda e qualquer coisa relacionada à sexualidade. Qualquer programa de TV, livro ou texto que se referisse à sexualidade me causava pânico.&amp;nbsp;Eu não passei pela fase comum aos adolescentes, na qual a masturbação é uma atividade comum. Eu sentia medo, pois era nessas ocasiões que eu tinha a certeza de que realmente era homossexual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é somente seu ciclo social que é quebrado através da fase de reclusão. Dentro de você é como se o fator sexualidade também fosse rejeitado. Sexo assusta. O que não se aceita é melhor que fique escondido. Acho que senti repulsa por João ao perceber que alguém tinha uma aceitação maior consigo mesmo do que a que eu tinha para comigo. Eu conseguia reprimir, então era difícil aceitar que aquela pessoa não conseguisse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu nunca o defendi. Tinha medo de que toda aquela repulsa se voltasse contra mim. João saiu da escola e da cidade no final do primeiro ano do ensino médio. Mudou-se para Uberlândia (MG). Nesse meio tempo, acho que até mesmo por um grande peso na consciência, foi a minha vez de me afastar. Tranquei-me no quarto e não queria sair de lá.”&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="componente_materia" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="intertitulo"&gt;Pedro se esconde – até de si mesmo&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“No segundo ano do ensino médio, minha consciência da orientação sexual atingiu seu ápice. Eu não conseguia mais me esconder muito e tinha muito medo da reação das pessoas. Forçava-me a pensar somente em meninas, mas já não conseguia mais fazer isso. As Playboys, compradas escondidas pelos amigos, não me interessavam nem um pouco. Eu me excitava justamente pensando na excitação dos meus amigos diante daquelas imagens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi uma fase muito difícil. Eu inventava um monte de histórias para não ir ao colégio, me afastei de tudo e de todos. Minha vontade era ficar trancado no quarto para que ninguém pudesse me ver. Acho que, no fundo, eu estava me punindo pelo meu comportamento errado frente à sexualidade de João. Não sei bem o que seria depressão, mas, se por algum momento da minha vida passei por isso, foi justamente nesse ápice de consciência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro que chegava a me mutilar. Tinha raiva de mim, de minha imagem. Tinha nojo do meu órgão sexual e de qualquer ereção eventual. Eu evitava levantar da cama, tinha muito sono, não queria conviver com ninguém. Lia bastante, muito, mas muito mesmo... Nessa época li tudo de Dostoiévski, Tolstói. Um personagem em especial me acompanhou pela vida inteira: Kirilov, do livro ‘Os Demônios’, de Dostoiévski. Ele dizia algo como: ‘Deus é o medo de depois da morte’.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi nessa época que minha mãe percebeu que tinha algo de errado comigo e me mandou para um psicólogo. Mas não tive nenhuma afinidade com ele. Não podia confiar em alguém que minha mãe pagava. Ali, no consultório, eu ajudei a moldar ainda mais meu personagem, pois tinha que tentar me desvencilhar de alguém que, teoricamente, estaria preparado para fazer uma leitura das pessoas. Lembro vagamente de que, na primeira consulta, ele afirmou: ‘Sua mãe me disse que você tem andado triste e tem ficado muito tempo trancado no quarto. E aí, o que está acontecendo?’. Senti-me pressionado. Depois dessa experiência, nunca mais voltei a psicólogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 15 anos, eu estava tão solitário que pensei em parar de estudar ou mudar de colégio. Se as pessoas que conviviam comigo soubessem de alguma coisa, meu mundo poderia acabar. Não frequentei nenhuma das festinhas de 15 anos de minhas amigas, não fui à festa alguma, não fui adolescente. Nesse período de reclusão, eu passava o fim de semana todo trancado no meu quarto. Por um lado foi bom: estudei muito e não tive nenhuma dificuldade para passar no vestibular. Acho que é essa reclusão, causada pela dificuldade de autoaceitação, que faz com que muitos dos gays sejam bem sucedidos nos estudos. É como se perdêssemos um período da vida social e buscássemos nos livros um afago.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="componente_materia" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="intertitulo"&gt;Pedro tenta fugir – mas não há fuga de si mesmo&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Passei em três universidades federais. A minha escolha foi pela UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto), não porque era meu curso predileto, mas sim porque Ouro Preto era a cidade mais distante da casa de meus pais. Com 17 anos mudei-me para Ouro Preto, pensando que tudo seria diferente. Não foi. Cursei engenharia numa cidade que priva pelo tradicionalismo, convivendo em repúblicas com cerca de 15 homens. Todos, ao menos aos olhos da comunidade universitária, heterossexuais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem no início do curso, eu presenciei uma cena que me trancou ainda mais dentro do armário: um dos moradores de uma república vizinha à minha, líder estudantil, influente no meio acadêmico, foi flagrado contando à empregada da casa que tinha um caso com outro estudante. O apelido dele tornou-se sinônimo de gay no ambiente universitário. Os outros moradores da casa nem pestanejaram: jogaram todas as coisas dele para fora da casa. Nem se deram ao trabalho de ouvir um cara que havia morado com eles nos últimos quatro anos. Foi muito estranho ver as coisas dele jogadas no chão da famosa Rua Direita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu era um adolescente exemplar. Nunca tinha bebido, nunca tinha usado drogas. Era virgem, nunca beijara ninguém. Nessa época, comecei a viver em uma história inventada. Para me inserir em um grupo, eu comecei a usar um disfarce. O ‘porra-louca’ heterossexual. Beijava meninas, mas tinha muito medo de que alguma delas quisesse algo mais. Comecei a beber muito e a ser usuário de maconha e, mais tarde, de cocaína. Era uma fuga, era um jeito de ser querido por um grupo, era uma forma de estar inserido. Era ser comum. E assim foi durante cinco anos. Anos lentos, intermináveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma colega de sala foi a primeira pessoa que soube de minha homossexualidade, já no final do curso. Foi uma explosão. Era como se eu estivesse tirando o maior peso do mundo de minhas costas. Só consegui dizer: ‘Sou gay’. E comecei a chorar sem parar. Era um misto de medo da reação e de alívio indescritível. Pela primeira vez eu tirava a minha máscara para um outro ser humano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Formei-me na universidade em 2006, com 22 para 23 anos. Era virgem, escolado no submundo do álcool e das drogas. Antes de me mudar de Ouro Preto, reuni todos os 15 rapazes que moravam comigo na república. Eu não queria sair daquela casa tendo omitido quem eu realmente era. Nessa reunião, completamente drogado, eu vomitei, com certa raiva de mim e de tudo, que eu era gay e que aquilo era o mínimo que eu podia fazer por pessoas com as quais eu convivi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo após um silêncio, nada convencional, eu presenciei as mais distintas reações. De ódio a apoio. Há pessoas com as quais nunca mais troquei palavras. Mas também recebi um carinho que eu não imaginava que fosse possível. Descobri que, apesar dos revezes, eu encontraria pessoas que não encaravam aquilo como aberração. Acho que aquele momento foi fundamental para que eu pudesse encarar a vida. Eu nunca tinha encostado em um homem, eu nunca tinha tido uma relação verdadeira. Na verdade, acho que toda a minha felicidade era falsa.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="componente_materia" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="intertitulo"&gt;Pedro tira a máscara – arranca-se de si&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Passei em um concurso público estadual e fui trabalhar em Uberlândia. A independência financeira é muito importante para um homossexual, significa o primeiro momento em que não é preciso dar satisfação a ninguém sobre o que você sente. Fui para Uberlândia com a pretensão de viver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo no primeiro fim de semana, resolvi ir até uma casa noturna GLS. Era 4 de agosto de 2006. Recordo a data porque até hoje mantenho o folder (propaganda da casa). Esse folder é como se fosse a minha Lei Áurea. Representa a minha liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha noite foi tragicômica. Hoje dou muita risada ao lembrar. Eu era um gay ‘não gay’. Logo, fui com uma roupa inadequada, social demais. Não conhecia nenhuma música, afinal vivia ouvindo rock e nem imaginava quem era Britney Spears. Não consegui disfarçar minha surpresa ao ver todas aquelas pessoas descoladas e felizes, de mãos dadas. Era como se aquelas mãos dadas me hipnotizassem, era absolutamente sensacional cada flagra de beijo. Os transexuais, travestis e drag queens me assustavam, era como se tivesse que manter distância. Afinal, até aquele dia, era isso que a vida tinha me ensinado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cheguei bem tarde, depois de ter dado várias voltas no quarteirão, por medo de ser identificado nas proximidades daquele ambiente. No lounge, sozinho, atento aos diálogos alheios, me impressionava o caos relativo ao gênero: ‘amiga’, ‘bicha’. Minha primeira visita ao banheiro foi hilária. Entrei e saí correndo. Era um misto de medo, tesão, tensão, apreensão e uma felicidade doida. Nem imagino o que as pessoas pensavam daquele cara que passou a noite inteira sentado numa cadeira do balcão, atento a tudo, surpreso e com um sorriso estampado no rosto. Quando se aproximavam de mim ou percebia um flerte, eu me esquivava e de certa forma corria. Lembro que naquele dia nem dormi direito relembrando cada momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na noite seguinte, não resisti e voltei à mesma casa noturna. Nessa segunda noite, mantive um diálogo com o bartender. Talvez, pela ansiedade, tenha bebido muito e isso tenha feito com que baixasse a guarda e permitisse que as pessoas se aproximassem. Fiquei até muito tarde. O bartender veio, então, conversar comigo. Não lembro ao certo, mas acho que falei muita besteira. Eu suava frio, tremia. Acho que, percebendo meu estado alcoólico, e depois de saber que aquela era a minha segunda noite num ambiente gay, ele arriscou um beijo. 5 de agosto de 2006: aos 22 anos, eu fui beijado pela primeira vez por um homem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquilo foi muito para mim. Afastei-o, não me despedi e saí o mais rápido que pude daquele lugar. Senti repulsa pelo meu corpo, senti nojo de mim. É estranho, mas foram sensações completamente antagônicas, uma oposição entre o meu desejo e o que a sociedade me imprimiu. Ao mesmo tempo que era prazeroso, eu sentia rejeição pelo fato de estar beijando um homem. Apesar de ser meu maior desejo, era algo que eu tinha aprendido ser inaceitável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em casa, escovei os dentes diversas vezes. Como se aquilo pudesse apagar meu ato, como se fosse possível redimir o meu ato. Por quê? Porque eu fui ensinado assim. Porque fui criado num berço católico no qual minha recente atitude era pecado. Eu era uma aberração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como filho único, eu também sentia vergonha por ser uma decepção muito grande para a minha mãe, que sempre teve a expectativa de ter netos. Naquela manhã, eu era o maior lixo do mundo. Abusei ao extremo do uso de cocaína, associada ao uso de ansiolítico. E o que me deixava pior era a sensação: ‘Tinha sido muito bom’. Chorei muito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei ao certo, mas acho que por dois ou três meses retornei à minha reclusão. Passava os finais de semana em casa, reprimindo meus desejos. Mas nada pode ser reprimido para sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de uma festinha de aniversário de uma colega de trabalho, num local próximo à casa noturna que já tinha frequentado, eu criei coragem e, após contornar diversas vezes o quarteirão, entrei. Receoso, troquei olhares com o bartender. Encarei, flertei, fui retribuído. O tempo demorou a passar e já era quase dia quando ele pôde sair do bar e vir ao meu encontro. Dessa vez, fui eu que tomei a iniciativa e o beijei. Dessa vez, eu não fugi e aquela meia hora em que ficamos juntos foi a primeira vez que um cara de 23 anos estava aceitando a si mesmo. Era a primeira vez que eu podia dizer que estava realizado, feliz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois daquela noite, passamos a nos encontrar em todos os finais de semana. Mas, sozinho em casa, depois dos beijos, eu ainda me sentia angustiado e estranho. Tive a sorte, porém, de ter encontrado uma pessoa fantástica, que respeitava as minhas restrições. E elas eram muitas. A primeira vez em que permiti algo mais íntimo foi após dois meses de encontros, fim de semana após fim de semana. Meu namorado só começou a frequentar a minha casa após três meses de relacionamento. Ele compreendia, mas não deixava de ficar chateado com tamanho recalque. Cobrava sexo, mas eu tinha muito medo. Estávamos juntos havia cinco meses quando, pela primeira vez, ele foi dormir comigo. E foi a primeira vez que tivemos uma relação sexual. Era também a primeira relação sexual da minha vida.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="componente_materia" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="intertitulo"&gt;Pedro descobre que não o perdoam por ser&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Mesmo trabalhando para um órgão que, a princípio, deveria privar pelo cumprimento das leis, eu já sofri homofobia. Sinto um certo afastamento por parte de algumas pessoas simplesmente pelo fato de eu não querer me esconder mais. Minhas opiniões e minha qualidade técnica são diminuídas por causa da minha orientação sexual. Por quê? Ser gay me tornou menos competente?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinto raiva de uma sociedade que tem medo de ver beijo gay na novela das oito, mas que se delicia assistindo às piores atrocidades nos noticiários sensacionalistas. Fico me perguntando: por que eu incomodo tanto? Por que gostar de alguém traz tanta violência? De onde vem esse ódio?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É muito difícil compreender por que a comunidade evangélica, por exemplo, é capaz de perdoar a assassinos ou bandidos que se converteram à religião e não aceitam que eu caminhe de mãos dadas com meu namorado pela rua. Qual é o crime de se caminhar de mãos dadas pela rua?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há pouco perdi um de meus melhores amigos e sei que seu assassinato ficará impune. Estamos no Brasil e não vai ser a primeira vez que um crime ficará impune. Pior ainda se são crimes de homofobia ou crimes que a nossa homofobia internalizada não permite que sejam investigados.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma vez eu fui vítima de um golpe conhecido como ‘Boa Noite Cinderela’. Apesar de todos os protestos de que não devia fazer um B.O. (boletim de ocorrência), fui até uma delegacia. E lá realmente desisti de fazer o B.O.. Nunca fui tão humilhado em toda a minha vida. O policial que me atendeu teve uma crise de riso enquanto eu relatava o caso. Aposto que não seria esta a reação caso o evento tivesse ocorrido com um macho alfa. Eu desisti de denunciar, voltei para casa e me senti a pessoa mais impotente do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em outra oportunidade, vi um grupo de adolescentes na saída de uma festa GLS agredindo um garoto que aparentava estar muito bêbado. Novamente, apesar dos protestos de um namorado da época, interferi e acabei me dando muito mal. Apanhei um pouco, pois nem tenho porte físico para enfrentamentos e, quando a polícia chegou, os três adolescentes foram protegidos, e eu quase fui parar na delegacia. Segundo os policiais, eu estava gerando desordem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já perdi a conta de quantos amigos, em Goiânia ou em Uberlândia, já sofreram agressões na rua por serem gays. Ao tentar denunciá-las, as vítimas foram ridicularizadas, e os agressores liberados. Eu não tenho mais coragem de procurar a polícia para denunciar qualquer forma de preconceito. Vivemos no nosso mundinho, disfarçados. Vivemos num ‘gayto’.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="componente_materia" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="intertitulo"&gt;Pedro aproxima-se dos pais – que não sabem (ou fingem não saber) que é&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Distanciei-me dos meus pais há muito tempo. E continuei cada vez mais distante. Morando há três anos e meio em Goiânia, eles nunca tinham vindo me visitar. Neste final de ano, pela primeira vez, eu convidei-os a passar o Natal na minha casa. E eles vieram. Acho que minha pequena atitude abriu uma brecha para novamente possuir uma família, possuir um colo de mãe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não que meu Natal tenha sido maravilhoso. Na verdade, foi cheio de conflitos. Eu e minha mãe nos desconhecemos por completo. Eu e meu pai nem nos falamos, e então surgem diversas divergências. Eles chegaram no dia 23 de dezembro, à noite, e foram embora no dia 25, pela manhã.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na tarde de Natal, descobri uma cartinha que minha mãe tinha deixado sobre o sofá. Transcrevo aqui um trecho: ‘O que mais queremos é a sua realização em todos os sentidos, pois, de qualquer forma, você é nosso único tesouro e não queremos continuar dessa forma. Infelizmente, precisamos te conhecer melhor. E saiba: seja qual for a circunstância, estaremos com você. Você sabe que não podemos adiar o que queremos, ainda mais que já estamos em contagem regressiva. Espero que leia umas várias vezes essa recomendação. Se não quiser comentar sobre ela falando, me escreva e me conte um pouco de você. Beijos. Te amamos muito. Mãe e pai’.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho passado esses últimos dias pensando em qual seria a melhor forma de contar tudo de mim para meus pais. Mas ainda não descobri como. Já tentei escrever uma carta umas dez vezes, mas, ao final, rasgo tudo. Como se o que estivesse escrito ali fosse algo que tivesse o poder de torná-los extremamente infelizes."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="componente_materia" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="intertitulo"&gt;O meio: ou como Pedro reencontra João no gesto possível&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;“Eu era só um menino, mas foi com João que senti remorso pela primeira vez, que tive consciência do que é covardia. Voltei a encontrá-lo em nossa cidade do interior mineiro em algumas poucas oportunidades. E em todas elas não fui capaz de me reportar a ele. João assumiu sua homossexualidade, e não posso esquecer os comentários maldosos de minha mãe, com suas amigas. Eu sentia raiva.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;João tornou-se arquiteto. Quando me mudei para Uberlândia, vivíamos na mesma cidade e ainda hoje temos alguns amigos comuns. Mas nunca dividimos uma roda de amigos. É um somatório de minha vergonha e da sua mágoa. Para alguns dos amigos em comum, eu contei toda a história. Segundo eles, ele nunca mencionou o assunto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma noite, identifiquei-o numa boate GLS. João havia se tornado um homem extremamente efeminado, mas muito lindo. Estava rodeado de amigos e, assim que tive oportunidade, eu o abordei. Entendo completamente as poucas palavras que ele dirigiu a mim. Havia mágoa na forma como ele me tratou, e eu compreendo a sua postura. Não toquei no assunto. Senti muita vergonha e, assim que pude, me afastei. Não consegui pedir desculpas. Algum tempo depois eu soube que João havia se mudado para a Austrália. Não sei se um dia voltarei a vê-lo”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-6655774482089401120?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/6655774482089401120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=6655774482089401120&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/6655774482089401120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/6655774482089401120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2012/01/relato-de-pessoa-uma-infancia-devastada.html' title='Relato de pessoa: uma infância devastada pelo preconceito'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-5876037026454074629</id><published>2012-01-08T14:52:00.003-02:00</published><updated>2012-01-08T14:56:50.655-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preservação de fontes históricas'/><title type='text'>Informes da ANPUH sobre preservação de fontes</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Do Editorial do Informativo Eletrônico da ANPUH - Associação nacional de História, gestão do Presidente &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://anpuhnacional.enviodenews.com/registra_clique.php?id=H%7C226266%7C80200%7C34901&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fbuscatextual.cnpq.br%2Fbuscatextual%2Fvisualizacv.do%3Fid%3DK4723674P1" rel="nofollow" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;u&gt;Benito Bisso Schmidt (UFRGS)&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;(Negritos da autoria da responsável por este blog)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;2 – A ANPUH entrou em  contato com a Secretaria Nacional de Direitos Humanos solicitando a  presença de, ao menos, um historiador na Comissão da Verdade aprovada  pelo Congresso Nacional que terá como função apurar as violações dos  direitos humanos entre 1946 e 1988.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O pleito foi justificado pelo fato  dessa Comissão tratar de questões referentes à história recente do país e  que, por isso, demanda a atuação de profissionais que desenvolveram, ao  longo de sua formação, habilidades referentes à crítica documental, à  interpretação de testemunhos, à coleta e análise de fontes orais, entre  outras. O pleito foi muito bem recebido pela Secretária Maria do Rosário  que vem tratando do tema com a Presidenta Dilma Rousseff.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;3 – A Associação também  &lt;b&gt;vem realizando intenso trabalho no sentido da preservação dos documentos  judiciais, fontes fundamentais para o conhecimento de nossa história.  Os acervos do Poder Judiciário têm sofrido grandes perdas em razão de  medidas pouco refletidas de descarte de documentos, abrigadas pela  Recomendação 37 do CNJ. Contra tais práticas, conseguimos aprovar, na I  Conferência Nacional de Arquivos, realizada em dezembro, moção indicando  que a gestão documental no Poder Judiciário deve ter como critério a  preservação e não a disponibilidade de espaço físico e de recursos  financeiros. Para tanto, foi fundamental a atuação de nossa  representante no CONARQ, Profa. Tânia Bessone (UERJ), a quem  agradecemos. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Também nesse âmbito, &lt;b&gt;em  conjunto com a ANPUH-RS, conseguimos atuar junto ao Tribunal de Justiça  do Rio Grande do Sul (TJ-RS) para que historiadores participem  ativamente do processo de gestão documental desta instituição, com a  indicação de dois representantes da associação e de dois representantes  dos cursos de história do estado, com seus respectivos suplentes, para  compor a comissão interdisciplinar que irá assessorar o Tribunal nessa  tarefa.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Sabemos que &lt;b&gt;esse é um  problema disseminado no país e conclamamos as seções regionais e os  sócios a ficarem atentos aos descartes ocorridos em seus estados&lt;/b&gt;. A  ANPUH nacional, sempre que demandada, atuará no sentido de gestionar  pela preservação das fontes judiciais e do patrimônio documental  brasileiro em geral.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Diretoria Nacional &lt;br /&gt;GESTÃO 2011-2013&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Presidente: Benito Bisso Schmidt(UFRGS) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: x-small;"&gt;xxxxxxxxxxxxxxxxxxx&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Comentário deste blog&lt;/b&gt;: É de lamentar que não se veja a ANPUH-RIO entre as regionais ativamente envolvidas nesse esforço de superação de um tipo de mentalidade não tão sensível à importância da preservação das fontes.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-5876037026454074629?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/5876037026454074629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=5876037026454074629&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/5876037026454074629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/5876037026454074629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2012/01/informes-da-anpuh-sobre-preservacao-de.html' title='Informes da ANPUH sobre preservação de fontes'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-8878472719216618407</id><published>2012-01-08T14:40:00.000-02:00</published><updated>2012-01-08T14:40:36.829-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preservação de fontes históricas'/><title type='text'>II Congresso de preservação da Memória do Judiciário ocorre em março</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do &lt;a href="http://ii%20congresso%20de%20preserva%c3%a7%c3%a3o%20da%20mem%c3%b3ria%20do%20judici%c3%a1rio%20ocorre%20em%20mar%c3%a7o/"&gt;portal do CNJ - 03/01/2012 - 08h20&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em março de 2012 será realizado o II Congresso Brasileiro dos  Arquivos do Poder Judiciário, com o tema: Os desafios da gestão  documental e da preservação da memória do Poder Judiciário frente às  novas tecnologias da informação. O evento é organizado pelo Tribunal  Superior Eleitoral, com apoio do Supremo Tribunal Federal, do Superior  Tribunal de Justiça, do Tribunal Superior do Trabalho, do Superior  Tribunal Militar, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos  Territórios, do Conselho da Justiça Federal e do Conselho Superior da  Justiça do Trabalho. A previsão é reunir 260 participantes no Congresso  que vai acontecer entre 28 e 30 de março, na sede do TSE em Brasília.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O objetivo é qualificar e integrar os gestores e colaboradores da  área de gestão da informação do Poder Judiciário e de outros poderes  participantes frente às novas tecnologias que interferem na gestão e na  preservação dos documentos e da memória institucional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O TJDFT  investe na preservação de seus documentos e processos há quase uma  década, tendo inclusive, revolucionado o sistema de arquivos judiciais,  com a implantação do Projeto de Modernização de Arquivos Judiciais do  Tribunal, em 2006. Pioneiro também, no desenvolvimento da Tabela de  Temporalidade, gerida por uma Comissão Permanente de Avaliação  Documental - Área Judicial do TJDFT, na época, formada por magistrados e  servidores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste II Congresso os inscritos terão a  oportunidade de participar das reuniões do Programa Nacional de Gestão  Documental e Memória do Poder Judiciário (Proname) e do Programa de  Gestão Documental da Justiça Eleitoral (PGD/JE), nas quais serão  apresentadas e discutidas as estratégias de melhoria para as áreas  responsáveis pela informação arquivística. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o congresso  serão realizados cursos na área de gestão da informação e reuniões do  Programa Nacional de Gestão Documental e Memória do Poder Judiciário  (Proname). Uma oportunidade de definir estratégias para a melhoria das  áreas responsáveis pelo arquivo de informações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira  edição do congresso aconteceu em 2001, em Brasília, e o evento foi um  marco na implantação de uma política de gestão de documentos dentro do  Poder Judiciário. A expectativa é de que este segundo encontro sirva  também para registrar a evolução ocorrida na área. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fonte: TJDFT&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                      &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;                    &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-8878472719216618407?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/8878472719216618407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=8878472719216618407&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/8878472719216618407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/8878472719216618407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2012/01/ii-congresso-de-preservacao-da-memoria.html' title='II Congresso de preservação da Memória do Judiciário ocorre em março'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-7678288857026433151</id><published>2012-01-08T14:22:00.001-02:00</published><updated>2012-01-08T15:30:59.529-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preservação de fontes históricas'/><title type='text'>Novo projeto no TJRS vai gerenciar o Acervo Arquivístico</title><content type='html'>Do &lt;a href="http://www.cnj.jus.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=17752:novo-projeto-no-tjrs-vai-gerenciar-o-acervo-arquivistico&amp;amp;catid=224:judiciario&amp;amp;Itemid=584"&gt;Boletim do CNJ - 04/01/2012 - 07h55&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(Negritos e comentários da responsável por este blog) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O presidente do Tribunal de Justiça &lt;b&gt;do Rio Grande do Sul&lt;/b&gt;,  desembargador Leo Lima, assinou o Ato nº 29/2011-P, instituindo o  Projeto de Gerenciamento do Acervo Arquivístico, representado pelo  conjunto de iniciativas existentes ou futuras &lt;b&gt;que contribuam para o  aperfeiçoamento da gestão, disponibilização, avaliação e preservação de  documentos do Poder Judiciário&lt;/b&gt;.&amp;nbsp; A íntegra do Ato encontra-se no Diário  da Justiça na última segunda-feira (02/01).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;A estrutura do Projeto integra a Comissão Permanente de Avaliação e  Gestão de Documentos, a Comissão &lt;b&gt;Interdisciplinar&lt;/b&gt; de &lt;b&gt;Preservação&lt;/b&gt; de  Processos Judiciais &lt;b style="background-color: yellow;"&gt;&lt;u&gt;Aptos a Descarte&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;, os serviços de Arquivo Judicial e  Administrativo, e o Memorial do Judiciário do RS.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A medida  considerou a Recomendação nº 37/11 do CNJ, que dispõe sobre a gestão de  documentos processuais nos Tribunais brasileiros e o Planejamento  Estratégico do Poder Judiciário gaúcho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Designação&lt;/b&gt;  - A mesma edição do Diário da Justiça traz a designação, pelo  Presidente do Tribunal, do &lt;b&gt;Juiz&lt;/b&gt; de Direito Jerson Moacir Gubert &lt;b&gt;como  gestor do Projeto de Gerenciamento do Acervo Arquivístico&lt;/b&gt;. A equipe de  trabalho estará composta pelos &lt;b&gt;servidores&lt;/b&gt; Alexandre Montano Genta,  Tassiara Jaqueline Fank Kich, Luciane Baratto Adolfo, Anelda Pereira de  Oliveira, Danilo Silva Nunes, Diego Barboza Maciel, Andrea Guedes  Flores, Arlene de Souza Porto, Jorge Gilberto dos Reis Martins, Ione  Lucia Maritan, Luiz Felipe Papaleo Jacques, Alex Teixeira Rodrigues,  Liege Bernadete Comaru Nunes, Daniela Esmeraldino Colissi, Antonio Mário  Aydos Rodrigues, Mary da Rocha Biancamano, Carine Medeiros Trindade,  Luís Fernando Vicerlli Beluco e Volnei Rogério Hugen.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Fonte: TJRS&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;Comentário do Blog:&lt;/b&gt; Em que pese as boas intenções, me parece duvidoso o aceite, a incorporação de ponderações eventualmente apresentadas pelos servidores que integram a equipe, ainda que possuam formação em áreas como história, ciências sociais, haja vista que são hierarquicamente subordinados ao magistrado - usualmente desprovido de qualquer capacitação específica, inclusive da de pesquisador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Enquanto pesquisadora, a mim me parece que, nos Tribunais, está a ocorrer o mesmo fenômeno que verificávamos nos hospitais - médicos destituidos de formação em gestão administrativa e financeira a exercerem cargos de direção hospitalar. Foi necessário o debate da questão e, após concluírem que não se tratava de competência afeita à formação do profissional médico, reconheceu-se a necessidade de realizar a ocupação da função por alguém efetivamente capacitado para o exercício das habilidades específicas da área. Ganharam todos: pacientes, médicos e eventuais sócios capitalistas ou instâncias de governo, se estatais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-7678288857026433151?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/7678288857026433151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=7678288857026433151&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/7678288857026433151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/7678288857026433151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2012/01/novo-projeto-no-tjrs-vai-gerenciar-o.html' title='Novo projeto no TJRS vai gerenciar o Acervo Arquivístico'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-2345710308890772201</id><published>2012-01-08T14:00:00.000-02:00</published><updated>2012-01-08T14:00:24.556-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='preservação de fontes históricas'/><title type='text'>Processos físicos são reservados no TRT - PB</title><content type='html'>&lt;div&gt;                     Do &lt;a href="http://www.blogger.com/goog_2107845147"&gt;Boletim do CNJ - 06/01/2012 - 00h00                    &lt;/a&gt;&lt;div style="float: right;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_2107845147"&gt;                         &lt;/a&gt;                                                           &lt;div class="fb-like fb_edge_widget_with_comment fb_iframe_widget" data-layout="button_count" data-send="false" data-show-faces="false" data-width="40"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_2107845147"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="float: right;"&gt;                                                                       &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.cnj.jus.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=17767:processos-fisicos-sao-reservados-no-trt-pb&amp;amp;catid=224:judiciario&amp;amp;Itemid=584"&gt;                                &lt;/a&gt;(negritos da autoria da titular desde blog)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Memorial da Justiça Trabalhista da Paraíba deverá intensificar os  convênios com universidades e instituições de pesquisa em 2012. O  objetivo é repassar processos trabalhistas concluídos a partir dos anos  90, que já estão arquivados e podem ser uma grande fonte de pesquisa. No  ano passado, um convênio com a Universidade Estadual da Paraíba  possibilitou que processos antigos fossem cedidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Memorial do Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba possui&amp;nbsp;  processos trabalhistas considerados históricos dos anos 30 e 40. Esse  material está organizado e catalogado. O trabalho, feito pela equipe do  Memorial, tem o objetivo de preservar a históriada Justiça Trabalhista  no Estado e está a disposição dos interessados na sede do Memorial, que  funciona no Shoppin g Tambiá, no térreo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a juíza  Rosivania Cunha, coordenadora do Memorial, através desses processos é  possível conhecer como era a sociedade da época. “Nós fizemos um  trabalho de organização, inventário, higienização e em seguida foram  colocados em capas especiais. Não é fácil mas são processos de valor  histórico e não podem se acabar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos desafios na preservação  da memória da Justiça Trabalhista é a implantação do Processo  Eletrônico. O TRT da Paraíba criou, por iniciativa do Memorial, no ano  passado, o selo e-história, que tem o objetivo de identificar processos  que tenham ou terão valor histórico. “São processos de causas pioneiras,  ação civil pública, ou que demoraram demais para uma solução. Tudo isso  indica que há informações importantes sobre a realidade de uma época”,  ressalta a juíza. Esses processos ganham o selo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo após o  recesso forense, a juíza Rosivania Cunha vai se reunir com a Comissão de  Informática do TRT para discutir como o s processos eletrônicos  históricos poderão ser pesquisados. “Em breve teremos um montante enorme  de processos eletrônicos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Fórum Nacional - O Tribunal Regional  do Trabalho da Paraíba sediou a reunião do Fórum Nacional Permanente em  Defesa da Memória da Justiça do Trabalho – Memojutra, que aconteceu nos  dias 24 e 25 de novembro últimos, em João Pessoa. O evento teve uma  programação intensa e aconteceu no auditório da Astra13 e do Fórum  Maximiano Figueiredo, com a presença de representantes de 14 Tribunais  do Trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O historiador Tiago Bernardon de Oliveira,  professor da Universidade Estadual da Paraíba - UEPB, coordenador do  projeto de preservação e catalogação dos processos trabalhistas  desenvolvido pela UEPB em parceria com o TRT 13ª Região fez a palestra:  "A importância da preservação dos processos trabalhistas para a história  social do trabalho no Brasil". Ele ressaltou que "como p ara os juízes é  preciso ter provas, é necessário haver fontes documentais para o  historiador", disse o professor.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Memojutra tem o objetivo de  aumentar a atenção à gestão documental na Justiça Trabalhista. Foi  apresentado um vídeo documentário institucional mostrando que o TRT da  Paraíba é o único no país que tem processos tramitando de forma  totalmente eletrônica, mas que guarda processos físicos históricos. No  final da reunião do Fórum Nacional Permanente em Defesa da Memória da  Justiça do Trabalho foi divulgada a&amp;nbsp;&amp;nbsp; Carta de João Pessoa, que reuniu  as deliberações aprovadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Carta a João Pessoa destacou a  importância da &lt;b&gt;Recomendação nº 37, de 15 de agosto de 2011, publicada no  DJ-e nº 152/2011, em 17 de agosto de 2011, que disciplina as normas de  funcionamento do Programa Nacional de Gestão Documental e Memória do  Poder Judiciário – Proname&lt;/b&gt; e de seus instrumentos,&amp;nbsp; e reafirmou os  objetivos do Memojutra no sentido de apoiar os Tribunais na &lt;b&gt;adoção de  políticas de preservação e tratamento adequado de seus acervos.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O  TRT da Paraíba possui cerca de 350 mil processos físicos e de cada dez  processos - dois tem mais de um volume. O estado de São Paulo por  exemplo, possui 12 milhões de processos no arquivo composto por cinco  galpões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coordenadora do Memorial da Justiça Trabalhista  ressaltou que &lt;b&gt;o objetivo do Fórum não é pela preservação radical mas sim  a favor de uma política de eliminação racional, com a permanência de  quantidade suficiente para a preservação da história após uma avaliação  criteriosa.&lt;/b&gt; A Carta de João Pessoa apoia o Conselho Nacional de Justiça  quando disciplina as normas do Programa Nacional de Gestão Documental e  Memória do Poder Judiciário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fonte: TRT-PB&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-2345710308890772201?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/2345710308890772201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=2345710308890772201&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/2345710308890772201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/2345710308890772201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2012/01/processos-fisicos-sao-reservados-no-trt.html' title='Processos físicos são reservados no TRT - PB'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-41327450136875879</id><published>2011-10-17T14:47:00.001-02:00</published><updated>2011-10-17T14:53:41.592-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história - memória - movimento lgbt - sociabilidades lgbt - estudos de gênero e diversidade sexual'/><title type='text'>Em 14/04/2009 era anunciado: USP inaugura projeto para resgatar a memória Homossexual na cultura</title><content type='html'>Em 14 de abril de 2009 a "Central de Notícias Gay" divulgava matéria oriunda do sítio Mix Brasil:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="color: red; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Universidade de  São Paulo inaugura projeto para&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;resgatar a memória Homossexual na  cultura &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Universidade de São Paulo  inaugurou nesta semana o seu Programa de Estudos da Diversidade (Homo)Sexual  (PEDHS), iniciativa da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão que pretende resgatar  o direito à memória Homossexual no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para marcar o início das  atividades, foi realizado no Museu de Arte Contemporânea da USP o Colóquio  Direitos Humanos e Diversidade (Homo)Sexual, contando com a participação de  parte da equipe docente e representantes das esferas estadual e federal do poder  público. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O PEDHS irá reunir professores de diferentes unidades na  promoção de estudos, pesquisas e coletas de dados sobre a memória  Homossexual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os resultados desses estudos  devem ser disponibilizados para a sociedade em geral para estimular uma  identidade sistematizada da comunidade GLBT.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Homoerotismo e a maneira  como os&amp;nbsp;GLBTs são retratados na música, literatura e teatro devem ser temas  abordados no projeto. Para o professor Émerson Inácio da Cruz, "esses estudos  são uma forma de recuperar a identidade desse grupo, até para conseguir unir a  discussão que está tão fragmentada".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A semente do programa nasceu  em 2008, quando a USP abrigou a quarta edição do Congresso da Associação  Brasileira de Estudos da Homocultura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo em seguida, os  professores Horácio Costa e Émerson,&amp;nbsp; em parceria com representantes do  programa "Brasil Sem Homofobia", decidiram que era hora de articular algo  maior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inicialmente o PEDHS conta  com a participação de professores da Escola de Comunicação e Artes, Faculdade de  Filosofia, Letras e Ciências Humanas e outras áreas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;http://mixbrasil.uol.com.br/mp/upload/noticia/3_45_71989.shtml" rel="nofollow" target="_blank"&amp;gt;&lt;b&gt;http://mixbrasil. uol.com.br/ mp/upload/ noticia/3_ 45_71989. shtml&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-41327450136875879?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/41327450136875879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=41327450136875879&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/41327450136875879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/41327450136875879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2011/10/em-14042009-era-anunciado-usp-inaugura.html' title='Em 14/04/2009 era anunciado: USP inaugura projeto para resgatar a memória Homossexual na cultura'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-5389480890772928101</id><published>2011-10-08T20:54:00.001-03:00</published><updated>2011-10-08T21:04:42.425-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura LGBT'/><title type='text'>As Filhas da Chiquita: manifestação da cultura gay remonta à Ditadura</title><content type='html'>&amp;nbsp;"Diferentemente da época da Ditadura, hoje a Festa das Filhas da Chiquita tem hora pra acabar: as três da madrugada a Polícia vem e manda todo mundo dispersar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Festa &lt;b&gt;As Filhas da Chiquita&lt;/b&gt; é parte expressiva da cultura Gay nacional. É realizada ao ar livre, no segundo sábado de outubro, desde a década de 1970, durante os festejos do Círio de Nazaré, em Belém, Pará.&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;h1 class="titulo_not cor-voce"&gt;&lt;a href="http://diariodopara.diarioonline.com.br/N-115160-FESTA+DA+CHIQUITA++TRADICAO+E+POLEMICA+SE+RENOVAM.html"&gt;tradição e polêmica se renovam&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Festa da Chiquita nunca se importou de chamar a atenção. Evento  símbolo do orgulho gay em Belém desde a década de 1970, o evento levava  às ruas intelectuais, boêmios e homossexuais, em celebração ao lado  profano do Círio. Homens travestidos e a entrega do prêmio “Veado de  Ouro” ao homossexual mais atuante da cidade davam o tom da festa que  crescia a revelia do maior evento católico do país. Atualmente, a  Chiquita se firma como um mega-espetáculo que atrai anualmente cerca de  40 mil pessoas, de acordo com os organizadores. Acabou entrando para  história como uma das mais irreverentes celebrações do calendário  religioso brasileiro. Em 2004, o Instituto do Patrimônio Histórico e  Artístico Nacional (Iphan) incluiu a Festa da Chiquita no processo de  tombamento do Círio como patrimônio imaterial da humanidade. [Continue lendo &lt;a href="http://diariodopara.diarioonline.com.br/N-115160-FESTA+DA+CHIQUITA++TRADICAO+E+POLEMICA+SE+RENOVAM.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;]&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/IOU0ylN6TnQ" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;h1 class="titulo_not cor-voce"&gt;&lt;a href="http://diariodopara.diarioonline.com.br/N-143506-FESTA+DA+CHIQUITA++SAGRADO+E+PROFANO+SE+ENCONTRAM.html"&gt;Sagrado e Profano se encontram&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“No segundo domingo de outubro, a  bicentenária procissão do Círio de Nazaré é obrigada a conviver com a  Festa da Chiquita, o mais tradicional encontro gay da Amazônia que,  contra tudo e contra todos, tem lugar no mesmo dia, à mesma hora e na  mesma rua”. Esta é a sinopse do filme “As Filhas da Chiquita”, que  Priscilla Brasil lançou em 2008 e que conta a impressionante – e  purpurinada - história de resistência do evento mais ousado e festivo da  quinzena do Círio, que deve receber um público de 700 mil pessoas hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal,  é ou não é ousadia demais começar um grande festejo pela diversidade  sexual, com direito a concursos, desfiles, muita música e bebida, assim  que Nossa Senhora de Nazaré passa? É no momento em que a procissão da  Trasladação acaba, por volta das 22h, que as luzes se acendem no palco  montado em frente ao Bar do Parque e a Festa da Chiquita inicia. E ela  só termina cedo por que amanhã de manhã tem a procissão principal. Se  não fosse isso, nunca terminaria, tamanha a empolgação do público, dos  artistas e organizadores.&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Um show contra a homofobia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Respeitamos  muito ela. A fé é para todos, na hora da festa estão todos na farra,  mas no outro dia estão todos rezando. O que queremos com a Chiquita é  que temas como a luta contra a homofobia sejam absorvidos pela  sociedade. Seremos o primeiro estado a aprovar a lei que criminaliza  essa prática”, explicou Eloi Iglesias, artista que é figura simbólica da  cultura paraense e encabeça o evento, que em 2011 tem como tema “Além  do Arco Íris – Um Show Contra a Homofobia”. O artista citou o projeto  25/2010, da deputada estadual Bernadete Ten Caten (PT), que já foi  aprovado pela Assembleia Legislativa e aguarda agora a sanção do  governador Simão Jatene. [Continue lendo &lt;a href="http://diariodopara.diarioonline.com.br/N-143506-FESTA+DA+CHIQUITA++SAGRADO+E+PROFANO+SE+ENCONTRAM.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;].&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Veja aqui o documentário completo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/7Cu_mt2SXBc" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-5389480890772928101?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/5389480890772928101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=5389480890772928101&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/5389480890772928101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/5389480890772928101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2011/10/as-filhas-da-chiquita.html' title='As Filhas da Chiquita: manifestação da cultura gay remonta à Ditadura'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/IOU0ylN6TnQ/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-3772474624212442382</id><published>2011-10-05T21:41:00.003-03:00</published><updated>2011-10-05T22:03:32.329-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comitê Científico - Ética na pesquisa - CNPq'/><title type='text'>CNPq propõe diretrizes éticas para pesquisa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trata-se de uma preocupação que não é nova, havendo inclusive Universidades que já possuem os seus Comitês Científicos, com vistas a assegurar o respeito aos protocolos éticos na elaboração e divulgação dos resultados das pesquisas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Com a recente divulgação de prática de fraude por parte de pesquisador, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico tomou a iniciativa de elaborar o seu próprio protocolo de ética na pesquisa e divulgação de seus resultados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Veja a notícia que, segundo consta, teria sido publicada no jornal O Estado de São Paulo:&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="yiv2112485010Apple-style-span" id="yui_3_2_0_14_1317860986464181" style="background-color: white; font-size: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table border="0" cellpadding="2" cellspacing="0" id="yui_3_2_0_14_1317860986464180" style="width: 480px;"&gt;&lt;tbody id="yui_3_2_0_14_1317860986464179"&gt;&lt;tr id="yui_3_2_0_14_1317860986464178"&gt;&lt;td align="left" class="yiv2112485010link_menu yui_3_2_0_14_1317860986464138" colspan="2" height="20" id="yui_3_2_0_14_1317860986464177" style="color: #29519c; font-family: Verdana,Geneva,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 12px; text-decoration: none;"&gt;&lt;table border="0" cellpadding="2" cellspacing="0" id="yui_3_2_0_14_1317860986464176"&gt;&lt;tbody id="yui_3_2_0_14_1317860986464175"&gt;&lt;tr id="yui_3_2_0_14_1317860986464214"&gt;&lt;td colspan="2" id="yui_3_2_0_14_1317860986464213"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_14_1317860986464212" style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;O documento está pronto, mas ainda não foi divulgado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px; padding: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_14_1317860986464212" style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)  definiu um conjunto de diretrizes para promover a ética na publicação de  pesquisas científicas e estabelecer parâmetros para investigar  eventuais condutas reprováveis. O documento com as diretrizes já está  pronto, mas ainda não foi divulgado. No entanto, o coordenador da  comissão responsável pelo texto, Paulo Sérgio Beirão, da Universidade  Federal de Minas Gerais (UFMG), enumerou ao Estado os principais pontos  da iniciativa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px; padding: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_14_1317860986464212" style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="yui_3_2_0_14_1317860986464201" style="margin: 0px; padding: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_14_1317860986464212" style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;Segundo Beirão, o CNPq constituirá uma comissão permanente para difundir  informações sobre pesquisa ética, principalmente sob o ponto de vista  da publicação científica. O mesmo grupo analisará as denúncias que  chegam ao órgão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px; padding: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_14_1317860986464212" style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px; padding: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_14_1317860986464212" style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;O texto proposto pela comissão tipifica quatro condutas ilícitas. Por um  lado, a falsificação e a fabricação de resultados. Por outro, o plágio e  o autoplágio - definido como a republicação de resultados científicos  já divulgados como se fossem novos, sem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px; padding: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_14_1317860986464212" style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;explicitar  a publicação prévia. Também condena a inclusão de autores que só  emprestaram equipamentos ou dinheiro, sem colaborar intelectualmente com  o artigo científico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px; padding: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_14_1317860986464212" style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px; padding: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_14_1317860986464212" style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;As novas regras preveem que as denúncias de infrações serão submetidas a  um juízo prévio da comissão permanente do CNPq. Se forem julgadas  verossímeis, o órgão criará uma comissão extraordinária de especialistas  para analisar o caso. "A investigação não caberá à instituição onde o  cientista trabalha", explica Beirão. "Queremos garantir a  imparcialidade."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px; padding: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_14_1317860986464212" style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px; padding: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_14_1317860986464212" style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;As punições para os delitos mais graves incluem a suspensão de bolsas e,  eventualmente, a exigência de devolução do dinheiro investido pelo CNPq  na pesquisa. "Não podemos demitir ninguém. Somos uma agência de  fomento: o máximo que conseguimos fazer é cortar a linha de  financiamento", aponta o pesquisador da UFMG.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px; padding: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_14_1317860986464212" style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;A comissão foi criada em maio, depois de uma denúncia de fraude que envolveu pesquisadores da Unicamp.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px; padding: 0px; text-align: justify;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_14_1317860986464212" style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;(O Estado de São Paulo)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_14_1317860986464212" style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0px; padding: 0px;"&gt;&lt;span id="yui_3_2_0_14_1317860986464212" style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;Fonte:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=79570" rel="nofollow" target="_blank"&gt;http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=79570&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="yui_3_2_0_14_1317860986464217"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Agradeço a divulgação do presente texto, feita, entre outras, na lista da ABEH - Associação Brasileira de Estudos da Homocultura, por Anna Paula Vencato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-3772474624212442382?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/3772474624212442382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=3772474624212442382&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/3772474624212442382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/3772474624212442382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2011/10/cnpq-propoe-diretrizes-eticas-para.html' title='CNPq propõe diretrizes éticas para pesquisa'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-1613529629801037002</id><published>2011-10-04T00:09:00.000-03:00</published><updated>2011-10-04T00:09:18.779-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ativismo trans - memória'/><title type='text'>Janaina Dutra -  "Uma dama de ferro"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em seis de outubro de 2009&lt;a href="http://memoriamhb.blogspot.com/2009/10/conheca-um-pouco-sobre-vida-de-janaina.html"&gt; transcrevi aqui neste blog o texto de Daletty di Polly sobre Janaína Dutra&lt;/a&gt;, uma das mais destacadas lideranças  Trans do Brasil.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-NluDOF-b6YI/Top4reQqObI/AAAAAAAAAmk/IHrIrBfwbFo/s1600/attachment.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-NluDOF-b6YI/Top4reQqObI/AAAAAAAAAmk/IHrIrBfwbFo/s320/attachment.jpg" width="215" /&gt;&lt;/a&gt;Daletty abrira uma comunidade do Orkut em homenagem à memória da trajetória de Janaína. Com a sua autorização &lt;a href="http://memoriamhb.blogspot.com/2009/10/conheca-um-pouco-sobre-vida-de-janaina.html"&gt;transcrevi para cá&lt;/a&gt; o registro que fez dessa personagem importantíssima na luta em defesa dos direitos de travestis e transexuais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 17 de abril do ano passado (2010) registrei, sob a forma de comentário àquela postagem, a informação de que Vagner de Almeida estava produzindo um documentário sobre Janaína. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava programado para o dia 30 de setembro, no Centro Cultural da Justiça Federal, aqui no Rio de Janeiro, a reestréia desse que é o mais novo documentário de Vagner de Almeida - documentarista que, com a sua sensibilidade e sentido de  compromisso cívico, vem construindo uma obra da maior importância no  processo de recuperação da história de gays, travestis, transexuais e  lésbicas brasileiros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse trabalho, Vagner nos conta um pouco da trajetória da ativista pelos direitos humanos Janaína Dutra, a primeira travesti advogada no Brasil. Desafortunadamente, problemas de saúde me impediram de comparecer à essa sessão de reexibição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O comentário escrito pela socióloga Cristina Câmara - autora de &lt;a href="http://acicate.com.br/loja/produtos.asp?Categoria=1"&gt;Cidadania e orientação sexual: a trajetória do grupo Triângulo Rosa&lt;/a&gt; -, porém, é bastante informativo e só faz aumentar o desejo de assistir mais esta produção do Vagner de Almeida - pessoa cuja obra em construção me provoca sincero júbilo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desejo sinceramente que esta produção do Vagner - como todas as demais - alcance o maior público possível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="yiv2072013691MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: Times; font-size: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;“Janaína Dutra – Uma Dama de Ferro”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="yiv2072013691MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: Times;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Cristina Câmara&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times; font-size: 10pt;"&gt;&lt;b&gt;Socióloga, Doutora em Ciências Humanas/UFRJ e             Coordenadora da “Acicate: Análises Socioculturais&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times; font-size: 10pt;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times; font-size: 7.5pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt; SP, 1011&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span id="yui_3_2_0_1_1317693364310390" style="font-family: Times; font-size: 13.5pt;"&gt;&lt;b id="yui_3_2_0_1_1317693364310389"&gt;Assisti ao documentário &lt;span style="color: #660000;"&gt;“Janaína Dutra – Uma Dama               de Ferro”&lt;/span&gt;, de Vagner de Almeida, duas vezes, mas             serão necessárias muitas outras para poder apreender a             riqueza de detalhes do documentário em si e da trajetória de             Janaína.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Sobre o documentário, estilo que gosto muito, Vagner             conseguiu localizar as personagens precisas para             re-construir e re-contar a história de Janaína, em suas             múltiplas facetas. Sua trajetória ativista é conhecida por             muitos, mas relacioná-la a sua trajetória de vida oferece à             audiência uma grata surpresa. Gostaria de comentar um pouco             esses dois aspectos, mas antes é fundamental destacar a             interessante opção por mesclar as narrativas históricas com             as entrevistas e o depoimento da própria Janaína. A             pluralidade de lugares referenciais das pessoas             entrevistadas, falando sobre momentos e aspectos diferentes,             e os diversos recursos utilizados enriquecem o documentário.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sobre a trajetória de ativista, que obviamente não se             dissocia de sua trajetória pessoal, mas, ao contrário, é             parte dela, os relatos dos companheiros de diversas frentes             demonstram a capacidade de articulação de Janaína, sua             aceitação, respeito e bem querer por parte dos que tiveram o             privilégio de atuar com ela. Na luta pelos direitos humanos,             na defesa das pessoas soropositivas e no entendimento de que             a prostituição pode ser uma opção, mas na maioria das vezes             não o é para as travestis, que carregam múltiplas inserções             sociais negativas, cotidianamente, dificultando suas vidas             sob todos os aspectos. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sobre sua trajetória de vida, é bonito e gratificante             saber que uma família simples, de São Francisco de Canindé –             cidade cearense de tradição católica, na qual abundam os             devotos de São Francisco –, mantém a coerência entre sua             religião e o respeito às diferenças. Isto é possível notar             nos relatos dos familiares quando falam sobre Janaína, mas             também nos relatos sobre ela e nos seus próprios. Um exemplo             está presente na maneira como Janaína conseguiu relacionar             sua identidade ‘Janaína Dutra’, duramente conquistada, a seu             nome familiar ‘Jaime’ ou ‘Jaiminho’. Não se percebe uma             polaridade, ao contrário, parece haver uma agregação de             espaços e valores quanto à masculinidade e à feminilidade.             Janaína foi inclusive uma referência paterna para seus             sobrinhos. Quando alguém da família certa vez lhe perguntou             sobre seu nome, ela respondeu: “Me chame de qualquer jeito.”             Ela soube ser respeitosa com suas irmãs, por exemplo, e             talvez por isto mesmo seja tão respeitada e lembrada com             muito carinho e saudade por todos os familiares, amigos e             companheiros de luta. E que amigos...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A relação com os amigos denota também dificuldades e             desafios, não para aceitar Janaína, mas para entendê-la e             respeitá-la, o que chega a ser comovente. Destaco apenas a             narrativa de Manoelzinho, porque não seria possível aqui             comentar a enorme riqueza de todas as outras. Chama a             atenção sua grandeza e discrição quando ele diz ter             percebido os seios de Janaína, mas não fez comentário algum,             porque comentar soava quase como por em evidência algo             apartado de seu ser. E, fosse como fosse, sua amiga era             inteira para ele, independente das opções que fizesse sobre             seu corpo.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A mãe de Janaína é um capítulo à parte, mas duas             palavras me vêm à cabeça para tentar descrevê-la: Dignidade             e lucidez. Segundo uma das irmãs: “Sempre aceitou o Jaime do             jeito que ele era”. Por sua vez, não poderia deixar de             destacar as palavras de Janaína que, a meu ver, compõem a             mescla de sua trajetória: “O apoio familiar te empodera na             sociedade”.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Como dito inicialmente, há muito mais a ser extraído nas             informações e lições que o documentário retrata, por isso é             preciso assisti-lo mais de uma vez. &lt;br /&gt;Por último, mas não menos importante, gostaria de mencionar             que o documentário de Vagner de Almeida consegue retratar             uma beleza agreste, ao mesmo tempo rigorosa e simples.             Beleza explícita na fotografia logo no início, mas             subjacente ao longo do filme. As músicas, os ritmos, vão se             adequando aos diferentes cenários. Enfim, é lindo porque é             simples! Além da enorme contribuição por registrar e tornar             pública esta história. Parabéns! &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-1613529629801037002?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/1613529629801037002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=1613529629801037002&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/1613529629801037002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/1613529629801037002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2011/10/janaina-dutra-uma-dama-de-ferro.html' title='Janaina Dutra -  &quot;Uma dama de ferro&quot;'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-NluDOF-b6YI/Top4reQqObI/AAAAAAAAAmk/IHrIrBfwbFo/s72-c/attachment.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-1825507107321658429</id><published>2011-09-20T16:37:00.000-03:00</published><updated>2011-09-20T16:37:56.893-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história - memória - movimento lgbt - sociabilidades lgbt - estudos de gênero e diversidade sexual'/><title type='text'>Dos sentidos da liberdade</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt;"&gt;Deus, quando&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;me botou assim no mundo &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt;"&gt;(com a ajuda lá do meu pai com a minha mãe) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt;"&gt;–&amp;nbsp; Gente&amp;nbsp; –&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt;"&gt;foi porque eu tinha discernimento e vontade própria. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt;"&gt;Se Ele não quisesse que eu tivesse vontade própria, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt;"&gt;Ele tinha me feito nascer égua! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt;"&gt;Com uma rédea aqui para alguém me guiar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.bdtd.ndc.uff.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1443"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="font-size: 10.0pt; mso-ansi-language: EN-US;"&gt;Antônia, 17/04/03,&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;lado “B”, in fine. &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-cNhaiOXqqUU/TnjrX2_qpJI/AAAAAAAAAmU/hz9LGWHA8vE/s1600/5_TOCA_Zeze.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-cNhaiOXqqUU/TnjrX2_qpJI/AAAAAAAAAmU/hz9LGWHA8vE/s200/5_TOCA_Zeze.jpg" width="136" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-1825507107321658429?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/1825507107321658429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=1825507107321658429&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/1825507107321658429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/1825507107321658429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2011/09/dos-sentidos-da-liberdade.html' title='Dos sentidos da liberdade'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-cNhaiOXqqUU/TnjrX2_qpJI/AAAAAAAAAmU/hz9LGWHA8vE/s72-c/5_TOCA_Zeze.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-7218944313960891100</id><published>2011-09-20T01:44:00.000-03:00</published><updated>2011-09-20T01:44:36.018-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética - dupla moral'/><title type='text'>A ética deslizante</title><content type='html'>&lt;h2&gt;CASO PEDRO NAVA&lt;/h2&gt;&lt;h1&gt;Ética deslizante&lt;/h1&gt;&lt;div class="jornalista-interna"&gt;   Por Rita de Cassia Colaço Rodrigues &lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/etica-deslizante"&gt;em 12/07/2005 na edição 337 do Observatório da Imprensa&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="jornalista-interna"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ffont"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em "&lt;a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=336FDS001"&gt;&lt;u&gt;Ética, imprensa e vida privada&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;", Leneide Duarte-Plon, neste &lt;i&gt;Observatório&lt;/i&gt;,  afirma ser incompreensível fazer uma releitura a respeito de uma  atitude ética tomada no passado. Refere-se a jornalista à  não-divulgação, à época, da suposta chantagem por parte de um michê como  motivadora do suicídio de Pedro Nava. No mesmo rumo segue a  argumentação de Michel Plon ("&lt;a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=336FDS002"&gt;&lt;u&gt;Reflexões sobre um suicídio e o papel da imprensa&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;"), também veiculada neste &lt;i&gt;OI&lt;/i&gt;. Ambos os textos remetem ao de Luiz Cláudio Cunha &lt;a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=330AZL002"&gt;&lt;u&gt;("O mea-culpa de Zuenir Ventura&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;", &lt;i&gt;OI&lt;/i&gt; de 25/5/05) e ao de Ricardo A. Setti &lt;a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=333FDS001"&gt;&lt;u&gt;("O livro de Zuenir e um papelão que eu fiz&lt;/u&gt;&lt;/a&gt;", &lt;i&gt;OI&lt;/i&gt; de 14/6/05).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Luiz Cláudio, resenhando o recém-lançado &lt;i&gt;Minhas histórias dos outros&lt;/i&gt;,  de Zuenir Ventura, se detém a abordar "o pacto de silêncio" firmado  entre os profissionais de imprensa quando do suicídio do escritor Pedro  Nava. Ele próprio um dos personagens daquela pactuação, Luiz Cláudio se  filia à mesma interpretação de Zuenir. Também Ricardo Setti, outro dos  integrantes da &lt;i&gt;Istoé&lt;/i&gt; juntamente com Zuenir, é de opinião que a  decisão tomada na época, de impedir o acesso ao leitor àquela informação  – o telefonema e a ligação com o michê – prendeu-se a um "espírito de  corpo", um tratamento privilegiado sustentado discursivamente sobre um  dever de resguardo da vida privada que, referida a outro personagem  menos ilustre, não teria sido brindada com o mesmo argumento. Segundo  relatos dos envolvidos, Ziraldo teria sido um dos fortes defensores do  silêncio, enquanto Artur Xexéo, um dos repórteres encarregados de apurar  o rumor, argumentava pelo direito de informar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Leneide e Michel  Plon se associam à tese de que a supressão da notícia deveu-se  exclusivamente ao direito à inviolabilidade da intimidade. Jornalista e  psicanalista, preferem enfocar apenas este aspecto e esta versão e, a  partir daí, discutir as péssimas qualidade, profundidade e ética que  atualmente contaminam os veículos de informação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Ziraldo e seu código&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ocorre,  porém, ainda que concordando com eles sobre os limites a serem  considerados entre vida pública e privada, não ser plausível atribuir  sentido ético a uma conduta que, segundo os próprios jornalistas que  detinham o poder de decidir pela publicação ou não reconhecem, foi, sim,  fruto de uma interpretação diferenciada, em prol de um "espírito de  corpo" – o dos jornalistas e escritores, ou simplesmente intelectuais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As  perguntas que se colocam nesse caso são: tivessem os citados  jornalistas apurado em suas investigações uma outra motivação, por  exemplo, que o telefonema fora dado por um agiota, teriam deixado de  noticiar? Ou, como um dos próprios profissionais de imprensa envolvidos  no evento – Setti –, problematizou, fosse, em vez de um escritor famoso,  um anônimo qualquer, teriam os jornalistas ponderado sobre os efeitos  da notícia na pessoa da viúva e na imagem do falecido?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro  questionamento oportuno seria se teve o cartunista Ziraldo – o principal  a se bater pela tese do silenciamento – ao longo de sua carreira o  mesmo rigor ético no enfoque de outros temas, com outros personagens.  Pautou-se pelo mesmo código de valores morais quando, por exemplo, pelas  páginas d’&lt;i&gt;O Pasquim&lt;/i&gt;, com seu poder de formador de opinião, usou  reiteradamente da zombaria como arma de desqualificação da imagem  pessoal das feministas e, via de conseqüência, do movimento feminista?  (ver James Green, &lt;i&gt;Além do Carnaval&lt;/i&gt;, Unesp, 2000, pág. 419; Rachel Soihet, &lt;i&gt;Culturas políticas: Ensaios de História Cultural, História Política e Ensino de História&lt;/i&gt;; Bicalho, M. F., Gouvêa, M.F.S., orgs., e Jornal &lt;i&gt;Lampião da Esquina&lt;/i&gt;, pág. 7, nº 13, junho de 1979, matéria "A ironia de um certo humor".)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Proteção "de um igual"&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A  respeito da contumácia em "preservar" (apenas) a vida privada de pares,  deve-se recordar atitude do mesmo Ziraldo ao suprimir, do texto do  jornalista Sérgio Augusto, na edição de 18/5/1979 de &lt;i&gt;O Pasquim&lt;/i&gt;, o nome do editor do caderno Internacional do &lt;i&gt;Jornal do Brasil&lt;/i&gt;,  Isaac Pitcher, como o autor da bolinação na recepcionista do sexto  andar ("sem maiores escrúpulos, enfiou, sem a menor cerimônia, a mão no  decote da moça, apertando-lhe o seio"), em 5/5/1979 (ver jornal &lt;i&gt;Lampião da Esquina&lt;/i&gt;,  nº 13, junho de 1979, página 14, coluna "Bixórdia", e página 7, "Um  protesto contra a rotina da bolinação", de autoria de Isa Cambará – o  caso foi resolvido como sempre: a preservação do nome e da imagem do  autor do abuso e a demissão da moça).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma coisa é o padrão ético  que se desejaria ver regendo as ações dos jornalistas responsáveis pelos  conteúdos apresentados pelos veículos de informação. Outra são os  parâmetros usuais nos quais têm se movido. Outra, ainda, é querer  atribuir um sentido pessoal à ação de outrem, eles próprios (Zuenir,  Setti e Luiz Cláudio) envolvidos nos acontecimentos, afirmando  explicitamente ter sido outra a motivação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na interpretação dos  fatos, há que se ater sempre ao contexto da época, às mentalidades  vigentes no período. Às formas mentais que regiam as ações,  atribuindo-lhes significados – positivos ou negativos. Do cotejo dos  depoimentos desses três jornalistas com a contumácia do cartunista em  "preservar" os seus e desacreditar os "outros" (feministas,  homossexuais), percebe-se que o motor da "preservação da intimidade" do  escritor foi mesmo o espírito de proteção "de um igual" (do mesmo  estrato cultural). Por envolver aspectos tidos como moralmente  desqualificantes – relações afetivo-sexuais entre pessoas adultas do  mesmo sexo –, a alternativa do pacto de silêncio venceu. Nenhum  jornalista quis assumir a responsabilidade de divulgar ao leitor comum a  versão já pública entre os profissionais da imprensa sobre a vida  privada de um homem público que, mais do que isso, era principalmente um  homem das letras, membro, portanto, do mesmo grupo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Dupla ética &lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse  contexto, o da estigmatização de determinadas formas de expressão de  afeto e desejo, mormente em personalidades de alta referência pública, é  que houveram por bem aqueles profissionais da imprensa preservar a  imagem do escritor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se semelhante resgate histórico, por um lado,  alcança a esfera da vida íntima de uma personalidade pública, por outro,  dado que pública, amplia ainda mais a dimensão social do cenário. Nesse  sentido é preciso evocar mais uma vez o movimento feminista e recordar  sua exaustiva demonstração dos aspectos políticos dos atos privados,  organizados numa mesma estrutura de significação e poder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A versão  agora revelada traz em si embutida, além da dupla ética (nossos x  estranhos) e da polarização público x privado, uma questão de fundo que a  nossa sociedade – e imprensa – insistem em não se deter a analisar com a  profundidade e a seriedade devidas: a dos efeitos nefastos do estigma  e, no caso, específico, do estigma àqueles que ousam expressar sua  orientação afetiva e sexual para pessoa de seu próprio sexo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Efeitos perversos&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É  contra a permanência desse estigma que diariamente em nosso país – nas  escolas, nas famílias, em relações empregatícias, de vizinhança e em  atitudes de policiais – marca de forma extremamente danosa à saúde  biopsicológica de pessoas orientadas homossexualmente que os movimentos  GLBTTs estão a lutar, já há 27 anos no Brasil. Denunciam os elevados  índices de violência praticados nesses contextos, exigem ações de Estado  capazes de interromper esse círculo de horror, lutam por uma cidadania  isonômica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A imprensa, contudo, prefere continuar a tratar a  questão mais pelo seu aspecto folclórico, exótico, caricato. Para se ter  uma idéia, somando-se apenas as categorias Ameaças de publicização da  prática homossexual com Extorsão, Extorsão Policial e Constrangimento,  listadas nas estatísticas do Centro de Referência Contra a Violência e  Discriminação ao Homossexual (CERCONVIDH-DDH/RJ), temos, para o ano de  2004, o índice de 9,26% das denúncias. Para 2005, até 29/4/2005, esse  quantitativo vai para 12%. Nos tipos Agressão Física, Agressão Verbal,  Ameaça de Agressão Física, Ameaça de Morte e Homicídio, temos, em 2004,  25,30%, e 27,99%, de janeiro a 29/4/2005.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto nosso país,  principalmente em seus veículos de informação, não decidir discutir  profunda e amplamente o estigma imposto aos GLBTTs e seus perversos  efeitos &lt;i&gt;pari passu&lt;/i&gt; com a deslizante moral em que estruturamos  nossas relações sociais, diferenciada segundo o capital social de que se  disponha, continuaremos sendo essa sociedade em que a rede de relações,  o segmento sociocultural a que se pertença instituem tipos peculiares  de cidadania.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-7218944313960891100?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/7218944313960891100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=7218944313960891100&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/7218944313960891100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/7218944313960891100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2011/09/etica-deslizante.html' title='A ética deslizante'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-1651589073804595007</id><published>2011-09-19T21:02:00.004-03:00</published><updated>2011-09-19T21:23:01.776-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resolução Brasileira LGBT na ONU - Resolução ONU - Direitos Humanos - CDH-ONU'/><title type='text'>Quando a Resolução for aprovada... Vídeo registra a construção da Resolução da ONU pro direitos LGBTs</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;a href="http://www.sxpolitics.org/"&gt;O SPW&lt;/a&gt;, em colaboração com a Arc Internacional e a ACPD (Action Canada  for population and Development), organizou uma consulta internacional  preparatória para os debates de 2004 da Comissão de Direitos Humanos da  ONU, envolvendo ativistas LGBT de todas as partes do mundo. A consulta  ocorreu no Rio de Janeiro em 2003, e foi documentada neste vídeo curto: A  Resolução Brasileira."&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/pUKv5xUlfMM" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;h2 class="date-header" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://memoriamhb.blogspot.com/2011/06/onu-aprova-resolucao-historica-sobre.html"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;ONU aprova resolução histórica sobre direitos dos homossexuais&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2 class="date-header" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;sábado, 18 de junho de 2011&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="color: blue; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Foi assim que a agência de notícias France Press noticiou:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="hn-byline" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; (AFP) – &lt;span class="hn-date"&gt;Há 20 horas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;GENEBRA,  Suíça — O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou nesta   sexta-feira, após um intenso debate e uma votação apertada, uma   resolução histórica destinada a promover a igualdade dos indivíduos sem   distinção da orientação sexual, apesar da oposição dos países árabes e   africanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A resolução, muito aplaudida, recebeu 23 votos favoráveis, 19 contrários e três abstenções.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O   texto, apresentado pela África do Sul, qualificado de "histórico" por   Organizações Não Governamentais que defendem os direitos dos   homossexuais, provocou um intenso debate entre o grupo de países   africanos presidido pela Nigéria, contrário à resolução, que acusou o   governo de sul-africano de alinhamento com os países ocidentais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ao   apresentar o texto, o representante da África do Sul, Jerry Matthews   Matjila, declarou que "ninguém deve ser submetido a discriminação ou   violência por causa da orientação sexual".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Esta resolução, completou, "não busca impor certos valores aos países, e sim iniciar o diálogo" sobre o tema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas   os países da Organização da Conferência Islâmica (OIC), com o  Paquistão  à frente, se declararam "seriamente preocupados com a  tentativa de  introduzir na ONU noções que não têm base legal alguma na  legislação  internacional dos direitos humanos".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"Perturba-nos  ainda mais esta  tentativa de focar sobre alguns indivíduos com base em  suas atitudes ou  seus interesses sexuais", afirmou o representante  paquistanês.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O   delegado da Nigéria, Ositadinma Anaedu, atacou a África do Sul,  acusando  o país de ter quebrado a tradição do grupo africano de  encontrar um  consenso antes de votar sobre uma resolução.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"Aflige-me  porque a  África do Sul é o pilar da África", disse, antes de afirmar  que "mais de  90% dos sul-africanos não são favoráveis à resolução".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"É interessante que os países ocidentais estejam associados com vocês hoje", ironizou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Estados Unidos, França, Brasil México e Argentina apoiaram a resolução, assim como ONGs de defesa dos direitos humanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"É   um avanço. É a primeira vez na ONU que se aprova um texto tão forte  sob  a forma de uma resolução, e deste alcance", afirmou o embaixador   francês Jean-Baptiste Mattei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"É um debate muito passional", reconheceu, ao mencionar "a forte reticência do grupo africano e da OCI a respeito do tema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"Mas   não se trata de impor valores ou um modelo, e sim de evitar que as   pessoas sejam vítimas de discriminação ou violência por sua orientação   sexual".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A  representante dos Estados Unidos, Eileen Donahoe,  afirmou que a  resolução "entra para a história da luta pela igualdade e a  justiça".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"É um passo importante para o reconhecimento de que os direitos humanos são de fato universais", ressaltou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A   resolução afirma que "todos os seres humanos nascem livres e iguais no   que diz respeito a sua dignidade e seus direitos e que cada um pode se   beneficiar do conjunto de direitos e liberdades (...) sem nenhuma   distinção".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O  texto pede ainda um estudo sobre as leis  discriminatórias e as  violências contra as pessoas por sua orientação ou  atribuição sexual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Antes  da votação, o representante da ONG  Anistia Internacional na ONU, Peter  Splinter, declarou que "resolução  histórica será muito importante para  as lésbicas, os gays, os bissexuais  e os transgêneros na luta pelo  pleno reconhecimento de seus direitos".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Segundo a Anistia Internacional a homossexualidade segue proibida em 76 países.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="hn-distributor-copyright" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Copyright ©  2011   AFP. Todos os direitos reservados. &lt;a href="http://www.google.com/hostednews/afp/copyright?hl=pt-PT"&gt;Mais »&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;"Consejo DDHH solicita estudio sobre discriminación por orientación sexual&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;17 de junio,  2011&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: small;"&gt;El   Consejo de Derechos Humanos de la ONU aprobó hoy una resolución en la   que solicita a la Alta Comisionada para esas garantías una  investigación  sobre las leyes, prácticas y actos de violencia contra  personas debido a  su orientación sexual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;El estudio, que abarcaría a todas las regiones  del mundo, tendría que estar terminado para diciembre de este año.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;El   objetivo de la medida es ver cómo la legislación internacional puede   aplicarse para terminar con la violencia y las violaciones de los   derechos humanos basadas en la identidad de género.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Esta  es la  primera vez que el Consejo solicita a la Alta Comisionada que  investigue  los desafíos que afrontan los individuos discriminados por  su  orientación sexual."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;h2 class="date-header"&gt;sábado, 18 de junho de 2011&lt;/h2&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=6627194482896483758&amp;amp;postID=1651589073804595007" name="7665358074394216246"&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_854209619"&gt;ONU produz vídeo contra homofobia alertando para aumento de crimes homo e transfóbicos &lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_854209619"&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="post-header"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_854209619"&gt; &lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://memoriamhb.blogspot.com/2011/06/onu-produz-video-contra-homofobia.html"&gt;&lt;b&gt;Do sítio da ONU:&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A  Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, fez um   alerta nesta terça-feira (17/05) para o aumento dos crimes contra   lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros, e pediu aos governos que   tomem medidas para acabar com a discriminação e com o preconceito   baseado na orientação sexual ou na identidade de gênero.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia, ONU alerta para aumento dos crimes homofóbicos&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class="date" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;    17 de maio de 2011 · &lt;a href="http://onu.org.br/pauta/destaque/" rel="category tag" title="Ver todos os posts em Destaque"&gt;Destaque&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://onu.org.br/pauta/noticias/" rel="category tag" title="Ver todos os posts em Notícias"&gt;Notícias&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;   &lt;br /&gt;&lt;div style="vertical-align: top;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="a2a_kit addtoany_list"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save#url=http%3A%2F%2Fonu.org.br%2Fno-dia-internacional-contra-a-homofobia-e-a-transfobia-onu-alerta-para-aumento-dos-crimes-homofobicos%2F&amp;amp;title=No%20Dia%20Internacional%20contra%20a%20Homofobia%20e%20a%20Transfobia%2C%20ONU%20alerta%20para%20aumento%20dos%20crimes%20homof%C3%B3bicos&amp;amp;description="&gt;&lt;img alt="Share" src="http://onu.org.br/img/unshare1.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span id="orkut-button"&gt;&lt;img src="http://www.gstatic.com/orkut/api/pt_BR_orkut_regular-001.gif" style="border: medium none; cursor: pointer;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;              &lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A  Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, fez  um  alerta nesta terça-feira (17/05) para o aumento dos crimes contra   lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros, e pediu aos governos que   tomem medidas para acabar com a discriminação e com o preconceito   baseado na orientação sexual ou na identidade de gênero.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;***&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;h1 style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_854209616"&gt;No Brasil, 250 pessoas foram assassinadas em ataques homofóbicos ou transfóbicos em 2010, alerta ONU&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.onu.org.br/no-brasil-250-pessoas-foram-assassinadas-em-ataques-homofobicos-ou-transfobicos-em-2010-alerta-alta-comissaria-de-direitos-humanos-da-onu/"&gt;       10 de maio de 2011 &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/LaIOqmX5LdY" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-1651589073804595007?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/1651589073804595007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=1651589073804595007&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/1651589073804595007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/1651589073804595007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2011/09/quando-resolucao-for-aprovada-video.html' title='Quando a Resolução for aprovada... Vídeo registra a construção da Resolução da ONU pro direitos LGBTs'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/pUKv5xUlfMM/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-627654674353508983</id><published>2011-09-09T16:16:00.002-03:00</published><updated>2011-09-09T16:51:01.235-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artistas populares'/><title type='text'>Rainhas da Noite: documentário etnográfico sobre as transformistas de Vitória, ES</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Coisa maravilhosa. Recebi, no Facebook, mensagem direta de Diego Herzog Peruch, comentando sobre minha postagem de ontem, que registra o trabalho e o talento de &lt;b&gt;Geórgia Bengston&lt;/b&gt; - reconhecida por Fernanda Montenegro como um dos maiores atores brasileiros. Na postagem, tambem chamo atenção para a importância de recuperarmos a história e as memórias do trabalho artístico das transformistas (hoje drag queens) brasileiras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diego é um jovem de 29 anos, graduado pela Universidade Federal do Espírito Santo. Atualmente trabalha como editor de VT na TV Gazeta, segundo consta em seu perfil no FC. Como gosto de curiosidades e coincidências, não pude deixar de observar que Diego nasceu no mesmo ano em que eu conheci o talendo de Geórgia Bengston e Nórika Hainer, no teatro do Sesc de São João de Meriti, RJ, eu então com 22 aninhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele me falou tambem do vídeo que realizou sobre o universo das transformistas em Vitória, no Espírito Santo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trata-se do &lt;b&gt;Rainhas da Noite&lt;/b&gt;, um documentário etnográfico que realizou em 2010 e que traz, além de trechos de variados shows, entrevistas dotadas de grande conteúdo reflexivo sobre a autoconstrução das transformistas/drag queens enquanto atrizes performáticas, os mecanismos de solidariedade e inclusão autoconstruídos, as redes de relações, as trajetórias, projetos de vida, percepção da realidade etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu assisti e gostei muito. E fiquei imensamente feliz em saber que há outras pessoas espalhadas por esse nosso imenso país que igualmente andam se preocupando com a recuperação dessa história que é nossa, mas que não sai nos livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Um sonho: nossa história e produção cultural recuperada, valorizada &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não sou nenhum Martin Luter King (rs), mas eu tambem tenho um sonho: o de um dia entrar em alguma dessas grandes livrarias (Travessa, Leonardo da Vinci, aqui no Rio, por exemplo) e, à semelhança da historiografia dos negros brasileiros que com alegria vimos ser produzida em alentado crescimento, encontrar uma banca repleta de livros contando as histórias de bichas, viados, pederastas, machonas, fanchonas, sapatonas, sapatecas, sapatilhas, gays, transexuais, tavestis, drag queens, transformistas, doors... História, por exemplo, como a que que vem sendo escrita por Luiz Morando, em suas pesquisas sobre a sociabilidade homossexual masculina em Belo Horizonte - ver, por exemplo, &lt;b&gt;Paraíso das Maravilhas - Uma história do Crime do Parque&lt;/b&gt;, da coleção História, lançado pela Editora Argumento, BH, 2008 e apresentação do antropólogo Luiz Mott. Veja mais sobre este livro &lt;a href="http://www.argvmentvmeditora.com.br/paraiso.maravilhas3.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.argvmentvmeditora.com.br/novosite/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=88&amp;amp;Itemid=79"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diego possui um canal de vídeos no Youtube com grande acervo de shows de transformistas e drag queens. Você pode acessá-lo &lt;a href="http://www.youtube.com/user/DidiVix#g/c/12BC75D7E12E7D11"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com vocês, as magníficas &lt;b&gt;Rainhas&lt;/b&gt;&lt;b&gt; da Noite &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="300" src="http://player.vimeo.com/video/17881833?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" webkitallowfullscreen="" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/17881833"&gt;Rainhas da Noite&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/didivix"&gt;Didi&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-627654674353508983?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/627654674353508983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=627654674353508983&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/627654674353508983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/627654674353508983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2011/09/rainhas-da-noite-documentario.html' title='Rainhas da Noite: documentário etnográfico sobre as transformistas de Vitória, ES'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-5137768690533336902</id><published>2011-09-09T00:23:00.005-03:00</published><updated>2011-09-09T02:02:54.367-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artistas populares'/><title type='text'>Geórgia Bengston: a atriz transformista que politizava no Teatro de Revista e excursionava pela Baixada Fluminense em 1982</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=10100992"&gt;Em 15 de março de 2006 criei&lt;/a&gt; uma "comunidade" no Orkut com o nome de &lt;b&gt;Geórgia Bengston&lt;/b&gt; (ou &lt;b&gt;Benghston&lt;/b&gt;). Tempos depois, saí do Orkut e, como a comunidade era/é moderada, ao retornar, não consegui reacessá-la. - Criei uma outra, com o mesmo nome, em 20 de novembro de 2009. Seu objetivo é o mesmo da anterior:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xNE-stN3xfQ/TmmFx68B5EI/AAAAAAAAAlQ/wovcbLJ4weY/s1600/Georgia.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="228" src="http://2.bp.blogspot.com/-xNE-stN3xfQ/TmmFx68B5EI/AAAAAAAAAlQ/wovcbLJ4weY/s320/Georgia.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;"A razão da existência desta comunidade &lt;b&gt;é resgatar a trajetória pessoal e  artística da impagável Transformista GEORGIA BENGSTON,  atriz/escritora/diretora/produtora de teatro de revista (bonecas), a  persona artística de JORGE ALVES DE SOUZA, esteticista, que começou  trabalhando em circos e, depois, brilhou esplendorosamente em palcos  como Rival, Brigitte Blair, SESC Meriti, entre outros, com textos  criativos, hilários e acidamente críticos (social e politicamente, ainda  em plena ditadura)&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Também reunir pessoas que tiveram o privilégio de conhecer seu trabalho, talento e personalidade.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As  fotos que estão na comunidade são de autoria de Regina Rito (Geórgia se  caracterizando para o personagem Shirley, de Leopoldo Serran) e foram  publicadas no Lampião da Esquina, nº 12, maio de 1979, página &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="para"&gt;Hoje, lendo uma mensagem no Twitter do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ),&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div class="para"&gt;&lt;div class="tweet-row"&gt;&lt;div class="tweet-user-block"&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div class="tweet-user-block-name"&gt;&lt;a class="tweet-user-block-screen-name user-profile-link" data-user-id="111123176" href="https://twitter.com/#%21/jeanwyllys_real" title="Jean Wyllys"&gt;@jeanwyllys_real&lt;/a&gt;     &lt;span class="tweet-user-block-full-name"&gt;Jean Wyllys&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div class="para"&gt;&lt;div class="tweet-row"&gt;&lt;div class="tweet-user-block"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div class="tweet-user-block-name"&gt;O trabalho dos  transformistas deve estar entre as artes vivas e deve ser contemplado  pelas políticas públicas de estímulo à cultura.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8yYZRTVZIJ8/TmmPULwPyEI/AAAAAAAAAlg/WlnfdgVa-8A/s1600/AABLOG+filipeta+show+Georgia+SJM.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-8yYZRTVZIJ8/TmmPULwPyEI/AAAAAAAAAlg/WlnfdgVa-8A/s320/AABLOG+filipeta+show+Georgia+SJM.jpg" width="284" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;me recordei de Geórgia e de meu esforço durante o mestrado (2004 a 2006), em busca de alguma informação a mais - fotos, textos de suas peças, algum depoimento pessoal de quem conviveu com ela, contracenou a seu lado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, deputado. O senhor está certo. No entanto, além de se efetuar ações concretas no sentido de valorizar o trabalho artístico daquelas que estão produzindo,é necessário igualmente recuperar as memórias/histórias das artes daquelas que tanto produziram e resistiram aos múltiplos processos de estigmatização. Daqui deste blog, sigo fazendo o que meus braços alcançam no momento - não apenas no que respeita às transformistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-8DHivDiN1HQ/TmmOZwTZ-aI/AAAAAAAAAlc/BiEGkNWCpT4/s1600/Georgia+%2526+C+M.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-8DHivDiN1HQ/TmmOZwTZ-aI/AAAAAAAAAlc/BiEGkNWCpT4/s200/Georgia+%2526+C+M.jpg" width="151" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Geórgia e Marcos em Apoteose Gay II&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Tive o prazer de assistir ao vivo diversas apresentações de Geórgia Bengston no Teatro do SESC de São João de Meriti, na baixada Fluminense, em 1982. Jamais conseguirei esquecer o talento, a capacidade interpretativa, a verve tanto cômica quanto dramática; sua capacidade de, embora ainda vivêssemos os rescaldos da ditadura, impregnar os textos de suas esquetes com abordagens políticas que os censores jamais poderiam imaginar, vindo de uma... Bicha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Geórgia, como ninguém, sabia transformar a crítica de costumes burlesca que era o teatro de Revista e de "bonecas" em um teatro igualmente crítico da situação social, da concentração de renda, do autoritarismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo dia em que criei a segunda comunidade (20/11/2009) postei o seguinte texto  no seu "fórum":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Ajm-tFaIZnI/TmmFun0EVFI/AAAAAAAAAlM/6J6DcNT7zTE/s1600/Georgia+2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-Ajm-tFaIZnI/TmmFun0EVFI/AAAAAAAAAlM/6J6DcNT7zTE/s320/Georgia+2.jpg" width="196" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;h3 class="smller"&gt;O ESPETÁCULO É GEÓRGIA&lt;/h3&gt;&lt;div class="para"&gt;“Num teatro com um som péssimo, instalações precárias e pagando aluguel  de 40% à sua proprietária, Hugo Vernon montou o seu Big Star Gay no  teatro Brigite Blair com grande sucesso de público. ... manter Geórgia  Bengston trabalhando, o que faz com que todo o resto do pessoal se  transforme em coadjuvante de luxo. Indiscutivelmente, o espetáculo é  Geórgia. Suas cinco aparições levam a platéia ao delírio. ... só faz com  que ele cada dia se firme como um dos maiores atores do Brasil  (Fernanda Montenegro já disse isso). Seu número final talvez tenha sido  um dos melhores já apresentados em shows do gênero. ...&lt;br /&gt;A hilariante  e sempre mal aproveitada Fugica completa o elenco juntamente com Nórika  Himer, o melhor travesti surgido no Rio nos últimos cinco anos. Vale  ver.” (BASTOS, José Fernando. Quando as bichas fazem o “show”. In:  Lampião da Esquina, ano 3, nº 36, maio de 1981, p. 17.)   &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;Tambem no mesmo dia, busquei sensibilizar alguem que tivesse conhecido  a arte, a persona, a pessoa, não apenas de Geórgia, mas de tantas outras atrizes  transformistas que praticaram sua arte décadas atrás, enfrentando toda sorte de discriminação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;h3 class="smller"&gt;Geórgia, Marisa Caveira, Nórika Himer, Fugika de Holliday&lt;/h3&gt;&lt;div class="para"&gt;- Onde encontrar material sobre elas, para recuperar a memória de suas trajetórias de vida?&lt;br /&gt;Se você sabe, possui, partilhe!&lt;br /&gt;Visite o blog Memória MHB e dê a sua contribuição:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.orkut.com.br/Interstitial?u=http://memoriamhb.blogspot.com/2009/11/brenda-lee-e-o-seu-palacio-das.html&amp;amp;t=ACVpgd_JF0XKQeGKgFW3kHqVWfBdRK4CGRVF6BHPOhTLLepkcou6qJpV89btnA5JBcIcq4CgFTjFWubyjMexdr4Egu0z4qwcLwAAAAAAAAAA" target="_blank"&gt;http://memoriamhb.blogspot.com/2009/11/b&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;renda-lee-e-o-seu-palacio-das.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="para"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="para"&gt;Até a data de hoje ninguem se associou a essa comunidade - que ainda existe, lá no Orkut.&amp;nbsp; Eu tambem não consegui obter nenhuma fonte documental ou testemunhal a respeito de nenhuma delas. Mas agradeço ao deputado Jean Wyllys o haver me feito recordar de meu dever de seguir buscando.&lt;/div&gt;&lt;div class="para"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="para"&gt;Por isso eu trago para cá essa história. Na tentativa de ampliar o alcance de meu pedido de ajuda para recuperar essas histórias tão magníficas e tão invisibilizadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="para"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="para"&gt;O deputado Jean Wyllys tambem informa, em seu TT que&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="para"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div class="tweet-row"&gt;&lt;div class="tweet-user-block"&gt;&lt;a href="https://twitter.com/#%21/jeanwyllys_real"&gt;&lt;img alt="Jean Wyllys" class="tweet-user-block-image user-profile-link" data-user-id="111123176" src="https://si0.twimg.com/profile_images/1311239279/JEAN_TWITTERjpg_normal.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;   &lt;br /&gt;&lt;div class="tweet-user-block-name"&gt;&lt;a class="tweet-user-block-screen-name user-profile-link" data-user-id="111123176" href="https://twitter.com/#%21/jeanwyllys_real" title="Jean Wyllys"&gt;@jeanwyllys_real&lt;/a&gt; &lt;span class="tweet-user-block-full-name"&gt;Jean Wyllys&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div class="tweet-row"&gt;&lt;div class="tweet-user-block"&gt;&lt;div class="tweet-user-block-name"&gt;Soube que atriz Leandra  Leal está fazendo um documentário sobre transformistas cariocas que  mantêm essa arte acesa. Excelente iniciativa!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="tweet-row"&gt;&lt;br /&gt;Concordo! E, em mais um movimento na tentativa de conseguir contagiar, inspirar, de modo que mais e mais pessoas  venham se somar nesses exercícios de catar as peças desse quebra-cabeças das histórias apagadas, trago um trecho de minha dissertação:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div class="Estilo1" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: windowtext; line-height: 150%;"&gt;[...] Em São João de Meriti, o Sesc local, inaugurado em 1978, atua como grande catalisador: seu excelente teatro, com quatrocentos lugares e ótimas condições técnicas, recebe em sua estréia exatamente o texto &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Sacos e Canudos,&lt;/i&gt; que havia arrebatado o Molière em 1977, ao lado de nomes como Fernanda Montenegro e José Wilker. Ali, em temporada de dois meses, é assistido por algo como doze mil espectadores. Um acontecimento notável, se levarmos em consideração que a maioria jamais havia tido oportunidade de entrar em um espaço teatral, ou mesmo assistir a uma peça. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="Estilo1" style="margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-jtRL7ZH43W8/TmmKDhFc1cI/AAAAAAAAAlU/2e0I6fjmCKo/s1600/georgia+close.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-jtRL7ZH43W8/TmmKDhFc1cI/AAAAAAAAAlU/2e0I6fjmCKo/s320/georgia+close.jpg" style="cursor: move;" width="272" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: windowtext; line-height: 150%;"&gt;Posteriormente, sobem ao seu palco nomes que vão de Gonzaguinha, João do Vale, MPB-4, Quinteto Violado, até a ousadia talentosa de Geórgia Bengston. O primeiro ator-travesti a se apresentar nos palcos de uma região representada nos meios médios como apenas produtora de violência e inculta, Geórgia trazia para a Baixada Fluminense sua crítica social aguda e bem-humorada, embalada com alguma sutileza nas mil possibilidades do Teatro de Revista, que ele/ela tão bem sabia percorrer.[...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&amp;nbsp;[...] Por essa mesma época [setembro de 1982] se dá a vinda de &lt;b&gt;Geórgia Bengston&lt;/b&gt; e elenco, para temporada no teatro do SESC-Meriti.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&amp;nbsp;Jorge Alves de Souza era Geórgia. Ator de teatro e transformista, viabilizava seus projetos artísticos por intermédio da profissão de esteticista que desempenhava durante o dia como Jorge Alves. Escrevia, dirigia e produzia suas próprias peças, geralmente compostas por vários esquetes com altas doses de humor, crítica social e política, num redimensionamento do teatro de revista, tornando-o integrado ao de seu momento histórico e região geográfica. Era no expediente noturno aos finais de semana que desde os idos de 1959 fazia surgir no palco sua persona versátil, talentosa (Rito, 1978, 9). &lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VGlJb4x7jWQ/TmmKGXPG8NI/AAAAAAAAAlY/TWs1aYZdlGE/s1600/georgia+sjm+Maia.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-VGlJb4x7jWQ/TmmKGXPG8NI/AAAAAAAAAlY/TWs1aYZdlGE/s320/georgia+sjm+Maia.jpg" width="241" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Geórgia e Marcos, contracenam em Meriti - 1982&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Geórgia foi o primeiro ator transformista a ousar se apresentar nos palcos da Baixada Fluminense, então representada no imaginário médio carioca como região apenas constituída pela miséria, sujeira e violência. Durante os primeiros ensaios de seu show &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Apoteose Gay&lt;/i&gt; no palco do Sesc Meriti ele/ela conheceu Marcos. Com seu extremado senso de oportunidade, Marcos, consegue ser submetido a um teste para integrar o elenco (Álvaro, 04/10/04). Versátil, múltiplo, dotado de uma verve humorística singular, logo é integrado ao grupo. A primeira montagem do &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Apoteose&lt;/i&gt; exibe em sua filipeta, ao lado das ‘stars” Norika Hayner, Tânia Letieri, Fernanda, Cristina, Cher e os bailarinos Renato Benini e Washington, o “&lt;i&gt;Ator: Marcos&lt;/i&gt;”. O talento de Marcos cai no gosto do público, o que lhe assegura a sua manutenção no elenco. O show é reencenado em 1983 com o nome de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Apoteose Gay II&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Eis a nota de rodapé que consta à página 197 &lt;a href="http://www.bdtd.ndc.uff.br/tde_arquivos/22/TDE-2007-03-08T100922Z-663/Publico/Dissertacao%20Rita%20Colaco.pdf"&gt;de minha dissertação&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt; Além de Mauro Julião e Toca, Geórgia também é falecida. Segundo pude apurar, seu óbito se deu aproximadamente em 1996. Todas as tentativas realizadas até o presente momento para a obtenção de maiores informações sobre sua trajetória resultaram vãs. Embora tivesse contado com a disponibilidade generosa de Anuah Farah, então dirigente da &lt;i&gt;Turma Ok&lt;/i&gt; (2004), suas buscas nos arquivos da &lt;i&gt;Turma &lt;/i&gt;resultaram nulas. As pessoas que ele e Marcos me indicaram, contactadas, lamentavelmente também não dispunham de informações ou fontes (documentais ou iconográficas). Criei na ferramenta de relacionamentos virtuais Orkut, uma comunidade para ela e divulguei-a na página da comunidade da &lt;i&gt;Turma Ok&lt;/i&gt;. Ainda aguardo por notícias. Embora três pessoas já tenham aderido, ainda não houve acréscimo de informação.&lt;/span&gt; &lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-5137768690533336902?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/5137768690533336902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=5137768690533336902&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/5137768690533336902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/5137768690533336902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2011/09/georgia-bengston-atriz-transformista.html' title='Geórgia Bengston: a atriz transformista que politizava no Teatro de Revista e excursionava pela Baixada Fluminense em 1982'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-xNE-stN3xfQ/TmmFx68B5EI/AAAAAAAAAlQ/wovcbLJ4weY/s72-c/Georgia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-531172644815963426</id><published>2011-07-19T20:20:00.001-03:00</published><updated>2011-07-19T20:23:13.921-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Parlamento - Legislativo'/><title type='text'>Exclusivíssimo do Valnaweb: Entrevista com Fátima Cleide - março 2011</title><content type='html'>&amp;nbsp;Do sítio &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://valentinanaweb.blogspot.com/2011/03/exclusivo-fatima-cleide-ve-chances.html"&gt;Valentina na Web&lt;/a&gt;: &lt;/span&gt;Exclusiva entrevista com a ex-senadora Fátima Cleide, a anterior relatora do PLC 122/2006. Postada no blog originário em 08 de março de 2011.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Não abandonarei a luta contra o  preconceito e a discriminação e pelos avanços dos Direitos Humanos. Onde  quer que eu esteja, estarei atuando em defesa da vida de todas as  pessoas” garante com firmeza, em entrevista exclusiva ao blog, a&lt;a href="http://www.fatimacleide.com.br/"&gt; ex-senadora Fátima Cleide (PT-RO)&lt;/a&gt;, que ficou conhecida na comunidade LGBT por ser a relatora do famoso &lt;a href="http://www.naohomofobia.com.br/lei/index.php"&gt;projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/2006&lt;/a&gt;,  que torna crime a discriminação por orientação sexual e identidade de  gênero, popularmente conhecido com “o projeto que criminaliza a  homofobia”.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Fátima, responsável pelas alterações aprovadas pelo Senado à proposta, acredita que a atual conjuntura política - com &lt;a href="http://www.martasuplicy.com.br/"&gt;Marta Suplicy&lt;/a&gt;  (PT-SP) vice-presidente do Senado e mostrando disposição em lutar pelos  direitos LGBTs - traz chances reais de vermos, enfim, a criminalização  da homofobia no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Longe do Senado desde o início de fevereiro, Fátima Cleide ainda &lt;a href="http://www.tudorondonia.com/noticias/fatima-cleide-pede-manifestacao-da-justica-sobre-diplomacao-de-ivo-cassol-e-expedito-junior,76.shtml"&gt;luta  na Justiça pela vaga que atualmente está ocupada por outro candidato e  tem esperança de voltar à cena política ainda nessa legislatura&lt;/a&gt;.  Apesar de a sua atuação na defesa dos direitos gays ter sido usada  contra ela durante a campanha eleitoral, Fátima não atribui a isso sua  posição em terceiro lugar nas eleições, e sim ao poderia econômico dos  adversários. Reconhece que foi prejudicada eleitoralmente por ter  adotado a bandeira dos direitos LGBT, mas não se arrepende, uma vez que  sua atuação tornou possível que a discussão dos direitos humanos tenha  avançado no Brasil.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Para a senadora, os argumentos contrários ao PLC  122/2006 são apenas a expressão do preconceito com relação aos direitos  das pessoas LGBTs. O projeto equipara a discriminação por orientação  sexual à discriminação de raça, cor, etnia, religião, procedência  nacional, sexo e gênero, ficando o autor do crime sujeito a pena de  reclusão e multa.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Para Fátima, a argumentação contrária é  formada  por julgamentos emocionais, defendidos uma minoria barulhenta e  extremamente homofóbica e que propaga um ideário extremamente perigoso  que ameaça, inclusive, a laicidade do Estado no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Entre os  melhores momentos do período em que foi relatora da proposta, Fátima  cita a evolução da sociedade no entendimento de que os direitos das  pessoas LGBTs são direitos humanos e a participação dos cidadãos LGBT  que, apesar da dor de ver barrados seus direitos por opressão ou por  omissão, sempre mantiveram a alegria de participar e acreditar que é  possível a vitória da democracia.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Os piores momentos, conta, foram  aqueles em que que relatou o assassinato de pessoas por conta de sua  orientação sexual, especialmente a morte de &lt;a href="http://homofobiajaera.wordpress.com/2010/06/24/manifesto-de-luto-e-luta-por-alexandre-ivo/"&gt;Alexandre Ivo,&lt;/a&gt; cuja foto Fátima Cleide levou a Plenário do Senado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&amp;nbsp;-  O PLC 122/2006 atraiu muita atenção dos setores conservadores por ser o  único favorável aos direitos LGBT que já esteve mais próximo de virar  lei. Foi o único projeto favorável aos gays já aprovado em uma das duas  casas do Congresso. Por isso, recebeu no Senado toda a artilharia dos  homofóbicos. A senhora deve ter muitas histórias para contar sobre o  período que foi relatora desse projeto, gostaria de compartilhar alguma?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-  A história da relatoria do PLC122, para mim, tem muito mais eventos  interessantes do ponto de vista da participação popular, da evolução do  entendimento de que tratar dos direitos das pessoas LGBT's é tratar de  Direitos Humanos. Lógico, que há muita tristeza, pois afinal, estamos  tratando de vidas humanas desprezadas pelo Congresso Nacional naquilo  que há de mais elementar no Direito Humano, que é o direito à vida. E  constatar que o preconceito&amp;nbsp; que está enrraigado em nossa sociedade  continua gerando discriminação e violência que leva à morte uma pessoa a  cada dois dias em nosso país, não é nada agradável. Mas o crescimento  do movimento em defesa da cidadania LGBT e da consciência de que devemos  criminalizar atos e posturas preconceituosas e discriminatórias é algo  de extraordinário e é sempre muito bom poder participar de todo esse  processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- De que trata o PLC 122/2006?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-   O PLC 122 altera a Lei 7.716, que criminaliza o preconceito e a  discriminação racial, para incluir a criminalização da discriminação e o  preconceito de gênero, origem, orientação sexual, e, após a aprovação  do substitutivo que apresentei na CAS (Comissão de Assuntos Sociais do  Senado), essa proteção legal é garantida também para pessoas com  deficiência e idosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Ele discrimina os heterossexuais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não é verdade que o PLC discrimina heterossexuais. Ele busca criminalizar toda e qualquer forma de discriminação e preconceito,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;-  As mudanças propostas em seu substitutivo aprovado na Comissão de  Assuntos Sociais (CAS) ajudaram o projeto a ser melhor aceito pelos  conservadores?&lt;/span&gt;&amp;nbsp; - As mudanças que fizemos tiveram o intuito  de ampliar a proteção legal contra o preconceito e discriminação,  tornando o projeto mais claro, mais enxuto e assegurando a  criminalização. Parecia-nos mais fácil de conseguirmos o consenso, pois  várias questões levantadas pelos seus opositores foram consideradas e  retiradas com a nova redação. Porém, este esforço não foi suficiente  para garantir a tramitação do projeto de forma mais rápida. Ao  contrário, os opositores acirraram suas posições, demonstrando sua falta  de compromisso com o respeito às diferenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;-  Me parece que os argumentos contra o PLC são emocionais. Dizer, por  exemplo, que a proposta limita a liberdade de expressão não tem lógica,  se o projeto altera uma lei que já existe e protege, inclusive, a  discriminação por religião e raça. O que a senhora teria a dizer sobre  os argumentos contrários ao projeto de lei?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Repito: os  argumentos contrários à aprovação do PLC122 são apenas a expressão do  preconceito com relação aos direitos das pessoas LGBTs. Ignoram nossos  esforços de dialógo e busca de acordo, bem como a ampliação da proteção  legal que propomos no substitutivo (aprovado no Senado). O pior é que no  uso de argumentos emocionais se vê claramente a intenção de propalar ou  propagar um ideário extremamente perigoso, que desconsidera inclusive a  laicidade do Estado brasileiro, garantida na Constituição Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;-  Com a aprovação do substitutivo a proposta volará a ser examinada pela  Câmara dos Deputados. O fato de o projeto precisar voltar à Câmara, onde  a bancada evangélica é maior, não torna sua aprovação mais difícil?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-  Eu creio que o problema na tramitação do PLC não está no seu retorno à  Câmara e sim na oposição de uma minoria barulhenta que deixa no  constrangimento (geralmente de caráter eleitoreiro) a maioria que deseja  o avanço dos Direitos Humanos. Esta minoria se aloja nas duas casas do  Congresso Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- O que tem de mais importante no projeto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O  mais importante na aprovação é a criminalização do preconceito e  discriminação. Para mim, ele já deixou de ser o "projeto de  criminalização da homofobia" apenas e passou a ter um caráter muito mais  abrangente, que é o de combater a todas as formas de discriminação e  preconceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- O que tem de negativo no PLC 122/2006?&lt;/span&gt; -  A oposição à sua aprovação, que representa um retrocesso nos Direitos  Humanos e uma postura de omissão do Congresso Nacional no seu papel de  legislador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- A senhora foi muito prejudicada por ter lutado pelos direitos LGBT? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-  Eu e muitos companheiros e companheiras que levantam a bandeira dos  direitos humanos. Mas não me arrependo. Como toda caminhada exige um  primeiro passo, eu tenho a consciência tranquila por ter participado do  processo de discussão do PLC122. Essa é uma construção coletiva em que o  movimento social, principalmente os representantes da causa LGBT,  tiveram um papel fundamental, o de manter acesa a chama do debate na  sociedade. Por sua vez, o Executivo, sob a coordenação do presidente  Lula, avançou na construção e execução de políticas públicas para o  setor e, no&amp;nbsp; Legislativo, embora o emperramento das propostas  legislativas, tivemos a articulação de parlamentares que mantiveram o  debate e a defesa da ampliação de direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;-  A senhora chegou a aparecer como reeleita no site do TSE e depois a  vaga foi garantida a outro candidato. Em que situação está essa decisão?  Tem a ver com a aplicação da lei da Ficha Limpa? Ainda há chance de a  senhora ser eleita?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Lutarei para voltar ao Senado  Federal na Justiça, buscando reparação de ações ilegais durante o  processo eleitoral de 2010. A lei existe para ser cumprida por todos e é  isto que estou cobrando na Justiça. Isto Independe da Lei do Ficha  Limpa. Fiquei em terceiro lugar na disputa eleitoral enfrentando  máquinas adversárias poderosíssimas, tanto política como economicamente  falando. Não atribuo minha não eleição à defesa dos direitos LGBTs.  Claro, que isto foi usado de forma sorrateira e covarde contra mim, por  adversários na disputa. Porém, acredito que o que determinou a não  eleição foi mesmo o poderio econômico que enfrentei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Caso não consiga na Justiça garantir sua vaga no Senado, qual a próxima eleição que a senhora disputará?&lt;/span&gt;-  Meu projeto político no momento é manter-me firme no propósito de  retornar ao Senado Federal nesta legislatura. Como disse antes, a Lei é  para todos e deve ser cumprida e observada por todos. Usar de  subterfúgios para burlar a lei torna a eleição ilegal. O reconhecimento  deste fato pela Justiça Eleitoral não só fará com que acreditemos na  Justiça como também será um elemento orientador para as próximas  disputas eleitorais. Caso a Justiça tenha parecer contrário, estará  passando para a sociedade um recado no mínimo, incentivador. Isto é,  estará dizendo que o crime,em sendo eleitoral, compensa!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- De todo esse período em que a senhora lutou pela aprovação do PLC 122, qual foi o melhor momento? E o pior?&lt;/span&gt;-  Durante todo o período em que participei ativamente de discussões  acerca da criminalização do preconceito e discriminação tive muitos  momentos positivos, em que a força do movimento social se fez presente  e, apesar da dor de ver barrados seus direitos por opressão ou por  omissão, sempre manteve a alegria de participar e acreditar que é  possível a vitória da democracia. Os momentos piores foram aqueles em  que tive que relatar com muita dor, a morte bárbara de uma pessoa por  conta de sua orientação sexual. Em especial, faço questão de ressaltar, a  morte do adolescente Alexandre Ivo, em junho de 2009, no Rio de  Janeiro. (Alexandre Ivo foi assassinado à pauladas, em São Gonçalo, no  Rio de Janeiro, aos 14 anos de idade, quando saía de uma festa onde  havia frequentadores gays. Os acusados pelo crime estão soltos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;-  Apesar de toda a pressão que recebeu, a senhora pretende continuar  lutando contra o preconceito em todas as suas formas, incluindo a  homofobia?&lt;/span&gt;- Não abandonarei a luta contra o preconceito e a  discriminação e pelos avanços dos Direitos Humanos. Onde quer que eu  esteja, estarei atuando em defesa da vida de todas as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;-A  senhora está esperançosa em relação à aprovação do projeto nessa  legislatura? Mantém contato com os parlamentares que trabalham nesse  sentido?&lt;/span&gt;- Vejo com muita alegria a primeira vitória do PLC  122 neste ano de 2011, que foi a aprovação do requerimento de  desarquivamento impetrado pela senadora Marta Suplicy (PT-SP). Com o seu  retorno ao Congresso Nacional, ganhamos com a sua presença na Mesa como  vice-presidente do Senado e ganhamos o reforço importante de quem tem  autoridade para cuidar do tema, haja visto ter sido a primeira  parlamentar neste país a levantar a bandeira do arco-íris e da igualdade  de direitos no Congresso Nacional. Esta conjuntura me leva a crer que  teremos chances reais de fazer tramitar o projeto e, enfim, ver aprovada  a criminalização da homofobia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-531172644815963426?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/531172644815963426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=531172644815963426&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/531172644815963426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/531172644815963426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2011/07/exclusivissimo-do-valnaweb-entrevista.html' title='Exclusivíssimo do Valnaweb: Entrevista com Fátima Cleide - março 2011'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-2561816514820213864</id><published>2011-06-30T22:15:00.002-03:00</published><updated>2011-06-30T22:18:48.082-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='processo constituinte'/><title type='text'>Evangélicos e LGBTs juntos pelos Direitos Humanos</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Hoje quem acompanha a batalha que vem sendo travada por setores &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fundamentalismo_crist%C3%A3o"&gt;fundamentalistas dos cristãos&lt;/a&gt; não consegue sequer imaginar que,&amp;nbsp; quando do início do processo de redemocratização nacional, "evangélicos" e "homossexuais" estiveram do mesmo lado, solidários, pela construção de um Brasil democrático, inclusivo, republicano, laico, fraterno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No Rio de Janeiro tivemos &lt;a href="http://wellingtonrainho.blogspot.com/2008/12/jornalista-hebe-guimares-lana-seu-livro.html"&gt;Lysâneas Maciel&lt;/a&gt;, &lt;b style="color: blue;"&gt;presbiteriano&lt;/b&gt;, advogado e grande defensor dos direitos humanos. Na Constituinte de 1986, juntamente com &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Benedita_da_Silva"&gt;Benedita da Silva&lt;/a&gt;, da &lt;b style="color: blue;"&gt;Assembleia de Deus&lt;/b&gt;, atuou em defesa da inserção da expressção "orientação sexual" como um dos motivos de discriminação que a Constituição proibe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Foram os dois únicos integrantes da chamada bancada evangélica a ter coragem e dignidade para votar com suas consciências e não com os dogmas de uma interpretação fundamentalista, parcial e ahistórica da Bíblia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent3" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent3" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em 28 de janeiro de 1988, apesar dos esforços realizados pelos deputados José Genoíno Neto (PT/SP) e Luiz Alfredo Salomão (PDT/RJ) para reincluir a expressão na fase de votação das Emendas de Plenário, o resultado final registrou 130 votos a favor, 317 contrários, 14 abstenções – &lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;além dos 60 que, embora presentes no Congresso Nacional, optaram por não comparecer ao plenário para participar da votaçã&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;o (&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;dentre esses, o então senador Fernando Henrique Cardoso e o então deputado Michel Temer)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. &lt;b style="color: blue;"&gt;Dentre os 33 integrantes da “bancada evangélica”, votaram: favoravelmente, Benedita da Silva (Assembleia de Deus) e Lysâneas Maciel (Presbiteriano)&lt;/b&gt;; 26 contrários; 1 em branco; 1 ausente do plenário; e 1 ausente do Congresso (CÂMARA, 2002: 118; MASCARENHAS, 1998: 89-118).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent3" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent3" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O presbítero Lysâneas, diferente dos parlamentares "cristãos" de hoje,&amp;nbsp; sofreu pressão de todos os lados, inclusive de parte dos de seu grupo, os Autênticos do glorioso PMDB, de saudosa memória. Queriam convencê-lo a não pronunciar o discurso que preparara, pois seria cassado pelos militares. Lysâneas respondeu:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="color: blue; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;div class="MsoBodyTextIndent3" style="margin: 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;“ não fui eleito para estar deputado por 4 anos, mas para ser  deputado enquanto aqui estiver. Eles que se expliquem, perante a  história, por suas atitudes”.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Aos 31 de março de 1976 subiu à Tribuna e proferiu o seu discurso protestando contra a cassação dos&lt;br /&gt;deputados Amaury Müller e Nadyr Rossetti. No dia seguinte, foi cassado. Partiu para o exílio com a família. Dentro da alma, a certeza de não ter cedido às pressões, de ter cumprido com o seu papel de parlamentar e político da república. Inúmeros brasileiros anônimos e conhecidos estavam com ele - em orgulho e pensamento.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Jamais traiu os valores da dignidade própria. Morreu honrado, admirado. Um exemplo que hoje quase não se vê mais. Ainda bem que nos resta o "quase". Esses nos são, como Lysâneas foi, imprescindíveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A respeito dele, "o Deputado Chico Pinto afirmou,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;div style="color: blue; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://wellingtonrainho.blogspot.com/2008/12/jornalista-hebe-guimares-lana-seu-livro.html"&gt;&lt;b&gt;"Lysâneas sempre foi o melhor e o maior entre nós. Pelo seu destemor e ousadia, pela sua garra, dignidade, postura política e humana, pela sua generosidade ... Nenhuma mulher há de parir um outro Lysâneas".&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em 1975 &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jarbas_Vasconcelos" title="Jarbas Vasconcelos"&gt;Jarbas Vasconcelos&lt;/a&gt; declarava:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;div style="color: blue; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lys%C3%A2neas_Maciel"&gt;&lt;b&gt;"Não existe Comissão de Direitos Humanos no Congresso. A comissão é Lysâneas Maciel.". &lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Com ele, jamais a esfera privada de sua crença usurpou o espaço cívico e republicano, antagonizando-se aos valores civis e seculares. Sabia o lugar e a dimensão de cada uma dessas esferas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Eis o texto pelo qual teve o seu mandato de deputado federal cassado pela ditadura militar, conforme transcrito pelo &lt;a href="http://www.fgv.br/cpdoc/historiaoral/arq/Entrevista432.pdf"&gt;CPDOC/FGC ("O texto do discurso foi publicado com grande número de cortes, aqui assinalados por meio de parênteses, nos Anais da Câmara dos Deputados, v. 2, nº 2, 1976, sessão de quarta-feira 31 de março, p. 1.650. Os sinais de pontuação aqui utilizados pretendem traduzir o tom emocionado do pronunciamento."&lt;/a&gt;):&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;“Senhor presidente, senhores deputados. Nas cassações de ontem, (desmoralizante rotina que se pretende infligir a todo um povo,) há que se alertar este Parlamento para as seguintes premissas: as medidas ostensivas e veladas demonstram que não podemos ser parlamentares, e muito menos oposição. E esta é mais uma tentativa de nos transformar em (objetos) inertes (e acovardados), não apenas frente ao governo, mas também frente ao&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;povo, nosso real compromisso.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O recrudescimento das medidas arbitrárias não é acidental, nem visa apenas os nossos (bravos) companheiros do Rio Grande do Sul. Pretende-se, dentro deste clima (de opressão, de violência, de arbítrio), reduzir a situação política do país à expressão de um partido hegemônico, (que coopta o governo militar,) e de uma oposição (manipulável e) comprometida a um ponto insuportável (de subserviência e medo). Não cabe, nestes poucos minutos, analisar o comportamento da Arena, (cômodo e de serventia eventual do sistema). Também nos abstraímos do doloroso processo de sopesar as (trêfegas) atitudes do seu líder. (Os homens-palha, como os pelegos de sindicato, têm a importância que se lhes dá.)&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Na dramática conjuntura em que vivemos, estes atos deixam claro e evidente que o sistema, após (a utilização por) 12 anos (do mecanismo repressor mais bárbaro da história&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;deste país), confessa, às vésperas das eleições municipais, (que a força é) a (única) maneira de se manter no poder! E confessa mais, sua incompetência no combate à subversão e à corrupção, (esta última, praticada às escâncaras,) pois os parlamentares que a denunciam são enquadrados nas leis de segurança nacional!&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O mais (doloroso e) grave, senhores deputados, não são as cassações, todavia. É que com elas estamos nos acostumando. Estamos nos acostumando à falta de liberdade, estamos nos acostumando com a censura (de baixo nível,) que impede até a exibição de balés (artísticos). Estamos nos acostumando com o desaparecimento de brasileiros, (sua tortura, sua morte presumida!) Homens que não se conformaram com a injustiça e colocaram seu talento e suas vidas a serviço de seus compatriotas! Estamos nos acostumando até com a proclamação de colegas deste Parlamento, que se comprazem em confessar que os indigitados chefes de esquadrão da morte, ainda ocupando postos oficiais, são os responsáveis pela eliminação física de diversos inimigos do sistema! Este Congresso aceita tranqüilamente o fato (de que, neste momento, pelo menos cinco exparlamentares estejam sendo mortos e torturados!) Estamos nos esquecendo, enfim, que o maior perigo em relação aos regimes excepcionais e à falta de liberdade é nos acostumarmos com eles!&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Não há, todavia, como nos iludir, senhores deputados! (Fora do terror da repressão, não há possibilidade de se manter, hoje em dia, um regime estático, sacralizado e injusto.) Invoca-se, freqüentemente, que a restauração da vida democrática, dos direitos e das garantias individuais e coletivas dependem do sistema! Mas se a oposição não lutar, a pretexto de falta de condições de modificar este contexto social e político a curto prazo, estará fortalecendo a implantação (de um regime fascista neste país!)[Neste caso, em vez de simplesmente cortada, a expressão foi substituída por “do sistema”.] Para o sistema, o crescimento do MDB não deve alterar em nada a sua função, e observa-se que este firme controle vem sendo mantido, inclusive nestas últimas cassações.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;A cada aceno de normalização, temos atitudes correspondentes de ameaça (de sufocação!) &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;E o MDB, absorvendo o esquema proposto pelo sistema, torna-se culpável de assistir (normalmente, não obstante as notas incisivas e inconseqüentes,)3 [3O trecho foi substituído por “inerte”.] ao emprego arbitrário da força (bruta, à opressão) institucionalizada! (Não temos a coragem de criticar os membros das Forças Armadas!!! espalhados em todos os órgãos da administração pública e privada!&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;E não o fazemos, não porque julguemos que os militares sejam mais honestos ou mais capazes que os civis. Não o fazemos, senhores deputados, porque temos MEDO!!! Por medo contemplamos, mudos, o assalto consentido a nossas riquezas naturais, a exploração&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;infringida aos trabalhadores, o enriquecimento progressivo dos mais ricos, e a corrupção!!! que hoje é uma constante, em quase todos escalões deste país!) A luta pelos verdadeiros interesses nacionais tem ainda outra característica. Ela (não apenas) requer grandes esforços e riscos por parte daqueles que nela se envolvem, (mas é uma luta que não é levada a efeito no vácuo!) Os explorados e os oprimidos, os injustiçados, ao se envolverem na luta pela própria libertação e desenvolvimento, estarão em confrontação com expressões muito concretas do poder. Portanto, os cassados de hoje, (os cassados de amanhã,) têm que se conscientizar de que os esforços próprios e os de seu próprio partido, no sentido de uma melhoria da justiça social, é uma discussão sobre as diversas facetas do poder. O MDB, em suas omissões, está praticamente condenando toda uma geração (a conviver com os elementos que aceitam as atitudes totalitárias). Hoje, premidos pelas circunstâncias em que nos encontramos, (simulacros de parlamentares,) existimos apenas para homologar aquilo que nos manda o poder (estabelecido!) Mas, como o mundo tem mudado, o Brasil mudará também!&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Tenho repetido que, por minha formação, prefiro que essa mudança se faça pelo consenso pacífico entre brasileiros de diversas tendências. &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Mas tenho fundados receios, senhores deputados, em relação aos homens, quando (se locupletam no poder e) não têm que prestar conta de suas atitudes.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt; (A repressão e as cassações em defesa da ordem, hoje, não mais convencem a ninguém. Ou será que nos esquecemos que esta ordem é a constituição social de um grupo? E se cada maioria se julgar no direito de suprimir a contestação à sua ordem, o problema político jamais encontrará solução.) Sabemos que a paz política está sendo adulterada (em favor de determinados grupos. Não é difícil perceber quais as intenções obscuras atrás de cada investida repressora). Estamos quase que inermes (diante desses grupos que manipulam o poder. E sabemos que estes grupos)4 [4Lê-se nos Anais: “Estamos quase que inermes. Podem cassar, mas não podem (...)”.]&lt;/span&gt;&lt;b style="color: blue; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt; podem cassar! (podem torturar! podem até matar!) mas não podem afastar dois elementos inarredáveis na história política de qualquer povo: o Tempo e a História!”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-2561816514820213864?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/2561816514820213864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=2561816514820213864&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/2561816514820213864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/2561816514820213864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2011/06/evangelicos-e-lgbts-juntos-pelos.html' title='Evangélicos e LGBTs juntos pelos Direitos Humanos'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-8810907605048667162</id><published>2011-06-25T17:20:00.002-03:00</published><updated>2011-06-26T00:28:32.563-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ativismo - história - movimento social - Movimento homossexual'/><title type='text'>28 de junho: Dia da Dignidade LGBT - 42 anos da Rebelião de Stonewall</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Estamos às portas da comemoração do Dia do Orgulho LGBT, em 28 de junho. Hoje, em São Paulo, será realizada a Parada Lésbica. Amanhã, a Parada Gay. Este ano comemora-se os 42 anos do &lt;b&gt;&lt;i&gt;Levante de&lt;/i&gt; &lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Stonewall. &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;E 41 da primeira Parada do Orgulho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas, afinal, o que significa isso?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Trata-se dos acontecimentos havidos no&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; bar &lt;u&gt;&lt;i&gt;de ambiente&lt;/i&gt;&lt;/u&gt; (gay) chamado &lt;i&gt;Stonewall Inn&lt;/i&gt;, situado no &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Greenwich_Village"&gt;&lt;i&gt;Village&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;,  Nova Iorque, EUA, iniciados na noite de 27 e madrugada de 28 de junho  de 1969. Ali, lésbicas, travestis, locas, drag queens e gays reagiram a  mais uma investida violenta da polícia corrupta novaiorquina.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Originou-se,  assim, além da sucessão de eventos de resistência que durou até o dia  02 de julho e envolveu aproximadamente 2.000 pessoas LGBTTs e 400  policiais, um novo divisor no movimento homossexual - o Gay Power, Gay  Lib e as Paradas do Orgulho Gay. De uma tônica conservadora e em busca de assimilação, para uma visão e agenda crítica, radical, afirmativa, reivindicatória.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O contexto sociocultural e político que propiciou a Rebelião de Stonewall era formado pela &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Contracultura"&gt;contracultura&lt;/a&gt; (influência da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gera%C3%A7%C3%A3o_Beat"&gt;geração beat&lt;/a&gt;), lutas pacifistas (contra a guerra do Vietnã) e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_dos_direitos_civis_dos_negros_nos_Estados_Unidos"&gt;pelos direitos civis dos negros estadunidenses&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Segundo Alessandro Soares da Silva, o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Stonewall Inn era&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;  um bar "brega, sem sequer água corrente ... Na entrada havia que se  assinar o nome (ou qualquer nome), já que tecnicamente, se tratava de um  clube privado.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; A clientela era uma mescla de jovens yeyeyê de calças  boca-de-sino, algumas loucas [locas] e, de vez em quando, alguns hippies  e lésbicas."&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;T&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;al como muitos outros espaços de lazer e socialização "homossexual", &lt;i&gt;Stonewall Inn&lt;/i&gt; era submetido à extorsão, por  parte da polícia corrupta novaiorquina, da quantia de dois mil dólares  semanais, para que avisassem antecipadamente onde e quando seriam  realizadas as batidas policiais, de modo a proteger os clientes &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;(SILVA, Alessandro Soares da. Luta,  Resistência e Cidadania: uma análise psicopolítica dos movimentos e  paradas do Orgulho LGBT, 2008)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Conforme  a versão mais aceita, após já terem sido realizadas diversas prisões, com os  policiais no interior do bar, uma lésbica teria sido agredida na cabeça  por um policial. Imobilizada por eles, ela passara a conclamar, aos  gritos, os outros detidos, já dentro da viatura, para que rompessem com a  passividade com que costumeiramente se submetiam àquelas violências.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em  pouco tempo se iniciou a rebelião. A polícia foi cercada. Uma travesti  gritava "'Já lhes deram dinheiro, mas aqui tem um pouco mais!'". E a  multidão em volta lhe faz coro, atirando mais moedas. Uma viatura  consegue furar o bloqueio e sair com os detidos. Alguem remove do chão  um parquímetro e o utiliza para escorar a porta do bar, deixando outros  policiais encurralados lá dentro. A fúria seguiu aumentando.  Parquímetro, pedras, tijolos, fogo nos containers de lixo, tudo o que  encontravam à mão era utilizado no enfrentamento. A polícia, por seu  lado, usava jatos d'água, cassetetes e balas. Somente às quatro horas da  madrugada houve uma provisória calma. Nas noites seguintes até dois de  julho, entretanto, novos enfrentamentos se verificariam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A  coragem e a determinação dessas pessoas lhes fizeram ver o seu poder  para transformar a realidade a que estavam submetidos. Tornaram-se mais  autoconfiantes, menos passivos. Mais participantes e comprometidos com  os assuntos que envolviam a sua comunidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Um  ano depois, cerca de dez mil "homossexuais" (lésbicas, locas, drag  queens, travestis, gays), vindos de todos os cantos dos EUA, comemoraram  aquela rebelião numa passeata (marcha) pelas ruas do Greenwich Village.  O dia 28 de junho torna-se, assim, o Dia do Orgulho Homossexual ou  LGBT.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Antes  desses acontecimentos inaugurais à uma nova dinâmica ao movimento  "homossexual" estadunidense, as pessoas LGBTs naquele país dispunham de  inúmeras entidades de luta e prestação de serviços específicos a esse  público. Embora não tivessem ousado afirmar-se publicamente de maneira  tão ostensiva, constituíam aquilo que pode-se definir como uma  comunidade - ou seja, o sentimento de pertença e de algum compromisso  coletivo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; Possuíam visões assimilacionistas e conservadoras - vendo-se a  si mesmos a partir das definições que a sociedade heterossexual lhes  ofereciam, ou seja, como portadores de um "desvio" -, amoldando-se aos  seus dogmas, valores e hábitos; buscando serem integrados à sociedade,  sem transformá-la. Buscavam o lazer e a prestação de determinados  serviços - sobretudo os de socialização. O enfrentamento, a exposição  pessoal (visibilidade), porém, não faziam parte dessa agenda.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Embora  esse fosse o traço preponderante do movimento "homossexual"  estadunidense até junho de 1969, a história registra ações de protesto e  reivindicações anteriores a Stonewall: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;1964, em Nova Iorque e 1965, em Washington &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;(Silva, 2008: 138).&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ainda que episódicas e pontuais, tais iniciativas documentam a  existência de pontos de vista divergentes; de indivíduos que não estavam  satisfeitos nem com os modos de ação até então empreendidas, nem com o  modo de ver as "homossexualidades" (travestis, transexuais, drag queens,  lésbicas, gays) - integrando e reproduzindo a perspectiva patológica,  então vigente no interior da medicina, psiquiatria e psicologia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A força  política condensada através daquelas noites e madrugadas de  enfrentamento e resistência vai levar ao surgimento de inúmeras novas  entidades em defesa dos interesses das pessoas LGBTs.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O diferencial será  a perspectiva através da qual se posicionam: um discurso radicalmente  afirmativo, contrário à discriminação e à invisibilidade, construído em  torno da ideia de identidade e diferença. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A &lt;i&gt;Rebelião de Stonewall&lt;/i&gt;  permitiu àqueles indivíduos a experiência do sentimento de dignidade  própria, da possibilidade concreta de ações transformadoras. A ruptura  com a aceitação da posição de párias, de abjetos a que haviram sido  historicamente submetidos. A possibilidade de construirem uma outra realidade para as suas vidas - suas e daqueles que viessem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Essa luta por dignidade, por não discriminação, se espalhou pelo mundo e ainda não terminou. Nos Estados Unidos, passou por diversas fases, com avanços e retrocessos. A determinação na ação política, com participação, consciência coletiva e histórica, tem se mantido.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Trata-se de uma nação que culturalmente possui a participação comunitária como um de seus traços integrantes. Isso sem dúvida tornou menos árida a construção da base de apoio necessária para as ações de enfrentamento e reivindicação. Mas, tampouco lá foi ou é fácil. Sempre demandou muita determinação, comprometimento e, sobretudo, uma visão horizontalizada.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em outras palavras, &lt;a href="http://comerdematula.blogspot.com/2011/06/organicidade-dos-fundamentalistas.html"&gt;a percepção de que o movimento pertence a todos os indivíduos indistintamente. Não se trata de um produto, uma mercadoria. Mas da construção coletiva e sempre ampliada, integrativa, de formas de viver social e politicamente mais dignas, respeitosas.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-8810907605048667162?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/8810907605048667162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=8810907605048667162&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/8810907605048667162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/8810907605048667162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2011/06/28-de-junho-dia-da-dignidade-lgbt-42.html' title='28 de junho: Dia da Dignidade LGBT - 42 anos da Rebelião de Stonewall'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-432161194876495556</id><published>2011-06-22T17:26:00.000-03:00</published><updated>2011-06-22T17:26:49.340-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direitos humanos'/><title type='text'>Parceiros homossexuais juntos há 61 anos aguardam isonomia jurídica</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Do sítio &lt;a href="http://meme.yahoo.com/thaispontes/p/nx-F-M7/?cid=brtd/"&gt;meme.yahoo&lt;/a&gt;: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-CG2KktXrPnc/TgJPpSPAh3I/AAAAAAAAAd0/oa4L-X4OtPI/s1600/61+anos+de+espera+velhinhos+NY.jpeg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-CG2KktXrPnc/TgJPpSPAh3I/AAAAAAAAAd0/oa4L-X4OtPI/s1600/61+anos+de+espera+velhinhos+NY.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;div class="photo_comment"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Americanos esperam 61 anos pela legalização do casamento gay em Nova Iorque&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Richard Adrian Dorr (esq), de 84 anos, e John Mace, de 91, &lt;b&gt;estão juntos há 61 anos e esperam a legalização do casamento entre homossexuais para se casarem em Nova Iorque&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Eles já receberam convites para realizarem o casamento em outros estados americanos&lt;/b&gt;,  nos quais a união homoafetiva já é legalizada, mas preferiram esperar.  Eles moram na cidade desde a década de 40 e não pretendem sair de lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;b&gt;Somos  novaiorquinos e, depois de 61 anos de união, sentimos que temos o  direito de ser casados, em Nova Iorque. Já está na hora, não?&lt;/b&gt;", disse Dorr, em uma conversa com a ONG america &lt;em&gt;Freedom to Marry.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os dois são professores canto e &lt;b&gt;se conheceram em 1948 na escola de artes Juilliard&lt;/b&gt;,  em Nova Iorque. Ambos garantiram que foi amor à primeira vista e que,  desde que estão juntos, tiveram pouquíssimas brigas. Dorr revelou o  segredo do relacionamento duradouro: “Nunca vá dormir brigado”!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A lei para o casamento entre pessoas do mesmo sexo já foi aprovada na Assembleia do Estado de Nova Iorque&lt;/b&gt;. Dorr e Mace aguardam apenas a aprovação do Senado de Nova Iorque.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Boa sorte ao casal!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;Informações BBC Brasil e imagem&lt;b&gt; &lt;/b&gt;Jamie McGonnigal/Equality &lt;a href="http://photography.com/" rel="nofollow" target="_blank"&gt;Photography.com&lt;/a&gt; e Freedom to Marry&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="from"&gt;         &lt;/div&gt;&lt;div class="source"&gt;              Origem: &lt;a href="http://meme.zenfs.com/u/700b8af6d0429ad089d05ccd6f43e4a2e75c1596.jpeg" rel="nofollow" target="_blank"&gt;http://meme.zenfs.com/u/700b8af6d0429ad089d05ccd6f43e4a2e75c1596.jpeg&lt;/a&gt;        &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-432161194876495556?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/432161194876495556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=432161194876495556&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/432161194876495556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/432161194876495556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2011/06/parceiros-homossexuais-juntos-ha-61.html' title='Parceiros homossexuais juntos há 61 anos aguardam isonomia jurídica'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-CG2KktXrPnc/TgJPpSPAh3I/AAAAAAAAAd0/oa4L-X4OtPI/s72-c/61+anos+de+espera+velhinhos+NY.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-7571504623740342932</id><published>2011-06-18T19:59:00.001-03:00</published><updated>2011-06-19T16:34:13.060-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direitos humanos'/><title type='text'>Movimento Nacional de Direitos Humanos se solidariza pela conquista da população LGBTT da isonomia na união estável</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; font-size: small;"&gt;Do sítio do&amp;nbsp; &lt;a href="http://www.mndh.org.br/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=2776&amp;amp;Itemid=56"&gt;Movimento Nacional de Direitos Humanos, de 10 de maio de 2011&lt;/a&gt;:&lt;/span&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;União homoafetiva: um grande passo dado pelo STF         &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: 10pt;"&gt; &lt;img alt="logo_mndh.jpg" height="300" src="http://www.mndh.org.br/images/stories/logo_mndh.jpg" style="float: left; height: 300px; margin: 5px; width: 350px;" title="logo_mndh.jpg" width="350" /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;O  MNDH - Movimento Nacional de Direitos Humanos quer expressar de  público, em nome das mais de 400 entidades afiliadas, a sua satisfação  pelo resultado do julgamento, na última quinta-feira, em Brasília,  oportunidade na qual o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a união  homoafetiva, em consonância com o que está disposto no artigo 3º,  inciso IV, da Constituição Federal, que “veda qualquer discriminação em  virtude de sexo, raça, cor”STF julgou a Ação Direta de  Inconstitucionalidade (ADI) 4.277 e a Argüição de Descumprimento de  Preceito Fundamental (ADPF) 132 e reconheceu, dessa forma, a união  estável para casais do mesmo sexo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;As  ações foram ajuizadas no Supremo, respectivamente, pela  Procuradoria-Geral da República e pelo governador do Rio de Janeiro,  Sérgio Cabral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  decisão dá a casais gays segurança jurídica em relação a direitos como  pensão, herança e compartilhamento de planos de saúde, além de facilitar  a adoção de filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  decisão do STF é acima de tudo uma vitória da democracia brasileira e  possibilita, daqui para frente, que brasileiros e brasileiras tenham o  acesso à igualdade de direitos garantida pela Constituição Federal, o  que até então estava sendo sistematicamente negada a casais do mesmo  sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na  incansável luta do MNDH pelo respeito aos direitos humanos, entendemos  ser este um passo fundamental no sentido da superação das desigualdades  no País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  passo histórico dado pelo STF , no entanto, não cessa as manifestações  de homofobia como se vê cotidianamente no País e, especialmente, nos  meios de comunicação e nas redes sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  MNDH entende ser preciso se fazer sempre alerta e vigilante na busca da  superação dos mecanismos que sustentam as intolerâncias e o  preconceito, que ainda alijam do processo democrático milhões de  brasileiros e de brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasília, 10 de Maio de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gilson Cardoso&lt;br /&gt;Coordenador Nacional do MNDH&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-7571504623740342932?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/7571504623740342932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=7571504623740342932&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/7571504623740342932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/7571504623740342932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2011/06/movimento-nacional-de-direitos-humanos.html' title='Movimento Nacional de Direitos Humanos se solidariza pela conquista da população LGBTT da isonomia na união estável'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-2052556082773710826</id><published>2011-06-18T04:44:00.004-03:00</published><updated>2011-09-19T21:11:03.806-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direitos humanos'/><title type='text'>ONU aprova resolução histórica sobre direitos dos homossexuais</title><content type='html'>&lt;div style="color: blue; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Foi assim que a agência de notícias France Press noticiou:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="hn-byline" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; (AFP) – &lt;span class="hn-date"&gt;Há 20 horas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;GENEBRA, Suíça — O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou nesta  sexta-feira, após um intenso debate e uma votação apertada, uma  resolução histórica destinada a promover a igualdade dos indivíduos sem  distinção da orientação sexual, apesar da oposição dos países árabes e  africanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A resolução, muito aplaudida, recebeu 23 votos favoráveis, 19 contrários e três abstenções.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O  texto, apresentado pela África do Sul, qualificado de "histórico" por  Organizações Não Governamentais que defendem os direitos dos  homossexuais, provocou um intenso debate entre o grupo de países  africanos presidido pela Nigéria, contrário à resolução, que acusou o  governo de sul-africano de alinhamento com os países ocidentais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ao  apresentar o texto, o representante da África do Sul, Jerry Matthews  Matjila, declarou que "ninguém deve ser submetido a discriminação ou  violência por causa da orientação sexual".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Esta resolução, completou, "não busca impor certos valores aos países, e sim iniciar o diálogo" sobre o tema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas  os países da Organização da Conferência Islâmica (OIC), com o Paquistão  à frente, se declararam "seriamente preocupados com a tentativa de  introduzir na ONU noções que não têm base legal alguma na legislação  internacional dos direitos humanos".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"Perturba-nos ainda mais esta  tentativa de focar sobre alguns indivíduos com base em suas atitudes ou  seus interesses sexuais", afirmou o representante paquistanês.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O  delegado da Nigéria, Ositadinma Anaedu, atacou a África do Sul, acusando  o país de ter quebrado a tradição do grupo africano de encontrar um  consenso antes de votar sobre uma resolução.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"Aflige-me porque a  África do Sul é o pilar da África", disse, antes de afirmar que "mais de  90% dos sul-africanos não são favoráveis à resolução".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"É interessante que os países ocidentais estejam associados com vocês hoje", ironizou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Estados Unidos, França, Brasil México e Argentina apoiaram a resolução, assim como ONGs de defesa dos direitos humanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"É  um avanço. É a primeira vez na ONU que se aprova um texto tão forte sob  a forma de uma resolução, e deste alcance", afirmou o embaixador  francês Jean-Baptiste Mattei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"É um debate muito passional", reconheceu, ao mencionar "a forte reticência do grupo africano e da OCI a respeito do tema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"Mas  não se trata de impor valores ou um modelo, e sim de evitar que as  pessoas sejam vítimas de discriminação ou violência por sua orientação  sexual".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A representante dos Estados Unidos, Eileen Donahoe,  afirmou que a resolução "entra para a história da luta pela igualdade e a  justiça".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"É um passo importante para o reconhecimento de que os direitos humanos são de fato universais", ressaltou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A  resolução afirma que "todos os seres humanos nascem livres e iguais no  que diz respeito a sua dignidade e seus direitos e que cada um pode se  beneficiar do conjunto de direitos e liberdades (...) sem nenhuma  distinção".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O texto pede ainda um estudo sobre as leis  discriminatórias e as violências contra as pessoas por sua orientação ou  atribuição sexual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Antes da votação, o representante da ONG  Anistia Internacional na ONU, Peter Splinter, declarou que "resolução  histórica será muito importante para as lésbicas, os gays, os bissexuais  e os transgêneros na luta pelo pleno reconhecimento de seus direitos".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Segundo a Anistia Internacional a homossexualidade segue proibida em 76 países.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="hn-distributor-copyright" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Copyright ©  2011   AFP. Todos os direitos reservados. &lt;a href="http://www.google.com/hostednews/afp/copyright?hl=pt-PT"&gt;Mais »&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="g-section" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;div id="rn-section"&gt;&lt;h4 id="rn-header"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Related articles&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=10&amp;amp;id_noticia=156746"&gt;Países africanos divergem na ONU sobre livre orientação sexual&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="source"&gt;Vermelho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt; - Há 13 horas&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/onu-aprova-resolucao-historica-sobre-homossexuais"&gt;ONU aprova resolução histórica sobre homossexuais&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="source"&gt;veja.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt; - Há 19 horas&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5192285-EI294,00-ONU+reconhece+problema+da+discriminacao+baseada+na+orientacao+sexual.html"&gt;ONU reconhece problema da discriminação baseada na orientação sexual&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="source"&gt;Terra Brasil&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt; - Há 13 horas&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: red; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;No entanto, é desta forma que o sítio da ONU faz a divulgação da Resolução aprovada:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;"Consejo DDHH solicita estudio sobre discriminación por orientación sexual&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;17 de junio,  2011&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: small;"&gt;El  Consejo de Derechos Humanos de la ONU aprobó hoy una resolución en la  que solicita a la Alta Comisionada para esas garantías una investigación  sobre las leyes, prácticas y actos de violencia contra personas debido a  su orientación sexual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-IXWTPZISAck/TfxZPT_0K_I/AAAAAAAAAc0/JMmYx0bKRQ4/s1600/21-05-2010homophobia.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-IXWTPZISAck/TfxZPT_0K_I/AAAAAAAAAc0/JMmYx0bKRQ4/s320/21-05-2010homophobia.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;El estudio, que abarcaría a todas las regiones  del mundo, tendría que estar terminado para diciembre de este año.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;El  objetivo de la medida es ver cómo la legislación internacional puede  aplicarse para terminar con la violencia y las violaciones de los  derechos humanos basadas en la identidad de género.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Esta es la  primera vez que el Consejo solicita a la Alta Comisionada que investigue  los desafíos que afrontan los individuos discriminados por su  orientación sexual."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Na aba correspondente a "&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.brasil-cs-onu.com/secao/resolucoes/" style="color: red;"&gt;resoluções&lt;/a&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;", nenhuma notícia sobre o assunto.&lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-2052556082773710826?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/2052556082773710826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=2052556082773710826&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/2052556082773710826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/2052556082773710826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2011/06/onu-aprova-resolucao-historica-sobre.html' title='ONU aprova resolução histórica sobre direitos dos homossexuais'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-IXWTPZISAck/TfxZPT_0K_I/AAAAAAAAAc0/JMmYx0bKRQ4/s72-c/21-05-2010homophobia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-7665358074394216246</id><published>2011-06-18T04:00:00.003-03:00</published><updated>2012-01-28T18:03:43.829-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direitos humanos'/><title type='text'>ONU produz vídeo contra homofobia alertando para aumento de crimes homo e transfóbicos</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.onu.org.br/no-dia-internacional-contra-a-homofobia-e-a-transfobia-onu-alerta-para-aumento-dos-crimes-homofobicos/"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Do sítio da ONU:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, fez um  alerta nesta terça-feira (17/05) para o aumento dos crimes contra  lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros, e pediu aos governos que  tomem medidas para acabar com a discriminação e com o preconceito  baseado na orientação sexual ou na identidade de gênero.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia, ONU alerta para aumento dos crimes homofóbicos&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="date" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;    17 de maio de 2011 ·&amp;nbsp;&lt;a href="http://onu.org.br/pauta/noticias/" rel="category tag" title="Ver todos os posts em Notícias"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;   &lt;br /&gt;&lt;div style="vertical-align: top;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="a2a_kit addtoany_list"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.onu.org.br/no-dia-internacional-contra-a-homofobia-e-a-transfobia-onu-alerta-para-aumento-dos-crimes-homofobicos/"&gt;&lt;img alt="Share" src="http://onu.org.br/img/unshare1.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span id="orkut-button"&gt;&lt;img src="http://www.gstatic.com/orkut/api/pt_BR_orkut_regular-001.gif" style="border: medium none; cursor: pointer;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;              &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, fez  um alerta nesta terça-feira (17/05) para o aumento dos crimes contra  lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros, e pediu aos governos que  tomem medidas para acabar com a discriminação e com o preconceito  baseado na orientação sexual ou na identidade de gênero.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;img alt="" class="aligncenter size-full wp-image-11282" src="http://onu.org.br/img/gays.jpg" title="Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia Foto: UNAIDS" width="420" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em uma &lt;a href="http://onu.org.br/no-brasil-250-pessoas-foram-assassinadas-em-ataques-homofobicos-ou-transfobicos-em-2010-alerta-alta-comissaria-de-direitos-humanos-da-onu/" target="_blank"&gt;mensagem de vídeo&lt;/a&gt;  para marcar o Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia,  Pillay disse que estas formas de discriminação são muitas vezes  negligenciadas pelos governos. Ela afirmou que estatísticas indicam que  crimes contra homossexuais aumentaram em diversas partes do mundo, e que  a homossexualidade continua sendo um crime em mais de 70 países.  “Ninguém tem o direito de tratar um grupo de pessoas como sendo de menor  valor, menos merecedores ou menos dignos de respeito”, declarou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ela acrescentou que os padrões dos direitos humanos internacionais já  incorporaram o princípio de que ninguém deve sofrer discriminação com  base em sua sexualidade ou identidade de gênero. “Dezessete anos atrás, o  Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas confirmou que, nos termos  do direito internacional, os Estados têm a obrigação de descriminalizar a  homossexualidade e proteger seus indivíduos contra a discriminação com  base na sua orientação sexual.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O Diretor Executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (&lt;a href="http://www.unaids.org/en/" target="_blank"&gt;UNAIDS&lt;/a&gt;), Michel Sidibé, &lt;a href="http://www.unaids.org/en/resources/presscentre/pressreleaseandstatementarchive/2011/may/20110517psidaho/" target="_blank"&gt;disse&lt;/a&gt;  que quando pessoas são estigmatizadas por causa de sua orientação  sexual ou identidade de sexo, elas estão menos propensas ao acesso aos  serviços de HIV necessários. Ele pediu aos governos que criem ambientes  sociais e legais que assegurem o respeito aos direitos humanos e o  acesso universal à prevenção, tratamento e apoio ao HIV.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;object style="height: 390px; width: 640px;"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LaIOqmX5LdY?version=3"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/LaIOqmX5LdY?version=3" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="640" height="390"&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Clique para ler o documento &lt;b&gt;“&lt;a href="http://onu.org.br/docs/discriminacao-onu-pt_br.pdf"&gt;Combater a Discriminação com Base na Orientação Sexual e na Identidade de Gênero&lt;/a&gt;”&lt;/b&gt;, preparado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência:&lt;br /&gt;http://www.onu.org.br/no-dia-internacional-contra-a-homofobia-e-a-transfobia-onu-alerta-para-aumento-dos-crimes-homofobicos/&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-7665358074394216246?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/7665358074394216246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=7665358074394216246&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/7665358074394216246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/7665358074394216246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2011/06/onu-produz-video-contra-homofobia.html' title='ONU produz vídeo contra homofobia alertando para aumento de crimes homo e transfóbicos'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-1165562343771291706</id><published>2011-06-18T03:52:00.000-03:00</published><updated>2011-06-18T03:52:04.331-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ativismo - história - militância carioca - reivindicação de legislação protetora'/><title type='text'>STF comunica sua decisão unânime: Isonomia plena entre homo e heteroafetivos na união estável</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; 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text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;“... com eficácia erga omnes e efeito vinculante para dar ao art. 1.723 do Código Civil interpretação conforme a Constituição para dele excluir qualquer significado que impeça o reconhecimento da união contínua, pública e duradoura entre pessoas do mesmo sexo como “entidade familiar”, entendida esta como sinônimo perfeito de “família”. Reconhecimento que é de ser feito segundo as mesmas regras e com as mesmas conseqüências da união estável heteroafetiva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Atenciosamente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ministro Cézar Peluso&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Presidente”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(Pág. 2 do ofício de 09 de maio de 2011, no qual o STF comunica a decisão na ADPF 132)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Fonte: http://www.facebook.com/home.php#!/photo.php?fbid=10150219759165680&amp;amp;set=a.130309200679.107792.517880679&amp;amp;type=1&amp;amp;theater&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Agradeço à Silvia Gomide a disponibilização em sua rede, no facebook.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Agora já faz parte da (longa) história da luta de&amp;nbsp; "homossexuais" (gays e lésbicas,travestis e transexuais) por dignidade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Em julgamento à ADPF 132, ajuizada pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro Sérgio Cabral Filho&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;em um momento em que nenhum outro dos legitimados legais para propô-la assumiu a iniciativa, eis agora a comunicação oficial do unânime reconhecimento realizado pelo STF à isonomia entre homo e heterossexuais no tocante à união estável. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-1165562343771291706?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/1165562343771291706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=1165562343771291706&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/1165562343771291706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/1165562343771291706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2011/06/stf-comunica-sua-decisao-unanime.html' title='STF comunica sua decisão unânime: Isonomia plena entre homo e heteroafetivos na união estável'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-bbmsywds2f8/TfxCXMzjXRI/AAAAAAAAAcw/-itSLHCrNDI/s72-c/STF+comunica+decisao+uniao+civil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-5755392299697322896</id><published>2011-06-11T19:11:00.002-03:00</published><updated>2011-06-12T16:52:02.150-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ativismo - história - movimento social - Movimento homossexual'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história - memória'/><title type='text'>13 DE JUNHO: Dia Nacional da Dignidade LGBTT</title><content type='html'>Há quem se esforce por fazer desaparecer da memória das novas gerações qualquer referência ao início das lutas dos homossexuais (LGBTTs) brasileiros por dignidade, reconhecimento e isonomia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, é preciso dizer: o levante, o início da saída da clandestinidade, da hipocrisia da dupla identidade, não começou com as Ongs, nos anos de 1990.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começou muito lá atrás. Ainda na década de 1970. Ainda na vigência da ditadura. Numa época em que ninguém (ou quase) tinha coragem para dar a cara à tapa. Coragem para vir a público e assumir pagar todo o preço cobrado - escárnio, humilhação, ridicularização, demissão, processos judiciais. Onde apenas havia senso crítico, ousadia, determinação, inconformismo. Onde as pessoas se cotizavam para viabilizar as ações, reuniões, correspondências, eventos etc. Não se trata de saudosismo, mas a uma de reconhecimento do processo. A duas, da tentativa de mostrar que nem sempre foi o que está, como é.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Para as gerações que cresceram vendo as Paradas Gays acontecerem, por desconhecimento das lutas que ocorreram antes, tendem a ver tudo como "natural" - como o computador, a internet, a televisão a cabo, o avião... Como se tudo isso tivesse feito parte da trajetória do humano na terra desde sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, parece como "da ordem da natureza" que se comemore o "dia do orgulho gay" como sendo 28 de junho - o dia do levante de Stonewall.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as datas representativas da história das lutas dos próprios brasileiros LGBTTs?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, às vésperas do dia 13 de junho, dia rememorativo e comemorativo da primeira passeata do movimento homossexual brasileiro (1980), convido à leitura: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://memoriamhb.blogspot.com/2009/03/primeira-passeata-13-junho-1980.html"&gt;Primeira Passeata Nacional pela Dignidade LGBT&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://memoriamhb.blogspot.com/2009/04/o-arouche-e-nosso.html"&gt;Primeira Passeata Movimento Homossexual Brasileiro&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://memoriamhb.blogspot.com/2009/04/blog-post.html"&gt;As Caçadas às Travestis promovidas pelo Delegado Richetti/SP 1980&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://memoriamhb.blogspot.com/2009/04/operacao-sapatao-richetti-15-nov-1980.html"&gt;Operação Sapatão Delegado Richetti/SP novembro 1980&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://memoriamhb.blogspot.com/2010/03/darcy-penteado-roda-baiana-e-responde.html"&gt;Darcy Penteado parte pra defesa das Travestis, alvo de campanha segregacionista do Estadão – SP, abril de 1980&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-5755392299697322896?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/5755392299697322896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=5755392299697322896&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/5755392299697322896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/5755392299697322896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2011/06/13-de-junho-dia-nacional-da-dignidade.html' title='13 DE JUNHO: Dia Nacional da Dignidade LGBTT'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-2247704635392122648</id><published>2011-06-11T17:40:00.000-03:00</published><updated>2011-06-11T17:40:24.179-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='soberania nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direitos humanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dignidade profissional'/><title type='text'>TODO APOIO (tambem) AOS PROFESSORES EM GREVE POR DIGNIDADE - 10% DO PIB NA EDUCAÇÃO!</title><content type='html'>&lt;div class="" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Tal como os Bombeiros, tambem os professores do Estado do Rio de Janeiro estão em greve, lutando por melhores salários e condições dignas para exercerem o seu ofício.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-aiPsRKYv8F0/TfO_qhdWOmI/AAAAAAAAAbs/MSh8wkZLl1g/s1600/foto1_2111.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://1.bp.blogspot.com/-aiPsRKYv8F0/TfO_qhdWOmI/AAAAAAAAAbs/MSh8wkZLl1g/s320/foto1_2111.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O movimento reivindicatório é garantido pela Constituição, por Lei e já confirmado pelo STF:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span class="txt_noticia"&gt;&lt;a href="http://www.seperj.org.br/ver_noticia.php?cod_noticia=2097"&gt;“(...) Apesar de ainda não ter sido disciplinado por legislação específica, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu o direito de greve dos servidores públicos previsto na Constituição Federal de 1988, concluindo que, em casos de paralisação no funcionalismo público, deve ser aplicada a Lei 7.783, de 1989, que regulamenta as greves dos trabalhadores da iniciativa privada. “(...) Dispõe o Artigo 6º da referida Lei: 6º São assegurados aos grevistas, dentre outros direitos: I - o emprego de meios pacíficos tendentes a persuadir ou aliciar os trabalhadores a aderirem à greve; II - a arrecadação de fundos e a livre divulgação do movimento. § 1º Em nenhuma hipótese, os meios adotados por empregados e empregadores poderão violar ou constranger os direitos e garantias fundamentais de outrem. § 2º É vedado às empresas adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho, bem como capazes de frustrar a divulgação do movimento. § 3º As manifestações e atos de persuasão utilizados pelos grevistas não poderãoimpedir o acesso ao trabalho nem causar ameaça ou dano à propriedade ou pessoa. “A própria Convenção nº 98 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) incentiva a atuação negocial dos sindicatos, como instrumento de paz social e de grande utilidade técnica jurídica que permite às próprias partes de uma disputa trabalhista a escolha das normas a serem observadas para a composição dos seus conflitos.” &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Segundo o Sindicato (&lt;a href="http://www.seperj.org.br/links.php"&gt;SEPE&lt;/a&gt;) são pontos da pauta reivindicatória:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b style="color: blue;"&gt;reajuste salarial de  26% emergencial, plano de carreira dos funcionários, incorporação total  do Nova Escola, regulamentação da função dos animadores culturais,  eleição direta de diretores.&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Segundo o sítio Raquel RFC.com, esta é a realidade da categoria:&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://www.raquelrfc.com/2010/07/salario-professor-estadual-rj.html"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Dados do mês de julho de 2010&lt;/span&gt;:&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://www.raquelrfc.com/2010/07/salario-professor-estadual-rj.html"&gt;O Estado &lt;b&gt;não &lt;/b&gt;paga passagem , &lt;b&gt;nem &lt;/b&gt;refeição,&amp;nbsp; &lt;b&gt;nem&lt;/b&gt; nenhum outro benefício. A remuneração é somente o salário, que para Docente I. (que &lt;b&gt;trabalham com turmas&amp;nbsp;do 6º ano - Segundo Segmento do Ensino Fundamental - à terceira série do Ensino Médio&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;em início de carreira é de R$765,66 - com desconto de 78,85 da previdência, sobram &lt;span style="font-size: large;"&gt;R$686,81 líquidos&lt;/span&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://www.raquelrfc.com/2010/07/salario-professor-estadual-rj.html"&gt;Os&amp;nbsp;valores foram retirados de um contracheque de &lt;b&gt;julho/2010&lt;/b&gt;, de Docente I&amp;nbsp;- SEEDUC RJ.&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://www.raquelrfc.com/2010/07/salario-professor-estadual-rj.html"&gt;Com o&amp;nbsp; Plano de Carreira, a cada três anos o professor tem incorporado ao seu salário o Triênio - o primeiro é de 10% sobre o salário, os seguintes são de&amp;nbsp; 5%.A cada 5 anos há mudança, que incorpora ao salário mais 12%.O enquadramento por Pós-Graduação incorpora mais 12%, &lt;b&gt;mas só pode ser solicitado após o Estágio Probatório, que é de 3 anos. E tem demorado muuuuito para sair.&lt;/b&gt;Não há como especificar para quanto irá o salário de cada professor porque isso dependerá de quanto estará o salário na época das incorporações. Cada professor precisa&amp;nbsp; fazer a sua conta.&lt;/a&gt;   &lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;É possível conceber semelhante remuneração para quem exerce função de tamanha importância estratégica para o desenvolvimento e a segurança do país?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como é possível conceber a sobrevivência a longo prazo de uma nação, sua capacidade de enfrentar e superar os desafios internos e as adversidades externas, com o seu povo sendo submetido à um sistema de educação com a péssima qualidade que vimos ser oferecida pelos executivos estaduais, municipais e federais às nossas crianças e jovens?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como estimular os melhores profissionais a se dedicarem com afinco ao trabalho fundamental de preparar humanística e profissionalmente as novas gerações, se após a sua exigida e necessária formação universitária,&amp;nbsp; lhes é oferecido semelhante remuneração?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com todo o respeito aos demais profissionais, não é admissível a permanência de semelhante humilhação aos professores!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Veja a denúncia da professora Amanda Gurgel, na audiência pública na Assembleia Legislativa do RN: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/yFkt0O7lceA" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todas as pessoas que desejam ver este país se transformar numa grande nação desejam vê-lo ostentar os melhores índices de desempenho educacional; de capacitação humanística e técnica e/ou científica; os melhores índices de invenções e patentes, de cérebros e corações, enfim, trabalhando para a superação da injustiça social, da miséria, das indignas condições de sobrevivência a que são submetidas as populações posicionadas nos patamares mais inferiores da escala social.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E para conquistar essa meta, apenas investindo maciçamente em educação de qualidade, intensiva, pública e gratuita, &lt;b&gt;pautada em valores laicos e humanísticos&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="content" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="comment-text" dir="ltr"&gt;&lt;blockquote&gt;Levantamento da ONG Transparência Brasil sobre os  orçamentos da União, dos estados e municípios revela que o Senado é a  Casa legislativa que tem o orçamento mais confortável por legislador:  seus R$ 2,7﻿ bilhões anuais correspondem a R$ 33,4 milhões para cada um  dos 81 senadores.&lt;br /&gt;Na Câmara dos Deputados, a razão é de R$ 6,6 milhões para cada um dos  513 deputados federais, segundo a ONG. Dentre as assembléias  legislativas, o maior orçamento por legislador é o da Câmara Legisl (Comentário de&lt;a class="author" href="http://www.youtube.com/user/Rasputinho2010" title="Rasputinho2010"&gt; "Rasputinho2010&lt;/a&gt;       &lt;span class="time"&gt;16 horas atrás").       &lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="metadata"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagine o quanto o país se beneficiaria caso possuísse uma efetiva e eficaz política de fomento científico e tecnológico?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qantos medicamentos novos e mais eficazes poderiam estar sendo inventados e postos à disposição do povo?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quantos avanços nas áreas da saúde, habitação (tecnologias ecológicas, humanísticas e econômicas), planejamento urbano, transportes de massa, energia limpa, alimentos orgânicos?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há futuro possível para nosso Brasil se não tomarmos uma posição séria, coletiva, compromissada com as futuras gerações. E essa posição é, necessariamente, em prol da educação pública e gratuita de qualidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: blue;"&gt;&lt;b&gt;Por isso é de suma importância que o governo federal &lt;span style="font-size: x-large;"&gt;APLIQUE 10% DO PIB NA EDUCAÇÃO!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;h1&gt;&lt;a href="http://bbamormaisforte.blogspot.com/2011/05/campanha-10-do-pib-ja-para-educacao.html" target="_blank"&gt;Campanha: 10 % do PIB já! para a Educação&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/politica/governo-dilma-rousseff/estudantes-querem-10-do-pib-para-educacao/"&gt;Estudantes querem 10% do PIB para Educação &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h1&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/01/17/trabalhadores-defendem-que-10-do-pib-brasileiro-sejam-aplicados-em-educacao.jhtm"&gt;Trabalhadores defendem que 10% do PIB brasileiro sejam aplicados em educação&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.observatoriodaeducacao.org.br/index.php?view=article&amp;amp;id=891%3Aconae-aprova-investimento-de-10-pib-em-educacao-ate-2014&amp;amp;option=com_content&amp;amp;Itemid=98"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;CONAE (Conferência Nacional de Educação) aprova investimento de 10% PIB em educação até 2014&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.liderancapsol.org.br/noticias/1349-projeto-defende-que-10-do-pib-sejam-investidos-em-educacao.html"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Projeto defende que 10% do PIB sejam investidos em educação&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;Foi protocolado pelo  deputado Ivan Valente, na noite de quarta-feira, dia 23, Projeto de  Decreto Legislativo nº 11/2011, que propõe a realização de plebiscito  para garantir que 10% do Produto Interno Bruto Nacional sejam aplicados  em educação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;Ivan Valente lembrou que,  em 1988, apresentou no Congresso Nacional o Plano Nacional de Educação,  que também garantia 10% do PIB para em 10 anos universalizar a educação  básica –Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio – , erradicar o  analfabetismo e quadruplicar as vagas do ensino superior público em  nosso País, garantindo a qualidade social da educação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;Segundo ele, foi produzido  um diagnóstico da educação nacional naquele momento e elaborado o PNE.  Em 2001, o Plano começou a tramitar na Câmara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;“À conclusão desse  processo, estabeleceu-se o gasto público em 7% do PIB. O plano foi  aprovado por unanimidade nesta Casa, mas vetado pelo então Presidente  Fernando Henrique Cardoso.&lt;br /&gt;Quando o Presidente Lula tomou posse — eu  era membro do PT naquela época — , a orientação do PT era, nos primeiros  100 dias de governo, derrubar o veto ao Plano Nacional de Educação. O  Governo Lula levou 7 anos para mandar o veto a esta Casa e, quando o  fez, sua orientação era para não o derrubar”, explicou o deputado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="text-align: justify;"&gt;Atualmente, menos de 5% do  PIB são gastos na educação pública. “Tem de haver uma evolução  progressiva até atingir os 10% do PIB. Protocolamos esse projeto de  decreto legislativo e pedimos aos nobres pares que apoiem essa  iniciativa do plebiscito, porque vai-se discutir novamente o PNE nesta  Casa”, disse Ivan Valente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Amanda Gurgel: 10% do PIB para a Educação &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Professora Amanda Gurgel, que denuncia em vídeo no  youtube com mais de 3 milhões de acessos, a situação precária da  educação no Brasil, convoca os internautas para o twittaço de hoje. &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No último final de semana, Amanda veio ao Rio para participar do 13º  Congresso do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (SEPE) do  Rio de Janeiro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Vírus Planetário, na oportunidade, conversou com a professora que  ressaltou que não quer ser tratada como uma celebridade:  “A ficha ainda  não caiu, mas tenho sido muito bem recebida em todos os lugares. As  pessoas precisam de uma referência, e eu acabei virando uma por causa do  vídeo. Mas sempre faço questão de dizer que não sou diferente de  ninguém. Inclusive, esse rótulo de celebridade não cabe a mim e eu não  sou nenhuma heroína.”&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amanda  lembrou que para modificar o atual quadro de falta de  investimento na educação pública e incentivo à educação privada,  não  bastam um vídeo, uma imagem: “Para a classe trabalhadora não pode  existir nenhum herói que não seja a própria classe trabalhadora, mas o  que eu posso fazer, estou fazendo. Que é cumprir o papel de animar,  instigar as pessoas para a luta, para se organizar, construir nossas  greves, e aí sim,  podemos mudar a nossa realidade. As pessoas estão  compreendendo isso, me vendo como um símbolo, mas ao mesmo tempo vendo a  importância da luta.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo assim, Amanda é constantemente parada nas ruas pelos diversos  lugares de todo o Brasil que tem viajado para dar entrevistas ou para  reforçar a luta do(a)s trabalhadore(a)s por um mundo mais justo e  igualitário. Além dos pedidos de autógrafo, a também militante do PSTU  diz que teve um ótimo retorno de professores e outros profissionais que  se sentiram encorajados a participarem de greves, manifestações,  passeatas para exigir do poder público melhores condições de trabalho.  “Acho que a opinião pública está mudando, pessoas que nunca entraram em  greve, agora estão participando e dizem: ‘vou mostrar para minha colega  que te acha o máximo, mas que nunca entrou em greve e que não concorda  que a gente participe dos movimentos’. Eu respondo pedindo para que  levem a foto e o meu convite para participarem da luta com a gente.” –  conta Amanda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda em greve no Rio Grande do Norte, uma vez que o governo potiguar  não atendeu as demandas do movimento (mesmo com todo o sucesso do  vídeo, diga-se de passagem), Amanda convoca: “O recado é para que as  pessoas venham com a gente, participem e não desistam da luta. E quero  reforçar o nosso &lt;b&gt;twittaço, que será hoje (31 de maio), às 20h, com a hashtag #dezporcentodopibja”&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Você confere a entrevista completa com Amanda na 11ª edição da Vírus  Planetário, que será lançada em julho. Enquanto isso, confira a  recém-lançada 10ª edição, &lt;a href="http://tdvproducoes.com/virusplanetario/index.php/onde-encontrar/"&gt;clique aqui para saber onde encontrá-la&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/yFkt0O7lceA" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-2247704635392122648?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/2247704635392122648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=2247704635392122648&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/2247704635392122648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/2247704635392122648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2011/06/todo-apoio-tambem-aos-professores-em.html' title='TODO APOIO (tambem) AOS PROFESSORES EM GREVE POR DIGNIDADE - 10% DO PIB NA EDUCAÇÃO!'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-aiPsRKYv8F0/TfO_qhdWOmI/AAAAAAAAAbs/MSh8wkZLl1g/s72-c/foto1_2111.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-3963759142431695413</id><published>2011-06-07T16:26:00.000-03:00</published><updated>2011-06-07T16:26:49.794-03:00</updated><title type='text'>Memória/História MHB-MLGBT: Brenda Lee e o seu "Palácio das Princesas": A travesti que inaugurou o serviço de apoio aos homossexuais expulsos de casa e aos soropositivos</title><content type='html'>&lt;a href="http://memoriamhb.blogspot.com/2009/11/brenda-lee-e-o-seu-palacio-das.html"&gt;Brenda Lee e o seu "Palácio das Princesas": A travesti que inaugurou o serviço de apoio aos homossexuais expulsos de casa e aos soropositivos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soube que estão fazendo um documentário sobre a trajetória de BRENDA LEE. - Tomara que sim!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-3963759142431695413?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2009/11/brenda-lee-e-o-seu-palacio-das.html' title='Memória/História MHB-MLGBT: Brenda Lee e o seu &quot;Palácio das Princesas&quot;: A travesti que inaugurou o serviço de apoio aos homossexuais expulsos de casa e aos soropositivos'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/3963759142431695413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=3963759142431695413&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/3963759142431695413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/3963759142431695413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2011/06/memoriahistoria-mhb-mlgbt-brenda-lee-e.html' title='Memória/História MHB-MLGBT: Brenda Lee e o seu &quot;Palácio das Princesas&quot;: A travesti que inaugurou o serviço de apoio aos homossexuais expulsos de casa e aos soropositivos'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-619089169992823039</id><published>2011-05-17T18:07:00.001-03:00</published><updated>2011-05-17T18:08:02.718-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ativismo - história - movimento social - Movimento homossexual'/><title type='text'>Parabens aos militantes no VIII Seminário LGBT, hoje, em Brasília!</title><content type='html'>Acabo de ler as autocríticas formuladas sobretudo por lésbicas, ao movimento LGBT, no VIII Seminário LGBT, que ora se realiza em Brasília. (Veja &lt;a href="http://somosglbt.blogspot.com/2011/05/o-que-foi-debatido-nas-mesas-do-viii.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de haver, junto com alguns outros, protagonizado inúmeras discussões em listas virtuais onde apontávamos justamente para tais equívocos que o movimento LGBT hegemônico deveria superar e, surpreendentemente, ver a dificuldade com que os militantes hegemonizados lidavam com as críticas, me sinto muito feliz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora com anos de atraso, ler as justíssimas e mais do que oportunas críticas que ativistas onguistas tiveram a coragem de formular - porque necessária - realmente é motivo de grande júbilo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus cumprimentos a &lt;b&gt;Marinalva de Santana Ribeiro, da &lt;i&gt;Liga Brasileira de Lésbicas&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, que na segunda mesa mesa da tarde, intitulada “Políticas Públicas LGBT”, &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://somosglbt.blogspot.com/2011/05/o-que-foi-debatido-nas-mesas-do-viii.html"&gt;pontuou o quanto a partidarização do movimento social pode ser danoso às  atividades propostas pelas instituições e fez uma crítica consistente  às ONG que “ainda não conseguiram cortar o cordão umbilical com as  Secretarias, Ministérios e pastas do campo da Saúde”, segundo ela,  referindo-se à necessária sustentabilidade das organizações que ainda  precisa ser pensada. &lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E aos outros ou outras militantes, não identificadas/os na matéria, que, no curso da mesa “LGBT na Sociedade Civil – Cidadania LGBT”, criticaram&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://somosglbt.blogspot.com/2011/05/o-que-foi-debatido-nas-mesas-do-viii.html"&gt;&lt;b&gt;"a dependência das ONG do financiamento do poder público", "que acabam se transformando num setor terceirizado do Estado."&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;e&amp;nbsp;&amp;nbsp; mencionaram&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://somosglbt.blogspot.com/2011/05/o-que-foi-debatido-nas-mesas-do-viii.html"&gt;&lt;b&gt;"a necessidade de encontrar fontes alternativas de financiamento".&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que sejam, agora, capazes de refletir sobre as mesmas e, de forma conjunta, buscar superação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-619089169992823039?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/619089169992823039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=619089169992823039&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/619089169992823039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/619089169992823039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2011/05/parabens-aos-militantes-no-viii.html' title='Parabens aos militantes no VIII Seminário LGBT, hoje, em Brasília!'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-3287052131293301182</id><published>2011-05-14T19:51:00.007-03:00</published><updated>2011-05-14T23:12:08.801-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direitos humanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='laicidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><title type='text'>Família "natural" e casamento religioso: os múltiplos usos da enganação argumentativa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vimos acompanhando a ascensão e o fortalecimento de um padrão civilizacional obscurantista, irracional, totalitário, mercantilizante, predatório.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De forma concomitante, porém, tambem vemos crescer, se multiplicar, persistir, mundialmente, as lutas por direitos humanos - cujo valor axiológico repousa na ideia de dignidade humana.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com base nesse imperativo - a dignidade de todas as pessoas, independentemente de qualquer atributo -, indivíduos no planeta inteiro através da história tem se organizado coletivamente e entrado em luta política e social por nutrição, saúde, emprego, salário, moradia, educação, autodeterminação, sustentabilidade, preservação ambiental, felicidade (HUNT, 2009).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, como ocorre acontecer em processos sociais desse tipo, cada avanço das forças progressistas, humanistas, vemos recrudescer o ímpeto daquelas outras, comprometidas com o que há de mais nebuloso e obscuro na personalidade humana. E, assim, a batalha de acirra, as forças se tensionando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Semana passada, no dia cinco de maio, após dois dias de julgamento, o STF, por unanimidade,&amp;nbsp; entendeu de reconhecer valor de norma obrigatória aos princípios constitucionais. Seguiu, assim, a tradição internacional mais atualizada em ternos de direitos humanos e constitucional (PIOVESAN, 2009).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O caso concreto era a reivindicação de que, com base nos princípios da isonomia e da equidade, fosse reconhecida a equiparação entre homo e heterossexuais quanto ao instituto da união estável.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda a Corte Constitucional do país, sem uma reserva sequer, declarou aquilo que todos os conhecedores do direito desprovidos de antolhos de ordem dogmática ou preconceituosa já sabiam: que os princípios constitucionais tem força de norma obrigatória e não são meros orientadores, fixadores de diretrizes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num país democrático, funcionando sob o efetivo primado do direito, uma decisão judicial deveria implicar em sua observância plena. Um dos princípios básicos da tripartição dos poderes, aliás, é que decisão judicial não se discute, acata-se. Em sendo possível, se recorre. Mas enquanto nova decisão não vem ou descabe, deve ser por todos observada, acatada, cumprida. Principalmente por quem dela discorda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi o que se verificou entre os progressistas, por exemplo, quando o mesmo Supremo declarou constitucional o Confisco do Plano Collor e a constitucionalidade da Lei de Anistia. Esses setores discordavam e discordam de tais entendimentos. No entanto, jamais negaram validade às decisões do STF ou vieram a público disseminar o descrédito da Corte Constitucional. Buscaram e buscam, ao contrário, lutar sempre dentro da institucionalidade e da razão, com argumentos racionais e razoáveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, sabemos que nossa cultura cívico-jurídica ainda não espelha estejam enraizados em nossas mentes e corações os princípios republicanos como ordenadores de nossas ações cotidianas - a universalidade das normas e direitos; a laicidade; a liberdade; a solidariedade; a promoção do bem de todos, vedado o preconceito, seja por qual motivo for; a justiça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, de forma semelhante a empresários que adotam política de marketing apoiada em práticas aéticas, de ma fé e fazem integrar na composição de sua tarifa os custos presumíveis das ações e acordos judiciais que protagonizarão, encontramos parlamentares e indivíduos, cujo cargo, profissão ou função lhes confere algum tipo de preeminência social, se pautando por atitudes totalitárias, indutoras ao equívoco, desrespeitosas às instituições da República.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns chegam ao máximo de provocar seus adversários ao ponto que algum perca o controle emocional - "entre na pilha" como dizem os jovens. Daí, posam de vítimas. São eles, coitados, os agredidos. Confiam que, de forma semelhante àqueles empresários inescrupulosos,&amp;nbsp; tambem sairão vitoriosos em seu esforço de manipulação da opinião pública. Os fins justificam os meios, segundo suas ações e manifestações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De outro turno, ademais de parlamentares comprometidos com a preservação da discriminação historicamente imposta aos homossexuais, temos profissionais e instituições que igualmente professam o mesmo código de valor E, como aqueles, se aperfeiçoam em operar por meio da manipulação da informação. Apostam, como certos parlamentares, no desconhecimento geral para fazerem valer a sua "verdade" como se fora a verdade da história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre essas encontramos a CNBB.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, afirma que não acatará a decisão do STF. (&lt;a href="http://www.correiodoestado.com.br/noticias/cnbb-diz-que-nao-reconhece-decisao-do-stf-sobre-uniao-gay_110389/"&gt;Ver aqui&lt;/a&gt;).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ora, não cabe à Igreja Católica, a qualquer Igreja, observar em sua liturgia aquilo que foi declarado pelo Supremo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se misturam as esferas religiosa e a republicana.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, caso a Igreja Católica - ou outra qualquer - possua empregado ou empregada que seja homossexual e encontre-se em união estável, terá que, forçosamente, observar a decisão do STF, sob pena de responder judicialmente pelo descumprimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Arcebispo do Rio de Janeiro, Orani João Tempesta, tambem naquela ocasião, declarou que "família é algo de direito natural, inscrito na própria condição humana".&lt;a href="http://www.correiodoestado.com.br/noticias/cnbb-diz-que-nao-reconhece-decisao-do-stf-sobre-uniao-gay_110389/"&gt;(Ver aqui&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na última quarta-feira, dia 11/05, a CNBB, em sua 49ª Assembleia, emitiu uma nota onde, alem de discorrer sobre a competência do STF - seara para a qual não dispõe de competência ou qualificação -, voltou com a reiterada falácia de que "o matrimônio natural entre o homem e a mulher bem como a família monogâmica constituem um princípio fundamental do Direito Natural" (&lt;a href="http://www.atardeonline.com.br/brasil/noticia.jsf?id=5721586"&gt;Veja aqui&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os fundamentalistas religiosos (aqueles que se esforçam por impor interpretação literal, descontextualizada, ahistórica, totalitária aos diversos livros que compõem a Bíblica) são contumazes em branir o caráter "natural" da família.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Afinal a qual família querem se referir? A dos árabes e indianos, poligâmica para o varão? A dos esquimós? A dos ameríndios? Africanos? E em qual contexto histórico?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que omitem, deliberadamente, o fato de que em sua origem histórica, o casamento europeu nada mais era do que uma transação comercial? Que sua finalidade principal era a garantia da destinação do patrimônio, operada por meio da circulação das mulheres?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que ocultam o fato histórico de que o casamento se celebrava por meio do pagamento dos "&lt;b&gt;esponsais&lt;/b&gt;", ou &lt;b&gt;dote&lt;/b&gt; (do latim pretium, preço, ou dos, doação), prática originária do código visigótico e que chegou ao direito portugues sob o nome de &lt;b&gt;arras&lt;/b&gt;? Tanto que a expressão "&lt;b&gt;mulher arriada&lt;/b&gt;" significava "mulher legalmente casada", em oposição à "&lt;b&gt;mulher barregã&lt;/b&gt;" - mulher amancebada (ALMEIDA, 1993, pág. 46-58).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou seja, que o casamento se operava por meio da compra da mulher pelo noivo?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que, quando das discussões sobre o divórcio, nos idos da década de setenta do século passado, omitiram o fato de que o casamento, até o século XIII, se tratava de um contrato de celebração privada, no âmbito restrito das duas famílias envolvidas e cuja dissolução poderia se dar a qualquer tempo, por simples vontade de qualquer dos cônjuges?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por que omitem o fato de que a Igreja Católica levou do século IV ao século XIII para conseguir transformar o casamento&amp;nbsp; de simples contrato civil e privado em sacramento religioso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Por que ocultam o fato de que, perante a legislação portuguesa (Ordenações Manuelinas, promulgadas em 1521, e as Ordenações Filipinas, promulgadas em 1603 e confirmadas em 1640), possuiam os mesmos direitos os casados pelo sacramento religioso (católico), os que coabitavam e aqueles casados por contratos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde a lisura e a boa fé na argumentação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde a obediência aos ensinamentos de Pedro para que se obedeça às instituições humanas? Para que se pratique o bem? Para que se trate a todos com honra e amor? (LUTERO, 2007, 105; NOVO TESTAMENTO, 1ª Carta de Pedro, II, 13-17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos de pontos de vista de religiosos, por humanistas, fraternas, cristãs, fico com as palavras do Bispo Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Dom Dom Maurício José Araújo de Andrade, em nota divulgada em Brasília, no dia 11 próximo passado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comprometidos com a Dignidade Humana  “... o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a  misericórdia, e andes humildemente com teu Deus.”Miqueias 6. 8. -  Recebemos com serenidade a recente decisão unânime do STF sobre o  reconhecimento jurídico das uniões estáveis de pessoas homoafetivas. Tal  aprovação representa um importante avanço em nossa sociedade na busca  pela superação de todas as formas de preconceito e um aperfeiçoamento no  conceito de igualdade e cidadania numa sociedade marcada pela  pluralidade, mas também por profundas desigualdades e discriminações;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;- Nosso reconhecimento é feito com  base em sólida tradição de defesa da separação entre igreja e estado (e  entre religiões e estado), que não significa a sujeição de um campo ao  outro, nem a substituição de um pelo outro, mas a necessária junção da  autonomia institucional e legal com a liberdade de expressão e o  pluralismo. (Veja a íntegra da Nota &lt;a href="http://pastoraldadiversidadesexual.blogspot.com/2011/05/nota-do-primaz-da-ieab-sobre-uniao.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;E com as do Pastor Ricardo Gondim, em entrevista concedida à Carta Capital, em 27/04/2011:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Sou a favor [da união civil entre homossexuais]. O Brasil é um país laico. Minhas convicções de fé não podem  influenciar, tampouco atropelar o direito de outros. Temos de respeitar  as necessidades e aspirações que surgem a partir de outra realidade  social. A comunidade gay aspira por relacionamentos juridicamente  estáveis. A nação tem de considerar essa demanda. E a igreja deve  entender que nem todas as relações homossensuais são promíscuas. Tenho  minhas posições contra a promiscuidade, que considero ruim para as  relações humanas, mas isso não tem uma relação estreita com a  homossexualidade ou heterossexualidade. (Veja a íntegra da entrevista &lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-pastor-herege"&gt;aqui&lt;/a&gt;.)&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso que o povo brasileiro se assenhore do inalienável direito a pensar por si próprio. De buscar informações confiáveis;&amp;nbsp; confrontar opiniões e provas.&amp;nbsp; Julgar por si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, quantos dos que simplesmente se limitam a "comprar" a versão dos religiosos fundamentalistas e demais obscurantistas &lt;a href="http://comerdematula.blogspot.com/2011/05/se-respeite-excelencia-respeite-seu.html"&gt;leu efetivamente o PL122/06&lt;/a&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos buscaram nos dicionários a definição de "homossexualidade" e "pedofilia"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos sabem verdadeiramente no que consiste o programa do MEC que visa combater a discriminação aos homossexuais na escola? A qual público (faixa etária) se dirige de fato? - Quem foi ao sítio do MEC conferir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, mais uma vez - como quando do surgimento do vírus da Aids, sem qualquer escrúpulo ou dignidade, manipulam impune e impiedosamente os fatos, as informações, com o fim único e exclusivo de disseminar e fortalecer a mentalidade intolerante, preconceituosa, violenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem não se lembra de toda a sorte de barbarismo proferido pelos representantes da Igreja Católica, acusando os homossexuais de responsáveis pela Síndome? Quem não se lembra da irresponsabilidade de pastores, padres e jornalistas, cada qual preocupado apenas com seus próprios interesses, disseminando mentiras, crendices, desinformação, violência? Quem não se lembra do quanto contribuíram para o preconceito, a segregação, a morte social e física de tantos enfermos? Quem não se dá conta da permanência desses efeitos até os dias atuais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse Hannah Arendt,&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;quando muitas pessoas, sem terem sido manipuladas, começam a falar tolice, e se entre elas estão pessoas inteligentes, há geralmente algo mais envolvido do que apenas tolice&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_614546339"&gt;  &lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;Referências:&lt;br /&gt;Angela Mendes de ALMEIDA. O gosto do pecado: Casamento e sexualidade nos manuais de confessores dos séculos XVI e XVII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bíblia Sagrada. Antigo e Novo Testamento. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993, pág. 279 (Novo Testamento). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constituição Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flávia PIOVESAN. Direitos Humanos e o Direito Constitucional Internacional. São Paulo, Saraiva, 2009. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Friedrich ENGELS. &lt;a href="http://achedownloads.com/educacional/engels-a-origem-da-familia-da-propriedade-privada-e-do-estado"&gt;A origem da família, da propriedade privada e do estado.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gayle RUBIN. &lt;a href="http://www.cholonautas.edu.pe/modulo/upload/rubin.pdf"&gt;El trafico de mujeres: Notas sobre la "economia política" del sexo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hannah ARENDT. Responsabilidade e julgamento.São Paulo: Companhia das Letras, 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________. Eichmann em Jerusalém: Um relato sobre a banalidade do mal.São Paulo: Companhia das Letras,1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herbert DANIEL e Richard PERKER. Aids: A terceira epidemia. Ensaios e Tentativas. &amp;nbsp; Iglu, 1991.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lynn HUNT. A Invenção dos Direitos Humanos. Uma história. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Martinho LUTERO. Da Autoridade Temporal in A Liberdade do Cristão. São Paulo: Escala, 2007, pág. 105.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ronaldo VAINFAS.Casamento, Amor e desejo no ocidente cristão. São Paulo: Ática, 1992.&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="f"&gt;&lt;cite&gt;www.stf.jus.br/arquivo/cms/noticiaNoticiaStf/anexo/ADI4277.pdf&lt;/cite&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/stf#p/u/27/cIliHsUqwe4&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/cIliHsUqwe4" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/s1FgMnppOwA" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/UdbGunaG9VM" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-3287052131293301182?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/3287052131293301182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=3287052131293301182&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/3287052131293301182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/3287052131293301182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2011/05/familia-natural-e-casamento-religioso.html' title='Família &quot;natural&quot; e casamento religioso: os múltiplos usos da enganação argumentativa'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/cIliHsUqwe4/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-3075864956410677134</id><published>2011-05-04T13:12:00.001-03:00</published><updated>2011-05-04T13:31:30.888-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história - direito à informação - democracia'/><title type='text'>02 DE MAIO: DIA INTERNACIONAL DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nenhum direito é absoluto, dado que social, vale dizer, interdependente, a nossa característica básica. Todos encontram-se pautados pelos chamados princípios basilares do direito - as normas constitucionais antes tidas como simplesmente principiológicas, na atualidade porém reconhecidas como normas efetivas e obrigatórias: verdadeiros preceitos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre estes eue veda o monopólio dos meios de comunicação - não sendo ocioso recordar que aqui trata-se de serviço público concedido. Ou seja, a exploração de serviços de rádio e televisão, como serviços públicos que são (como o de transportes) devem ser explorados sob as normas que os regem, ou seja, no interesse do público e não exclusivamente no interesse do lucro e da dominação cultural de seus exploradores e aliados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Tambem parte dos preceitos constitucionais o acesso à informação. E, por extensão, à informação histórica.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse sentido, impensável imaginar-se sustentável num regime verdadeiramente democrático, organizado sob os primados dos direitos humanos, a existência cláusulas restritivas de acesso à documentos e informações com caráter perpétuo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 150%;"&gt;Pois hoje, dia 03 de maio, pela manhã, Ricardo Boechat na Rádio Band News FM noticia que o Senador Fernando Collor de Mello com o apoio do Senador José Sarney manobraram no sentido de impedir a aprovação, ontem, do projeto de lei que fixa prazos para o acesso aos documentos classificados como "confidencial", "secreto" e "ultrassecreto".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após vinte e um anos de regime ditatorial, opressivo, de exceção, suspensas as liberdades democráticas, as garantias constitucionais à pessoa humana, passados 26 anos de seu encerramento formal, nos encontramos ainda a construir em nosso país um regime efetivamente democrático, de pleno respeito às liberdades laicas; onde o acesso à informação seja pleno, incontestável, efetivo, universal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parte dessa agenda a nos desafiar e comprometer na sua construção são, inafastavelmente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§ o conhecimento da verdade histórica referente aos crimes praticados no período do regime ditatorial;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§ a garantia de acesso aos documentos, processos, arquivos, iconografia etc.;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§ a regulamentação da preservação dos processos judiciais e administrativos findos - impedindo a continuidade de sua destruição ora em curso em diversas cortes judiciárias pelo país adentro; e, tambem,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§ a regulamentação do acesso universal aos documentos classificados como "reservados" ou "sigilosos".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se admite um país que se pretenda democrático manter inacessíveis por prazo indeterminado documentos, processos, fotos, filmes, gravações, arquivos, a sua memória histórica enfim.Como tambem não se pode concordar que autos de processos judiciais e administrativos findos sejam destruídos, comprometendo sobremaneira o conhecimento da história - direito universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espera-se que o &lt;a href="http://www.s2.anpuh.org/conteudo/view?ID_CONTEUDO=659"&gt;XXVI Simpósio da Associação Nacional de História - ANPUH&lt;/a&gt;, a realizar-se de 17 a 22 de julho na USP, Campus Butantã, São Paulo, através de sua Assembleia Geral, se posicione sobre a essas questões que são de interesse nacional e não somente de historiadores e pesquisadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-3075864956410677134?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/3075864956410677134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=3075864956410677134&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/3075864956410677134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/3075864956410677134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2011/05/02-de-maio-dia-internacional-da.html' title='02 DE MAIO: DIA INTERNACIONAL DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-9085502286010986130</id><published>2011-04-03T01:29:00.001-03:00</published><updated>2011-04-03T01:58:40.737-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lampião da Esquina - Darcy Penteado'/><title type='text'>DARCY PENTEADO: Mais Notícias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Agradeço publicamente ao envio que me fez o professor e ativista pioneiro Luiz Mott, da matéria sobre Darcy Penteado, publicada em &lt;/span&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% yellow; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;27/03/2011 na edição impressa do jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba, São Paulo, &lt;a href="http://portal.cruzeirodosul.inf.br/acessarmateria.jsf?id=281755"&gt;e disponibilizada tambem na internet&lt;/a&gt;. Confira:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 class="titulo" id="principal"&gt;&lt;span class="iceOutTxt" id="j_id172"&gt;Artista idealizou 1º jornal para homossexuais&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h5 id="linhao"&gt;&lt;span class="iceOutTxt" id="j_id174"&gt;"Lampião da Esquina", que parou de circular há exatos 30 anos, fez história em plena Ditadura Militar&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;&lt;h5 id="linhao"&gt;&lt;span class="iceOutTxt" id="j_id194"&gt;Notícia publicada na edição de  27/03/2011 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 002 do caderno C - o  conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as  12h.&lt;/span&gt;&lt;span class="iceOutTxt" id="j_id174"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;&lt;h5 id="autor"&gt;&lt;span class="iceOutTxt" id="j_id196"&gt;&amp;nbsp;Maíra Fernandes&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;&lt;h5 id="linhao" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="iceOutTxt" id="j_id199"&gt;Em  plena ditadura militar no Brasil, no fim da década de 70, quando a  censura agia contra qualquer movimentação que entendesse como  transgressora ou oponente ao regime e às ordens impostas, um grupo de  amigos fundou aquele que viria a ser o primeiro jornal especificamente  voltado a lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e  simpatizantes (LGBTS), o "Lampião da Esquina", que há exatos 30 anos  parou de circular.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;&lt;h5 id="linhao" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="iceOutTxt" id="j_id199"&gt; Darcy Penteado, homossexual assumido e detentor do título de primeiro  intelectual brasileiro a defender publicamente a bandeira da luta contra  o preconceito e a discriminação dos homossexuais, foi um dos  idealizadores e colaboradores do periódico lançado em abril de 1978, que  trazia em seu número 0 um grande ensaio do artista, chamado "Homo  eroticus". Nele, o artista se intitulava ainda como criador da arte  erótica-homossexual no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;span class="iceOutTxt" id="j_id199"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;&lt;h5 id="linhao" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="iceOutTxt" id="j_id199"&gt; Quanto à proposta do jornal, fica explícito no texto que se trata de uma  ferramenta que poderia ajudar a desmarginalizar o homossexual, ou como  dizem, tirá-los do "gueto". "Nossa resposta, no entanto, é esta: é  preciso dizer não ao gueto e, em consequência, sair dele. O que nos  interessa é destruir a imagem padrão que se faz do homossexual, segundo o  qual ele é um ser que vive nas sombras, que prefere a noite, que encara  a sua preferência sexual como uma espécie de maldição que é dada aos  ademanes (trejeitos) e que sempre esbarra em qualquer tentativa de se  realizar mais amplamente enquanto ser humano, neste fator capital: seu  sexo não é aquele que desejaria ter...", responde o parágrafo assinado  pelo Conselho Editorial do jornal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Contestação irreverente &lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas páginas, é possível verificar um vocabulário peculiar e uma  preocupação com a valorização da língua portuguesa. Em alguns números, a  palavra americana gay é escrita "guei".&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;&lt;h5 id="linhao" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="iceOutTxt" id="j_id199"&gt; Segundo o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays,  Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, e David Harrad,  do Grupo Dignidade, em Curitiba, onde estão os únicos exemplares do  "Lampião da Esquina" (não há exemplares nem no museu de Darcy Penteado) [&lt;span style="background-color: yellow;"&gt;ver nota ao final&lt;/span&gt;],  o jornal começou a ser veiculado em meio ao surgimento do movimento de  lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) no Brasil,  concomitantemente com os primeiros grupos organizados em São Paulo e no  Rio de Janeiro. "Ele surgiu como uma contestação irreverente ao regime  militar e para promover o debate político acerca dos direitos da  população LGBT, além de trazer informações. Segundo João Antônio  (colaborador), o jornal parou de circular porque houve desentendimentos  entre os colaboradores e por causa do custo da impressão", conta Harrad  (veja entrevista nesta página). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Movimentos de minorias &lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao todo foram 37 edições oficiais mais as edições extras. Apesar do modo  irreverente que pautavam as notícias e nomeavam as colunas - por  exemplo, classificados chamava-se troca-troca - assuntos como  sadomasoquismo, masturbação, nu frontal, pegação, encontros e Carnaval  gay foram abordados e se criticou a maneira "pudica" com que a sociedade  encarava esses temas. A questão da relação da igreja com os  homossexuais foi levantada e outras minorias como os negros e as  mulheres tiveram espaço na publicação.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;&lt;h5 id="linhao" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="iceOutTxt" id="j_id199"&gt;&lt;br /&gt;Para o professor e pesquisador do Programa de Mestrado em Comunicação e  Cultura da Universidade de Sorocaba (Uniso), Maurício Reinaldo Gonçalves  (ver matéria na página C3), nessa época era comum que os movimentos de  minorias dialogassem entre si. "Acredito que essa conjunção tenha sido  mais circunstancial do que uma tendência. No caso do "Lampião" (que é  bastante conhecido por aqueles que acompanham a história da comunidade  GLBT no Brasil) não podemos esquecer tratar-se do período da ditadura  militar quando as reivindicações de liberdade e respeito aos direitos  civis tinham pouco espaço e que, portanto, esses espaços alternativos,  quando surgiam, podiam se transformar no espaço de luta de vários grupos  sociais vítimas da opressão e da falta de liberdade e direitos impostas  pelo regime e pela sociedade conservadora", explica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Represálias &lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na edição de agosto de 1979, na qual o ativista da causa negra, Abdias  do Nascimento, é capa, consta relato de uma intimação que o jornal  recebeu do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) sob o título  "pra que tanto medo?". O artigo ilustra bem o momento político e a  pressão sofrida pela imprensa, tanto a chamada "grande imprensa" como a  denominada "nanica", no caso do "Lampião da Esquina", que hoje  encontra-se disponível para pesquisa no site do grupo Dignidade  (www.grupodignidade.org.br), que mantém os exemplares originais.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;&lt;h5 id="linhao" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="iceOutTxt" id="j_id199"&gt;&lt;br /&gt;No museu Darcy Penteado não há nenhum exemplar do jornal mas a  administração manifestou desejo de cuidar da obra impressa que teve  Penteado como importante colaborador, além de outros nomes como  Aguinaldo Silva, o escritor Caio Fernando Abreu, Gasparino da Matta,  João Silvério Trevisan, o poeta Wilson Bueno e Peter Fry.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/h5&gt;&lt;table id="j_id207" style="margin-left: 0px; margin-right: 0px; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td id="j_id207-0-0"&gt;&lt;h5 id="linksrelacionados"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Matérias Relacionados&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td id="j_id207-1-0"&gt;&lt;table cellspacing="0" id="j_id210"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr id="j_id210:0"&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://portal.cruzeirodosul.inf.br/acessarmateria.jsf?id=281762"&gt;Artista tem seu talento reconhecido no exterior&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr id="j_id210:1"&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://portal.cruzeirodosul.inf.br/acessarmateria.jsf?id=281757"&gt;"Lampião" sai em busca da liberdade e da igualdade&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr id="j_id210:2"&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://portal.cruzeirodosul.inf.br/acessarmateria.jsf?id=281756"&gt;Acervo da publicação é digitalizado e disponilizado em site&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr id="j_id210:3"&gt;&lt;td&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://portal.cruzeirodosul.inf.br/acessarmateria.jsf?id=281749"&gt;Após denúncia, Museu Darcy Penteado deve passar por reforma&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;h5 id="linhao" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="iceOutTxt" id="j_id174"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;&lt;h5 id="linhao" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span class="iceOutTxt" id="j_id174"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-color: yellow;"&gt;Nota da autora deste blog:&lt;/span&gt; É possível encontrar a coleção impressa do jornal Lampião da Esquina&amp;nbsp; pelo menos no Arquivo Edgar Leuenroth, na Unicamp, Campinas, SP; e na ABIA/RJ . Na internet, como divulgado na matéria acima transcrita, pode-se consultar toda a coleção digitalizada através do sítio do Centro de Documentação Professor Doutor Luiz Mott, parte integrante da página do &lt;a href="http://www.grupodignidade.org.br/"&gt;Grupo Dignidade.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-9085502286010986130?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/9085502286010986130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=9085502286010986130&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/9085502286010986130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/9085502286010986130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2011/04/darcy-penteado-mais-noticias.html' title='DARCY PENTEADO: Mais Notícias'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-3323843044950978599</id><published>2011-02-13T00:41:00.056-02:00</published><updated>2011-02-13T21:52:59.626-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artistas populares'/><title type='text'>Osvaldo Nunes - singelo tributo a um artista popularíssimo vitimado pela homofobia</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ontem ouvi o segundo programa apresentado na rádio &lt;b&gt;&lt;i&gt;Roquete Pinto&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; por Sérgio Cabral (pai) em homenagem ao &lt;b&gt;&lt;i&gt;Bloco Carnavalesco Bafo da Onça&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Delícia, como dizem os mais novos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pude recordar sambas de  enorme popularidade, que atravessaram anos acompanhando gerações com  alegria, irreverência e apelo sensual (de uma forma, digamos, menos  explícita/rude que a atualmente vigente); conhecer parte da história (não tive a alegria de ouvir o primeiro programa) de um  bloco que gozou de enorme popularidade - juntamente com o Cacique de Ramos e o Cordão da Bola Preta, naquele universo anterior às bandas; conhecer artistas e canções que não havia ainda tido acesso e, sobretudo, matar as saudades de um cantor e compositor popular, cuja forma de interpretar era peculiaríssima pelo "incremento" que inseria em paralelo à letra - como uma "assinatura" ao texto. Inesquecível tambem a sua alegria e irreverência.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jDCJfTBG-kk/TVdTKoIPa9I/AAAAAAAAAZU/V282yrKLyYY/s1600/osvaldo+nunes2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-jDCJfTBG-kk/TVdTKoIPa9I/AAAAAAAAAZU/V282yrKLyYY/s200/osvaldo+nunes2.jpg" width="153" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou falando de Osvaldo Nunes.Um negro que não era bonito ou "bem apessoado", segundo o padrão hegemônico, mas dotado de um carisma invejável. Impossível ouvir suas interpretações e depois esquecê-lo. Eu, como tantas pessoas de minha geração e das anteriores, embora nunca tivesse sido apaixonada por samba e seu universo, tinha enorme simpatia por esse artista de estilo peculiar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dentre tantas canções que se tornaram sucesso em sua interpretação, é possível destacar algumas, ciente de que o desejo seria trazê-las quase todas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso frisar que ele era o autor da maioria delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Oba&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;, de 1962, acabou virando o hino do Bloco &lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;"Nessa onda que eu vou / nessa onda ia ia / é o Bafo da Onça / que acabou de chegar / Olha a rapaziada / Oba / vem dizendo no pé / Oba / As cabrochas gingando / e como tem mulher / todo mundo presente / olha a empolgação / Esse é o Bafo da Onça /que eu trago guardado no meu coração / é o bom, é o bom, é o bom"&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Segura este samba Ogunhê&lt;/b&gt;, de 1969&lt;br /&gt;"Segura este samba, não deixa cair / O samba é duro e estou aí / Ogunhê, ogunhê / Oi, segura este samba, não deixa cair /&amp;nbsp; O samba é duro e estou aí / Ogunhê, ogunhê // ... // E diz no pé, sapateia crioulo / bamboleia as cadeiras, mulata /  diz no pé, sapateia crioulo / bamboleia as cadeiras, mulata //..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Deixa meu cabelo em paz&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;"Até lá na escola já não posso estudar /&amp;nbsp; Com meu cabelo grande o diretor não deixa entrar / Deixa meu cabelo em paz , seu diretor / deixa meu cabelo em paz / / O pai&amp;nbsp; da garota já não quer que eu namore mais / O motivo é o meu cabelo que está grande demais / Deixa meu cabelo... 2 x&amp;nbsp; / Não corto meu cabelo de jeito nenhum vou cortar / Sou jovem, avançado estou na onda o que é que há / ..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Eu chorei&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;"Se eu chorei, o problema foi meu /&amp;nbsp; se fiquei triste / tive minhas razões &lt;i&gt;&lt;b&gt;/ &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;Não vou reclamar / &lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Na onda do berimbau&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;. &lt;br /&gt;"Na onda do berimbau / Esquim dim dim / Esquin dim dim / Agitarei o carnaval / Esquim dim dim / Esquim dim dim / bate com a mão / que eu bato com o pé / Este samba virou candomblé"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A marca de um modo de ser&amp;nbsp; leve, irreverente e, em certo sentido, ingênuo - embora tenham sido igualmente tempos terríveis, na medida em que tinham por trás o cenário do regime ditatorial, com seu autoritarismo e arrogância característicos, muita perseguição ideológica, tortura e morte não somente àqueles que buscavam resistir ao regime, lutando por um país melhor, mas a qualquer indivíduo que ousasse não dissimular suas opiniões críticas a respeito da situação do país, bem como a qualquer um que tivesse a desventura de vir a ser classificado pelos&amp;nbsp; fiscais voluntários do regime como alguem esquisito, diferente, perigoso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Recordo o impacto que me produziu a notícia de seu bárbaro assassinato, perpetrado no interior de seu apartamento, na Lapa dos anos 1991, segundo sensacionalisticamente noticiado à época, por um michê.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Recordo, igualmente, o modo preconceituoso de veiculação da notícia, como usual àquela época, sempre atribuindo à vítima a "culpa" pelo seu martírio - semelhantemente às condenações das mulheres estupradas e assassinadas pelos ex-maridos e namorados.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Lembro que ainda há poucos anos atrás ouvi de um veterano apresentador de programa radiofônico, vinculado a emissora tradicional na cultura carioca e brasileira, referir-se ao seu assassinato ainda naquele mesmo registro da&amp;nbsp; noção da "retribuição merecida".&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sérgio Cabral, nesse segundo programa homenageando o &lt;b&gt;&lt;i&gt;Bafo da Onça&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; irradiou diversas canções gravadas por Osvaldo Nunes, elogiando de passagem, suas características originais de interpretação. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Cabral conheceu o artista antes de seu reconhecimento e popularidade. Nas palavras de Sérgio, quando o conheceu, ele ainda era o "Vavá"; depois, foi se tornando cada vez mais Osvaldo. Não ficou muito claro o sentido atribuído à frase. Eu, pessoalmente, preferi imaginar quisesse se referir a um modo mais informal, não profissional. Mas confesso desconfiar que não estou bem certa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Nenhuma referência, contudo, fez Cabral a respeito de seu falecimento. Aliás, as referências às personalidades com práticas homossexuais em nosso país oscilam entre o completo silenciamento acerca de sua orientação sexual ou culpabilização da vítima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retratações positivas de suas trajetórias, focalizando sem pejo talento, criatividade, personalidade e "homossexualidade" apenas muito recentemente se vem construindo o hábito de fazê-las - como de resto são feitas as de pessoas com práticas heterossexuais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do que encontrei na internet sobre a sua biografia, há referência que teria nascido em fins da década de 1940, assim como uma outra, do sítio &lt;a href="http://memoriadampb.multiply.com/photos/album/205"&gt;Memória da MPB&lt;/a&gt;, apontando seu nascimento no Rio de Janeiro, em 1930.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Órfão ou desconhecendo os pais, passou a infância por instituições asilares, de onde fugiu com aproximadamente treze anos, passando a viver nas ruas, onde foi "baleiro, engraxate e camelô, além de artista ambulante", segundo uns e envolvido na marginalidade, segundo outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contato com a marginalidade, durante a maior parte de sua adolescência, lhe possibilitou a aproximação com o mundo do samba e dos blocos fazendo aflorar seu talento e originalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-RA7A_8xhb2w/TVho-pe7KUI/AAAAAAAAAZc/HYxUkYbEccU/s1600/osvaldonunes.4.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-RA7A_8xhb2w/TVho-pe7KUI/AAAAAAAAAZc/HYxUkYbEccU/s1600/osvaldonunes.4.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Era parte de seu estilo integrar roupas, palavras e adereços da cultura das religiões afrobrasileiras, assim como a esfuziante alegria que exibia em suas interpretações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O registro constante do &lt;a href="http://memoriadampb.multiply.com/photos/album/205"&gt;Memória da MPB&lt;/a&gt;,&amp;nbsp; traz boas informações sobre sua trajetória e produção artística, mencionando, inclusive os prêmios que conquistou. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Teria gravado um total de apenas quatro discos long plays, o primeiro datado de 1962. Há tambem referências a um compacto, de 1961, cujos nomes das músicas ainda não consegui localizar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;• Ôba! (1962)&lt;br /&gt;• Tá tudo aí! (1969), com The Pop's&lt;br /&gt;• Você me chamou (1971)&lt;br /&gt;• Ai, que vontade (1978)&lt;br /&gt;• Aquele abraço – O melhor de Oswaldo Nunes (coletânea)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-PdRwp7t7UEc/TVhlDzN9isI/AAAAAAAAAZY/vbDq3zqCSHk/s1600/Oswaldo-Nunes3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-PdRwp7t7UEc/TVhlDzN9isI/AAAAAAAAAZY/vbDq3zqCSHk/s1600/Oswaldo-Nunes3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Também do mesmo sítio é a informação de que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"onze anos depois [de sua morte], a Justiça deu a sentença do espólio do cantor.&lt;b&gt; Em  testamento, o sambista deixou um apartamento e todos os seus direitos  autorais para o Retiro dos Artistas, no Rio&lt;/b&gt;"&lt;b&gt;. &lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;- Gesto que não vemos ser praticado pela&lt;b&gt; &lt;/b&gt;grande maioria das pessoas com práticas homossexuais no Brasil (ao contrário dos nacionais de países como os EUA), mesmo entre aquelas portadoras de maior escolaridade, informação cultural, consciência política. &lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Na opinião de Madame Satã, Osvaldo Nunes não era bem o que ele chamaria de um malandro bom de briga. Segundo nosso venerando malando, aquilo ele fazia não era briga, mas escândalo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É que havia muita rivalidade entre os blocos Cacique de Ramos e Bafo de Onça. Rivalidade que não raro chegava às vias de fato:&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.bastaclicar.com.br/musica/biografia.asp?id_artista=439"&gt;O Bafo da Onça era comandado por Osvaldo Nunes, cantor compositor,  representante e defensor do samba da época. A rivalidade entre Bafo da  Onça e Cacique de Ramos era tão grande que quando eles se encontravam na  avenida, era sempre caso de polícia. As brigas reinavam em todos os  sentidos. Por muitas vezes o Cacique chegava a atrasar o desfile por  mais de 4 horas só para pegar o melhor horário e não permitir que o Bafo  da Onça fizesse seu carnaval. Se algum componente viesse pela rua com a  fantasia do Cacique e alguém do Bafo da Onça com sua fantasia, era  melhor um dos dois atravessar a rua, caso contrário seria briga na certa  e quem estivesse em desvantagem que arrumasse logo outros parceiros  para, pelo menos, poder empatar a briga.&amp;nbsp; &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/na6ymIUBJ5o" title="YouTube video player" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;big&gt;Desfile do bloco Bafo da Onça, em 2011:&lt;/big&gt;&lt;/b&gt;             &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=6627194482896483758&amp;amp;postID=3323843044950978599" name="bafodaonca"&gt;&lt;b&gt;Horário:&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; Terça, dia 20/2, às 20h&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Concentração:&lt;/b&gt; Av. Rio Branco com Presidente Vargas                Um dos mais tradicionais blocos de embalo do Rio, o Bafo da  Onça, grande rival do Cacique de Ramos. O bloco sai cantando suas  famosas músicas no último dia de carnaval pela Av. Rio Branco.                   &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Referências:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Rádio Roquete Pinto FM&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;http://cliquemusic.uol.com.br/artistas/ver/oswaldo-nunes&lt;br /&gt;http://muzamusica.blogspot.com/2009/06/saudosas-bolachas-181971.html &lt;br /&gt;http://www.mail-archive.com/tribuna@samba-choro.com.br/msg03970.html&lt;br /&gt;http://www.lacumbuca.com/2008/06/oswaldo-nunes.html&lt;br /&gt;http://www.bastaclicar.com.br/musica/biografia.asp?id_artista=439&lt;br /&gt;http://memoriadampb.multiply.com/photos/album/205 &lt;br /&gt;http://loronix.blogspot.com/2006/10/oswaldo-nunes-pops-ta-tudo-ai-1969.html&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=na6ymIUBJ5o&amp;amp;feature=related&lt;br /&gt;http://letras.terra.com.br/osvaldo-nunes/ &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-3323843044950978599?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/3323843044950978599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=3323843044950978599&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/3323843044950978599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/3323843044950978599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2011/02/osvaldo-nunes-singelo-tributo-um.html' title='Osvaldo Nunes - singelo tributo a um artista popularíssimo vitimado pela homofobia'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-jDCJfTBG-kk/TVdTKoIPa9I/AAAAAAAAAZU/V282yrKLyYY/s72-c/osvaldo+nunes2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-8052055740314252689</id><published>2011-01-15T15:50:00.002-02:00</published><updated>2011-01-15T16:33:59.480-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história - memória'/><title type='text'>Os Acervos Históricos e a Parca Cultura de sua Preservação</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Já tive oportunidade de, daqui, chamar atenção para a destruição da memória histórica em nosso país. Seja institucionalmente, da parte do próprio Estado, seja, no caso do Movimento Homossexual Brasileiro, da parte de seus próprios ativistas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Da memória da grande maioria dos primeiros grupos de militância surgidos no país não se tem notícia de seu acervo, não tendo seus participantes tido o cuidado de preservá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dos grupos cujo acervo se tem notícia, muitos se encontram privatizados, tornados capital simbólico em proveito daqueles que lhes detem a guarda. Isso sem falar da negligência, da má conservação, que lenta mas inexoravelmente vai destruindo tudo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Desses que foram preservados, há ainda aqueles cujos detentores ao longo dos anos vez por outra vinham a público dizer de projetos de catalogação e digitalização em curso e que, até hoje, nada aconteceu. - Prova concreta que os factóides não foram obra de invenção do ex-prefeito César Maia, embora este deles tenha se utilizado politicamente como ninguém (só os projetos &lt;i&gt;Morar no Centro&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Revitalização da Praça Tiradentes e Adjacências&lt;/i&gt;, foram objeto de inúmeras e reiteradas matérias publicitárias travestidas de jornalísticas.&amp;nbsp; Nenhum dos dois avançou.)&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Isso sem falar na campanha ostensiva de muitos dos militantes hoje hegemônicos em promover o apagamento do passado, das anteriores iniciativas, sobretudo quando se atuava fora da lógica atual.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O acervo de toda a imprensa gay existente antes do surgimento do &lt;i&gt;Lampião da Esquina&lt;/i&gt; – os boletins as vezes mimeografados, as vezes manuscritos ou xerocopiados -, que, de tão intensa, ensejou a criação de uma &lt;i&gt;Associação de Imprensa Gay&lt;/i&gt;, objeto de pesquisa realizada por Leila Míccolis, onde foi parar? O que teria Agildo Guimarães, o principal personagem dessa história, feito com todo o acervo que acumulou?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No &lt;i&gt;Arquivo Edgar Leuenroth&lt;/i&gt;, da Unicamp, temos o material do Grupo Outra Coisa, do Grupo Gay da Bahia, alguns jornais e o material do Triângulo Rosa...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas, para onde foi todo acervo do &lt;i&gt;Lampião da Esquina&lt;/i&gt;? Recordo que o Aguinaldo Silva chegou a declarar na imprensa haver doado o material para a Unicamp. Lá absolutamente não se encontra nada do &lt;i&gt;Lampião&lt;/i&gt;. Isso inclusive desencadeou uma querela entre ele, Aguinaldo, e Luis Mott, em razão do pedido – não atendido – do Mott, para receber o acervo, que seria acautelado no GGB.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por diversas vezes tentei que o Aguinaldo respondesse o que, afinal, ele fez com o acervo do jornal, pela via do seu blog – Nenhuma resposta.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aguinaldo Silva terminará entrando para a história – a se confirmar que destruiu o acervo do &lt;i&gt;Lampião da Esquina&lt;/i&gt; – como o Rui Barbosa do movimento homossexual brasileiro. Afinal, foi justamente Rui Barbosa a personagem que determinou a destruição dos arquivos referentes a história do escravismo no Brasil. A sorte foi a preservação (mais por inércia, do que compromisso histórico) dos processos judiciais – &amp;nbsp;processos crime e inventários, sobretudo - que na contemporaneidade, com apenas 5, 10 anos de findos estão sendo eliminados dia a dia (a política de digitalização é para os autos correntes). Alega-se não haver recursos e espaço suficiente para a sua conservação. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Outra questão sem resposta é de parte do acervo do João Antonio de Souza Mascarenhas, que não se sabe qual o seu paradeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O atual Superintendente de Direitos Humanos, Coletivos e Difusos (SuperDir) do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Nascimento, certa noite, saindo do GAI quando ainda na rua Monte Alegre, rumo ao &lt;i&gt;Estilo da Lapa&lt;/i&gt;, me disse que uma parte Mascarenhas havia doado ao &lt;i&gt;Grupo Arco Íris&lt;/i&gt; e que eles (do GAI) estavam elaborando projeto com vistas a obter financiamento para a sua conservação/restauração, catalogação e disponibilização pública.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando da conturbada gestão da ex-presidente Gilza Rodrigues, perguntei à mesma sobre. Respondeu-me que desconhecia tal acervo no GAI.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para onde foi, por exemplo, o enorme acervo de livros, jornais, revistas, nacionais e internacionais de João Antonio Mascarenhas?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Na Unicamp não está. No GAI, não se sabe, nunca se viu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Anos após sua morte, alguém detentor do acesso a sua intimidade, encarregado de cuidar do acervo remanescente (a parte não doada por ele à Unicamp), fez uma outra doação ao&amp;nbsp; Arquivo Edgar Leuenroth. Os livros, contudo, não constam entre o material encaminhado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para dar uma idéia do caos que é a (não) preservação da memória histórica do ativismo LGBT, já encontrei, por duas vezes, material do acervo pessoal de Mascarenhas em sebos (alfarrábios) pela cidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- O exemplar autografado do livro do psiquiatra e ex-integrante do GRUPO TRIÂNGULO ROSA, Paulo Fatal - &lt;i&gt;Invicta, Aids Aqui&lt;/i&gt;:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pxigp5l8uWY/TTHPMg25xLI/AAAAAAAAAZM/HwL7IVumxBA/s1600/autografo+paulo+fatal+para+mascarenhas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_pxigp5l8uWY/TTHPMg25xLI/AAAAAAAAAZM/HwL7IVumxBA/s320/autografo+paulo+fatal+para+mascarenhas.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- O exemplar, corrigido à mão pelo próprio Mascarenhas, do seu livro &lt;i&gt;A Tríplice Conexão&lt;/i&gt;, editado pela 2AB Editora Ltda:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pxigp5l8uWY/TTHIBR06jYI/AAAAAAAAAZI/4Q2K3VGJS2E/s1600/a+triplice+conexao+corrigido+manualmente.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_pxigp5l8uWY/TTHIBR06jYI/AAAAAAAAAZI/4Q2K3VGJS2E/s320/a+triplice+conexao+corrigido+manualmente.jpg" width="214" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Pena que apenas localizei esses dois. Quisera ter tido a ventura de haver  encontrado muitos, muitos outros - de preferência, todos eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem imaginar o significado do desastre dessa dissipação?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Custa crer que Mascarenhas não tenha tido o cuidado de deixar instruções sobre a destinação de seu acervo bibliográfico e, de forma coerente com a sua trajetória, tê-lo destinado ao acesso público.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Lamentável tudo isso. Falta-nos o senso de que, ao fim e ao cabo, o verdadeiro proprietário da memória histórica do país – em todos os seus setores – é o seu povo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Hoje, com as linhas de financiamento disponíveis, a preservação, restauração, catalogação e disponibilização pública é factível. Basta sensibilidade, compromisso histórico, determinação nesse sentido.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O &lt;i&gt;Grupo Dignidade-Curitiba&lt;/i&gt;, de forma louvável, organizou em 2007 o &lt;a href="http://www.cultura.gov.br/site/2010/04/26/primeiro-centro-de-documentacao-lgbt/"&gt;Centro de Documentação Professor Dr. Luís Mott&lt;/a&gt; e, nele, tornou possível a digitalização de toda coleção de exemplares do jornal &lt;i&gt;Lampião da Esquina&lt;/i&gt;, com isso agora acessível a qualquer pesquisador, de qualquer parte do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É simplesmente indizível o significado desse gesto, seja para a comunidade mundial de pesquisadores, seja para os militantes interessados pela sua história.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em visita à Unicamp, com tristeza constatei a péssima qualidade de muitos microfilmes do acervo LGBT ali depositado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não creio seja difícil a associação de pessoas com senso de compromisso social e histórico e em posição capaz de atuarem para viabilizar uma linha de financiamento suplementar ao &lt;i&gt;Arquivo Edgar Leuenroth&lt;/i&gt;, especificamente ao acervo LGBT. Muito ao contrário.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Por que não se promover uma concertação nesse sentido, Campinas e São Paulo sendo cidades detentoras de instituições universitárias de pesquisa de reconhecimento nacional e internacional na área de humanas e de sólidas e atuantes organizações do movimento LGBT?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A iniciativa do &lt;i&gt;Grupo Dignidade/Curitiba&lt;/i&gt; deve e merece ser disseminada por todo país. Não é nenhuma utopia inexequível se promover a restauração/conservação do material depositado na Unicamp e, poisteriormente, digitá-lo e disponibilizá-lo na rede mundial de computadores - o material cuja tipologia exija, pode ser acessado através de identificação e cadastro do/a pesquisador/a via on line na própria instituição.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quanto ao acervo bibliográfico pessoal de João Antonio de Souza Mascarenhas e do jornal Lampião da Esquina, quem souber alguma notícia, rogo que entre em contato.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-8052055740314252689?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/8052055740314252689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=8052055740314252689&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/8052055740314252689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/8052055740314252689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2011/01/os-acervos-historicos-e-parca-cultura.html' title='Os Acervos Históricos e a Parca Cultura de sua Preservação'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pxigp5l8uWY/TTHPMg25xLI/AAAAAAAAAZM/HwL7IVumxBA/s72-c/autografo+paulo+fatal+para+mascarenhas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-520759634129231354</id><published>2010-12-18T22:19:00.004-02:00</published><updated>2011-06-03T00:33:29.833-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='processo constituinte'/><title type='text'>"A TRÍPLICE CONEXÃO: MACHISMO, CONSERVADORISMO POLÍTICO E FALSO MORALISMO"</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Este é o título do livro que Mascarenhas fez publicar. Contém a compilação de notícias veiculadas nos principais órgãos de imprensa, referentes a 96 congressistas constituintes dos 429 que votaram contra a inclusão do termo "orientação sexual" dentre o elenco exemplificativo de motivadores de práticas discriminatórias, vedadas pela Constituição da República (artigo 5º).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O Congresso Constituinte foi composto por 559 parlamentares. Destes, apenas 130 votaram favoravelmente ao pleito encaminhado pelo Triângulo Rosa/João Antônio de Souza Mascarenhas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pxigp5l8uWY/TQ1aWyOjBCI/AAAAAAAAAY0/f9QXgsY9VXA/s1600/membros+do+Tri%25C3%25A2ngulo+Rosa17++03+1988.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="169" src="http://2.bp.blogspot.com/_pxigp5l8uWY/TQ1aWyOjBCI/AAAAAAAAAY0/f9QXgsY9VXA/s320/membros+do+Tri%25C3%25A2ngulo+Rosa17++03+1988.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;(Foto oriunda do jornal O Dia, de 17/03/1988. João Antônio de Souza Mascarenhas é o último à direita de quem olha. Está de relógio. Ao seu lado temos Caio Benévolo, como os demais, integrantes do TR em 1988 - Caio desde antes.)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Acompanhando a série de notícias reunidas, percebe-se profunda contradição entre discursos públicos (imagem) e práticas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"'Serei, no Congresso Nacional, um eterno vigilante da moralidade. Denunciarei todos os conchavos', disse um candidato a reeleição em outubro de 1990.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Parece piada, mas quem fez a declaração acima foi o ex-deputado paulista Felipe Cheidde. Sim, o mesmo cujo mandato foi cassado por excesso de faltas e que não teve pejo de reconhecer, pela imprensa, que emitira cheques sem fundos em casa de jogo, em Miami, EUA (v, nº 86, pág. 83), acrescentando que não iria pagar a dívida contraída.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Se você tiver estômago forte, leia adiante a parte que intitulamos No Jornal do Brasil, quase tudo (pág. 23 a 87). Lá encontrará informações em geral pouco edificantes sobre 96 'nobres parlamentares' - pouco menos de um quarto dos 429 que, por ação ou omissão, em 28 de janeiro de 1988, se negaram a prestigiar a emenda que estabelecia expressa proibição de discriminação por orientação sexual, na Constituição, à época, em debate.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Deparará com as mais variadas situações. Verá de quase tudo. De manifestações de ocnservadorismo e machismo exacerbados, patético terror pânico de um deputado qualificado de homossexual (v. nº 63, pág. 57 a 61), até crimes capitulados em ossa legislação penal, tais como:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- tentativa de suborno&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- aposentadoria indevida&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- utilização de serviços de bicheiros e sequestradores&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- recusa a pagamento de dívidas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- nepotismo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- fraudes em votações no congresso nacional&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- sonegação de impostos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- troca de favores (entre os quais: concessão de canais de emissoras de rádio e de TV; nomeação de apaniguados para altos cargos públicos; loteamento, em massa, de nomeações para angariar cabos eleitorais)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- desvio de material&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- desvio de verbas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- venda de bolsas de estudo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- venda de votos para beneficiar multinacional&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- negócios escandalosos entre parlamentares e órgãos da União&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- estelionato&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- prisão em casa de jogo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- contrabando de armas e de drogas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- apologia do homicídio e acobertamento de assassinos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- incitação ao homicídio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- cumplicidade em homicídio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- 'y otras cositas más'.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;É isso aí. Boa parte dos congressistas é 'barra pesada', 'não brinca em serviço', precisa mesmo de um mandato parlamentar para escapar de prestar contas à Justiça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Cabe lembrar que reproduzimos as 'escorregadelas' de que, pela imprensa, tomamos conhecimento, e de forma assistemática, pois nunca tivemos a intenção (nem tempo, nem dinheiro) de documentar todo o - digamos - 'lado penumbroso' dos congressistas que a nós se opuseram.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em consequência, gostaríamos de deixar bem claro que os 96 por nós arrolados podem ter cometido muitas outras ações que aqui figurariam se nós as conhecêssemos. 'Cesteiro que faz um cesto, faz um cento'.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;(...)"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O trecho acima é parte da introdução que Mascarenhas escreveu. Em sua compilação, sejamos sinceras, não encontramos nada de diferente daquilo que já estamos fartas de saber e que desgraçadamente persiste como se fora da ordem do lícito, válido, justo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Porém o que se afigura como de alta relevância política, social e histórica é o fato de que esses 96 congressistas constituintes defenderam um discurso pseudamente moralista frente à demanda do Movimento Homossexual Brasileiro - que, naquela ocasião, apenas pedia que se inscrevesse na Lei Maior da República que não se podia discriminar por razão da orientação sexual de ninguém, assim como não se podia fazê-lo por quaisquer outro motivo (sexo/gênero, religião, raça/etnia, procedência, posição, condição física, geração etc).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"Desejávamos, pois, o óbvio?", indaga retoricamente Mascarenhas. "Parece." Responde ele. E complementa:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"Parece, mas não é; ao menos para 429 ex-constituintes, pouco mais de 3/4 dos integrantes do Congresso Nacional. Os parlamentares aprovaram a igualdade perante a lei, sem distinção de sexo, raça, trabalho, credo religioso e convicções políticas (art. 153, § 1º), mas negaram-se a proibir a distinção por orientação sexual. &lt;b&gt;Ora, se após debatida a questão, optaram por excluir o impedimento constitucional solicitado, evidentemente acharam que a discriminação devia ser permitida. E, como denominar alguem que age assim?&lt;/b&gt; (...)" (Mascarenhas, 1997, 19).&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Finalizando a introdução, Mascarenhas arremata:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"Dos 96 abaixo enumerados, 71 (74%) pertenceram ao 'Centrão' - coalização de parlamentares formada para lutar pelo mandato de cinco anos para o então presidente José Sarney&amp;nbsp; e contra o parlamentarismo. ["Em 2 de outubro de 1988, na página 14, sob o cabeçalho 'Sarney promove festival de concessões de rádio e tv', o JB enumerou 106 (!!!) emissoras negociadas com o ex-presidente Sarney, em troca de votos a favor dos cinco anos de mandato e do presidencialismo. Delas, 49 foram outorgadas a congressistas arrolados abaixo."] Grande parte desses eram 'fisiológicos' e, a maioria, muito conservadora. Dos mesmos 96, 39 foram reeleitos para o Congresso, cinco permaneceram no exercício de mandato no Senado, um foi eleito deputado estadual nas eleições de 1990." (Mascarenhas, 1997, 22) &lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;Nós que recém saímos de eleições para o &lt;b&gt;Congresso Nacional&lt;/b&gt;,&lt;b&gt; &lt;/b&gt;nesta semana que passou acompanhamos as cerimônias de diplomação dos eleitos e reeleitos, juntamente com a célere e magnânima votação por parte dos atuais &lt;b&gt;&lt;i&gt;representantes do povo&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, do reajuste dos estipêndios dos seus colegas parlamentares (mais presidente e vice) para a próxima legislatura, além da declaração de alguns dos recém eleitos sobre semelhante procedimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Será esta legislatura, quer dizer, com esta composição saída das eleições de outubro passado, que o país terá de se haver pelos próximos quatro anos. Período no qual, certamente, de alguma forma haverão de se posicionar concretamente sobre as demandas que se encontram postas, há anos, no Parlamento Federal pelos movimentos homossexuais do Brasil (para reavivar a memória: o direito ao reconhecimento isonômico das famílias formadas por pessoas do mesmo sexo; o direito à dignidade - não discriminação, liberdade, integridade, igualdade - de gays, travestis, lésbicas, transexuais). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Penso que manter-se atentx e informadx será imperioso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pxigp5l8uWY/TQ1SIAR8NrI/AAAAAAAAAYw/UFNSJ02ZCwA/s1600/capa+livro+de+mascarenhas.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_pxigp5l8uWY/TQ1SIAR8NrI/AAAAAAAAAYw/UFNSJ02ZCwA/s1600/capa+livro+de+mascarenhas.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Para fazer justiça, cito o nome de alguns daquelxs&lt;b&gt; que nos apoiaram&lt;/b&gt; quando da Constituinte e que permanecem no cenário político, com ou sem mandato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;RJ&lt;/b&gt;: &lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Benedita da Silva&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;; &lt;b style="color: blue;"&gt;César Maia&lt;/b&gt;; &lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Edmilson Valentim&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;; &lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Luiz Salomão&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;; &lt;b style="color: blue;"&gt;Miro Teixeira&lt;/b&gt; (reeleito em 2010); &lt;b style="color: blue;"&gt;Paulo Ramos&lt;/b&gt;; &lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Vivaldo Barbosa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;; &lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Vladimir Palmeira&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;SP&lt;/b&gt;: &lt;b style="color: blue;"&gt;Delfim Netto&lt;/b&gt;; &lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Eduardo Jorge&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;; &lt;b style="color: blue;"&gt;Fábio Feldmann&lt;/b&gt;; &lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Florestan Fernandes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; (in memorian); &lt;b style="color: blue;"&gt;Irma Passoni&lt;/b&gt;; &lt;b style="color: blue;"&gt;José Genoíno&lt;/b&gt;; &lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=620CID002"&gt;&lt;b&gt;José Serra (PMDB/PSDB, nota 3,75 no Quem foi Quem na Constituinte, do DIAP)&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;; &lt;b style="color: blue;"&gt;Luiz Gushiken&lt;/b&gt;; &lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Luiz Inácio Lula da Silva&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;; &lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Mário Covas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; (in memorian); &lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Plínio de Arruda Sampaio&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E, igualmente, &lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;daqueles que votaram contra&lt;/span&gt;&amp;nbsp; e &lt;span style="color: red;"&gt;se omitiram&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; ao pleito de que sfosse expressamente proibida a discriminação por motivo de orientação sexual:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Divaldo Suruagy, AL, contra, Senador, DIAP 3,75; Geraldo Bulhões, AL, ausente do Congresso, diap 7,25; Bernardo Cabral, AL, contra, ausente plenário; diap 5,5; &lt;b style="color: red;"&gt;Luiz Eduardo Magalhães&lt;/b&gt;, contra, centrão, diap zero; &lt;b style="color: red;"&gt;&lt;a href="http://www.senado.gov.br/senadores/senador/EdisonLobao/index.htm"&gt;Édison&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.jornalbrasil.com.br/interna.php?autonum=21786"&gt;Lobão&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, senador, pfl, ausente do plenário; centrão; diap 0,75; &lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Aécio Neves, PMDB/PSDB, contra&lt;/span&gt;; diap 5,5&lt;/b&gt;; &lt;b style="color: red;"&gt;&lt;a href="http://colunas.epoca.globo.com/bocadeurna/2010/07/16/dilma-e-o-caso-humberto-lucena/"&gt;Humberto&lt;/a&gt; &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Humberto_Lucena"&gt;Lucena&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, senador pmdb; ausente do plenário; diap 5,5; &lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;a href="http://www.senado.gov.br/senadores/senadores_biografia.asp?codparl=740"&gt;Heráclito&lt;/a&gt; &lt;a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4900408-EI7896,00-WikiLeaks+Heraclito+Fortes+quis+armar+Pais+contra+Venezuela.html"&gt;Fortes&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, PMDB, &lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;contra&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;; DIAP 5,5; &lt;b style="color: red;"&gt;&lt;a href="http://www.camara.gov.br/internet/deputado/Dep_Detalhe.asp?id=522008"&gt;Paes&lt;/a&gt; Landim&lt;/b&gt;, PFL, &lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;contra&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, centrão, diap zero; &lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;a href="http://www.camara.gov.br/internet/Deputado/dep_Detalhe.asp?id=522534"&gt;arolde&lt;/a&gt; de &lt;a href="http://www.aroldedeoliveira.blogspot.com/"&gt;oliveira&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, PFL, &lt;b style="color: red;"&gt;contra&lt;/b&gt;, Centrão, diap 0,75; &lt;b style="color: red;"&gt;Artur da Távola, contra&lt;/b&gt;; diap 7,75; &lt;b&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Dornelles"&gt;Francisco&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.adital.com.br/site/noticia2.asp?lang=PT&amp;amp;cod=24371"&gt;Dornelles&lt;/a&gt;, centrão, &lt;span style="color: red;"&gt;contra&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;, diap 0,75&lt;/b&gt;; &lt;span style="color: red;"&gt;Márcio Braga, contra&lt;/span&gt;, diap 7,25; rubem medina, centrão, diap 2,25; &lt;b&gt;&lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=620CID002" style="color: red;"&gt;Fernando Henrique Cardoso&lt;/a&gt;, senador, PMDB/PSDB, presente no Congresso, mas não compareceu à votação, DIAP 5,0; &lt;span style="color: red;"&gt;Michel Temer&lt;/span&gt;, PMDB, &lt;span style="color: red;"&gt;DIAP 2,25&lt;/span&gt;, presente no Congresso, mas não compareceu à votação &lt;/b&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id="goog_412989917"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_412989918"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-520759634129231354?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/520759634129231354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=520759634129231354&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/520759634129231354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/520759634129231354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2010/12/triplice-conexao-machismo.html' title='&quot;A TRÍPLICE CONEXÃO: MACHISMO, CONSERVADORISMO POLÍTICO E FALSO MORALISMO&quot;'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pxigp5l8uWY/TQ1aWyOjBCI/AAAAAAAAAY0/f9QXgsY9VXA/s72-c/membros+do+Tri%25C3%25A2ngulo+Rosa17++03+1988.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-7775641287118127334</id><published>2010-10-03T15:57:00.000-03:00</published><updated>2010-10-03T15:57:16.896-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história - memória'/><title type='text'>ANPUH SE MOBILIZA CONTRA A DESTRUIÇÃO DE PROCESSOS FINDOS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Como já é do conhecimento de algumas pessoas, a ANPUH - Associação Nacional de História, entidade constituída em 1961 e que reúne professores e pesquisadores, tendo&amp;nbsp; dentre os seus objetivos estatutários &lt;b&gt;o dever de promover "a defesa das fontes e manifestações culturais de interesse dos estudos históricos"&lt;/b&gt; (art. 4º, alínea "c"), vem, desde agosto do corrente ano, se manifestando publicamente contra a proposta de oficializar nacionalmente a eliminação de autos de processos judiciais findos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Contida no artigo 967 do Projeto de Lei do Senado nº 166 (projeto de novo Código de Processo Civil), apresentado em 08 de junho último, a proposta visa, segundo o texto do manifesto público da ANPUH, &lt;i&gt;"restaura[r] na íntegra, o antigo artigo 1.215 do atual Código de Processo Civil, promulgado em 1973, que autorizava a aliminação completa dos autos findos e arquivados há mais de cinco anos, 'por incineração, destruição mecânica ou por outro meio adequado'."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Ainda segundo a mesma fonte, &lt;i&gt;"em 1975, depois&amp;nbsp; de&amp;nbsp; ampla&amp;nbsp; mobilização&amp;nbsp; da comunidade&amp;nbsp; nacional&amp;nbsp; e&amp;nbsp; internacional&amp;nbsp; de&amp;nbsp; historiadores&amp;nbsp; e&amp;nbsp; arquivistas,&amp;nbsp; a&amp;nbsp; vigência&amp;nbsp; desse artigo foi suspensa pela Lei 6.246."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Na opinião da entidade dos Historiadores, se for aprovada semelhante proposta, &lt;i&gt;&lt;b&gt;"est[ar]ão novamente em risco milhares&amp;nbsp; de&amp;nbsp; processos&amp;nbsp; cíveis:&amp;nbsp; um&amp;nbsp; prejuízo&amp;nbsp; incalculável&amp;nbsp; para&amp;nbsp; a&amp;nbsp; história&amp;nbsp; do&amp;nbsp; país,&amp;nbsp; que&amp;nbsp; já arca&amp;nbsp; com&amp;nbsp; perdas&amp;nbsp; graves&amp;nbsp; na&amp;nbsp; área&amp;nbsp; da&amp;nbsp; Justiça&amp;nbsp; do&amp;nbsp; Trabalho,&amp;nbsp; uma&amp;nbsp; vez&amp;nbsp; que&amp;nbsp; a&amp;nbsp; Lei&amp;nbsp; 7.627,&amp;nbsp; de 1987&amp;nbsp; (com&amp;nbsp; o&amp;nbsp; mesmo&amp;nbsp; texto&amp;nbsp; do&amp;nbsp; artigo&amp;nbsp; 967),&amp;nbsp; tem&amp;nbsp; autorizado&amp;nbsp; a&amp;nbsp; destruição&amp;nbsp; de&amp;nbsp; milhares&amp;nbsp; de processos&amp;nbsp; trabalhistas&amp;nbsp; arquivados&amp;nbsp; há&amp;nbsp; mais&amp;nbsp; de&amp;nbsp; cinco&amp;nbsp; anos. Além&amp;nbsp; de&amp;nbsp; grave&amp;nbsp; agressão&amp;nbsp; à História,&amp;nbsp; a&amp;nbsp; proposta&amp;nbsp; também&amp;nbsp; fere&amp;nbsp; direitos&amp;nbsp; constitucionais&amp;nbsp; de&amp;nbsp; acesso&amp;nbsp; à&amp;nbsp; informação&amp;nbsp; e&amp;nbsp; de produção de prova jurídica. "&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Daí porque a ANPUH apela ao Presidente do Senado e a todos os Senadores &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;"para&amp;nbsp; que&amp;nbsp; não&amp;nbsp; cometam&amp;nbsp; mais&amp;nbsp; esta&amp;nbsp; agressão&amp;nbsp; contra&amp;nbsp; a&amp;nbsp; história&amp;nbsp; do&amp;nbsp; país.&amp;nbsp; Não&amp;nbsp; é&amp;nbsp; possível escrever a História sem documentação e esta não pode continuar sendo concebida pelo Estado brasileiro e por nossos representantes no Congresso Nacional como um estorvo, como&amp;nbsp; um&amp;nbsp; lixo para&amp;nbsp; o qual se devem definir&amp;nbsp; mecanismos&amp;nbsp; de&amp;nbsp; destruição&amp;nbsp; periódica. Toda documentação&amp;nbsp;&amp;nbsp; tem&amp;nbsp;&amp;nbsp; valor&amp;nbsp;&amp;nbsp; histórico,&amp;nbsp;&amp;nbsp; todo&amp;nbsp;&amp;nbsp; documento&amp;nbsp;&amp;nbsp; interessa&amp;nbsp;&amp;nbsp; ao&amp;nbsp;&amp;nbsp; historiador,&amp;nbsp;&amp;nbsp; a concepção&amp;nbsp; de&amp;nbsp; que&amp;nbsp; existem&amp;nbsp; documentos&amp;nbsp; que&amp;nbsp; são&amp;nbsp; em&amp;nbsp; si&amp;nbsp; mesmo&amp;nbsp; interessantes&amp;nbsp; para&amp;nbsp; a história&amp;nbsp; e&amp;nbsp; outras&amp;nbsp; não&amp;nbsp; é, há&amp;nbsp; muito&amp;nbsp; tempo, uma&amp;nbsp; visão&amp;nbsp; ultrapassada&amp;nbsp; em&amp;nbsp; nossa&amp;nbsp; área&amp;nbsp; de atuação.&amp;nbsp; Não&amp;nbsp; podemos&amp;nbsp; aceitar que&amp;nbsp; fique a&amp;nbsp; cargo de&amp;nbsp; um&amp;nbsp; juiz, que&amp;nbsp; não&amp;nbsp; tem&amp;nbsp; formação&amp;nbsp; na área de arquivística ou da historiografia, definir se um documento merece ser arquivado ou&amp;nbsp; não,&amp;nbsp; tem&amp;nbsp; valor&amp;nbsp; histórico&amp;nbsp; ou&amp;nbsp; não. Conclamamos&amp;nbsp; a&amp;nbsp; todas&amp;nbsp; as&amp;nbsp; instituições&amp;nbsp; que&amp;nbsp; se interessam&amp;nbsp; pela&amp;nbsp; defesa&amp;nbsp; da&amp;nbsp; memória&amp;nbsp; do&amp;nbsp; país&amp;nbsp; que&amp;nbsp; façam&amp;nbsp; coro&amp;nbsp; a&amp;nbsp; este&amp;nbsp; nosso&amp;nbsp; protesto,&amp;nbsp; para que&amp;nbsp; este&amp;nbsp; artigo&amp;nbsp; possa&amp;nbsp; ser&amp;nbsp; retirado&amp;nbsp; do&amp;nbsp; corpo&amp;nbsp; do&amp;nbsp; projeto&amp;nbsp; do&amp;nbsp; novo&amp;nbsp; Código&amp;nbsp; do&amp;nbsp; Processo Civil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Durval Muniz de Albuquerque Júnior &lt;br /&gt;(Presidente da ANPUH-Nacional) &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Eis o texto do projeto de lei que está tramitando no Senado: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Art. 967. Os autos poderão ser eliminados por incineração, destruição mecânica ou por &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;outro meio adequado, findo o prazo de cinco anos, contado da data do arquivamento, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;publicando-se previamente no órgão oficial e em jornal local, onde houver, aviso aos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;interessados, com o prazo de um mês. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;§ 1º As partes e os interessados podem requerer, às suas expensas, o desentranhamento &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;dos documentos que juntaram aos autos ou cópia total ou parcial do feito. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;§ 2º Se, a juízo da autoridade competente, houver nos autos documentos de valor &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;histórico, serão estes recolhidos ao arquivo público."&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;A íntegra do manifesto, a proposta de emenda &lt;a href="http://www.anpuh.org/informativo/view?ID_INFORMATIVO=950"&gt;e outros documentos&lt;/a&gt;, assim como o &lt;a href="http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/6626"&gt;abaixo-assinado&lt;/a&gt; promovido pela entidade, podem ser acessados através da página oficial da mesma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Também na mesma página é possível se ter acesso ao texto que informa sobre o posicionamento e a atuação da ANPUH no tocante &lt;a href="http://www.anpuh.org/conteudo/view?ID_CONTEUDO=21"&gt;ao direito à memória histórica&lt;/a&gt; sobre os eventos ocorridos no âmbito do regime ditatorial instaurado no país em 1964.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;De acordo com o mesmo, &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Os direitos à informação e à memória           constituem na sociedade democrática contemporânea, direitos           civis, políticos e sociais. Os arquivos tornaram-se públicos,           destinados aos cidadãos. A moderna arquivistica é o resultado           desta mutação fundamental: trata-se de preservar o direito           à informação, o acesso. O arquivo, enfim, existe           para seu usuário, para atender desde a mais “desinteressada”           consulta à mais especializada pesquisa.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;          Não pode haver democracia em países que negam e ocultam           o passado em nome da “segurança do Estado”. Também           não pode haver desenvolvimento da educação e da cultura           onde se silencia sobre o passado, onde se nega a memória. Assim,           quando um governo democraticamente eleito compactua com o autoritarismo,           resguarda a tortura através de legislação de caráter           duvidoso, é conivente com a queima de documentos e impede que a           sociedade se defronte com seu passado torna-se ilegítimo porque           negam aos cidadãos o mais básico direito: a existência           enquanto seres autônomos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Como informado neste blog em sua anterior postagem, o CNJ - Conselho Nacional de Justiça, abriu prazo até o próximo dia cinco (05) para manifestações públicas sobre essa proposta de destruição de processos.&amp;nbsp; Já a ANPUH, na 10ª edição de seu Boletim Eletrônico, informa que o Senado disponibilizou um link para que seja possível a participação da sociedade, com o envio de sugestões sobre o anteprojeto referido. Como o espaço encontra-se delimitado em apenas 500 caracteres, a Associação apresenta sugestão de texto, tratando diretamente da questão da necessidade da preservação das fontes históricas, no caso, dos autos de processos judiciais. Veja a íntegra do texto &lt;a href="http://www.anpuh.org/informativo/view?ID_INFORMATIVO=990"&gt;aqui&lt;/a&gt; ou abaixo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;h3 style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;SUGESTÕES PARA O ANTEPROJETO 166/2010 &lt;/h3&gt;&lt;span class="quiet" style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;08/09/2010&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O Senado disponibilizou um link que permite  que os interessados enviem&amp;nbsp;sugestões para o anteprojeto 166/2010&amp;nbsp;sobre o  Código de Processo Civil: &lt;a href="http://www.senado.gov.br/noticias/OpiniaoPublica/novo_cpc.asp" target="_blank" title="http://www.senado.gov.br/noticias/OpiniaoPublica/novo_cpc.asp"&gt;http://www.senado.gov.br/noticias/OpiniaoPublica/novo_cpc.asp&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Seria muito interessante que todos pudessem encaminhar sugestões  sobre a necessidade de alterar o artigo 967 que permite a eliminação de  processos findos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Como são apenas 500 caracteres, segue abaixo uma sugestão de texto,  com 496 caracteres, com espaço. Seria interessante também que  colocassem, além do nome,&amp;nbsp;suas filiações institucionais (sobretudo no  caso de entidades, centros de pesquisa, etc.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Aproveito para dizer que na página do Cecult (&lt;a href="http://www.unicamp.br/cecult" target="_blank" title="http://www.unicamp.br/cecult CTRL + Clique para seguir o link"&gt;www.unicamp.br/cecult&lt;/a&gt;)  há um link "SOS Processos" com várias informações sobre esse tema  (textos, legislação, emenda do senador Suplicy, nota técnica do Conarq,  etc).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Sugestão de texto&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;"Em respeito ao dever de preservação do patrimônio histórico e ao  direito constitucional de acesso ao Judiciário e à prova, faz-se  necessária a alteração do artigo 967. Acaso aprovado como proposto, esse  dispositivo colocará em risco milhares de processos que registram nossa  história e constituem provas judiciais e administrativas. Apoio a  Emenda apresentada pelo Sen. Eduardo Suplicy em 11.08.2010, que oferece  nova redação para o artigo e estabelece diretrizes para preservar esses  documentos." &lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-7775641287118127334?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/7775641287118127334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=7775641287118127334&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/7775641287118127334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/7775641287118127334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2010/10/anpuh-se-mobiliza-contra-destruicao-de.html' title='ANPUH SE MOBILIZA CONTRA A DESTRUIÇÃO DE PROCESSOS FINDOS'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-2372390322001646498</id><published>2010-09-19T18:41:00.004-03:00</published><updated>2010-09-19T20:28:12.651-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história - memória'/><title type='text'>ELIMINAÇÃO DE PROCESSOS E DOCUMENTOS JUDICIAIS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encontra-se  em tramitação um projeto de código de processo civil, onde há a  previsão de descarte de processos após 10 anos de findos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A  divulgação desse fato pela imprensa mobilizou setores da sociedade,  notadamente os Historiadores, através de sua entidade nacional, a ANPUH.  Há informações de que igualmente a OAB estaria a ser mobilizada, vez  que já vem defendendo o direito à memória e à história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No RJ o assunto (eliminação de documentos) já se encontra regulamentado  e em andamento. Vejam-se, na página do Tribunal,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato Executivo  Conjunto TJ/CGJ Nº 7, DE 27/02/2004, publicado no DORJ-III, S-I 38 (1) -  01/03/2004 (Que altera a composição da COMISSÃO PERMANENTE DE AVALIAÇÃO  DOCUMENTAL DO TJERJ:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Composta por 18 membros efetivos, sob a  presidencia do Pres do TJ (tds magistrados), e 4 membros auxiliares,  entre os quais "SERVIDOR COM FORMAÇÃO EM ARQUIVOLOGIA E EXPERIÊNCIA  PROFISSIONAL NA ÁREA; SERVIDOR COM FORMAÇÃO EM HISTÓRIA E COM  CONHECIMENTO DA TRAJETÓRIA HISTÓRICA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA");&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato  Executivo Conjunto nº 57/2003, DO 24.10.2003; Resolução nº 15/2003 do  Órgão Especial; o Código de Classificação de Documentos - Ato Normativo  Conjunto 01/2004 - e Tabela de Temporalidade de Documentos - Ato  Normativo Conjunto 02/2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, o CNJ - Conselho Nacional de Justiça, através do Programa Nacional de Gestão Documental e Memória do Poder  Judiciário (Proname), abre CONSULTA PÚBLICA sobre "PRAZOS DE GUARDA DE PROCESSOS" (ver matéria abaixo, do CNJ).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior cautela demanda não tanto os prazos,&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; mas sobretudo a matéria&lt;/span&gt;.  Isto é, quais os tipos de documentos (processos judiciais,  administrativos etc) serão ELIMINADOS, pois pode-se estar a comprometer  seriamente a história ainda não escrita de nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplos concretos podemos citar: os recentes movimentos sociais, com suas demandas, surgidas da década de 60 para cá:&lt;br /&gt;* questões sobre ocupações urbanas e rurais: ações possessórias, inventários&lt;br /&gt;*  questões de direitos humanos - discriminações várias (lgbt, mulheres,  negros, encarcerados etc): processos criminais comuns ( ex.: tipo de  delitos nos quais figuram e o modo de tratamento jurídico); processos  cíveis (alteração de nome, sexo; reconhecimento e dissolução de  sociedade de fato); processos  sucessórios (execução de testamento; habilitação em inventário etc);  processos trabalhistas (discriminação de gênero em salários, jornada,  promoção etc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses são apenas alguns exemplos que me ocorrem no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugiro que se dê ampla divulgação ao assunto, a fim de que seja garantida  a maior participação possível da sociedade civil organizada. Inclusive  com debates nos fóruns apropriados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que o prazo vai até 05  de OUTUBRO, somente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na matéria &lt;a href="http://www.cnj.jus.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=12064:proname-abre-consulta-sobre-prazos-de-guarda-de-processos&amp;amp;catid=1:notas&amp;amp;Itemid=675"&gt;a seguir&lt;/a&gt;, informa-se um link para baixar formulário de participação. Ele, porém, não funciona. A única opção parece ser o e-mail divulgado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Proname abre consulta sobre prazos de guarda de processos  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O Programa Nacional de Gestão Documental e Memória do Poder  Judiciário (Proname), com base em estudos&lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 64);"&gt; jurídicos&lt;/span&gt; e &lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 64);"&gt;arquivísticos&lt;/span&gt;  realizados por representantes dos diversos ramos da &lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 128);"&gt;Justiça b&lt;/span&gt;rasileira,  propõe modelo de tabela de temporalidade para guarda de processos  judiciais.     &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Considerando a relevância da matéria, está sendo colocada em consulta  pública,  com o objetivo de conferir maior transparência ao processo &lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 0);"&gt;e  abrir oportunidade para que outros setores possam se posicionar quanto  aos prazos &lt;span style="text-decoration: underline; font-weight: bold;"&gt;e destinações&lt;/span&gt; definidos na tabela.&lt;/span&gt;[destaquei]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com fundamento nos  prazos mínimos de guarda definidos nas tabelas unificadas de classes,  assuntos e movimentos processuais do Poder Judiciário, será possível  determinar, para cada processo judicial, por quanto tempo ele deverá  ficar armazenado após sua finalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 0);"&gt;Sugestões poderão ser encaminhadas até o dia 5 de outubro&lt;/span&gt;.  Para tanto, deverá ser baixado o formulário no endereço  &lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.cnj/Programas"&gt;www.CNJ/Programas&lt;/a&gt; e ações/Proname/Consulta Pública , que, após devidamente preenchido, deverá ser enviado para o e-mail    &lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://br.mc563.mail.yahoo.com/mc/compose?to=consultapublica@cnj.jus.br"&gt;consultapublica@cnj.jus.br&lt;/a&gt; &lt;span style="display: none;"&gt;Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.  &lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;CR&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Agência CNJ de Notícias"&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Referências:&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;http://www.cnj.jus.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=12064:proname-abre-consulta-sobre-prazos-de-guarda-de-processos&amp;amp;catid=1:notas&amp;amp;Itemid=675&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;http://www.tjrj.jus.br/scripts/weblink.mgw?MGWLPN=DIGITAL1A&amp;amp;PGM=WEBBCLE44&amp;amp;PORTAL=1&amp;amp;LAB=BIBxWEB&amp;amp;AMB=INTER&amp;amp;SUMULAxTJ=&amp;amp;CHECKSUMULA=&amp;amp;TRIPA=63^2004^7&amp;amp;PAL=&amp;amp;JUR=ESTADUAL&amp;amp;ANOX=2004&amp;amp;TIPO=63&amp;amp;ATO=7&amp;amp;START=&amp;amp;DGCON=&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;http://www.tjrj.jus.br/institucional/dir_gerais/dgcon/degea/anali_criti.jsp&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;http://www.tjrj.jus.br/institucional/dir_gerais/dgcon/indicadores_desempenho.jsp&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;http://www.tjrj.jus.br/institucional/dir_gerais/dgcon/degea/legislacao.jsp&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;http://www.tjrj.jus.br/institucional/dir_gerais/dgcon/degea/fundo_docum.jsp&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;(2765)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 191);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a accesskey="4" title="Pastas" href="http://br.mc563.mail.yahoo.com/mc/folders?&amp;amp;.rand=541874388"&gt;&lt;span class="offscreen"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a accesskey="5" title="Opções do Yahoo! 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Para outros, dia de rememorar. De voltar os olhos ao passado e recordar daquelas pessoas que lutaram, que realizaram o enfrentamento com setores extremamente conservadores da sociedade e, com determinação, contraditaram o então incontestável entendimento de que homossexualidade é igual a imoralidade, delinquência, doença e que tais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse 28 de Junho eu quero trazer à memória pessoas que foram imensamente importantes para que outras, depois delas, pudessem viver e desfrutar da vida de forma mais plena, mais leve. Seja pelo ativismo político (social ou estritamente LGBT) seja apenas através de seu exemplo pessoal de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas como Darcy Penteado, João Antônio de Souza Mascarenhas, Antônio Chrysóstomo, Cassandra Rios, Rosely Roth, Lota Macedo Soares, Sandra Mara Herzer Bigode, Felipa de Souza,  Madame Satã, Laura De Vison, Chico/Chica Manicongo, Caetana/Brenda Lee, Janaína Dutra, Nestor Perlongher, Herbert Daniel, Geórgia Bengsthon ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você, quais os outros nomes acrescentaria nessa homenagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;===========&lt;br /&gt;(2222)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-5385565717437455670?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/5385565717437455670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=5385565717437455670&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/5385565717437455670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/5385565717437455670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2010/06/28-de-junho-um-tributo-em-memoria-de.html' title='28 de Junho: Um Tributo em Memória de Algumas Personalidades Históricas'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-3967461388480505355</id><published>2010-06-16T18:01:00.021-03:00</published><updated>2010-06-26T22:16:39.840-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reprodução das dinâmicas de estigmatização'/><title type='text'>LÁ COMO CÁ, O BAFÃO: A Reprodução das lógicas Desqualificatórias Como Armas de Ataque</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesses tempos em que assistimos provocações de Maradona a Pelé, de Pelé a Maradona, e de Serra a Dilma, de Carta Capital e Observatório da Imprensa a Veja, de Veja ao PT, Lula, Dilma etc., vale a pena lembrar que na história dos movimentos LGBTs não se vê só heroísmos, generosidades, ética, dedicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compostos antes de mais nada por seres humanos (demasiadamente humanos, nos diria Nietzsche), também entre os movimentos de gays, lésbicas, travestis, transexuais e bissexuais se vê dinâmicas de reprodução dos mesmos mecanismos de desqualificação encontráveis na sociedade em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segmento social presente em todos os setores  humanos, indivíduos construídos socialmente em torno dos mesmos códigos e valores da sociedade na qual vivem, sempre há aquelxs que não deixam de por em prática os mesmíssimos instrumentos de violência simbólica que tantas vezes lhes foram (e são)  desferidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, de forma semelhante aos libertários do Pasquim na desqualificação promovida às feministas durante a ditadura (Cf. Soihet), tanto é possível se ver feministas reproduzirem o discurso discriminatório branido pela heterossexualidade em geral e exibirem restrições às lésbicas, quanto estas apresentarem condutas de segregação em face dos homens - sejam heterossexuais ou gays.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma tradição, igualmente se verificam estranhamentos de parte de setores do movimento negro em face da homossexualidade e lesbianidade, como de parte de setores "lesbigay" em face das populações travestis e/ou transexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De seu turno, há igualmente transexuais a produzirem discursos segregacionistas em face de travestis, como destas em face de outras que, diferentemente do pensamento igualmente normatizador, são capazes de amar tanto a lésbicas quanto a outras travestis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os LGBTs partidarizados também afrontam-se mutuamente, entre todas as gradações do espectro ideológico. Podemos encontrar acirrados ataques  contra o PT, o Lula, a Dilma, na melhor tradição da grande mídia, como, de outro lado, também cusações virulentas contra Serra, FHC, PSDB, DEM, PSOL,  PV...  Nesse espectro multicromático não faltam nem mesmo aquelxs que defendem a "redentora", por seus adeptos, e "caem em cima" contra o III PNDH, acusando-o de ditatorial, olvidadxs (?) de seu percurso histórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há quem parta em defesa do direito à Memória e à Verdade, em relação aos desaparecidos políticos do regime militar, surge quem a ele se  manifeste contrário,  empregando,  em sustentação argumentativa, um caso de militar que ainda não teria recebido a sua indenização em face de atos praticados pelas esquerdas - numa fantástica mixórdia entre violência de estado e violência como arma de resistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há xs que promovam a defesa da função social da propriedade (inscrita na Constituição), não demora a surgir quem venha com acusações de que se busca a supressão do sagrado direito à mesma (sic), vendo, naquela, um ataque totalitário dos "comunistas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo curso, se é possível encontrar entre xs ativistas, aquelxs que promovam a defesa  da construção de mecanismos democráticos de controle dos conteúdos dos veículos de comunicação (concessões de serviço público), luta empreendia já há mais de vinte anos por movimentos sociais, também se encontrará os seus antagonistas, que procedem sua leitura como instrumento de censura à liberdade de expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A liberdade de expressão, aliás, presta-se aos discursos mais reacionários, aí incluídos aqueles disseminados pelos evangélicos que estrategicamente acusavam o projeto de lei que criminaliza a homofobia de atentatório à liberdade de expressão, de modo sintomaticamente similar àquele praticado pelos segregacionistas estadunidenses (ku klux klan incluída), contrários à criminalização de manifestações racistas.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gays classe média, urbanos, intelectualizados ou não, não raro exibem críticas e censuras àqueles outros estranhos - os pobres e efeminados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os e as jovens, sejam ricas/os, remediadas/os ou pobres,  em comum, podem ter, além da orientação sexual, a visão discriminatória e excludente em relação àquelas e àqueles mais velhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lésbicas, embora se afirmando enquanto militantes feministas, não raro são capazes de reproduzir a linguagem do melhor estilo machista - frases recheadas de "peguei", "comi", "trepei", "tô traçando", fazem parte de seu vocabulário informal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é senão na hora das agressões públicas que a força da cultura global se fará presente. Divergências de concepções políticas, sociais, ideológicas, formas de modos de ler o mundo, enfim, não raro enveredam para aspectos pessoais, passando a ser debatidas através do mesmo arsenal de representações comumente empregado pela sociedade ampliada. Nesses exercícios de pugilismo simbólico é possível encontrar até mesmo quem se afirme libertária, feminista, naturista ou mesmo adepta da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;New Age&lt;/span&gt;. E tomem-se xingamentos baseados na atividade   sexual (ou ausência de) - porque "come" ou "não come", "trepa" não "trepa",  "monta" não "monta", na melhor reprodução do estilo "cabra macho", esquecidas de que "trepar" e "comer" (sic) não é sinônimo de partilhar prazer, aconchego, afeto, muito menos atividade compulsória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defuntos são acusados, acossados, atacados, sem que possam vir puxar as pernas de seus detratores; mensagens deturpando expressões escritas são disparadas por territórios virtuais nos quais a/o acusado/a não frequenta e, via de consequência, não pode responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como num rocambolesco enredo a la Cassandra Rios, pode-se ainda esbarrar com histórias de pessoas que não passam desta pra melhor sem antes deixar um rastrilho de acusações terríveis, que dizem de perseguições mórbidas, inclementes, fruto talvez de passionalidades obsessivas, que vão se disseminando por entre as redes e através dos anos, deixando suas vítimas para sempre  enredadas pelo estigma da dúvida insuperável e sem chances, neste mundo, de realizar o contraditório, constituindo-se, assim, na vingança perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se não bastasse, tem-se as disputas das memórias dos ativismos. Disputam-se datas comemorativas, como disputam o primeiro evento coletivo, a primeira manifestação pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disputam-se currículuns (curricula), anos de militância e número de cadáveres resgatados dos IMLs, como se houvesse algum  um calderão de ouro no fim do arco íris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heroísmos são autoatribuídos, esquecidos da necessária e prévia psicoterapia, absolvitória dos destinatários não aderidos (Cf. Paglia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio de semelhantes antagonismos há sempre quem se pergunte por onde e como tecer as malhas de alguma unidade possível, capaz de fazer frente aos religiosos intolerantes e homofóbicos de plantão, na busca pela consecução da efetiva isonomia sociojurídica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eis aí uma pergunda ainda sem resposta. Para horror daquelxs que sonham  com u'a massa crítica coesa, solidária e atuante e euforia daquelxs que (ainda) defendem que as homossexualidades não passam de uma degenerescência (burguesa ou ateísta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BECKER, Howard. S. Los Extraños. Sociología de la Desviación.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIRMAN, Joel. Insuficientes, um Esforço a Mais Para Sermos Irmãos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BOURDIEU, Pierre. A Dominação Masculina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idem. O Poder Simbólico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idem. A Economia das Trocas Simbólicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idem. A Distinção. A Crítica Social do Julgamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idem. O Senso Prático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELIAS, Norbert &amp;amp; SCOTSON, John L. Os Estabelecidos e os Outsiders.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FATAL, Paulo. Invicta. Aids, Aqui: Toques, Becos e Saídas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GÓIS, João Bosco Hora. Desencontros: as relações entre os estudos sobre a  homossexualidade e os estudos de gênero no Brasil. In: Revista Estudos  Feministas, vol. 11, nº 1, 2003, p. 289-297.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MacRae. Edward. A Construção da Igualdade: Identidade sexual e política no Brasil da abertura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARTINHO, Míriam. &lt;a href="http://www.umoutroolhar.com.br/simbolos&amp;amp;dias_memorialgbtpersonas.htm"&gt;Memória LGBT. Personagens da Organização Lésbica&lt;/a&gt;.  In:&lt;br /&gt;http://www.umoutroolhar.com.br/memorialgbtpersonas.htm [modificado em 18 06 10 para http://www.umoutroolhar.com.br/simbolos&amp;amp;dias_memorialgbtpersonas.htm, com acréscimo de texto*]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MÍCCOLIS, Leila. Prazer Gênero de Primeira Necessidade. O Movimento Homossexual Brasileiro Organizado - Esse Quase Desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MISSE, Michel. O Estigma do Passivo Sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MOGROVEJO, Norma. Un Amor que se Atrevió a Decir su Nombre: La Lucha de las Lesbianas y su Relación con los Movimientos Homosexual y Feminista en América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MOTT, Luiz. O Lesbianismo no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLIVEIRA, Leandro. Jeito de bicha, Jeito de Homem: Gestos que Pesam entre Travestis, cross-dressers e seus Parceiros Sexuais no Subúrbio do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAGLIA, Camile. Vampes &amp;amp; Vadias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAEZZO, Sylvan. Memórias de Madame Satã (Conforme Narração de).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PORTELLI, Alessandro. O Massacre de Civitela vai di Chiana. In: http://www.cholonautas.edu.pe/memoria/portelli1.pdf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RODRIGUES,  Rita C. C. Da Reprodução do Desvalor e seus Antídotos. In: http// fazendogenero7.ufsc.br/artigos/R/Rita_Colaco_38_A.pdf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idem. Das produções do desvalor - refletindo sobre algumas dinâmicas. Comunicação apresentada no XII Encontro Reginal de História Anpuh Rio. Niterói: UFF, 2006 e no VI Encontro Nacional Universitário de Diversidade Sexual. Vitória: Plural/ASTRAES/UFES, 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idem. Jacarés, lobisomens, lagartixas, quebra-louças, extraterrestres, exus e colibiris: o novo e o mesmo, o "nós" e o "eles" - o desafio das homossexualidades entre o alargar e reconstituir fronteiras. Comunicação apresentada no III Congresso da Associação Brasileira de Estudos da Homocultura (ABEH). Belo Horizonte: Fafich/UFMG, 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idem. Poder, Gênero, Resistência, Proteção Social e Memória: Aspectos da socialização de "gays" e "lésbicas" em torno de um reservado em São João de Meriti, no início da década de 1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idem. Dez Voltas ao Redor do Sol - a emergência do homossexual como sujeito político [Exame de Qualificação]. ESS/UFF, 2006, I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idem. Os Efeitos da Estigmatização e a Importância Estratégica de Incentivo à Formação de Grupos de Convivialidade como Geradores de Proteção Social e Valores Comunitários ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SANTAMARÍA, Enrique. Do Conhecimento de Próprios e Estranhos (Disquisições Sociológicas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOIHET, Rachel. Feminismo x Antifeminismo de Libertários: A Luta das Mulheres pela Cidadania Durante o Regime Autoritário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TREVISAN, João Silvério. Devassos no Paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WONDER, Claudia. Em Busca de Formas Mais Harmoniosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2066)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;==============&lt;br /&gt;* MEU (Rita Colaço) ADENDO EM 20 06 10, AO ACRÉSCIMO NO TEXTO DA UOO - Memória lgbt Personas - COM MINHA CITAÇÃO NOMINAL:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 19 06 10 postei um comentário ao acréscimo introduzido na página da militante, pesquisadora, editora de blogs Míriam Martinho (Memória lgbt Personas), citando-me nominalmente . Transcrevo abaixo esse comentário que postei lá:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Míriam,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;à parte nossas últimas e bem azedas diferenças, agradeço que tenha se motivado a rever estas questões e feito esse acréscimo. Você havia me dito em e-mails que já lhe haviam interpelado sobre o tema dos dois últimos parágrafos da transcrição da entrevista (págs. 304-5 do livro da Mogrovejo). Tem razão, essa história segue rolando, apesar dos anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Porém, para quem não tenha lido o livro nem nossos e-mails todos e na íntegra, fica completamente trucada a leitura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Como você sabe, o meu foco era preciso - os 2 últimos parágrafos da fala da Marisa, transcritos nas páginas 304 e 305 do livro da Mogrovejo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Quanto aos aspectos éticos, idem, pois não se sabe qual seria a falta de ética cometida: - Todo o teor das entrevistas transcritas no livro? As afirmativas quanto a sua (dela, Marisa) participação em fases do MLF/MHB, que você contesta?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Tenho porém certeza de que você em momento algum pretendeu construir um texto que deliberadamente produzisse a equivocada compreensão dos fatos pelos seus leitores, tudo isso sendo apenas decorrência do não distanciamento do texto produzido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;É por ter essa absoluta convicção que apresento esses meus reparos, se me permite.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Primeiro é preciso destacar que os aspectos éticos a que eu me refiro dizem respeito a (sem ordem de importância): 1) promover a transcrição de uma fala de entrevistada que promove acusação, sem ter dado à pessoa acusada o direito de ser ouvida a respeito; 2) os conselhos éticos das universidades e as normas de pesquisa aconselham a que o trabalho com história oral não tragam prejuízos aos informantes e demais personagens históricos envolvidos; 3) a transcrição da fala da entrevistada da forma que foi publicada não guarda ligação com o texto da pesquisadora que lhe antecede. Me explico: Apenas o 1º parágrafo da transcrição traz informações de interesse histórico. Nesse sentido, a boa ética faria suprimir esses dois últimos parágrafos, por absoluta irrelevância histórica. 4) Você, como me afirmou, "eu não dei nenhum tipo de entrevista para essa mexicana pulha sobre os assuntos que ela aborda ali. A conversa que tive com ela tratava dos conflitos relativos à organização do encontro de lésbicas-feministas em São Paulo que não deu certo", no entanto, segundo parece, ela pega a sua fala (transcrita na pág. 306),  retira desse contexto e a insere no âmbito das relações gerais do movimento feminista com o movimento lésbico; e, 5) conforme seu e-mail de 04/04/09, "quando a tal Norma lançou sua tese, ativistas do México ficaram indignadas com ela porque disseram que a dita distorceu a história do movimento local e inclusive internacional, espinafrou a muitas (fui uma de suas vítimas, segundo consta, do lado internacional), reescrevendo a história a seu gosto particular e de suas amigas ou cúmplices."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Em vista disso, sim, vejo que, caso fosse de seu interesse, caberia promover denúncia junto ao colegiado da universidade por onde a pesquisadora apresentou o seu trabalho e obteve o título.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;No tocante à Marisa, talvez tenha me sido extraviado algum e-mail... O que eu encontrei, de 10/04/04, esse mesmo que você transcreveu (e que se inicia por "eu  fiquei (e ainda estou) profundamente indignada. Me remoeu as vísceras, quando li algo de tamanha sordidez. Ainda mais agora, você me relatando que não deu nenhuma entrevista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Imagino você, como não deve estar se sentindo."), termina dizendo "Quanto à entrevistada, bem, você sabe o que pode fazer."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Rita Colaço"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-3967461388480505355?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/3967461388480505355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=3967461388480505355&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/3967461388480505355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/3967461388480505355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2010/06/la-como-ca-o-bafao-reproducao-das.html' title='LÁ COMO CÁ, O BAFÃO: A Reprodução das lógicas Desqualificatórias Como Armas de Ataque'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-6538518892258120965</id><published>2010-06-14T20:04:00.006-03:00</published><updated>2010-06-14T20:16:59.915-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ativismo - história - militância MG (BH)'/><title type='text'>Morre o Padre José Vicente de Andrade, um Defensor dos Direitos Humanos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A nota é de autoria de Edson Nunes, um precursor na luta pela defesa dos direitos de homossexuais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Registro o desencarne do Padre José Vicente de Andrade, que terá seu  corpo cremado, hoje [11/06/2010], às 17 horas, no Cemitério Renascer, em Belo  Horizonte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Padre casado e membro da Associação dos Padres Casados (instituição que  luta pela integral inserção dos padres casados ao sacerdócio católico),  José Vicente deixa um precioso legado de cultura, cidadania,  profissionalismo e corajosas posições em defesa dos Direitos Humanos em  Geral. Professor na UFMG, jornalista e publicitário, desde a juventude  esteve presente às lutas civicas e humanas por um Brasil e mundo  melhores, inspirado pela Mensagem Libertadora do Evangelho de Jesus -  consubstanciado em "Amar ao próximo como a si mesmo" - conteúdo e  vivência tantas vezes distantes das cúpulas ditas religiosas,  factualidade igualmente tantas vezes comentadas e corajosamente  denunciadas por ele, inclusive em recentes criticas ao atual papa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;1972&lt;/span&gt;, ainda investido de todas as prerrogativas de sacerdote  católico, José Vicente participou do &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;I Simpósio Brasileiro de Estudos  sobre Homossexualismo&lt;/span&gt; (à época a expressão homossexualidade não era  usual), em Belo Horizonte, com veemente discurso contra o preconceito,  ainda que previamente advertido pelo bispo local e vigiado pelo cerco da  censura da ditadura militar, que chegou ao extremo de adulterar seu  pronunciamento na imprensa local, ao lado de outros  registros de conteúdos do evento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Biógrafo de Padre  Eustáquio, cuja obra consta do processo de beatificação deste vulto  católico, José Vicente manteve-se sempre fiel aos ideais libertários,  sem preocupar-se com as decorrências, fossem elas quais fossem. Um leal  apóstolo da fraternidade humana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Até recentemente,  mantinha-me informado, via internet, de movimentações no seio da Igreja,  em diversas partes do mundo, visando o combate à homofobia nesta  instituição e em outros flancos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Parte deste nosso mundo  sem jamais ter sido lembrado ou o que seria efetivamente justo  homenageado institucionalmente pelo Movimento Organizado LGBT no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas, a História é a História e mesmo que temporalmente seja manipulada,  falha ou infiel, como tantas vezes observado em tantas áreas e épocas,  um dia é restabelecida em sua compleição de verdade e realidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A este  lúcido e corajoso lutador dos Direitos Humanos, inclusos os Direitos  Homossexuais, fica aqui registrado o meu profundo e prazeroso  agradecimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mais que nunca, tenho na memória seu  sorriso irmão e amigo, seu abraço sem fronteiras e sem discriminações.  Um abraço de padre católico a um irmão espírita e homossexual -  testemunho de verdadeiro cristão,  ao aceitar o convite para integrar o  &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Primeiro Ato Público no Brasil Pela Cidadania Homossexual, em 1972, no  Auditório do Colégio Estadual Central, em Belo Horizonte&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Edson Nunes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pioneiro das Lutas Públicas Pela Cidadania Gay no  Brasil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;PS - Continuo usando a expressão Gay de forma  generalizada para homens e mulheres.&lt;/span&gt;"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-6538518892258120965?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/6538518892258120965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=6538518892258120965&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/6538518892258120965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/6538518892258120965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2010/06/morre-o-padre-jose-vicente-de-andrade.html' title='Morre o Padre José Vicente de Andrade, um Defensor dos Direitos Humanos'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-5334707568427373663</id><published>2010-06-13T16:49:00.020-03:00</published><updated>2010-06-15T15:51:57.763-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ativismo - história - movimento social - Movimento homossexual'/><title type='text'>POR ONDE ANDA VOCÊ? - Os percursos do esforço de recuperação das memórias de setores estigmatizados</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ideia primeira deste blog era a de um espaço no qual as pessoas pudessem, elas próprias, construir os seus depoimentos, resgatando, com isso, a memória das lutas dos movimentos LGBTs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dito na primeira postagem, essa concepção se aproximava do formato do museu da pessoa, porém privilegiando as pessoas que militaram nas primeiras fases.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso de devia em razão da constatação de que muitas pessoas da atual geração de ativistas pouco ou quase nada sabiam das primeiras lutas do movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa ideia me surgiu a partir de conversas em lista de discussão do yahoo. Lista essa que congregava/congrega grande número de ativistas da atual geração e remanescentes da anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscava, como dito, privilegiar o relato em primeira pessoa. Que as próprias personagens pudessem, elas próprias falar de sua experiência de militância, sem mediadores (sem alguem que as entrevistasse).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, disparei convites para as principais ativistas conhecidas, das quais possuía contato - Que me lembro: Luiz Mott, Rosângela Castro, Yonne Lindgren, Míriam Martinho,  além das meninas do Coturno de Vênus, de Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessas pessoas, apenas Míriam Martinho incorporou a proposta e passou a colaborar. Seu texto, porém, era diverso da proposta. Ao invés de um relato em primeira pessoa, trouxera um relato jornalístico.  Fez o atual lay out do blog, inscreveu o mesmo em um programa de contagem de acessos - sem porém incluir o meu e-mail, as informações indo exlcusivamente ao seu e-mail.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num determinado momento, porém, divergências de caráter ideológico passaram a produzir ruídos em nossa relação, eu pensando tivéssemos uma amizade. A coisa toda seguiu num esgarçamento e terminei por retirá-la deste blog, enviando-lhe um e-mail informativo e esclarecendo que, se acaso desejasse retirar os seus textos do blog, era só informar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cancelei a sua colaboração no blog porque percebi que passara a trazer para cá,  o tom de picuinha pessoal que havia imprimido, na lista, às divergências ideológicas que existem entre nós e estavam a se acirrar - seja por conta de sua leitura da atitude do governo brasileiro em relação a Honduras, seja por conta de sua opinião a respeito da importância histórica do PT e do Lula, além de sua leitura sobre a necessidade que a sociedade brasileira tem de resgatar a verdade sobre os desaparecidos políticos do regime militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela optou por retirar os seus textos, o que fiz. Saiu magoada,  desqualificando este espaço, solicitando inclusive que o seu nome não aparecesse em nenhum lugar deste blog. Eu, de minha parte, achei infantilidade e um certo viés projetivo esse seu comportamento e lhe disse em e-mail privado. Quase dois meses depois ela, apropriando-se de minha foto no orkut, fez uma postagem no seu blog. Ali, ela me acusa de censora, promove acusações, desqualifica-me a mim enquanto pessoa e  enquanto profissional, além de (uma vez mais) a importância deste trabalho. Aliado ao texto, utiliza-se de u'a foto de meu rosto, retirada à minha revelia do Orkut, que manipula sobre um Napoleão - formando um conjunto bem simpático, diga-se de passagem. Curiosamente, entretanto, apesar de seu rogo de total e completa supressão de inclusive seu nome deste espaço, o seu perfil na Wikipédia segue fazendo  referência à sua pessoa como vinculada a este blog e seu projeto: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;num sentido mais amplo, ela [Míriam Martinho] também é contribuinte do projeto de  recuperação da Memória/História MHB-MLGBT&lt;/span&gt;&lt;sup id="cite_ref-9" class="reference"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%ADriam_Martinho#cite_note-9"&gt;[10]&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;" (a última alteração de seu perfil na Wikipédia data de 25 de fevereiro de 2010; a comunicação da retirada de seu nome da qualidade de colaboradores deste blog se deu em 28 de janeiro; e a publicação do texto acusando-me de censora, em 18 de março de 2010).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao acervo de histórias aqui registradas,  também eu passei a incorporar o mesmo estilo impessoal, jornalístico, dado que ninguem mais apoiara a iniciativa em sua ideia original do depoimento em primeira pessoa (dentro da qual, aliás, não me cabia escrever nada, apenas gerenciar o blog). As moças do Coturno de Vênus, até onde eu sei, com um belo trabalho em Brasília, jamais decidiram se pronunciar, apesar de terem estado inscritas e com livre direito de postagem e administração tanto quanto Míriam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada uma dessas pessoas sabe bem os motivos pelos quais decidiu, embora convidada, não participar deste projeto. Não tenho como falar por elas, fazer exercícios imaginativos...  Não tenho com elas - com nenhuma delas - relação de caráter pessoal. Minha proposta e convite tem objetivo de caráter social e político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais recentemente, ainda na mesma listagls, uma ativista expressou o desejo de colaborar neste projeto. Trata-se da jornalista Daniela Novais, da Bahia, participante de um belo projeto de visibilidade e protagonismo das lésbicas naquele estado. Ela está inscrita. Eu, pessoalmente, aguardo que algum dia (em breve) ela se decida por trazer a sua colaboração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, pessoalmente, continuo acreditando que o registro e a divulgação dessas memórias e histórias são importantes, não apenas para militantes, mas para toda a comunidade de gays, lésbicas, travestis, transexuais, intersex, bissexuais. Principalmente em um país como o nosso, onde as pesquisas acadêmicas no campo da história ainda são incipientes, principalemente se comparadas com países como Espanha, França, Estados Unidos, Méxiico, Argentina. Sem falar na enorme penetração que podem obter os textos virtuais em veículos de divulgação popular, se comparados com aqueles de produção acadêmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos um passado e uma história. Entretanto, não os conhecemos. E, com isso, sem passado, sem protagonismo, ficamos à mercê de leituras meramente vitimistas. Temos resistência - e muita. Temos inventividade, protagonismo. Precisamos, porém, recuperá-los e divulgá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso, no entanto, não se faz sozinho. Não é trabalho de uma pessoa individualmente. É de todas! Cada uma com a sua parte, com a sua parcela de memória,  documentos, fotos etc. Com generosidade e disposição para a remontagem desse enorme quebracabeças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma população de vastíssima diversidade. Só no segmento transgênero, que envolve travestis e transexuais, essa diversidade não é apenas ampla, mas, sobretudo, complexa. Desse coletivo específico, eu, inclusive, ainda sei muito pouco. Conto e muito com a colaboração das pessoas com as quais entro em contato e que se dispõem a colaborar, me orientar, esclarecer, com paciência e generosidade. - Para mim, é um universo totalmente novo e rico; muito, muito rico em termos de experiência humana. Dele sobretudo admiro a sua capacidade de resistência e inventividade - a capacidade de lutar pela vida, com ousada criatividade e, muitas vezes, enorme e ácido humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí vem a minha insistente solicitação para que as pessoas se decidam a tomar em suas mãos a recuperação dessa história que, sobretudo, lhes pertence. E que não se restringe ou resume absolutamente a este espaço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que estou dizendo tudo isso hoje? Bem, porque acabo de falar com alguem que, com muita generosidade, decidiu compartilhar a parte que sabe, viveu e se recorda da história de Brenda Lee/Caetana, suas casas de pensão (hospedagem)  e o seu trabalho social com os primeiros acometidos dos HIV - naqueles tempos em que era fatal, com morte em torno de dois meses. E, na busca por complementação das histórias, me dei conta de que havia "perdido" uma outra informante. Uma pessoa que me pareceu extremamente sensível, generosa, meiga, solidária. Não sei o que se passou. Não faço ideia. Sei apenas que me preocupo com ela; desejo do mais fundo de meu coração que esteja bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vezes, no trabalho de história oral, a gente termina por fazer nossxs colaboradorxs se por em contato com memórias densas, intensas, dolorosas. Nem sempre a gente possui os meios necessários para auxiliar no trabalho de processamento desse caudal de emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui apenas posso dizer do meu imenso respeito por todas as pessoas que vem me auxiliando, permitindo que eu tenha acesso às memórias de suas trajetórias, suas experiências de vida, seus reinventar identidades, percursos, destinos; partilhando comigo e com as pessoas que acessam este blog experiências que, embora nem sempre decantadamente alegres,  são sempre vigorosas em termos de tenacidade para a luta e fazem parte desse fazer cotidiano da História - da nossa História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todas elas o meu tributo - o meu  respeito maior, admiração, carinho.  E, ainda uma vez mais, a solicitação de que tomem em suas mãos não apenas o fazer histórico,, pois isto já fazem de há anos! Mas, tambem, o registro, o relato dessa mesma história que com tanta propriedade sabem tecer em seus dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;sup id="cite_ref-9" class="reference"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%ADriam_Martinho#cite_note-9"&gt;[10]&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%ADriam_Martinho#cite_ref-9"&gt;↑&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://memoriamhb.blogspot.com/" class="external text" rel="nofollow"&gt;Memória/História MHB-MLGBT: Espaço para recuperação,&lt;/a&gt; &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Registro" title="Registro" class="mw-redirect"&gt;registro&lt;/a&gt; e divulgação das &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mem%C3%B3ria" title="Memória"&gt;memórias&lt;/a&gt;  e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria" title="História"&gt;história&lt;/a&gt;  dos &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ativismo" title="Ativismo"&gt;ativismos&lt;/a&gt;,  sociabilidades e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura" title="Cultura"&gt;culturas&lt;/a&gt; de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e  transexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Míriam_Martinho&lt;br /&gt;http://contraocorodoscontentes.blogspot.com/2010/03/pequena-censora.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2018; 2035)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-5334707568427373663?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/5334707568427373663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=5334707568427373663&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/5334707568427373663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/5334707568427373663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2010/06/por-onde-anda-voce-os-percursos-do.html' title='POR ONDE ANDA VOCÊ? - Os percursos do esforço de recuperação das memórias de setores estigmatizados'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-425633494979452622</id><published>2010-06-11T21:07:00.003-03:00</published><updated>2010-06-11T21:46:19.621-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='travestis - transexuais - memória - solidariedade - sociabilidade'/><title type='text'>"OS PROSTITUTOS TRAVESTIS DA LAPA" (RJ)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Considerem-se a marginalidade, o desemprego, a homossexualidade, o transvestitismo (sic), a prostituição, a deterioração do próprio bairro e, então, esse personagem, esses personagens, tal coletividade: os prostitutos travestis da Lapa [RJ] adquirem a densidade jamais suposta pelo senso comum. Monas: mulheres de brinquedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma expressão frequente entre travestis da Lapa para designar o cúmulo do negativo: o ó. Como diz Brenda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Mona, eu não aguento mais. É o ó, mona. Esses homens suados, fedorentos, em cima da gente. Eu queria arranjar um emprego, mona. Deixo a barba crescer, corto o cabelo... faço qualquer coisa'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se lembra que não deve ter ilusões (será objeto de chacota, risadinhas, 'olha a bicha'  etc.), ela revela ter consciência disso, mas preferiria. Seria melhor que aquela vida, ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viena também. Seu orgulho mal se contém quando conta que está empregada. Sobretudo porque seu trabalho não agride sua condição (sua trans-condição), já que o dono da empresa foi travesti e ali sua ocupação é a de bordar, costurar, reformar e fazer roupas 'finas' (para casamentos, cerimônias etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma noite de domingo, conversando na sinuca da rua do Riachuelo, Leila confessa em seu carregado sotaque pernambucano que tem nojo do homem depois que 'transam'. Declara em meio a caretas e múltiplos gestos irritados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambiguidade de situação que faz &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pendant&lt;/span&gt; com a ambiguidade da condição. O clima de convivência com o travesti configura um processo de interação que o dotará de existência social. Não significa aceitação, significa processo social tenso, contraditório e ambíguo, que fatalmente, pelas relações estabelecidas e pelas redes criadas, tornará o travesti aceito por certas áreas, camadas, grupos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso não impede que Lua seja assassinada com 16 tiros e enterrada como indigente em Campo Grande [RJ], notícia que recebo após a defesa da dissertação, no dia 31 de março de 1992.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não impede que por volta de seis da manhã alguém chame Sandra, na vila onde morava na rua do Lavradio [Lapa, RJ], e a receba com dois tiros na cabeça. Ninguém tem a menor idéia de quem matou Sandra, mas sabe-se perfeitamente qual foi o ex-policial que disparou contra Lua, que praticava pequenos furtos, comia e não pagava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na noite de 13 de julho de 1992, uma segunda-feira, Emília me conta outro assassinato 'por causa de vinte mil cruzeiros'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meados do ano 1991. Leila sumiu da Lapa. Durante cerca de um mês ficou reclusa, empenhada em abandonar a calçada e só atender por telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se fazer uma leitura moralista dos registros acima. Será fácil, para quem o queira, avistar em tais declarações a precariedade do papel assumido, os impasses de uma condição ou o bom arrependimento a coroar uma vida de 'erros'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de tal postura, percebe-se aqui, no momento histórico em que vivem os travestis (com a retração progressiva da rejeição social que aqui e ali aflora violenta, porque desesperada), a insatisfação contra as derradeiras limitações. Pela voz de vários, o que se pede é poder estudar, poder trabalhar, ter moradia digna, ter uma profissão, sem abrir mão de sua transcondição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As relações entre o domínio da psicologia e o da sociologia, ou as fronteiras entre o território social e o âmbito psicológico constituem questões relevantes e problemáticas para o desenvolvimento de inúmeros temas e áreas nas ciências humanas. Mas são poucos os temas ou questões em que tal delimitação emerge como um problema tão crucial quanto no caso do estudo do universo dos travestis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal psicologização confina o travesti ao árido território da patologia quando os 'bem-pensantes' e a 'sociedade moral' dele se ocupam. Ou delata-o como inconsequente palhaço a erodir a respeitabilidade do mundo heterossexual quando quem se ocupa dele é o homossexual de auto-representação masculina."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraído de SILVA, HÉLIO R. S. Travesti - A Invenção do Feminino. Etnografia. RJ: Relume-Dumará/Iser, 1993, págs. 120-122.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-425633494979452622?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/425633494979452622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=425633494979452622&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/425633494979452622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/425633494979452622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2010/06/os-prostitutos-travestis-da-lapa-rj.html' title='&quot;OS PROSTITUTOS TRAVESTIS DA LAPA&quot; (RJ)'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-2680582724489997571</id><published>2010-06-08T22:13:00.012-03:00</published><updated>2010-06-08T23:18:29.272-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='travestis - transexuais - memória - solidariedade - sociabilidade'/><title type='text'>TECENDO O GÊNERO, O CORPO E A VIDA:  As Travestis na Batalha pela Igualdade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Procurei pela internet a versão em PDF do livro A Batalha pela Igualdade - A Prostituição de Travestis em Porto Alegre, organizado por Alexandre Böer, idealizado pela IGUALDADE - ASSOCIAÇÃO DE TRAVESTIS E TRANSEXUAIS DO RIO GRANDE DO SUL e publicado em 2003. Não encontrei. Pena. Teria sido grande iniciativa socializante do conhecimento produzido.&lt;br /&gt;Fica a sugestão. Quem sabe, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já havia feito referência em postagem anterior, vejo a iniciativa dessa publicação como de grande importância, na medida em que recupera, através dos relatos das próprias personagens, as memórias de suas trajetórias de vida. Embora permeadas pela violência e estigmatização, são, igualmente impregnadas pela capacidade de resistência e de construção de laços de apoio e afeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recuperar tais relatos de vida possibilita desvelar formas de sociabilidade e de ocupação do espaço público desenvolvidas por segmento populacional ainda fortemente marcado pela sua exclusão da História Social. Daí minha iniciativa de transcrever aqui  alguns de seus trechos. Seja como estímulo a que se venha a disponibilizar a íntegra do livro em PDF, seja como incentivo a que outras igualmente tomem a palavra e, em primeira pessoa, ocupem este espaço, trazendo as suas experiências de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, este é precisamente um dos objetivos deste blog!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O livro abre com a narrativa da trajetória de Rubina, travesti de 70 anos (em 2003) que, ainda na década de 50 e 60 do século passado, "foi a primeira bicha a alugar quartos para programas" - nicho de mercado que seria, durante o regime militar, massivamente ocupado pelos motéis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;"Sua primeira casa funcionou  [de 1967] até 1973 e, logo depois, abriu outra ... e que só fechou em 1976. No andar de cima era seu atelier de costura, pois tambem era modista, trabalhando na criação e desenhos de roupas e figurinos. ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas Rubina teve que fechar sua casa porque a polícia queria extorquir - queriam que eu desse 400 cruzeiros na época, por semana ou por mês, não me lembro. Mas eu não ganhava isso, como é que eu ia dar? Aí fechei, fechei e acabei a função! - conta ela.&lt;br /&gt;"...&lt;br /&gt;"No início [anos 50] as travestis não transformavam o corpo, não usavam sequer hormônios, era puro truque, como diziam, às vezes usavam enchimentos de espuma para moldar as roupas no corpo - não existia peruca, era cabecinha Joãozinho. Era franjinha, eu deixava o cabelo crescer um pouco... eu sempre fui normal [sic], porque eu trabalhava, né? De noite eu me transformava, festa, coisa e tal, ou pro boteco, daí me pintava, ajeitava o cabelinho na testa, aquela coisa - Nesta época a polícia reprimia as bichas que se vestiam como mulheres - Ah, na rua tu tinhas que andar de machinho, né? Se pintasse a cara, qualquer coisa, e fosse num bar, eles te prendiam. Eu cansei de sair pintada com blusão de mulher... e ter que ir no banheiro lavar a cara e virar o blusão.&lt;br /&gt;"Para Rubina, ser normal era não usar hormônios, nem silicone, que, segundo ela, a febre de tomar hormônios chegou em Porto Alegre no final da década de 50, com a vinda do grupo Les Girls. - Foi o primeiro grupo de travestis com tetas de hormônio. Elas estavam com show em Porto Alegre e iam pro Uruguai e umas meninas tiveram na minha casa. Foi as primeiras tetas que eu vi. Tinha a Valéria, a Rogéria, tinha uma preta muito bonita... - Rubina conta que foram elas que começaram a receitar hormônios a e [sic] Rogéria, hoje conhecida nacionalmente, às vezes, ficava em sua casa. Já o uso do silicone ela sequer se lembra ao certo quando começou - eu não me lembro mais, acho que foi lá por 75, 78, que começou as bichas com silicone. Lembro que era a Márcia Caolha que colocava.&lt;br /&gt;"...&lt;br /&gt;"Certa vez foi para Pelotas abrir o Carnaval no baile gay "Nós, em Festa", que era famoso. Em frente à danceteria Multishow a população, munida de cadeiras e chimarrão, aguardava a entrada dos foliões que, dependendo da produção, eram aplaudidos ou vaiados - Tinha as bichas de Pelotas, eu fui pra lá, eu, a Valéria, a Loba, a Nenê, que tinha surgido e era lindíssima, ela era uma mulatinha sabe? Que foi um escândalo! Eu fui de maiô, não me deixaram entrar no salão. Eu tive que ficar num camarote, a nega Nenê se meteu com um médico, cirurgião plástico, foi um escândalo, quis botar a porta do hotel pra baixo, porque a nega se trancou não queria sair. E a gente era proibida de levar homem pro hotel. - Rubina, quando desfilava nos concursos de fantasias se apresentava com o nome de Rosângela, mas não funcionava - ninguém me chamava de Rosângela, era Rubina pra cá, Rubina pra lá (risadas).&lt;br /&gt;"...&lt;br /&gt;"Depois teve o Mourisco, na Independência. ... A gente se virava lá onde é o viaduto, a polícia vinha, a gente corria pro Mourisco, mas a polícia entrava lá. Eu fui presa várias vezes dentro do Mourisco, as travestis iam presas - Rubina recorda de uma vez em que foi abordada pela polícia no Mourisco, devido a sua vestimenta feminina. - Eu uma vez cheguei numa festa lá e fui barrada pela polícia federal. Eles disseram: isso aqui o quê que é? Tu veio todo cheio de paetê, de lantejoula, de brilho? E eu disse: Ah, eu passei aqui pra ver se... que eu tenho um primo que frequenta esse bar, pra pegar a chave de casa com ele, que eu não tenho. Daí tinha uma bicha atinada que foi lá dentro e veio: tá aqui a chave. - Para Rubina, era apenas mais um trote que ela costumava dar na polícia - Ah, eu já dei tanto trote na polícia. Mas eu não tinha medo de polícia - afirma. "&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Referência&lt;br /&gt;Böer, Alexandre (org.). A Batalha pela Igualdade: A Prostituição de Travestis em Porto Alegre. Porto Alegre: Igualdade, 2003, págs. 33-36.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito para também indicar:&lt;br /&gt;Benedetti, Marcos. A Batalha e o Corpo: Breves Reflexões sobre Travestis e Prostituição. Em:&lt;br /&gt;http://www.ciudadaniasexual.org/boletin/b11/Breves_reflexoes_sobre_travestis_e_prostituicao.pdf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silva, Rosimeri Aquino da. Passeando no Centro de Porto Alegre com uma Travesti. Revista Eletrônica Labrys, jun./dez. 2006. Em: http://vsites.unb.br/ih/his/gefem/labrys10/riogrande/rosimeri.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-2680582724489997571?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/2680582724489997571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=2680582724489997571&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/2680582724489997571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/2680582724489997571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2010/06/tecendo-o-genero-o-corpo-e-vida-as.html' title='TECENDO O GÊNERO, O CORPO E A VIDA:  As Travestis na Batalha pela Igualdade'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-2490014077700580089</id><published>2010-05-30T15:59:00.008-03:00</published><updated>2010-05-30T17:49:30.132-03:00</updated><title type='text'>A Travesti ...: Uma Aproximação Inicial"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como vocês podem ver nas referências da última postagem, Alexandre Böer é ativista e foi o organizador do livro &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;A BATALHA PELA IGUALDADE: A PROSTITUIÇÃO DE TRAVESTIS EM PORTO ALEGRE&lt;/span&gt;, publicação editada pela &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Associação de Travestis e Transexuais do Rio Grande do Sul&lt;/span&gt;, em 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse livro é muito importante, em minha opinião. Permite vislumbrar as formas de viver de um segmento e o seu  espaço sociocultural, extremamente segregados, apagados da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Juvenal Gomes, Sociólogo, Assessor Técnico da Coordenação de Formação e Pesquisa da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e segurança Urbana de Porto Alegre, faz a aproximação sociohistórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ele quem nos diz:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;"Falar das travestis neste período [séculos XIX e XX] é falar de dialogismos - a travesti e seu dulpo, a mulher fatal e diabólica. É perceber como se criaram mecanismos perversos que tentaram destruir ou disciplinar a ambas. ...&lt;br /&gt;O presente ensaio tentará mapear espaços onde as travestis de Porto Alegre construíram suas subjetividades, entre o final do século XIX, até o início dos anos cinquenta ...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Falam pelas travestis, as ciências disciplinadoras da vida, a Medicina Legal, a Psiquiatria e a Criminologia. Fala a crônica policial dos jornais e das revistas. Fala [m] os relatórios da Polícia de Costumes, bem como os relatórios do Sistema Prisional. Mas também fala o escárnio, o deboche, a curiosidade e a atração que o senso comum tem pela travesti ...&lt;br /&gt;Falar sobre as travestis nos primeiros cinquenta anos do século passado é falar sobre o seu confinamento em alguns espaços. ...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Aqui estabeleceram um modo de vida e uma visão de mundo peculiar, bem com[o] estratégias de sobrevivência  à violência policial e da sociedade em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram casas de cômodo, pensões, cabarés, dancings, restaurantes etc. Onde as travestis eram bailarinas, coristas, cantoras ou taxigirls (o cliente pagava por uma dança). Esses espaços são constantemente vigiados pela polícia. O que acarretou uma série de trocas entre as travestis e policiais no sentido da sobrevivência, por atentado ao pudor e desacato à autoridade. A sobrevivência das travestis estava na dependência de acordos préestabelecidos com os profissionnais da ordem e dos costumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos idos dos anos vinte e trinta, os locais mais mencionados pela imprensa e pelos anais da Polícia dos Costumes, eram o famigerado Restaurante Pipi ... Eram casas de diversão que ainda ofereciam quartos para os seus clientes. Em alguns momentos chegaram a ter pequenas orquestras com números de canto e dança. Aqui várias travestis foram presas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor destino tiveram aquelas coristas, principalmente bailarinas cubanas, ou as argentinas e cariocas, que se apresentavam juntamente com as companhias regulares no Teatro Coliseu, na Voluntários da Pátria. Por ser frequentado pelas pessoas ditas de bem, a polícia dos costumes dificilmente fazia suas batidas nesse espaço.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em alguns momentos de sua história, foi quase exclusivamente frequentado pelas travestis. Seus bailes de carnaval mobilizavam tanto a polícia quanto à imprensa gaúcha clamando pelo seu fechamento. Seus concursos de fantasias atraiam travestis da Argentina e Rio de Janeiro. Chegou a ter uma orquestra, com vários espetáculos. ... ainda está para ser contada a saga deste espaço portoalegrense."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-2490014077700580089?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/2490014077700580089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=2490014077700580089&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/2490014077700580089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/2490014077700580089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2010/05/travesti-uma-aproximacao-inicial.html' title='A Travesti ...: Uma Aproximação Inicial&quot;'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-4977946992800459307</id><published>2010-05-27T21:01:00.016-03:00</published><updated>2010-05-30T00:39:47.216-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='travestis - transexuais - memória - solidariedade - sociabilidade'/><title type='text'>As Meninas Caetanas: A Inteligência Social das Travestis  em Reinventar suas Vidas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;As pesquisas sobre a história da resistência, cultura, redes de apoio e formas de viver, de travestis, transexuais, gays, lésbicas e bissexuais, em nosso país, são ainda incipientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda é muito pouco o que sabemos sobre os modos através dos quais travestis e transexuais, por exemplo,  constroem suas formas de resistência em contexto sociocultural onde a heterossexualidade é a norma e o desvio, punido com a estigmatização, o espancamento, quando não a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da descoberta de que a direção do desejo e o som íntimo da própria identidade de gênero não estão de acordo com o padrão idealizado e tornado lei inexorável, o caminho que lhes é destinado, através das margens estreitas da sociedade civilizada, é o lugar de pária, de abjeto, escória, lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anormais, criminosos, escandalosos, "barraqueiras", viciadas  - essa é a associação comumente feita. Essas são as representações que lhes colam à cara e tudo fazem para que elas não se afastem um milímetro desse conteúdo. Como se nada mais existisse para além dessas contingências; como se fossem elas as únicas responsáveis pelas escolhas que foram levadas a trilhar; como se as determinações socioculturais e econômicas não tivesse nenhum papel nelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desse molde, dessa fôrma, a possibilidade de  percepção delas enquanto pessoas, dotadas de sonhos, alegrias, amores, amizades, torna-se comprometida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento da rede de apoio e afeto que constroem, capaz de lhes dar sustentação mesmo em momentos os mais dramáticos e dilacerantes;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;das habilidades em ultrapassar os entraves cotidianamente postos em suas rotas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;das intrincadas malhas que compõem o acervo de estratégias de resistência que são capazes  de tecer;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da competência social que as faz ser capazes de identificar e aproveitar as oportunidades, as brechas que se apresentam e, através delas, reinventar suas trajetórias de vida, para além do "destino" predeterminado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da competência emocional para se adaptar aos contextos mais tensionados e  dinâmicos, marcados por relações de poder e alianças as mais complexas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da capacidade de redefinir, para si mesmas e, depois, para a sociedade que lhes cospe e usa (abusa e lambuza), os significados atribuídos à própria identidade,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quase nada sabemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas comunidades, verdadeiras famílias substitutas,  as trajetórias (e obras) que elaboram,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quase nada sabemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o sentido de buscar recuperar  não apenas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;a história &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;da obra social de Caetana (Brenda Lee), mas, também, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;as memórias das trajetórias  d&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;a comunidade de inquilinas que residiram em suas diversas casas de pensão e que, ali, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;puderam encontrar a  oportunidade de, mais do que uma habitação, uma  família por afinidade: vínculos de afeto, de cuidado e uma defensora  poderosa, muito respeitada naquelas lides profissionais (não à toa chamada de Madrinha).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;E, com elas, a história social de uma parcela do universo de travestis/transexuais - seus ofícios, estilos de gênero, manipulações (reconstruções) corporais, manifestações artístico-culturais; sua participação na formação do PIB nacional (por meio das remessas de moeda estrangeira que efetuavam periodicamente ao país); sua contribuição na redução da pressão social em face do contexto de alta inflacionária e perda de postos de trabalho; seu papel de provedoras/cuidadoras dos familiares consanguíneos etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas das meninas que residiram na casa de Caetana puderam escapar do destino previsível de espancamento, tiros, empalamento, facadas, miséria, por intermédio da comunidade constituída em torno do pensionato de Caetana  (através de todos os endereços por onde a sua pensão passou), das oportunidades e alianças que ela soube vislumbrar e construir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um convívio que, para além da relação de base mercantil bastante concreta, inequivocamente também ostentava valores como solidariedade, estímulo, afeto, cuidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convívio que, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;pelo exemplo,  pela experiência vivida, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;foi capaz de  incutir &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;nas mentes daquelas jovens cuja orientação sexual e identidade de gênero as tornava, aos olhos da sociedade, seres abjetos, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; a perspectiva de um futuro mais sólido economicamente e a confiança no poder da amizade e do auxílio mútuo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Um convívio que, passados 14 anos de seu assassinato, ainda fala de carinho, amor filial, Ceias Natalinas fartas, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;amorosas, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;generosas (sem ônus financeiros para as residentes), e o diário incentivo para que não desistissem de acreditar e lutar por futuros mais dignos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um convívio que possibilitou a muitas dessas jovens travestis prostitutas - hoje senhoras respeitáveis - formar famílias, criar e orientar moralmente filhos do coração (cujos investimentos em educação gozaram de dedicação e prioridade), construir sólidos patrimônios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, reinventarem, ademais das representações postas sobre as suas identidades, as próprias vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Hoje na faixa etária compreendida entre os 70 e 40 anos, travestis/transexuais que  começaram a buscar fora do Brasil a possibilidade de uma vida mais digna  e confortável ainda na década de setenta, vivem com a mesma dignidade, discrição e sentimento solidário que, entre nós, viveram as prostitutas judias polonesas que aqui vieram, igualmente, em busca das mesmas possibilidades de vida . &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Descansa em paz, Caetana/Brenda. Daqui há mais algumas poucas horas completam-se 14 anos que lhe tiraram a vida. Mas não o espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele acompanha as quase vinte senhoras &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;das quais pude obter informações e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;que em seu convívio, quando ainda muito jovens, aprenderam não apenas a capacitação ao ofício - lugar comum de tantas -, mas, sobretudo, o valor da amizade, da solidariedade, do afeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas estão bem. E, decerto, em muito por meio das oportunidades e  valores acessados através do convívio com você, Caetana, em uma hospedagem. Ao seu exemplo. Ao que você as ensinou. À capacidade de sonhar e lutar pelo sonho que você lhes ajudou a vislumbrar. Às possibilidades de realização que lhes mostrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você foi  gloriosa nessa comunidade de ofício e afetos que construiu e que ainda hoje lembra com amor e  orgulho o privilégio de ter merecido o seu teto e o seu afeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A seguir, um trecho do documentário "Douleur d'amour", gravado na casa dela em 1987 e produzido por Pierre-alain Meier e Matthias Kälin. - &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Se você dispuser da íntegra desse documentário ou souber como adquirí-lo, por favor, entre em contato&lt;/span&gt;.)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;div class="containerEpix" style="position: relative;"&gt;&lt;div id="kwg_iLyROoafIeia" class="kwg_pr" name="kwg_iLyROoafIeia"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="flash_epix_iLyROoafIeia" class="flash_epix" name="flash_epix"&gt;&lt;object name="iLyROoafIeia" id="iLyROoafIeia" type="application/x-shockwave-flash" data="http://sll.kewego.com/swf/p3/epix.swf" height="300" width="400"&gt;  &lt;param name="movie" value="http://sll.kewego.com/swf/p3/epix.swf"&gt;  &lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;  &lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;  &lt;param name="flashVars" value="language_code=es&amp;amp;playerKey=781b8d719258&amp;amp;skinKey=5ffa1e5b9a17&amp;amp;sig=iLyROoafIeia&amp;amp;autostart=false&amp;amp;advertise=1"&gt;  &lt;param name="wmode" value="Opaque"&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="width: 400px;"&gt;&lt;a href="http://videos.publimetro.com.mx/video/iLyROoafIeia.html"&gt;Douleur d'amour - Publimetro&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Documentaire de Matthias Kälin et Pierre-Alain Meier&lt;br /&gt; &lt;div&gt;Palabras clave:&lt;a href="http://videos.publimetro.com.mx/search/?q=douleur%20d%27amour"&gt;douleur d'amour&lt;/a&gt; &lt;a href="http://videos.publimetro.com.mx/search/?q=travesti"&gt;travesti&lt;/a&gt; &lt;a href="http://videos.publimetro.com.mx/search/?q=transexuel"&gt;transexuel&lt;/a&gt; &lt;a href="http://videos.publimetro.com.mx/search/?q=weegay"&gt;weegay&lt;/a&gt;     &lt;/div&gt;    &lt;div style="text-align: right;"&gt;        &lt;a href="http://videos.publimetro.com.mx/video/iLyROoafIeia.html"&gt;Vídeo&lt;/a&gt; de &lt;a href="http://videos.publimetro.com.mx/search/?q=user:weegay"&gt;weegay&lt;/a&gt;    &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências:&lt;br /&gt;Depoimento de Érika Rocha&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Baile de Máscaras: Mulheres Judias e Prostituição: As Polacas e suas Associações de Ajuda Mútua. Beatriz Kushinr. Rio de Janeiro, RJ : Imago Editora, 1996&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nomear é conhecer: as lápides das polacas no Cemitério Israelita de Inhaúma – um relato.  Beatriz Kusnhir. In: http://www.historiaimagem.com.br/edicao5setembro2007/17-polacas-kushnir.pdf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rabino e as Prostitutas Judias. Gilberto Dimenstein. Folha Uol: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/urbanidade/gd010802.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MOTT, Luiz R. B. e ASSUNÇÃO, roldo H. F. Gilete na Carne: Etnografia das Automutilações dos Travestis da Bahia. Comunicação oral apresentada na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;33ª Reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência&lt;/span&gt;. Salvador,  1981.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BÖER, Alexandre (Org.). Construindo a Igualdade: A Prostituição de Travestis em Porto Alegre. Portoo Aledre: Igualdade, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SILVA, Hélio R. S. Travesti: A Invenção do Feminino (etnografia). Rio de Janeiro: Relume-Dumará: ISER, 1993.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BENEDETTI, Marcos Renato. Toda Feita - O Corpo e o Gênero das Travestis. Rio de Janeiro: Garamond, 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BENTO, Berenice. A Reinvenção do Corpo: Sexualidade e Gênero na Experiência Transexual. Rio de Janeiro: Garamond, 2006.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6627194482896483758-4977946992800459307?l=memoriamhb.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriamhb.blogspot.com/feeds/4977946992800459307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6627194482896483758&amp;postID=4977946992800459307&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/4977946992800459307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6627194482896483758/posts/default/4977946992800459307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriamhb.blogspot.com/2010/05/as-meninas-caetanas-inteligencia-social.html' title='As Meninas Caetanas: A Inteligência Social das Travestis  em Reinventar suas Vidas'/><author><name>Rita Colaço Brasil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17624728579261365913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/-5At8Ea8HGFs/TflOOkoSQ-I/AAAAAAAAAb8/Fn-YE15m16c/s220/pPreservFONTES.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6627194482896483758.post-3584265239194751423</id><published>2010-05-26T17:20:00.009-03:00</published><updated>2010-05-26T21:55:22.676-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ativismo trans - memória - solidariedade - movimento anti-aids'/><title type='text'>Brenda Lee, Se Viva Fosse, Completaria 62 Anos Este Ano: Novas Notas Sobre Ela e Outros Verdadeiros Heróis da Comunidade LGBT Brasileira</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_pxigp5l8uWY/S_2frjppc1I/AAAAAAAAATQ/tBluaG6nmiU/s1600/BRENDA.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 128px; height: 148px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_pxigp5l8uWY/S_2frjppc1I/AAAAAAAAATQ/tBluaG6nmiU/s200/BRENDA.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475708292605506386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em 20 de novembro de 2009 publiquei, neste blog, texto em homenagem à memória da trajetória e do trabalho social realizado por Brenda Lee/Caetana (http://memoriamhb.blogspot.com/2009/11/brenda-lee-e-o-seu-palacio-das.html).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Para minha alegria, ainda hoje recebo depoimentos de pessoas que com ela conviveram, moraram em sua pensão e testemunharam o seu desprendimento, a sua solidariedade, o seu senso de compromisso social (veja os comentários ao final da postagem de 20/11/09).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se ela fosse viva,  teria completado 62 anos de idade em 10 de janeiro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de amanhã (dia 28/05), teremos 14 anos de seu assassinato (1996).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a pena prevista para homicídio qualificado seja bem pesada, podendo chegar a 20 anos, o regime de progressão prevê diversos benefícios aos apenados, mesmo para os sentenciados por crimes bárbaros. Em vista dessa realidade, duvido muito que seu assassino ainda esteja encarcerado. Nos, entretanto, seguimos lamentando a sua perda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em sua homenagem, em tributo à sua trajetória, ao trabalho solidário que realizou junto à comunidade trans e aos portadores do HIV nos anos 80 do século passado, trago à partilha mais algumas informações que tive a felicidade de ter acesso. Sempre renovando o apelo a todas as pessoas que tenham com ela convivido e/ou trabalhado, que disponham de fotos, documentos, recortes de jornais etc., para que entrem em contato, para darmos seguimento a esta reconstrução coletiva da sua biografia, que é também a reconstrução da história do enfrentamento à pandemia da AIDS, realizado pela população LGBT e simpatizante.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uma história feita de atos anônimos e  verdadeiramente heróicos de solidariedade cotidiana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Incontestavelmente o único heroismo genuíno. Porque  reconhecida pela comunidade e não decorrente de uma imputação  autopromocional, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;portunista, em  proveito próprio&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;, desconectada da  efetiva comunidade de validadores/destinatários&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Como todas sabem, o trabalho de Brenda com os pacientes da AIDS foi uma contingência dos acontecimentos, nada planejado. Ela já prestava um trabalho de acolhimento às travestis, segundo os relatos até agora obtidos, desde 1980. Inclusive àquelas mais jovens, expulsas de seus lares por conta da violência e intolerância familiar. Há relatos de jovens com idades entre 14 e 17 anos de idade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Além de fornecer habitação, alimento e vínculos afetivos, Brenda também exercia o papel de liderança. Não raro era chamada às Delegacias, em defesa de alguma travesti apreendida pela polícia, ou mesmo aos hospitais, como "responsável" por alguma vitimada pela violência naturalizada contra as sexualidades dissonantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nessa sua trajetória de promoção de laços de apoio e cuidado junto às travestis, foram vários os imóveis e os endereços nos quais ela realizou esse trabalho voluntário - "um quarto grande numa travessa da Av. São João", "um apartamento na Praça da Bandeira", "um quarto grande na rua Asbrúbal do Nascimento em uma pensão", "um apartamento na av. São João no nº69", "a casa na av.Brigadeiro Luiz Antonio" e, finalmente, "a casa da rua Major Diogo", nº 779, onde fez uma pensão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Caetana era uma pessoa intensamente empreendedora. Suas ações, como as de várias travestis, denotam uma grande preocupação com a construção de uma sólida base econômicofinanceira, capaz de garantir as intempéries costumeiras de vidas tão vulnerabilizadas. Seu diferencial era o profundo senso de solidariedade. Ou seja: não buscava recursos apenas para si, mas, sobretudo, para a viabilização de mecanismos de apoiamento de tantas outras que vivenciavam a mesma realidade de perda de vínculos familiares e segregação social. Assim, vemos Caetana adquirir ora um posto de gasolina (ou oficina mecânica), ora uma boate (esta em sociedade com Andréa di Maio). Embora nenhuma das duas empreitadas tenha dado resultado em termos financeiros, Brenda não desistia. Foi assim que adquiriu a Chácara em Francisco Morato - visando ampliar o número de pacientes HIV acolhidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando do surgimento dos primeiros doentes acometidos pelo HIV, a estigmatização que pairava e ainda paira) sobre as homossexualidades levou à construção do imaginário de que se tratava de uma doença exclusiva de homossexuais - a "peste gay" ou "câncer gay" -, amplamente disseminado por jornalistas irresponsáveis, a serviço do sensacionalismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por conta dessa idéia de "peste", muitos profissionais da área de saúde se recusavam a prestar os cuidados aos doentes. Inexistiam ambulatórios que realizassem o atendimento necessário. As famílias, por outro lado, literalmente atiravam às ruas o parente enfermo. As travestis, tradicionalmente o segmento mais vulnerável das homossexualidades, viam-se impedidas de garantir a própria subsistência, não podendo mais pagar os alugueres de suas habitações, adquirir alimentação. Eram então sumariamente despejadas, atiradas à rua, ao relento. Era o que ficou conhecido academicamente como "morte social".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Foi nesse contexto que Brenda/Caetana começou a acolher os primeiros doentes. De início cuidando de pessoas já suas conhecidas, num dado momento, no meio de uma entrevista, um jornalista indaga se ela receberia pacientes de AIDS. Ela, sem titubear, responde que sim, que não teria problema algum em acolher pessoas acometidas do vírus. Bastou. A partir de então - aproximadamente 1984 - a Casa de Brenda Lee (ou Palácio das Princesas), teve agigantada a demanda por  cuidados, vinda de doentes do HIV.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ainda em 1983, aproximadamente no mês de abril, no curso da gestão do Governador Franco Montoro, o primeiro governador eleito após a ditatura militar, ativistas do Grupo Outra Coisa e ex-integrantes do grupo Somos/SP e do jornal Lampião da Esquina, preocupados com a pandemia, procuram a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Buscavam o comprometimento do Estado na realização das tarefas a seu cargo - a promoção da saúde da população de maneira universal, independentemente de questões como classe e posição social, orientação sexual, identidade de gênero e que tais. Buscavam propostas concretas de enfrentamento à AIDS.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Governador eleito democraticamente após um  longo período de exceção ditatorial, naturalmente o governo de Franco Montoro é composto por inúmeros integrantes do Movimento pela Saúde. Médico dermatologista lotado na Divisão de Dermatologia Sanitária de São Paulo, o Dr. Paulo Roberto Teixeira, é então designado a coordenar as ações. Organizam-se reuniões abertas, na Secretaria de Estado de Saúde, com vistas a discussão da questão. Fazem-se presentes sobretudo os gays. Vem tambem, por solidariedade, algumas poucas lésbicas. Inúmeros profissionais da área de saúde, ligados à questão da hemofilia e aos bancos de sangue igualmente se fazem presentes. As travestis que aparecem, vêm a partir de indicações de Brenda Lee.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;João Silvério Trevisan e Jean Claude Bernadet são convidados a compor a comissão estadual encarregada da questão. Eles declinam. O Grupo Outra Coisa decide participar - o que se dá sobretudo através do jornalista Antônio Carlos Tosta, mas não apenas. Realizam-se intervenções junto  à comunidade, na noite, em boates, bares, locais de pegação e prostituição. Um ambulatório específico para tratamento dos portadores do IHV é organizado, assim como as referências hospitalares capacitadas ao atendimento. Também nessa ocasião é criada a linha telefônica para informação à comunidade - o Disque Aids. É o embrião daquilo  que viria a se constituir, anos após, no Programa Nacional de Combate à AIDS, premiado e copiado internacionalmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em 1984 é criado o GAPA - Grupo de Apoio aos Portadores de Aids, formado por aqueles participantes assíduos das reuniões comunitárias. Esse coletivo delibera não se incorporar ao movimento homossexual, mas seguir atuando de forma paralela, mais abrangente e com resultados positivos já visíveis na promoção e garantia dos direitos das diversas identidades homossexuais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ainda nesse ano de 1984 o Palácio das Princesas - a pensão de Caetana/Brenda - abriga cerca de 40 portadores do HIV. A Secretaria de Estado de Saúde prestava, informalmente, assistência medicamentosa e orientação/capacitação quando aos cuidados de enfermagem a serem dispensados aos doentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em 1985 é organizada juridicamente a Casa de Apoio Brenda Lee como uma associação de direito civil sem fins lucrativos. É a se
