domingo, 18 de agosto de 2019

Xerereca: um boletim lésbico, feminista e anárquico

Em maio de 2019 fez 32 anos (1987) do surgimento do XERERECA - um boletim lésbico, feminista e anárquico, produzido no Rio de Janeiro.  

Ele surgiu no interior da vetusta Faculdade Nacional de Direito, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi concebido num bar - o Brasil, na  Lapa -, por um grupo de três alunas (feministas todas, lésbica uma e bissexual, duas), como uma provocação ao conservadorismo e positivismo reinantes na faculdade, por um lado, e ao machismo dominante entre os colegas, companheiros nas esquerdas.

O nome era inspirado no Boletim Chana com Chana, das lésbicas do GALF, e expressava o desejo de causar, de provocar geral a galera hiper conservadora da Faculdade Nacional de Direito.

Tinha entre os seus colaboradores pelo menos dois homens (um gay e um bissexual meio indeciso de bancar o preço a ser pago em estigmatização e opróbrio - dobrado para a carreira jurídica -, caso o seu desejo sexual também voltado para homens se tornasse público). Igualmente alunos, eles burlescamente usavam pseudônimos femininos.

O pano de fundo era a ânsia pela democratização - do pais, das relações interpessoais, da sexualidade e, claro, do método de ensino jurídico.  

Enquanto na PUC-Rio e na UnB vicejava o Direito Crítico e o Direito Achado na Rua,  respectivamente, na outrora gloriosa FND, cujo aguerrido Centro Acadêmico Cândido de Oliveira (CACO)  se notabilizara pela intransigente defesa da educação pública de qualidade, do mandato presidencial do Presidente João Goulart e da democracia, muitos de seus alunos buscavam superar a terra arrasada imposta pelo regime ditatorial civil-militar implantado em 1964: professores nomeados via indicação política, sem concurso público; ensino meramente dogmático, acrítico e positivista, inexistindo a pesquisa ou a extensão. 

A sociedade organizada lutava pela construção de um novo projeto de país, participando da feitura da nova Constituição e as mulheres conscientes já não toleravam práticas machistas e autoritárias, fossem de quem fossem.

Nesse pano de fundo é que se manifestam as críticas dessas mulheres e homens - a um tempo ácidas e irônicas, sagazes e debochadas, demolindo quase tudo. 


quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Queerquivo: um esforço pela memória LGBT portuguesa

No texto anterior eu convidei vocês a conhecerem a trajetória de vida do bailarino e cenógrafo português Valentim de Barros, tragicamente marcada pela patologização da homossexualidade, que conheci por meio do Queerquivo. Hoje eu quero convidá-los a conhecer o próprio Queerquivo.
Adicionar legenda

Trata-se de uma coletânea de textos sobre personagens LGBT da cultura portuguesa. O singular é que cada texto, referente a um personagem, é escrito a partir da perspectiva da importância do personagem na vida do autor.

Nas palavras de André Murraças, autor do projeto (que também pode ser adquirido no suporte papel), ele

Nasce da necessidade de preencher uma lacuna na criação de um registo dessas individualidades como património cultural português. Embora a sua base seja a identificação e descrição, os textos aqui presentes serão escritos por alguém para quem essa pessoa foi importante no seu desenvolvimento. ...

Queerquivo é um arquivo emocional. Uma bíblia escrita sobre aqueles que nos tornaram melhores cidadãos. Para além de um lado histórico e de investigação, de registo de património, está sobretudo presente a nossa relação com essas pessoas.

Vale muito a pena conferir!
QUEERQUIVO /ARQUIVO LGBT PORTUGUÊS 
https://queerquivo.com/

domingo, 11 de agosto de 2019

Valentim de Barros e a criminalização da homossexualidade em Portugal

Li sobre o bailarino e cenógrafo  português Valentim de Barros ao mesmo tempo em que soube que a homossexualidade era criminalizada em Portugal,  e os réus condenados a pagar pelo seu crime com o internamento em instituições psiquiátricas onde, entre os "tratamentos" estava a lobotomia - à revelia, claro! Isso foi o que sucedeu com o artista, em junho de 1948, sob um diagnóstico psiquiátrico de "psicopatia homossexual. Pederasta passivo." Foi por meio de uma postagem de André Murraças no Facebook.
Valentim de Barros em 1968.
Foto de José Fontes

André é o autor do projeto Queerquivo, onde busca recuperar a memória de personagens "LGBT" da cultura portuguesa. 
Eu havia tido honra de receber do André, a quém conheci em Berlim, na ALMS Conferência, um exemplar do Queerquivo no suporte papel. (Na verdade, dois, um destinado - e com dedicatória - para o Acervo Bajubá.) André Murraças foi o falante de língua portuguesa que se ofereceu para me ajudar em minha apresentação na Conferência, dado que eu não podia apresentá-la em inglês (e a promessa de intérprete, formulada pela Organização, não se concretizou.). Ao final quem fez a fala em inglês foi o também querido Rubens Mascarenhas Neto, que lá estava como voluntário. Por conta da rica e intensa programação da Queering Memory, não tivemos mais, eu e André, outras oportunidades de interação. Mas o seu gesto de solidariedade me marcou e não esqueço. 

Retornando para casa, tomada pelos vários compromissos, a leitura do livro Queerquivo terminou ficando na fila, entre os muitos outros. Com a surpresa  diante das revelações  da postagem do André sobre o trato da homossexualidade no século XX em Portugal, e o desejo de mais informações a respeito, André me falou que no Queerquivo havia um texto sobre o Valentim de Barros.

Pois é esse texto que vos convido a ler, ao tempo em que os convido a conhecer o trabalho do André, principalmente com o Queerquivo.

Mas sigo no aguardo da promessa dele em fornecer maiores fontes de informação acerca do trato da homossexualidade em Portugal, nesse contexto de criminalização e patologia. 

Uma das consequências importantes de minha participação na ALMS Conferência de Berlim foi o estabelecimento de contatos com esses companheiros de luta pela nossa memória e história, principalmente da América Latina e Portugal, por conta da proximidade linguística. Vez que, embora a proximidade cultural e histórica, pouco sabemos dos nossos vizinhos hispano hablantes, como de Portugal  e demais países de língua portuguesa.

Com vocês, Valentim de Barros, através de Antônio Fernando Cascais, no Queerquivo, e em outros textos:


Valentim de Barros  foi submetido  a internação  em instituição psiquiátrica entre 1939 e 1986. Seu crime e sua doença, a homo ou transexualidade (visto que gostava de se vestir com roupas tidas como do gênero feminino).

(...) morreu a 3 de Fevereiro de 1986. Tinha 69 anos e passou quase quatro décadas encarcerado no Hospital Miguel Bombarda, em Lisboa.

https://lifestyle.sapo.pt/vida-e-carreira/noticias-vida-e-carreira/artigos/valentim-de-barros-o-bailarino-a-quem-roubaram-a-vida
https://lifestyle.sapo.pt/vida-e-carreira/noticias-vida-e-carreira/artigos/valentim-de-barros-o-bailarino-a-quem-roubaram-a-vida

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Qual lugar ocupamos? Olhares sobre ALMS Conference 2019

Por Leonardo Arouca
Acadêmico de História (USP)
Integrante do Museu da Diversidade Sexual de São Paulo


Vivenciar a ALMS Conference é sem dúvida uma grande experiência a todos que estudam e se preocupam com a preservação de arquivos, memória e histórias Queer ao redor do mundo. Um espaço de muita potência, trocas e construção coletiva, que tem como função promover o intercâmbio global das culturas, histórias e memórias da diversidade sexual ao redor do mundo.
Leonardo na Mesa de Encerramento Defending the future,
falando sobre o atual cenário político do Brasil

Acompanhei algumas das mais de 200 apresentações que foram expostas em cerca de 60 mesas do evento, sem contar os espaços de construção de redes, compartilhamento de acervos e apresentação de shows, espetáculos e filmes que a organização proporcionou. Aliás, diga-se de passagem, um evento muito bem organizado que conseguiu intercalar, debates políticos, acadêmicos, apresentações de centros de salvaguarda de memória, apresentações de arte e espaços de troca entre os participantes.

Contudo, para os latino-americanos, alguns contrastes saltavam aos olhos, entre eles a massiva representação da Europa no Congresso e a sub-representação de nosso continente, assim como a Ásia e África. De mais de 300 participantes, apenas 6 provinham da América Latina, o mesmo se repetia com outros territórios com exceção da Europa e América do Norte.

Essa sub-representação, mesmo que involuntariamente, respaldou uma atmosfera imperialista, que inflava as narrativas de pioneirismo ocidental sobre a liberdade sexual. E com um espaço limitado dos outros continentes a força desses discursos tomavam tons, cada vez mais universalizantes.

Mas qual pode ser o impacto de inflar essas narrativas em espaços de pretensão global? Isso não pode assegurar o lugar do pioneirismo em relação a liberdade sexual a Europa e Estados Unidos?

De forma alguma, esse balanço pretende negar a importância do pioneirismo da Rebelião de Stonewall, Karl von Ulrich e Magnus Hirschfeld, a qual a edição do evento homenageava o centenário de seu Instituto de Sexologia, localizado no mesmo lugar onde ocorreu o evento na Haus del Kulturen der Welt em Berlim. Pelo contrário, compreendo a importância ímpar dessas personalidades e acontecimentos para a construção de uma sociedade de direitos e esses pioneirismos sempre serão fundamentais. Mas é preciso possibilitar voz a outras histórias e narrativas também.

Acredito que formas de organização com sub-representação de territórios historicamente explorados reproduzem uma lógica de poder, que também se organiza histórica e estruturalmente para marginalizar as populações LGBTQ+ em todo o mundo. E talvez nesses descuidos, ou simplesmente pela falta de atribuição de valor as narrativas latinas, africanas e asiáticas, eventos como esse, que são fundamentais de existirem, podem criar um ambiente de exclusão a regiões e setores que historicamente são destituídos de poder e voz para se manifestar.

Implicado com essas questões, duas mesas aguçaram um pouco a vontade de falar sobre esse problema, uma delas foi a apresentação de Ramy Khouili, sobre o Article 230: A History of the Criminalisation of Homosexuality in Tunísia. Que aborda a formulação das Constituições da Tunísia, pontuando a inserção da criminalização da Sodomia na Constituição de 1913, enquanto o código de 1861 era extremamente permissivo para as homossexualidades, gerando inclusive demasiada indignação da França durante o processo de colonização do território.

Essa permissividade em relação a sexualidade na Tunísia, muito anterior a Magnus Hirschfeld e Stonewall estão inseridas em um projeto ou na ideia de História Queer Global? A história das homossexualidades na Tunísia é de fato considerada nessa perspectiva? Não sou da Tunísia e a conheço muito pouco, mas talvez essas questões se reflitam em todo Oriente, América Latina, África e Ásia, quando pensamos uma História Queer Global, em que para muitos, esses marcos não chegam nem perto dos nossos territórios.

Logo em que medida essa História/ideia Queer Global, não é uma história estritamente Ocidental? Por mais singelo e involuntário que seja, o imperialismo europeu pode estar sendo reproduzido em espaços, que deveriam ser espaços de inclusão, que deveria mirar uma representação justa dos continentes.

Pude refletir sobre as mesmas questões com a apresentação de Albert McLeod & Brett Lougheed, sobre a comunidade indígena Two-Spirit no Canadá. Em que medida os estudos decoloniais em relação a sexualidade indígena, oriental, africana e asiática, estão tendo a atenção que merecem? E em que medida essas histórias também não desmontam esse pioneirismo ocidental e reorganizam os marcos da Diversidade Sexual?

Qual o impacto dos estudos decoloniais para a reorganização desses marcos? Considerando que algumas comunidades originárias que possuíam uma sexualidade fluída, preservadas ou parcialmente preservadas, como o caso dos Two-Spirit no Canadá podem ter reflexos na cultura de povos ainda atuantes em seus territórios. Assim como haviam povos indígenas no Brasil, dizimados no processo de colonização que tinham uma sexualidade fluída e padrões de gênero que não eram reflexos da cultura europeia.

Mas será que a história dessas culturas, mesmo podendo exercer influência em comunidades contemporâneas, como caso do Two-Spirit estão sendo de fato agregadas em uma ideia de história Queer Global ou estão sendo ignoradas? De onde parte essa história? Qual o início e qual o fim?

O quão fundamental e político é inserir as histórias das sexualidades dissidentes, dos territórios periféricos, assim como era o território onde eclodiu a Rebelião de Stonewall nos Estados Unidos em 1969, para que de fato consigamos caminhar para uma inclusão real.

Mesmo que haja apenas uma desclassificação dos territórios que não são a Europa, essa desclassificação também não é a reprodução de imperialismo, elitismo e marginalização dos nossos territórios e da nossa cultura, assim como as estruturas de poder sempre marginalizaram as populações LGBTQ+?

A América Latina, a exemplo, tem histórias anteriores a Magnus Hirschfeld e Stonewall, assim como a Ásia e Oriente e possivelmente a África podem ter. Como e por quê fatos como os 41 do México em 1901 enunciado por Miguel Alonso durante a conferência ou marcos como a criação da Frente de Libertação Homossexual Argentina, fundada em 1971 dois anos após Stonewall não tem uma projeção justa, ou minimamente simétrica nesses espaços?

No caso da Argentina, a história da FLH não foi sequer apresentada, porque havia apenas uma pesquisadora do país, um território que ao se tratar de História do Movimento Homossexual na América tem um valor fundamental. Contudo apenas 3 dos 20 países da América Latina puderam estar presentes nesse espaço.

O mesmo acontece com o Brasil, onde se tem histórias como a do Carnaval brasileiro, de Madame Satã, Clovis Bornay e etc, que não puderam se fazer presentes naquele espaço. Assim como questões culturais, sui generis, como o desenvolvimento do Pajubá, um dialeto da comunidade LGBTQ+ brasileira, criado pela comunidade trans e de influência direta do Yorubá. Que poderiam ter sido apresentados na Conferência, mas com essa sub-representação essas trocas são impossibilitadas. Se estamos mirando um desenvolvimento humano e inclusivo é necessário incluir essas histórias, ou essa ideia de diversidade e inclusão será apenas um discurso falacioso.

Que há déficit na América Latina de produções sobre sexualidades dissidentes em relação à Europa e Estados Unidos, isso é sabido, mas em que medida a próxima Conferência não deve se preocupar com um convite e inserção mais ampla dos países que não fazem parte da Europa? Eventos de pretensão Global precisam ter políticas de paridade, sobretudo em eventos de grupos socialmente excluídos e que pregam a diversidade e inclusão. Por isso é preciso olhar de forma crítica, como as histórias desses territórios estão sendo inseridas nesses ciclos.

A falta de espaços de apresentação e a falta de incentivo a participação de conferencistas de fora da Europa em espaços como esse reproduzem a mesma lógica de apagamento que historicamente a cultura das sexualidades dissidentes enfrenta em seus territórios. A produção e cristalização desses marcos, que às vezes parecem ser organizados em um a lógica de repetição ao invés de aguçar um espirito crítico de análise não pode acabar sub desenvolvendo a história e cultura das sexualidades dissidentes no mundo. Penso que às vezes caminhamos nesse sentido, tornando nosso trabalho demasiado ambíguo e essa crítica não se restringe a conferência.

E acredito que além dessas questões, a falta preocupação com os territórios da periferia do poder e do “capitalismo”, pautou sintomaticamente a programação e a acessibilidade do evento, colocando toda a América Latina em 3 mesas, das mais de 60 do evento, sem preocupação com nenhuma tradução simultânea para o espanhol, língua mais falada do mundo após o inglês, enquanto idiomas como o Russo possuíam tradução.

Logo, deixo esse balanço para que a próxima organização do evento, que poderá ocorrer entre os anos de 2022 e 2023, que poderá ocorrer no Canadá, Estados Unidos ou Suécia. Se a pretensão do evento é ser inclusiva e global, olhem com mais atenção para a América Latina, Ásia e África, porque esses territórios têm muito a dizer e se a pretensão é construir uma História Queer Global ou uma rede global de solidariedade, essas histórias precisam estar inseridas nesse ciclo. Se não estaremos atuando ao lado das estruturas que historicamente oprimiram a nossa comunidade.

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Histórias e Memórias Lésbicas e Arquivos Trans - Um resumo da ALMS Berlin

Resumen ALMS BERLIN junio 2019

Anahí Farji Neer
Gino Germany Research Institute, Faculty of Social Sciences,
University of Buenos Aires, Argentina

Asistí principalmente a los paneles acerca de Historias y memorias Lésbicas y Archivos Trans, sobre los cuales a continuación expondré un resumen de los principales temas debatidos y trabajados.
Anahí Farji, Rita Colaço, Michael Forero
y Keval Harie (Chair)

En la mesa sobre Historias y Memorias lésbicas, una de las primeras exposiciones abordó el problema de la visibilidad/ invisibilidad vs inteligibilidad / ininteligibilidad de las lesbianas en la historia y su recuperación en el presente a través del archivo. La exposición refirió que en algunos casos los archivos rescatan fuentes que hablan explícitamente de la vida lésbica y en otros, se trata de interpretaciones que desde categorías del presente las inscriben dentro de esa categoría. En otras exposiciones se pusieron en común trabajos que, a través del trabajo de archivo,  abordaron los modos en los que sistemas de espionaje y represión (la STASI en particular) hicieron foco en las vidas y activismos lésbicos, considerándolos como enemigos de un régimen totalitario por caracterizarlas como misteriosas e histéricas.

Otros trabajos relataron los esfuerzos para construir archivos digitales activistas, colaborativos y colectivos con el fin de mantener vivas las memorias de la vida y el activismo lésbico del pasado en Europa. Un trabajo en particular abordó comparativamente los sentidos en torno a la sexualidad heterosexual y la sexualidad lésbica en producciones del Norwegian Radical Feminism. A partir de pares oposicionales construyó una forma contrastativa de entender la sexualidad lésbica: Intimidad / no intimidad - Libertad / normas - Suave / duro - Amor / físico.

A partir de esos pares oposicionales, se argumentó que el sexo lésbico adquiere las características de una forma autentica de intimidad distanciada de el placer físico. Estos sentidos en la actualidad corren el foco de la sexualidad lésbica y se ubican como ideales regulatorios de la intimidad incluso para la heterosexualidad a través de una ética de la autenticidad y ética de la intimidad.

Otro trabajo examinó las características que hacen que algunas personalidades del pasado sean leídas desde el presente como exponentes del lesbianismo e ingresen al “panteón lésbico” y otras queden en el olvido. Algunas experiencias del pasado no hicieron públicamente una expresión de su vida lésbica  y es tarea del presente reivindicarlas como tales. Para eso es necesario hacer una lectura a contrapelo de la historia, focalizarse en los detalles, leer entre líneas en los documentos históricos para identificar esos indicios de la vida lésbica privada, no pública. Se expuso que hay ausencias y huecos en los archivos que deben ser llenados.

Otros trabajos problematizaron el carácter performativo de la visibilidad archivística, los debates implícitos a la catalogación de los materiales y el proceso de etiquetamiento desde el presente y desde la subjetividad del archivista. Se señalaron los problemas éticos implícitos a la labor de construir un archivo (cómo cuidar la intimidad de una persona que no está viva para explicitar qué puede y qué no puede ser puesto en circulación pública), los problemas que se anexan al pasaje del archivo tangible al archivo virtual y las potencialidades infinitas de circulación de ese material en la red. Un interrogante que se presentó fue ¿Cómo hacer del archivo digital un espacio seguro?; Por todo ello se plantea la importancia de una labor archivística reflexiva y por sobre todo auto reflexiva que dé cuenta de las operaciones de catalogación, etiquetamiento, de resguardos éticos y de circulación realizadas. En definitiva, destaco las potentes discusiones acerca de las tensiones que se presentan entre el pasado y el presente en la construcción de archivos y las lecturas académicas que pueden realizarse del pasado. Destaco sobre todo la idea de responsabilidad y de reflexividad como dos conceptos centrales en ambas tareas.

En los trabajos presentados en las sesiones sobre Archivos Trans, los principales temas abordados destacaron la importancia de construir archivos de las vidas trans en un contexto de auge mediático de las vidas trans contemporáneas. Se resaltó la importancia del archivo frente al riesgo que la inclusión de lo trans en el mainstream; mediático puede generar en términos de “amnesia cultural”.

Se afirmó que los archivos son importantes para mantener la herencia trans, para visibilizar las condiciones de vida de la población trans en el pasado y también en el presente. Hay una ambivalencia en la mediatización actual de lo trans, ya que la visibilidad no necesariamente minimiza la violencia, de hecho, se señaló en algunos casos incluso puede incentivarla. A través del archivo es posible criticar los mecanismos de inclusión y exclusión de las vidas trans en el pasado y en el presente.

Otros trabajos abordaron las dinámicas de la vida trans en países no occidentales y la importancia de construir un archivo de lo trans para mantener la memoria de las cultura local en países en los que no hay mecanismos sistemáticos para mantener y preservar la memoria queer.

Otros trabajos dieron cuenta de las potencialidades de la virtualidad y los medios digitales para, en un contexto de represión y pérdida de derechos civiles, mantener mecanismos de comunicación y construir comunidades queer y trans.

También se compartieron los procesos de construcción de grandes archivos trans dando cuenta de la potente articulación entre actores académicos y activistas para tal fin.

Otros trabajos plantearon interrogantes acerca de si los archivos debían ser queer o debían ser trans, y en qué medida las categorías limitan o restringen los documentos y materiales que pueden ser incluidos.

En definitiva, se expusieron potentes interrogantes acerca de la función del archivo en momentos en los que se asiste a una espectacularización e incluso por momentos frivolización de lo trans, para dar cuenta de las condiciones reales de vida de las personas trans en el pasado y en el presente.

O Olhar de um Mexicano na ALMS Conferência Berlin 2019

Por Miguel Alonso Hernández Victoria
Director de Archivos y Memorias Diversas y Miembro del Grupo Guerrilla Gay

Prédio do Instituto de Pesquisa Sexual
Todas las actividades se realizaron en “Haus der Kulturen del Welt, Berlín”, ubicado en el espacio donde había existido el Instituto para la Ciencia Sexual, espacio destruido durante la era nazi.
Me fue complicado un poco para llegar, pues si bien la ruta 41 me dejaba cerca de la Estación Central desde Hermann Platz.

Iniciamos actividades el jueves 27 de junio, entre 8:00 y 9:45 fue el registro tanto de participantes como de oyentes, en la búsqueda de mi gafete había encontrado la de dos compañeros
mexicanos que por cuestiones de índole personal y económica ya no pudieron asistir: Alfonso Macías y Memo Motta. Ahí conocí por fin a Andreas Pretzel, con quien me había escrito durante algún tiempo. Estaba aterrado, la barrera del lenguaje, me cohibía integrarme. 
Casa das Culturas do Mundo - vista do terraço. Nos anos 1960 o
terreno foi limpo das bombas remanescentes da II Guerra


De los materiales que recibí el más importante para mí fue programa con los horarios, los resúmenes de trabajo y semblanzas de participantes así como de las películas, documentales y algunas actividades que habría durante esta Conferencia Internacional.

Acto seguido nos dirigimos al auditorio o “Vortragssaal”, donde nuestro querido Andreas Pretzel fungió como maestro de ceremonias, la bienvenida la dio la Senadora por Berlín Sawsan Chebli, quién desde su propia otredad como hija de migrantes, musulmana practicante, educada y estudiada; habló a favor de la diversidad y de los derechos de las personas LGBTI+, coincidiendo con los demás en el que la memoria y el rescate de ella a partir de los archivos son un derecho humano. Se sumó al festejó del 50 aniversario de Stonewall, y recalcó que Berlín es una ciudad arcoíris. Enfatizó la importancia de este tipo de encuentros para la historiografía, la archivística y la investigación de la cultura e historia de la diversidad sexual. Hizo mención de los cambios en Berlín tras la caída del Muro.

"Mesa" de abertura - Jean Tretter na ponta, gravata colorida

Después de Sawsan, le dieron la palabra a Jean Tretter, fundador de esta Asociación de Archivos, Bibliotecas y Museos LGBT y creador de la Jean-Nickolaus Tretter Collection que abarca más de 3 mil metros lineales de archivos LGBT estadounidenses. Jean enfatizó la importancia del trabajo de creación, conservación y difusión de los archivos LGBT con el fin de que las nuevas generaciones tengan un anclaje histórico y conocimiento de las conquistas logradas. Es importante conocer sobre nuestro pasado. Jean hizo énfasis en que tenemos que duplicar nuestros acervos, realizar respaldos, nos recordó que estamos ante un gran reto, de descubrir, conservar, resguardar los acervos, nos recordó como los nazis acabaron con el acervo del Comité Humanitario.
Acto seguido tocó la presentación de Elena Gusyatinskaya, Fundadora del primer archivo Queer de Moscú, quién fue auxiliada por Elena Zärtilich en la traducción y quién agradeció haber sido invitada a la inauguración. Quien habló de la importancia del coleccionismo y salvaguarda de los archivos a través de su experiencia como fundadora y custodia de los archivos LGBTIQ de Moscú, una colección que abarca desde la era soviética. Nos conminó a aprender de las experiencias de estas jornadas, invitándonos a su presentación el sábado en el salón K1 donde participará en la mesa sobre Centro y Europa del Este “Prácticas de Rescates Imposibles”.
Joan Pimbett del Grupo Organizador de Londres 2016, comentó que estaba feliz por la respuesta de la gente, la multiplicidad de archivos y la posibilidad de conocer estos trabajo, reconoció la valentía y la habilidad para construir las colecciones. También habló de la importancia de rescatar mediante la historia oral, aquellas historias que han quedado en el olvido.
 Katja Koblitz y Sanni Est hizo un llamamiento para valorar desde una visión trans y queer, conminando a preguntarnos ¿a quién se le da prioridad en el recuerdo y porqué?
Por parte del HKW Daniel Neugebauer comentó que esta es una gran familia (archivistas, investigadores, bibliotecónomos, museógrafos, etcétera) y como tal esta es una reunión familiar.
Logística quedó a cargo de Kate Davison

11:30 AM. A 1:00 p.m. EN LA PRIMERA SESIÓN EN EL VORTRAGSAS SE TRABAJÓ EL TEMA DE LA PRAXIS DIGITAL: ASOCIACIONES PÚBLICAS / PRIVADAS Y PROPIEDADES DE QUEER
DON MCLEAD Y PHILIP VIRTA DE GALE´S ARCHIVES OF SEXUALITY & GENDER AND THE EXPERIENCE OF THE ARQUIVES: CANADA´S LGBTQ2+ ARCHIVES
Don Mc Lead presentó el Archivo Gales, una colección de más de 10 mil documentos que datan desde el siglos 16 al 20 y que nos habla sobre el proceso que ha tenido la sexualidad y la concepción de género durante este largo tiempo, así como historia y cultura LGBT que abarca distintos documentos como posters, panfletos, periódicos, manuscritos, además de colecciones bibliográficas. Un archivo muy completo que a través de Philip Virta han microfilmado y digitalizado.
Cabe señalar que si bien el soporte digital es importante, también es frágil, no se compara con el soporte en papel (físico).
Existió un acercamiento entre Philip Virta hacia el sábado, esperemos no perder el contacto.
TUULA JUVANEN. MOST MEMORABLE MOMENTS: COLLECTING WRITTEN REMINICENSES ONLINE
Tuula comentó que mucha gente cree que Finlandia es un país con mucha tradición “gay friendly”, sin embargo en Finlandia no existe un archivo o un museo encargado específicamente a la población LGBTQI, solo existen dos instituciones que resguardan la memoria LGBTQI finlandesa “El Archivo de los Trabajadores” y el Museo de los Trabajadores de Werstas.
El año pasado el Archivo de la Memoria  en colaboración con la Universidad de Turku decidieron recolectar los recuerdos de las personas pertenecientes a la diversidad sexual, identidad de género y sus aliados para conocer sus procesos históricos, en un proyecto llamado Los Momentos más memorables.
A partir de esta página se invita a las personas a donar sus colecciones o a permitir que sean respaldadas para poder tener un acervo sobre la historia gay Finlandesa. El Archivo en Línea de la Biblioteca Nacional quiere salvar los blogs, páginas, tweets más importantes LGBT. De igual manera se lanzó una convocatoria para donar fotos, cartas, diarios, documentos de organizaciones y objetos de donaciones.
Interesante campaña que en el futuro esperamos poder implementar en México.
KAROLINA UFA: FUNDACJA Q: POLAND´S VIRTUAL LGBTQ+ MUSEUM & CONTEMPORARY QUEER ARCHIVES
Karolina presentó el trabajo que realiza la Fundacja Q junto con Google, quienes lograron abrir un Museo virtual, así mismo tienen un club que se encarga de recopilar, archivar y difundir materiales de historia contemporánea polaca de la diversidad sexual, siendo este su objetivo documentar las historias de las personas no heterosexuales y preservarlas.

Esta Fundación lleva ya casi más de 4 mil páginas de materiales y necesita seguir digitalizando la información que, por lo que también han buscado fondos para realizar su trabajo archivístico, además también hacen trabajo de historia oral, con personas que han pertenecido desde hace mucho a las poblaciones LGBTI. El Museo ha recreado la historia LGBTI contemporánea a partir de su colección y acervo de carteles.
Esta fundación tiene mucha similitudes con Archivos y Memorias Diversas, espero podamos colaborar en el futuro.
13:00 .14:00
FILM MANTINEE THE ARCHIVETTES, MEGAN ROSSMAN USA 2018 61 MINUTOS
Es un documental sobre la labor de las archivistas e historiadoras lesbianas, interesadas en recuperar su pasado, trabajo de Deborah Edel y Joan Nestle, fundadoras del Archivo Lésbico Herstory y su labor para combatir la invisibilidad

14:30 A 16:00 SEGUNDA SESIÓN
EN EL VORTAGSSAAL SE TRABAJÓ EL TEMA: MIGRACIÓN Y DIÁSPORA

ELSI HYTTINEN NORDIC QUEER MIGRATION: FOWS OF PEOPLE AND IDEAS FROM FINLAND TO SWEDEN AND ICELAND TO DENMARK
Elsi Hyttinen hablo sobre la migración nórdica entre las personas LGBT de Finlandia a Suecia, Islandia y Dinamarca, tratando de despejar la idea de que los países nórdicos son tradicionalmente amistosos con la diversidad sexual y que en un primer momento la descriminalización de la homosexualidad se dio entre 1933 (Dinamarca) y 1944 (Suecia), siendo Finlandia la última en sacar del código penal la homosexualidad hacia 1971.
Esto provocó una migración de personas gays y lesbianas de Finlandia hacia Suecia durante los años 60. Gracias a que Islandia era territorio de Dinamarca, no existió una oposición cuando la homosexualidad dejó de ser un delito hacia 1940. A pesar de esta situación legal, los cambios no se dieron tan fácilmente por lo que varios islandeses tuvieron que migrar para buscar mejores oportunidades.

Hablar de migración LGBTI es todavía un terreno poco explorado que dará nuevas luces a la historia nórdica, sin embargo este proyecto necesita financiación. Al buscar esta nueva narrativa de la historia, los investigadores se han apoyado en la teoría queer, la historia de la migración, historia oral, pesquisas en archivos e historia de la literatura entre otras…seguramente este trabajo será un referente historiográfico sobre el tema.
Este estudió me recordó el trabajo que realizó el historiador mexicano Rodrigo Laguarda, sobre la migración de la clase media gay a Canadá hacia la década de los 90.
SHAAN KNAN THIS IS ME QUEER MIGRANT & TRAVELERR MEMORIES: THE RAINBOW PILIGRIMS PROJECT
El Proyecto los Peregrinos del Arcoíris, tratan de develar la historia escondida de los migrantes LGBT en el Reino Unido, tanto en el pasado, como en el presente. Este proyecto explora las narrativas alrededor de los ritos de paso y documenta la interconexión entre la fe, la sexualidad, el género y la etnicidad usando la historia oral, filmaciones, fotografías, entendiendo que los migrantes sufren posiblemente por su orientación sexual o identidad de género una doble o triple marginalización.
Este proyecto tiene la voz y la imagen de alrededor 30 personas LGBTIQ, algunos de ellos provenientes de grupos como los gitanos, romaniés y comunidades viajeras o desplazados. Este proyecto ha puesto la importancia y riqueza que los migrantes LGBTIQ han dado a la Gran Bretaña, por lo que su historia oral y memoria serán preservadas para las futuras generaciones
Este proyecto es interesante para Archivos y memorias Diversas, una vez que se ha proyectado para un futuro próximo realizar un Seminario con el tema de Migración y Exilio LGBT dentro y fuera de México.

17:00-18:30 Sesión 3
Vortragssaal MUSEOS PÚBLICOS Y “LA INVISIBLE” COMUNIDAD QUEER

IRIS ELENBERGER: THE RAINBOW THREAD: A QUEER GUIDE THROUGH THE NATIONAL MUSEUM OF ICELAND
El Museo Nacional de Islandia data de 1863, fue hasta el 2016 que comenzó a cuestionarse que este museo no había realizado ninguna exposición LGBTI, lo cual le provocó críticas e impulsó a realizar una exposición llamada “Rainbow thread” la cual no subsanó la falta de investigaciones escolares o los artículos sobre el tema, realizando una ruta crítica con la piezas que están dentro del museo con el fin de demostrar el proceso que han llevado el género y la sexualidad durante el proceso histórico de Islandia, algo que me parece se ha realizado en el Museo del Prado y en el Thyssen en España.

Algo similar se intentó realizar con el Museo Nacional de Arte, sin embargo el cambio de gobierno, impidió que se llevara a cabo.
KLAUS MUELLER THE INVISIBLE VISITOR_ MUSEUMS AND THE LGBTI COMMUNITY
Habló de la falta de inclusión del tema LGBTI en los museos y en las exposiciones, de la poca sensibilidad que tienen los curadores para siquiera atreverse a sugerir algo en las muestras, la homofobia y la transfobia parecen estar presentes en la ausencia de los temas y del reconocimiento de que también existen los visitantes LGBT en los museos.
Hizo hincapié de que los museos son agente de cambio, comentó que hay un pacto de silencio entre los museos y los visitantes LGBT, y esto tiene que cambiar, hay que terminar con el closet museográfico.
PIA LASKAR UNSTRAIGHT RESARCH IN MUSEUMS: QUEERING MUSEUMS PERMANENT EXHIBITION AND BUILDING NETWORKS.
Pia Laskar presentó este proyecto, forjado desde el activismo con dos museos estatales suecos el Museo de la Real Armería y el Museo de Historia, con el fin de implementar perspectiva de género y perspectiva queer en dos exhibiciones permanente, además de crear como una metodología para crear exhibiciones queer. Además Pía ha trabajado para crear una red nacional de investigadores, museógrafos que trabajen género y estudios queer.

Se habló de que muchos se salen por la tangente de que en ese tiempo no existía la homosexualidad como etiqueta, que se tenían que mencionar como otros tipos de prácticas, lo cual provocó risas pero también preguntas pues es una de las barreras con la que usualmente nos topamos dentro de la academia. Tal pareciera que si dos hombres son enterrados juntos con niño, eso no era una familia, mientras que un enterramiento entre dos personas del mismo sexo. Si lo son o el caso de parejas o “amistades particulares” en siglos anteriores al XIX.
Me llamó la atención una imagen de una ficha en un museo sobre la tumba de la reina Cristina donde cuenta que hacia 1965 se revisó su tumba, la Basílica de San Pedro ubicada en pues querían revisar su máscara mortuoria y al examinar la osamenta se dieron cuenta de que tal vez la reina fuera una persona hermafrodita, una teoría que comenzó en los años 30. La violación a las normas de género por parte de la reina Cristina, la han colocado como un ícono de distintas identidades sexuales como: la homosexual, bisexual, heterosexual y hasta la transgénero.
También nos habló del caso de los rumores del proceso judicial que enfrentó el empresario Kurt Hajby en los años 50 al escribir cartas a diversas autoridades gubernamentales, comentando que durante los años 30 el había mantenido relaciones sexuales con el finado rey Gustavo V, en una época en la que esto estaba criminalizado, chantajeando a la corte con hacer pública esta situación, si no recibía a cambio una remuneración.,
Wilhelm Moberg utilizó los rumores de la homosexualidad del rey y de una red de homosexuales que influían en la justicia con el fin de golpear y deslegitimar a la monarquía, como quiera la homosexualidad dejó de ser un delito en 1944 aunque fue hasta 1979 que dejó de ser una enfermedad.

BRANDEN WALLACE & DANIEL J. SANDER A QUEER ART MUSEUM COLLECTION EXHIBITING AND ARCHIVING WITH THE LESLIE LOCHMAN MUSEUM
Daniel se presentó como un curador de arte, trabajando en circuitos Queer de Arte. El Museo Leslie Lochman es el primer museo LGBTQI del mundo dedicado exclusivamente al arte, tiene la misión de preservar y exhibir el arte LGBTQ, así como fomentar la creación de obra, presentó parte del trabajo que realizaron en “The Unflinching Gaze: Photo Media and The Male Figure” donde explora la memoria queer en relación a la historia de la fotografía y el erotismo homosexual.
Casi al final llegó Branden Wallace, fue recibido como un rock star disculpándose por cuestiones maritales y sugirió que en lugar de hablar nos dejaba como tarea que platicáramos y nos reconociéramos entre nosotros. Lo cual me conflictuó esperaba escucharlo hablar del tema, seguramente hubiéramos aprendido algo.
Al término de esta sesión decidí retirarme a caminar y reflexionar, no es que no me interesara la obra de teatro, el problema para mi fue el traducir al español en mi mente todas las conferencias en inglés.

VIERNES 28 DE JUNIO
10:00 A 11:30
AUSSTELLUNGSHALLE TRANSFOCUS # 1: ACTIVANDO EL ARCHIVO TRANSNACIONAL TRANS
ELIZA STEINBACK ACTIVATING THE ARCHIVE EUROPEAN TRANSGENDER HERITAGE IN TRANSITION

Eliza nos habló de su nueva investigación sobre el porque la mayoría de los archivos trangénero se encuentran localizados en Europa, Canadá y los EE.UU, re inventando la visibilidad transgénero y dándoles una nueva estructura categóricas archivísticas para acabar con la exclusión.
La clave es investigar desde el arte, etnografía, a activación audiovisual de estudios interculturales de vidas trans. Al tener una nueva comprensión del archivo se rompe con la tradicional visión binaria de género y su categorización. Eliza triangula las entrevistas con la práctica y la teoría. Su investigación se basará en el análisis visual de múltiples niveles de representación de lo trans, en archivos europeos, norteamericanos y en especial holandeses.

JANNAT ALI & OMER MUBBASHER DISSENTING VOICES OF TRANS ARTISTS IN PAKISTAN
Jannat nos dio un breve panorama histórico donde la cultura Hijra/Khawqja Sira tenía un lugar dentro de la sociedad Mogola, estos grupos se vieron marginalizados con el cambio legal y de régimen con las leyes británicas coloniales. Ellas fueron marginalizadas, privadas de sus derechos elementales, incluida la libertad de expresión.

Contra todo pronóstico, los Hijras mantuvieron una estrecha relación con el arte y gracias a ello pudieron sostener la cultura de la comunidad, sostenerse a sí mismas y crear un activismo. Esta relación entre el arte y el activismo trans han servido a las poblaciones jóvenes trans. La Marcha Trans de Lahore en diciembre pasado, cambió el paradigma de la visibilidad y derechos civiles de esta población.

Omer Mubbasher nos habló del esfuerzo por recopilar y documentar la historia de las leyendas transgénero de la danza, actuación y canto como Naghama Gogi, que en el pasado fue una estrella rutilante, hasta que se definió como persona trans, tras lo cual su estrella declinó por un lado, pero al mismo tiempo fue rescatada por la comunidad trans convirtiéndose en un símbolo, su archivo fotográfico es parte del rescate histórico trans en Pakistán. Por otro lado está la pintora Kajal Mitra, quien con sus cuadros nos habla de la vida cotidiana, estos se han convertido en parte de un acervo pictórico.
ESMA AKYBEL & ESRA ÓZHAR FROM LUBUNYA MAGAZINE TO PINK LIFE YOUTUBE CHANEL: A LOOK AT TRANS MEDIA IN ANKARA
Esma Akybel nos mandó una disculpa por video, ya que no pudo estar presente. Esra Ozhar nos habló de La Asociación de Solidaridad LGBTT de Pembe Hayat, la primera asociación de derechos de tráns de Turquía, fundada en Ankara el 30 de junio de 2006. Fue establecida por primera vez por trabajadoras sexuales trans y defensoras de derechos humanos que habían sido víctimas de la campaña de linchamiento en 2006, sometidas a la turba a una serie de ataques, burlas policiales y hostigamientos, un exilio forzado.

Pink Life LGBTT Solidarity Association fue fundada para luchar contra el acoso, la violencia, los cargos arbitrarios y la discriminación de las personas trans. Pembe Hayat comenzó su trabajo informando y monitoreando violaciones de derechos humanos, organizando consultas legales y sanitarias, luchando por los derechos laborales de las trabajadoras sexuales
Nos contó que en Turquía surgió la primera revista trans, titulada Lubunya; este es un término de argot comúnmente usado en comunidades queer, algo parecido a “Jota o Maricona” usada por las personas trans y trabajadoras sexuales. La aparición de Lubunya fue importante porque ayudo a la reafirmación de la historia trans. Lubunya solo tuvo 11 ediciones desde 2007 hasta 2012, sin embargo, se conserva el sitio web a donde muchas personas trans de Turquía continúan escribiendo, al mismo tiempo que nos mostraba algunas portadas excelentemente editadas.
Debido a que el gobierno de Ankara prohibió cualquier evento LGBT de manera indefinida, Pink Life sacó su canal en Youtube en julio de 2018, logrando incidir en la población trans y sexo diversa, a continuación nos mostró algunos programas que en si son muy divertidos.

AARON DEVOR. IT´S ALL ABOUT RELATIONSHIPS: THE FOUNDING AND GROWTH OF THE TRANSGENDER ARCHIVES
Aarón comentó que su presentación no sería tan divertida como la anterior, sin embargo fue la que más me marcó pues habló de los Archivos Transgénero que resguarda la Universidad de Victoria, Canadá. Esta colección inició en 2007 y tiene 160 metros lineales, teniendo dentro de su colección documentos del siglo XIX, con respecto a género y diversidad sexual y sobre activismo trans desde 1960.
Este archivo ha recopilado información de 23 países, en 15 idiomas diferentes, de casi todos los continentes exceptuando la Antártida, algunos países representados son: Argentina, Australia, Bélgica, Canadá, China, Dinamarca, México, Inglaterra, Rusia, España, Suecia, Suiza, Tailandia entre otros.
Entre las colecciones están: Rikki Swin Institute, Fantasia Fair (1974-2001), Ariadne Kane, Fundación Internacional para la Educación de Genero, Virginia Prince, Fundación Educativa Erickson, Archivo Transgénero de la Universidad de Ulster entre otras.
Aarón nos comentó que las relaciones construyen la confianza que con el tiempo nos permite lograr las donaciones, para este trabajo son importantes: los contactos, relaciones, oportunidades, comunidades, tarjetas, intereses en común, etcétera.
La integridad en las relaciones, provoca la confianza. Aarón nos comentó que Los coleccionistas depositarán sus preciados objetos de valor en las condiciones adecuadas, como: que el contenido del archivo sea entendido y apreciado, este en almacenamiento físico seguro y profesional, exista un compromiso y capacidad institucional, donde se dé el acceso comunitario
Aarón nos comentó que la confianza establecida con personas clave es muy importante, como al de: activistas trans mayores, Investigadores líderes, coleccionistas de registros históricos trans entre otros. La relación entre investigadores y activistas es muy importante A continuación hizo un desglose de archivo por archivo, su misión y contenido entre otros datos.
Hizo la mención de cómo algunos parientes sensibles pueden donar materiales siempre y cuando tengan la confianza de que serán tratados con todo respeto.

1130-1300
FILM MATINEE. WE ARE HERE LESBITRANS IN CHINA, JING ZHAO & SHI TAU, CHINA 2015, 58 MINUTOS.
Vi este documental ya comenzado, donde vemos como las mujeres lesbianas han logrado crear una subcultura lésbica en China, así como protestas a base de performances para ir deconstruyendo el género y la homonormatividad.
13:00-14:30 SESSION 2
VORTRAGSSAAL DESCUBRIENDO EL PASADO OCULTO - LOS HISTORIADORES COMO DETECTIVES DEL ARCHIVO
FELIPE CARO: THE IMPORTANCE OF A RADICAL QUEER HISTORY: UNEARTHING THE HOMOSEXUAL LIBERATION MOVEMENT IN COLOMBIA
Felipe Caro, à direita
El movimiento LGBT colombiano tiene una historia de radicalismo poco, conocido. Dado que el país sufrió un conflicto armado de largo tiempo, muchos grupos LGBTI intentaron con cierto éxito borrar la historia de la comunión entre la nueva izquierda y la liberación homosexual, que dio origen al movimiento moderno en los años setenta. Tan solo el padre del movimiento fue León Benhur Zuleta, un personaje de izquierdas, expulsado del partido comunista debido a su homosexualidad y asesinado el 23 de agosto de 1993.
Sin embargo, gracias a los esfuerzos combinados de artistas e historiadores que han estado trabajando desde 2017, Caro, nos presenta las pesquisas de este pasado radical olvidado, mucho más complejo y dinámico que el que la narrativa colombiana nos cuenta.
Felipe argumentó que la "invisibilización" de las etapas más radicales del movimiento LGBT colombiano moderno no ha sido una casualidad más. Más bien, no se deriva del miedo a la asociación en una mentalidad de guerra fría. La Nueva Constitución data de 1991 y falló a favor del proceso de paz con las FARCS (1999-2002), solo a través del apoyo del gobierno, los cambios reales podrán ser posibles.
Felipe comento que este primer grupo de liberación homosexual tuvo influencia europea, muy marcada en la izquierda con Wilheim Reich por su famoso texto sobre política sexual, asó como Guy Hocquenghem. La publicaciones conocidas fueron El Otro (1977-1979) ¸Ventana Gay (1980-1982) y De ambiente (1985-1989).
También tuvieron una influencia fuerte con Argentina, no en balde uno de sus primeros grupos tendría el nombre de Frente de Liberación Homosexual, cercano a la izquierda, tomando como imagen al Che Guevara, tomando posturas solidarias hacia la revolución sandinista. De la década de los 70 a los 80 se creó un sentimiento de comunidad que se fortaleció con la llegada de la pandemia del SIDA.
El movimiento de liberación homosexual de Colombia contó con espacios que fue tomando como la marcha del primero de mayo de 1983 o concentraciones como la de junio de 1982 en Colombia, donde participaron personas de la diversidad sexual. Esta presentación fue a la memoria de Sergio Urrego Reyes activista fallecido en 2014.
ASTA KISTIN BENEDIKTSDOLTI: HIDDEN WOMEN? SEARCHING FOR AN DISTRIBGULING SOURCES ON WOMEENTS QUEER SEXUALITIES IN A SMALL COMMUNITY IN ICELAND
La historia de Queer es un campo poco consolidado en Islandia por muchas razones, entre ellos el material de origen, fuentes que han resultado fructíferas para los investigadores. Los países occidentales guardan silencio sobre las sexualidades no heteronormadas, especialmente sobre las mujeres.
Esta investigación incluye documentos judiciales, literatura, memorias y archivos personales. El proyecto Hidden Women: Women and Queer Sexualities in Icelandic Sources 1700-1960 se estableció en 2017 para abordar esta situación, buscar sistemáticamente el material de origen sobre las sexualidades queer de las mujeres y proporcionar una base para futuras investigaciones mediante la distribución de información sobre el material existente.
Este proyecto está siendo supervisado por Iris Ellenberger, historiadora; Asta Kristin Benediksdottir, literata y Hafdis Erla Hafsteinsdottir, historiadora. Este proyecto es de base en colaboración con la Organizaciòn Nacional Queer de Islandia y Los Archivos Históricos de las Mujeres
Esta investigación analiza los principales desafíos de la búsqueda de fuentes sobre las sexualidades queer de las mujeres en los archivos y bibliotecas de Islandia para encontrar: historias, rumores, chismes, entrevistas, diarios, autobiografías, memorias, entrevistas libros, registros, cartas, anales, cuentos, etcétera.
Entre los problemas relacionados con investigación, se encuentra la homofobia y las ausencias de menciones explícitas del sexo, los sentimientos románticos o la identidad sexual, así como diversos desafíos derivados del pequeño tamaño de la comunidad y las leyes e instituciones que restringen la información por la protección de datos personales en los archivos (2018), varias de estas instituciones no son sensibles a la diversidad sexual. Por ello no pueden utilizar fuentes personales no publicadas después de 1939 y posteriores hasta 80 años. Esto creo que es un punto importante para futuras mesas, las legislaciones de protección de identidad o datos personales que impiden o dificultan la investigación o el acceso a los archivos, en aras de “datos sensibles”
Con estos desafíos para la difusión de información de los archivos se ha realizado un sitio web público, donde se entretejen historias, de manera general sin dejar rastros que puedan identificar a las autoras de estas confesiones. Uno de los retos es evitar proyectar ideas modernas e identidades en el pasado, lo cual sería anacrónico.

¿Cómo se puede ser respetuosos, sin tolerar la queerfobia, que contribuye a la invisibilidad y silenciamiento de la sexualidad no heteronormada de las mujeres?
RAMY KHOUILI ARTICLE 230: A HISTORY OF THE CRIMINALISATION OF HOMOSEXUALITY IN TUNISIA
Desde la Revolución de 2011, Túnez ha dado pasos significativos hacia la protección de los derechos civiles y políticos, especialmente en la libertad de expresión y asociación. Pero para la comunidad LGBTIQ del país, todavía existen numerosas formas de discriminación a menudo justificadas a través de un marco legal represivo, provocando temor, intimidación y violencia.
La represión gubernamental de la comunidad LGBTIQ está justificada por el Artículo 230 del Código Penal de Túnez, que castiga los actos sexuales consensuados entre adultos del mismo sexo, hasta con tres años de encarcelamiento.
Según el informe del Consejo de Derechos Humanos de la ONU, el artículo 230 viola por lo menos tres principios centrales de la Constitución tunecina. Durante la dinastía Husanida, se creó el Qanun Al Jinayat Wal Ahkam Al Urfya hacia 1860 donde no existía la criminalización hacia la homosexualidad. Antes del protectorado coexistían muchísimos sistemas legales ya fueran tunecinos musulmanes, judíos, italianos o británicos, sin embargo al caer bajo la influencia francesa, estos últimos se propusieron unificar el sistema para tener un mejor control
En 1861 cuando Túnez era ya un protectorado el Código Penal Colonial no penalizaba la homosexualidad o sodomía, de hecho no había registro de persecución, arresto para aquellos adultos que tenían relaciones sexuales consensuadas en privado. Curiosamente desde 1791 la sodomía había sido despenalizada de las leyes francesas.
En 1909 se creó una comisión para crear el Código Penal Tunecino, teóricamente el Código se basaba en el francés, las leyes islámicas –la sharia que penalizaba con lapidación-, pero también tenía influencia Otomana, egipcia y tailandesa. En la versión preliminar de 1911 se encontraron anotaciones en lápiz que indicaba se penalizara la sodomía. En 1914 Henri Guynot, realizó el comentario en el Código Penal, pues quería controlar a partir de “la moralidad”, la sexualidad árabe, donde creían que la homosexualidad estaba difundida entre el pueblo árabe.
La versión francesa de la ley penalizaba “la sodomía”, mientras que la versión árabe prohíbe tanto la homosexualidad masculina, como la femenina. En sus esfuerzos de defensa para revocar el Artículo 230, los activistas LGBTIQ han resaltado, que la ley de sodomía tunecina es una herencia de la era colonial.
Como señaló el profesor de derecho tunecino Sana Ben Archour, la criminalización de la homosexualidad en Túnez comenzó con la aprobación del Código Penal de 1913, impuesto por las autoridades coloniales durante el protectorado francés.
JUDIT TOKÁC DESCRIMINALISATION OF HOMOSEXYAULITY IN HUNGRY IN THE LIGHT OF RECENTLY DISCOVERED ARCHIVE RECORDS
Esta conferencia se centró en los antecedentes de la despenalización de los actos homosexuales consensuales entre hombres adultos en el Código Penal húngaro de 1961 usando el material de archivo original de 1958 recientemente descubierto, en el Archivo Nacional Húngaro como: la opinión del Comité de la Salud y Ciencia, asì como sus minutas.
En los años 50 eran típicos los casos de reporte ante las autoridades de dos hombres que tuvieran sexo consensuado. La mayoría fueran reportados ante las autoridades por una tercera persona desde el policía hasta la señorita del baño. Los lugares de ligue ya desde entonces eran los baños públicos, las áreas de crusing en parques, casas privadas y baños públicos.
El examen de los códigos penales es una muestra de los cambios socioeconómicos históricos referentes a la homosexualidad, ya que las leyes penales tienden a sancionar las infracciones de normas que, son ampliamente aceptadas en la sociedad.
“La fornicación no natural” fue criminalizada por el Estado Húngaro desde 1878 hasta 1961, bajo el término de “perversión contra natura” sin distinguir las relaciones homosexuales de la pedofilia. A la par de los cambios se fue reduciendo la edad de consentimiento sexual para los homosexuales, en 1961 era a los 20 años,  en 1978 bajó a los 18 años y finalmente en el 2002 se aprobó que fuera a los 14 equiparando el consentimiento de las personas heterosexuales.
La descriminalización de las prácticas homosexuales entre adultos y consensuadas se dieron en: Unión Soviética (1922-1934, 1993 y 2013); Polonia (1932) Checoslovaquia y Hungría (1961), Bulgaria (1968) entre otros países del bloque socialista. La legislación en Hungría fue particularmente muy ambigua pues si bien pareciera apoyar la descriminalización de las personas homosexuales, en otros artículos se contradecía así misma.
Asi que si bien en 1961 los actos sexuales consensuados entre dos adultos mayores de edad, así como el bestialismo dejaron de ser criminalizados, se cambió la definición de “perpetrador potencial”: hombres y mujeres podían ser perseguidos por igual por “fornicación antinatural”. La edad de consentimiento para relaciones homosexuales era de 20 años.
Gracias a los cambios, en las interpretaciones teóricas y prácticas que, apoyaron la despenalización de la homosexualidad se puede resaltar que: ya a mediados del siglo XX las referencias médicas eran cruciales en los procesos legales y sociales de toma de decisiones con respecto a las personas homosexuales y sus relaciones en Hungría (y en otros lugares).
Entre los hallazgos encontrados en el Archivo Nacional de Hungría  se encontraron: la minuta del 21 de marzo del 1958 del Comité Neurológico del Consejo de Ciencias de la Salud; la presentación de Antal Csorba de “Problemas médicos y criminales de la homosexualidad”; la presentación los cambios propuestos por el Comité de Neurología del Consejo de Ciencias de la Salud, en 1958, que llevaron a un apoyo unánime a la propuesta para despenalizar el sexo consensuado entre adultos del mismo sexo 1961, entre otros documentos.
Entre los pros y los contras de la despenalización y las entelequias legales, se encontró lo siguiente:
a) Ya no se perseguía la homosexualidad como tal pero se trataba de mantener  “la pureza de la vida sexual” protegida. “Una sociedad sana con preferencias heterosexuales tiene una aversión natural contra este “trastorno”, mientras no haya publicidad de los actos no hay manera de que se difundan.
b) Si bien la ofensa no se podía probar objetivamente, la homosexualidad –como en México hasta 1997- era punible porque podía corromper a los jóvenes de su desarrollo sexual “normal”.
c) si bien podría no existir víctimas y por tanto no se daña a la sociedad por ser un acto privado consensuado entre dos adultos, esto podía arruinar la vida familiar. Si bien la penalización no puede garantizar “la vida familiar” los homosexuales innatos no pueden llevar una vida familiar “normal”. Esta vida familiar podían llevarla las personas bisexuales, no los homosexuales natos.
La posición oficial sobre la homosexualidad es que como hecho biológico no era punible, pero si era tratable medicamente si la persona no tuviese la homosexualidad de manera innata, sino adquirida, quitar la homosexualidad del marco punitivo, impedía el chantaje.

14:30- 16:00 CAUCUS/NETWORKING MEEETING FOR SMALL COMMUNITY ARCHIVES
En esta reunión participaron varios archivos, nos presentamos y formamos grupos en los que intercambiamos algunas impresiones y necesidades, me tocó estar en el grupo hispanoamericano, con Gracia, Rita, Leonardo. Ahí entendimos que tenemos muchas semejanzas y problemas en común como región, el idioma ha sido una barrera en estas conferencias donde los idiomas anglosajones predominan. Nos parece importante el poder crecer como organizaciones y vimos que el apoyo técnico y metodológico sería de gran utilidad, sobre todo unificar criterios y simplificar el acceso a los archivos entre otras cosas. Se hizo un listado con nuestros correos y nombres para poder trabajar.

16:00-17:30 K2 TRABAJADORES QUEER: MUSEOS DEL TRABAJO Y MEMORIA QUEER
LEENA AHONEN QUEER AND LABOUR MUSEUM: ODD OR PERFECT MATCH
El Museo Werstas es un museo nacional especializado en la historia social y de los trabajadores. Tiene como referentes históricos el Museo de los Sordos o el Museo Lenin en Finlandia. El museo Werstas tiene un compromiso más integral y menos temático, fue fundado en 1993 y cuenta con alrededor de 60 mil objetos y 360 mil fotografías, además recibe aproximadamente 50 mil visitantes al año y es de Entrada Libre.
En el Museo del Trabajo de Finlandia cuentan las historias de las personas silenciadas o invisibilizadas, como los pobres, los sordos, los niños trabajadores y las minorías sexuales y de género. Werstas quiere ser un participante activo en la sociedad, apoyando los derechos humanos, el desarrollo sostenible, la igualdad y la solidaridad. Su misión es narrar una historia justa, poniendo atención en los cambios sociales y no en el status quo.
El Museo Werstas tiene bajo su cargo el Museo del Sordo, que cuenta la historia y cultura de los usuarios de le lengua de signos y el Museo Lenin que cuenta la historia de la relación con la Unión Soviética. Este museo tiene dos rubros principales: la historia laboral (cambios y fenómenos de la vida laboral, ambiente de trabajo, métodos de trabajo, desempleo, actividades culturales de los trabajadores y movimiento sindical) y la historia social (movimiento laboral, cooperativas, movimientos radicales, población LGBTIQ, movimiento por la paz, movimiento ambiental, movimiento por los derechos de las mujeres, movimiento anti racista y guerra civil de 1918).
El Museo Werstas cree que la Historia no sucede todos los días, pero los cambios si se dan todos los días en las personas, le gusta mandar mensajes de empoderamiento y derrumbar las hegemonías. Este museo cuenta con un una colección lgbtiq+ que consta de 1300 objetos con significado para la comunidad (ropa, insignias, tazas, decoración de bodas, posters, flyers, banderines, accesorios arcoíris) y 400 fotografías. Material para investigadores y estudiantes. Además recibe objetos en préstamo de otros museos y desde luego tiene una amplia cooperación con el Archivo Laboral Finlandés.
El Museo Werstas ha tenido las siguientes exposiciones con temática LGBTIQ+: Grandpa´s Parcel and Insignia Arcoíris en 2005,  Deleite y Prejuicio en 2013, así como una exposición fotográfica en 2018 sobre la vida lésbica en los 80 de Helsinki. Cuenta con servicios para la diversidad sexual en el marco del mes del arcoíris o semana del orgullo, conferencias, visitas guiadas con visión queer, además de incorporar en la comunicación social los temas LGBTIQ+.
La razón por la cual no hay un museo temático LGBT en Finlandia, es que los museos son financiados por el gobierno, la mayoría de los visitantes no están interesados en temas LGBTIQ, no hay necesidad porque todo está integrado, siempre hay algo rosa u arcoíris. Al tener múltiples temas, desde el museo se han generados varios resultados como las disculpas públicas que el gobierno Finlandés dio a la comunidad sorda por haber sido esterilizado forzosamente, una nueva ley Trans, se ha tenido temas interseccionales con el feminismo y el movimiento antirracista.
Un museo siempre carga con algunos problemas: recursos humanos, finanzas, un trabajo que consume todo el tiempo, encontrar el contexto ideal de los objetos, documentación contemporánea, el coleccionismo, ir de las organizaciones a las historias personales y finalmente una pregunta al aire ¿A quién le pertenece la Historia LGBTIQ?
Si los sueños se hicieran realidad, tendríamos voluntarios, propagar mensajes incitando al coleccionismo, discusiones sobre el significado de las colecciones, preguntémonos si son objetos la sexualidad y la identidad y desde luego ¡Visitantes!
GERALDINE FELA: UNCOVERING THE UNPALATABLE: RECONSIDERING AUSTRALIA´S PUBLIC HEALTH RESPONSE TO HIV AND AIDS
Existe la creencia general de que Australia a diferencia de sus contrapartes de los EE.UU y Reino Unido, respondió afirmativamente y de manera rápida a la crisis de salud que implicó el SIDA. Australia estaba gobernada por los laboristas, sin embargo la historia no fue nada fácil, al contrario de lo que se piensa la respuesta estuvo rodeada de claroscuros que nos muestran que no fue algo sencillo, si bien respondió al virus con cierto pragmatismo, dejó algunos recuerdos en las enfermeras y enfermeros que relatan la respuesta que se vivió desde adentro del sector salud hacia la pandemia.
Las enfermeras contaron numerosas historias de su experiencia laboral en salas, clínicas y servicios que desmienten la narrativa común de la respuesta progresiva de Australia al VIH y el SIDA. Los hospitales y los departamentos de salud que se ubicaron más allá de los centros urbanos de Sydney y Melbourne que respondieron al VIH y el SIDA de una manera más neoliberal, más conservadora como la América de Reagan.
Si bien los homosexuales de centros urbanos, tuvieron suerte otros grupos marginales como las personas indígenas, padecieron una serie de violaciones a derechos, maltrato, políticas y prácticas semejantes a la privación de la libertad, en nombre de la salud pública, además de la homofobia de sus pares, todo esto fue relatado por las propias enfermeras.
Estos tristes recuerdos nos dan luz sobre los claroscuros en una de las épocas más importantes de la historia Queer. Como muestra del rescate oral que se realizó con perspectiva “desde abajo” con el fin de desafiar la manera en la que recordamos el pasado, para muestra basta un botón por ello, nos compartieron un poco de la experiencia de Lizzie Grigs, una de las enfermeras pioneras en el trato a personas que viven con VIH:

“Lizzie: Los globos estaban fuera, ¡hiciste lo que tenías que hacer! Así  solíamos decirles a los chicos, escuchen ¿que no se supone que debamos hacerlo’, pero si continúa trabajando, absolutamente tiene que usar condones (¡todo el tiempo!), Es mejor que no practique el sexo anal solo con orales y otros tipos de cosas por lo que fue ese enfoque de minimización de daño de nuevo. Porque la realidad era que iban a estar trabajando…”
La prensa no iba lejos (lo cual me recuerda también las vivencias en México), primeras planas con titulares como: Prostituto con SIDA, ha sido movido a una nueva unidad. Una de las historias más conmovedoras fue la de una relación desigual:

“Alan: Y luego, para el hombre indígena, era solo que él vivía un estilo de vida extravagante, sabes, y saber que él era “el chico de la fiesta”, entonces sabía que él sería nuestra fiesta todo el tiempo. En cierto modo diríamos "Patrick, sabes que no puedes hacerlo tu compañero". Recuerdo que uno de sus familiares había muerto y tuvimos que ir a un área rural para llevarlo al funeral y eso fue todo un desafío…”
REBECA HALE: CLASS IN LGBT1Q+ STORIES: QUEERING LOWER CLASS COLLECTIONS IN MUSEUMS AND THE PROCESS IN TELLING THEIR STORIES
Esta presentación se centrará en la investigación y el relato de historias de clase baja de Gressernhall Farm and Workhouse en Norfolk, Reino Unido. Muchos museos del Reino Unido han comenzado a armar sus colecciones, queer, pero esto se ha restringido en gran medida a la clase alta, como se ve en la National Gallery, V&A y National Trust. Por muy inspiradores que sean estas iniciativas, hay que reconocer que no son totalmente representativos de la comunidad LGBTQ + en la actualidad y en particular en Norfolk.
Desde 2016 el Reino Unido ha visto un aumento del 147% en los delitos de odio relacionados con la población LGBTQ +. En el este de Inglaterra hay poca visibilidad gay, además del aumento de jóvenes en situación de calle. Este tipo de noticias provocaron mi interés en incidir como Oficial de Aprendizaje en Gressenhall Farm and Workhouse, para asegurar que nuestras historias LGBTQ+ salieran a la luz

Gressenhall Farm and Workhouse es parte del servicio de museos del Concejo en Norfolk, Reino Unido. Incluye una granja de 50 acres, una casa de trabajo y los edificios que la rodean, así como las colecciones principales de los 10 museos del Servicio de Museos de Norkfolk.
Entre las dificultades enfrentadas estuvo la aparente invisibilidad de historias de clases bajas. Rebeca trabajó en colaboración con el curador y los voluntarios de investigación para ver si había algo relacionado directamente con LGBTQ + en la casa de trabajo. O, si había algo en la colección, que pudiera tener conexiones LGBTQ +, encontrando algunos ejemplos como: un ejemplar del cuento de la Sirenita y un portavasos en forma de barril con la imagen de la estatua de la sirenita de Copenhague, este animal mitológico y el cuento de Andersen son conocidos como parte de la subcultura gay de la época.
Gressenhall Farm and Workhouse tiene muchas historias y conexiones LGBTQ +, por ejemplo, las Land Girls que trabajaron en las granjas durante la guerra podrían contar alguna historia sobre Vita Sackville West, la poetisa amante de Virginia Wolf, de hecho los pantalones que ahí se usaron como uniforme terminaron por ser uno de los medios de identificación lésbicos en años posteriores.

Entre los datos encontrados durante la investigación, estaba “El libro de castigos” de Gressenhall, que muestra nueve ejemplos de castigos por: “indecencia” con un ejemplo que indica lo que significaba la indecencia con otro recluso –contacto homosexual-. Además se encontraron informes de  los inspectores en Gressenhall y la Workhouse donde se describe “la práctica diabólica” de que los niños duerman juntos. Ya desde 1847 la Workhouse fue señalada como un espacio homoerótico.
No todo ha sido miel sobre hojuelas, además del conservativismo institucional.  Rebeca ha realizado un tour desde septiembre sobre historias locales y desde la perspectiva de “los de abajo”, basado no solo en registros parroquiales o documentos de la Workhouse. Además de ello ha instigado un proyecto de red de 6 muesos con un mes designado para publicar cada uno sus historias LGBTQ+ en redes sociales. Además ha trabajado en en colaboración con voces locales de clase baja, la Pride Society en Neatherd High Schoool y de granjeros gays locales, con el fin de que tengan voz aquellos a quienes se les ha negado.
Durante este proceso Rebeca se ha encontrado con distintos tipos de oposición, aquellos que cuestionan que la historia LGBTQ, no es historia, no resuelve los problemas sociales, que influirá de manera negativa en la niñez
¿Cuál es el propósito de contar historias LGBTQ +? Tal vez la respuesta está en lo seguido en que escuchamos los siguientes cuestionamientos:
No puedes decir que alguien es gay cuando no lo era.
No puedes "salir" de alguien que no haya salido en su vida
¿Dónde está tu evidencia y la prueba de eso?
Estos son solo detalles obscenos.
¿Por qué tenemos que hacer del pasado, algo sórdido?
¿Por qué los jóvenes hoy en día quieren etiquetarlo todo?
¿Es esto solo un jugueteo a través de la historia?
No digo que no haya sucedido, solo que no aquí.
Si hablamos de lo LGBTQ + podría dañar nuestra relación con el museo local y nuestra población local
¿Nuestros visitantes quieren escuchar sobre ese tipo de cosas?

19:00-22:30 DOCUMENTARY FILM NIGHT
Esa tarde, salimos los representantes brasileños y un servidor para ajustar la idea de realizar una Conferencia Regional Latinoamericana de ALMS, lo cual me parece que es una iniciativa salida de este Congreso y que creemos tan necesaria para fortalecer este trabajo en nuestros países.
SABADO 29
10.00 -11.30 SESSION 1
VORTRAGSSAAL ARCHIVO QUEER COMO CENTROS DE VISIBILIDAD
MIGUEL ALONSO HERNÁNDEZ VICTORIA ARCHIVES AND DIVERSE MEMORIES: RESCUING OUR HISTORY WITH PROUD AT MEXICOS ARCHIVOS Y MEMORIAS DIVERSAS.
Alonso Hernández
Me tocó presentar de manera esquemática y corta, la situación general de los archivos LGBT+ en México, de la pérdida del expediente de los 41 por parte de las autoridades mexicanas, debido a un descarte de archivos, donde la homofobia imperó en las decisiones de conservación archivística e histórica.
A partir de ahí desmenuce  el amplio trabajo que realiza Archivos y Memorias Diversas: el rescate, resguardo, conservación y difusión del patrimonio histórico cultural tangible e intangible mediante la recolección de archivos, que hoy suman 20 colecciones, algunas pequeñas otras grandes que abarcan básicamente de los 80 y 90 entre los cuales se encuentran donaciones de activistas y familiares de personajes como: Luis González de Alba, Xabier Lizarraga o Elvia Martínez.
Se habló de otros productos culturales como el Seminario Histórico LGBTTTI  con el fin de divulgar las investigaciones de historia LGBTI+ en o sobre México y que se realiza en noviembre, el Obituario LGBTTTI Mexicano cuya finalidad es perpetuar la memoria de aquellas personas pertenecientes a nuestras comunidades LGBTI+ mexicanas que han fallecido –estamos interesados en saber de mexicanos LGBTI+ muertos en el extranjero, El Taller de los Martes, espacio tradicional desde 1987 para difusión de cultura LGBT en la Ciudad de México, el Jotitour, que es un paseo histórico que narra 500 años de la historia LGBTI en la Ciudad de México. Este trabajo es totalmente voluntario y todavía no recibe el apoyo gubernamental y carece de un espacio propio.
LEONARDO AROUCA PERSONAL ARCHIVES IN THE LGBTIQ+ WORLD: NEW DESCRIPTION APPROACHES AT THE MUSEUM OF SEXUAL DIVERSITY IN SAO PAOLO
Leonardo Arouca
Leonardo trazó la historia que desde 2012 comenzó con el Museo de la Diversidad Sexual en Sao Paolo, con el propósito de preservar el patrimonio cultural e histórico de las comunidades LGBTIQ+, recopilando libros, periódicos, fotos, películas y otras maneras de documentación.
Su intervención trató sobre las nuevas metodologías de organización de archivos personales tomando como ejemplo acervo de Claudia Wonder de reciente adquisición, pero ¿Quién era Claudia Wonder? (1954-2010). Ella, fue educada como un niño, aunque pronto se asumió como Claudia. Ella se hizo famosa actuando en clubes nocturnos y en un teatro experimental. Activista, actriz de cine, líderesa trans, peluquera, modelo en revistas para hombres, maquilladora y escritora, Claudia Wonder fue conocida por su multifacética identidad y militancia, tanto en Brasil como en Suiza, donde vivió durante once años. Claudia brillo no solo en la Marcha de Sao Paulo también estuvo trabando durante la crisis del VIH.
Para describir los diferentes tipos de material relacionado con Claudia Wonder: libros, ropa, fotos, carteles y otros objetos, independientemente de su origen, el enfoque del equipo consideró el nexo entre las materias principales de las actividades que Claudia Wonder desarrolló a lo largo de su vida, contextualizándolo todo, como operación clave en la metodología de archivo. Se mostró una ficha un poco borrosa, pero que nos muestra como está dividida en la parte formal de la catalogación y archivística, la parte del contexto y los elementos a indexar.

El resultado de este trabajo será un catálogo y cronología de todo tipo de eventos y acciones que dan sentido a los documentos descritos, dando la posibilidad de consulta y de conservación de esta parte de la historia LGBTIQ+ de Brasil.
JON FEDDERSE, BENNO GAMMERL & CHRISTIANE HÄRDE E2H: A CENTER FOR QUEER CULTURE IN THE HEART OF BERLIN.
E2H es la abreviatura de Elberkirchen-Hirshfeld-Haus, Queeres Kulturhaus. Este Centro para la Cultura Queer lleva el nombre de dos de los activistas más destacados para la liberación de lesbianas y gays en el Berlín de la década de 1920 y pronto abrirá sus puertas en Rudi Dutschke Strasse, a la vuelta de la esquina de Chekpoint Charlie y, en el corazón de Berlín. El proyecto E2H ha sido promovido conjuntamente por diferentes archivos LGBTIQ y organizaciones educativas en Berlín durante los últimos dos años.
Este edificio inteligente fue diseñado para albergar archivos, bibliotecas, lugares de trabajo para las organizaciones, salones para conferencias, para lectura, teatro, cine, exhibiciones, como un centro comunitario con visión cultural.
Un recinto así involucrará a las personas en diversos aspectos de la diversidad sexual. Esta propuesta enriquecerá la vida cultural LGBT en Berlín y seguramente varios archivos internacionales querrán participar en sus actividades.

13:00 -14:30 SESION 2
KI RECUPERACIÓN Y PRESERVACIÓN DE MEMORIAS DE QUEER EN ECUADOR, COLOMBIA Y BRASIL
MICHAEL ANDRES FORERO PARRA MUSEO Q: MUSEUM ACTIVISM AS MEMORY EXERCISE
Michael Forero
Colombia es un país en América del Sur que ha pasado por un conflicto armado de larga duración, entre las poblaciones afectadas se encuentra la LGBTIQ. Hay una emergencia por recuperar la memoria de las poblaciones, ello se puede notar no solo en la incorporación de ellas en documentos sobre los estragos de la guerra, también en títulos de libros como; “Aniquilar la diferencia. Lesbianas, Gays, Bisexuales y Transgeneristas en el Marco del Conflicto Armado en Colombia”; “Un Carnaval de Resistencia. Memorias de Reinaldo Trans del Rio Luluni” y “Genero y Memoria Histórica. Balance de la contribución del CNMH al esclarecimiento histórico”, entre otros títulos que nos hacen reflexionar que hoy en día una de las guerras más importantes que se dan en Colombia es en contra de la discriminación.
En 2018, dos organizaciones sin fines de lucro que trabajan para comunidades LGBT en Colombia llegaron a la conclusión de que el reconocimiento legal de las derechas, no siempre tiene un impacto significativo en la disminución de la violencia contra las personas LGBTIQ+. A pesar de un proceso de paz, los avances en los derechos civiles civiles y la reducción general de homicidio, esto no se ha traducido en la disminución de la violencia contra las personas LGBTIQ+.
En este contexto, el Museo Q se fundó hace tres años: un museo queer de nacimiento, sin paredes, sin colecciones, pero con la misión de rescatar los recuerdos e identidades de las personas LGBTIQ en el ámbito cultural colombiano, como aporte de la Red Interuniversitaria por la Diversidad de las Identidades Sexuales.
Este museo itinerante ha tenido varias exposiciones entre 2016 y 2019. Una de las exposiciones más interesantes fue “Lo que se ve, no se pregunta” tomando la frase del Divo de Juárez: Juan Gabriel, como una apuesta para salir del clóset de manera informada: “Salir del clóset es arrogante. Pasa por narrar la existencia, por interrogar con ella a quienes nos asumen inadecuados por interpelar la norma y por ser insolentes...”
Michael comenta que las narrativas de los museos tienen un carácter chauvinista, androcéntrico, patriarcal, heteronormativo. Sin embargo, durante la última década han surgido en Colombia muchas estrategias dentro de las artes y la cultura que destacan y reflexionan sobre diversas identidades sexuales e identidades no normativas.
Las exposiciones del museo Q están llenas de fotografías, mapas, ropa, pinturas y elementos que la vuelven no solo interactivo sino también una experiencia educativa, con preguntas, reflexiones y juegos ahondan en lo íntimo para cambiar valores y mover prejuicios en torno a las familias homoparentales, el matrimonio igualitario, la no discriminación entre otros tópicos.
El Museo Q también juega con la ciencia y hace de las flores una experiencia sobre diversidad cultural y diversidad sexual. El Museo Q es un museo libre que tienen como objetivo hacer sociedad y ciudadanía plena y libre.

RITA DE CASSIA RODRIGUES: THE RIGHT TO MEMORY AND HISTORY AS A POLICY OF REPARATION AND STATEGY OF INCLUSION FOR THE LGBTIQ+ POPULATION
Rita falou em português
Rita realizó su presentación en portugués, reafirmando la petición latinoamericana de integrar al español como uno de los idiomas de las Conferencias de ALMS. (Nota: Rubens Mascarenhas, que estava como voluntário, generosamente se ofereceu para realizar a leitura de sua apresentação em português.)
Forzados a vivir su erotismo clandestinamente, la población Queer se apropió de ciertos espacios en áreas urbanas, como cines, baños públicos, estacionamientos, edificios y playas, construyendo mecanismos de protección social y produciendo una rica subcultura.
Rita, entiende que las ciudades son una gran colección de memoria, recuerdos al aire libre. Ella, sostiene que su conocimiento sobre estas experiencias, incluida la de los territorios con valor histórico y cultural, debe servir especialmente a los colectivos que los construyeron, ya que el derecho a la memoria y la historia es una parte integral de los derechos humanos.
Rubens Mascarenhas passou ao inglês
La geografía, el urbanismo, la historia, la memoria, la museografía, la cultura o el turismo se encuentran entre las disciplinas que pueden trabajar en dicha aérea, desde la perspectiva de una política social interdisciplinaria de reparación y promoción de la autoestima, así como la generación de empleos e ingresos. Al devolverles el conocimiento de su propia historia, el objetivo es ayudar a promover la autoestima y su integración en la sociedad en general.
A continuación, presentó acciones que se han sucedido en la ciudad de Río de Janeiro, que incluyen investigación y población, enfocado básicamente a jotas, travestis y drag queens.
En 2009, Rita abrió el blog Memorias e historias de homosexualidad, con el objetivo de reunir y publicar memorias de activistas queer. No tuvo éxito, así que comenzó a publicar información sobre personajes queer en la cultura popular – como Claudia Celeste, activista por el reconocimiento de los artistas transgénero- y sobre activismos pioneros. ¡Esta página también se halla en Facebook!
Aprendió sobre la política para descartar las fuentes primarias, incluidas las fuentes judiciales, mi objeto de investigación. Fue impactante: de los 13 juicios relacionados con los derechos de la población queer en la Corte Suprema del Estado de Río de Janeiro, seis no pudieron ser localizados. Entre estos últimos se encuentran estos dos primeros juicios conocidos sobre cambio de sexo y cambio de nombre para personas transgénero, fechadas en 1985 y 1991.
Rita compiló los testimonios de Sissy Kelly y Anky Lima Belo de Ciudad Horizonte, dos figuras trans. Al mismo tiempo que seguía investigando sobre el territorio y la memoria en Río de Janeiro, escribiendo un artículo acerca del protagonismo de los queers sobre todo aquellos que se involucraron en el teatro y los musicales, mismo tema que abordó en un Seminario en el museo de la Diversidad de Sao Paolo en julio del año pasado.
En la actualidad Rita vive en la comunidad de Rio de las Ostras y realiza un amplio esfuerzo por popularizar el conocimiento de la Historia Queer, dando cursos  y charlas a estudiantes y activistas. En compañía de otros investigadores está realizando una selección de documentos de distintos líderes del movimiento LGBT en Brasil, finalmente con Luis Morado han creado un Centro de Investigación de la Memoria y Referencias Queer
ANAHI FARJI NEER TRANSVESTISM AND TRANSSEXUALITY IN ARGENTINEAN MEDICAL JURNALS (1971-1982)
Anahí Farji
Anahí nos mostró el contexto argentino de 1930 a 2012, donde estaba criminalizada por parte de edictos policiacos y códigos de delitos menores e infracciones: la prostitución, la homosexualidad, los travestis y los transexuales, esto hasta 1998. Antes de 2012 estaba prohibidas las modificaciones genitales, esto por el código penal y la ley de conducta médica. Aunque a partir de 1997 las cirugías “genitales” solamente se practicaban con una autorización legal, negando de esta manera a las personas transgénero y transexuales su derecho a la identidad.

En 2012, el Congreso Nacional Argentino aprobó la Ley de Identidad de Género. La ley fue exigida y elaborada por el activismo local LGBTI+. Esta regula el nombre y el sexo legal de las personas cuya identidad de género no concuerda con la legalmente asignada. Incluye el tratamiento hormonal e intervenciones quirúrgicas en el programa de salud pública. No se requiere diagnóstico ni autorización judicial, por lo que se convierte en un acto administrativo.
Anahí analizó los discursos de los profesionales médicos en relación a los tratamientos médicos y operaciones en específico aquellas que desafiaban las normas binarias del género durante las décadas de los 70 y 80´s en Argentina. Se analizaron artículos publicados por la academia médica en revistas especializadas entre 1960 y 1990. Se realizó una búsqueda de fuentes en la Biblioteca y Archivo de la Facultad de Medicina de la Universidad de Buenos Aires, se buscaron los términos travestismo, transexualismo, transexualidad y cambio de sexo.
Anahí analizo y selecciono tres artículos en los cuales se expresa de manera distinta diversas posiciones profesionales sobre las corporalidades que desafiaban el binarismo de género en la época. Anahí señalo la visión de Arnaldo Yodiche en Bocetos Jurídicos con motivo del día del médico en 1971:
“No pudimos verificar el origen de tal anormalidad, consecuencia de un error psicobiológico de la naturaleza. Estos pobres seres, con sus sentidos perturbados, al poseer una mentalidad que se aproxima al inconsciente, intentaron curar su enfermedad mutilando sus atributos sexuales. ¿Cómo podría ser posible semejante monstruosidad? Esta fue la pregunta que nos hicimos (...) Pobres cosas. No es su culpa. La biología hizo un mala broma en ellos.”
Por su parte en 1981 Leo Lenconi publicaría en La Semana Médica el siguiente artículo: “La aplicación de los urocistogramas en estudios de casos endocrinos de travestismo y transexualidad.”, Leo escribe lo siguiente:
“En las oficinas de los tribunales provinciales de Rosario, en el segundo circuito judicial, examinamos a un transexual y cuatro travestis. El primero era un hombre de 22 años que se había sometido a una cirugía en el extranjero, una operación que consistía en la amputación del pene y la creación de una neo-vagina. Fue enviado a la oficina del médico por un tribunal civil donde había comenzado el papeleo para cambiar su sexo y nombre en sus documentos de identidad, en última instancia, sin éxito. En cuanto a los travestis, fueron sometidos a una investigación forense debido a que fueron acusados de desorden público y se presentaron para una evaluación psiquiátrica.”
En la misma publicación un año después el Dr. Luis Alberto Kvitko escribe: “El manejo del médico del tratamiento hormonal de travestis y transexuales. Consideraciones legales, médico-legales y éticas.”, señalando lo siguiente:
“De ninguna manera se puede prescribir tratamiento hormonal para travestis o transexuales, considerando que no existe un "estado de necesidad" debido a la presencia de cualquier daño inminente, real y objetivo que pueda constituir un peligro concreto, inminente y actual, comprobado por científicos. Fundación (...) La ética médica y la moral están en conflicto con la aplicación de estas medidas terapéuticas, que claramente desafían nuestro estándar de ética de la aplicación necesaria y esencial en todas y cada una de nuestras acciones como profesionales médicos.”
La producción de conocimiento relacionado con los cuerpos de travestis y transexuales entre 1970 y 1990 tuvo lugar principalmente en los campos de la medicina clínica y la medicina legal. El objetivo era controlar un sector de la población considerado como patológico. Dicho objetivo se relacionó con la producción de discursos relacionados con la compasión, la anormalidad moral y el peligro social.
Estos artículos también sugieren que los travestis y transexuales hicieron uso de las tecnologías médicas disponibles para transformar sus cuerpos a través del consumo de hormonas sintéticas, así como de la cirugía genital.
En general, se puede afirmar que criminalizar y estigmatizar los discursos que actúan en función de los deseos corporales no impidió la práctica de los cambios corporales incluso si desafiaban las normas binarias generales. En estos artículos no solo se puede ver el poder que pretendían tener los médicos sobre los pacientes, también las implicaciones morales que pesaban sobre sus prácticas médicas.

14.30-16:00 QUERRING PUEBLOS HERMANOS. HERMANANDO CIUDADES HERMANAS. MESA REDONDA
Se dio la reunión entre “ciudades hermanas” bajo la conducción de Berlín y San Francisco que tuvieron la disposición de ofrecer una herramienta para organizar o subsidiar eventos o productos culturales, fue una Torre de Babel, donde salió a relucir las barreras del lenguaje para comprender el fin de esta reunión, provocando algunas reacciones sin sentido y otras con sentido, de estas últimas habría que subrayar que no todas las ciudades hermanas son tan “LGBTIQ+ friendly” como Berlín, los compañeros de China o Rusia tendrían que explorar otras rutas que no les pusieran en la mira.
Por el otro lado estuvieron aquellos sentimientos anti coloniales y desde luego la desconfianza de países que no entendían que esto era una herramienta y no una imposición, claro que denotó que tantos abismos existen entre unas organizaciones –y sus países- con otras menos afortunadas –y sus países-
Al final quién parece que salvó para mí la reunión fue Andreas Pretzel, pues aunque la intención fue muy buena, no se llegó a una comprensión de la reunión y terminé con un dolor de cabeza que me impidió ir a las siguientes conferencias.


16:00-17:30
Tras la reunión anterior, terminé con un agotamiento físico y dolor de cabeza que ya no me anime a ir a la sesión en la K2 NUEVOS ARCHIVOS DE LA COMUNIDAD QUEER ALREDEDOR DEL GLOBO me interesaba mucho escuchar a André Murracas, Margaret Tamulonis, Zihan Loo y a Yael Rozin, en ese momento desee que se hubieran grabado las sesiones independientemente de la necesidad de proteger los datos personales de algunos participantes. Pero en verdad la sesión de las ciudades hermanas me agotó.

17:30-19:00 FOTO GRUPAL
Foto do grupo ALMS Conferência
Divertida experiencia, hoy más que nunca siento que Archivos y Memorias Diversas no está sola, que existen cientos, sino miles de personas, activistas y académicos que en verdad aprecian el rescate del pasado LGBTIQ+. Aprecio las muestras de afecto de varios integrantes de las organizaciones alemanas que se volcaron en esta Conferencia, nunca me sentí más acogido y tan cercano.

19:00-21:00 EVENTO DE CIERRE
NOCHE DE PODIUM QUERRING MEMORY, DEFENDIENDO EL FUTURO
"Mesa" de encerramento ALMS Conferência
El sketch del condón como la carta de amor fue divertido, de ahí pasamos al cierre de actividades de lo cual ya no tomé nota, pero si me quedaron algunas impresiones finales.
Se presentaron las sedes a competir, si bien parece que la sede Noruega ofrece más recursos económicos para ganar, creo que las sedes canadiense y estadounidense prometen algo de infraestructura, aunque habrá que checar los controles y visas estadounidenses en la era Trump.
La dinámica fue un pequeño recuento de lo que les pareció la Conferencia y a la vez hicieron y respondieron preguntas de manera aleatoria de Norte a Sur, de Este a Oeste. Esta vez no tomé apuntes –que ya no entiendo si están en español, inglés o ¿alemán?-
Pia Laska Swedich National Historical Museums. Nos conminó a seguir trabajando y duro, a aportar a las siguientes Conferencias –no sé si exista como un organismo donde uno pueda ser miembro, o si las aportaciones son solo de conferencia en conferencia-, quede maravillado por su fuerza y claridad.
Leonardo Arouca Porfirio da Silva Museum of Sexual Diversity Sao Paulo Brazil. Habló sobre la necesidad de abrir estas conferencias a otros idiomas, que no sea el inglés y el del país sede, la barrera del lenguaje se notó mucho en la participación de Latinoamérica. Se le pregunto sobre su posición frente a Bolsonaro y Leonardo de una manera valiente denunció el régimen LGBTiQ fóbico que se vive en este hermoso país y conminó a la solidaridad y denuncia internacional a los ataques que viven nuestros hermanos y hermanas LGBTIQ.
Comento que el Museo de la Diversidad Sexual de Sao Paulo no ha recibido amenaza, que el barrio los respalda, pero que el ánimo de la gente está cambiando. También comentó la inquietud de realizar un Congreso Regional Latinoamericano, a partir de este encuentro, creo que es un gran punto para el ALMS.
Jonathan D Kats Harvey Milk Institute & Visiting Porfessor University of Pensilvanya
Lo presentaron como proveniente de Trumplandia, lo cual ofendió a muchos estadounidenses que se sienten desolados por las políticas homofóbicas y transfóbicas del mandatario estadounidense. Habló de que son tiempos oscuros, pero que finalmente se puede seguir trabajando, de alguna manera la figura de Harvey Milk y Magnus Hirschfeld motivan a seguir la lucha por los derechos y la preservación de fuentes documentales.
Judit Takacs Centre for Social Sciences Hungrian Academy of Sciences.
Aaron Devor Transgender Archives & Chair in Trangender Studies University of Victoria Canada
Katerina Suverina Public History Laboratory & Garage Museum of Contemporary Art, Moscow Rusia. Se le preguntó a Katerina sobre la situación en Rusia y ella habló de lo atemorizada que vive la población LGBTI y por tanto lo subterráneo que está siendo la vida, cultura y activismo LGBTi, le conminaron a ser visibles y salir, para hacer presión y presencia, lo cual me parece bien, sin embargo creo que ellos, quienes viven la persecución de Putin, deberán hacer su propia estrategia y estoy seguro que algún día nos darán la sorpresa, mientras, la presión y solidaridad internacional debe ser enorme.
Al final se agradeció a todo el equipo que estuvo participando para que esta Conferencia fuera muy, pero muy exitosa, a cada uno también les envió mi agradecimiento, el trabajo en equipo se dejó ver y sobre todo la unión entre varios archivos y grupos culturales berlineses, algo que tenemos que aprender mucho en México.
Me parece que uno de los fallos grandes de la Conferencia, además de ser un evento bilingüe, cuando la mayoría no los tiene como idiomas maternos, fue que en tres días son muchísimas mesas que dejaban agotadas a las personas o que no podíamos abarcarlas, creo necesario que las siguientes ediciones sean de más días y que se abarquen el mismo número de actividades y de mesas para poder disfrutarlo en su mayoría.
Los organizadores y grupos organizadores fueron muy amables, desde el primer contacto y trataron en lo posible de darle solución a todos los problemas, no estaría mal que realizaran un manual para próximas sedes

As recordistas de público