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Mostrando postagens de Abril, 2009

EM 15/09/1979 surge o SOMOS/RJ

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Jornal LAMPIÃO DA ESQUINA, nº 17, OUTUBRO DE 1979, PÁG. 2.
Título da nota: “No rio, pessoal cria mais um grupo homo”
[Dá conta da 1ª reunião do Somos/RJ. Divulga a Cx. Postal do GAAG para contato.]

“A primeira reunião do Grupo Somos carioca realizou-se no dia 15 de setembro. Compareceram 48 pessoas, sendo oito mulheres. Lá estava gente da Baixada Fluminense [na realidade, integrantes do GAAG], da Cidade de Deus, de Copacabana, de Vila Isabel e outros lugares, o que garante, de saída, a heterogeneidade do grupo ... Aos interessados, pedimos para escrever para a Caixa Postal nº 135, CEP 25.000, Duque de Caxias, Rio de Janeiro. Esta caixa postal é de outro pessoa, do Grupo de Atuação e Afirmação Gay, que por enquanto – e com muito boa vontade – vai ficar recebendo as cartas endereçadas ao Somos-carioca. ...”

"LEGISLAÇÃO PROTETORA" Reivindicações do Triângulo Rosa dez 1985

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Imagem da "xerocópia" da relação elaborada por João Antônio de Souza Mascarenhas em dezembro de 1985, reivindicando "legislação protetora dos direitos dos homossexuais - Reivindicações do Triângulo Rosa".

Se você clicar duas vezes sobre as imagens conseguirá vê-las ampliadas.

Jornal do Triângulo Rosa - nº 1 outubro de 1986

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Jornal do Triângulo Rosa (editado para a campanha de Herbert Daniel, em uma folha, tablóide - 4 páginas). Nessa página digitalizada (nº 3) podemos ver os créditos e nota sobre "atraso geral" nas mensalidades.

No canto direito, emolduradas, duas cartas em apoio à reivindicação de fazer constar, na nova constituição a ser elaborada, a "expressa proibição de discriminação por orientação sexual". Uma de Fernando Gabeira (datada de 03/10/1986) e a outra de Aarão Steinbruch, datada e 24/09/1986.

Apoio do Triângulo Rosa à candidatura do Herbert Daniel

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Triângulo Rosa, Herbert Daniel e o MLH

Em 1986 o Triângulo Rosa (eu integrava o grupo na época), por
deliberação de seus membros, decidiu apoiar a candidatura de um de
seus sócios fundadores, Herbert Daniel, a Deputado Estadual pelo Rio
de Janeiro, em razão do comprometimento ostensivo seu e de seu
partido (PT) com as reivindiações do então chamado Movimento de
Liberação Homossexual. Na época Daniel era assessor do Deputado
Estadual Liszt Vieira, então se lançando como Deputado Constituinte.

Jamais vi Daniel em qualquer das reuniões do Grupo, como também
jamais vi nenhum membro ser afastado, seja por qualquer motivo -
assunto que teria forçosamente de ser submetido à deliberação dos
sócios. A inadimplência era tão freqüente no TR como em qualquer
outro, assim como a pouca freqüência às reuniões. Em outubro de 1986
somente 46% estão em dia; 15% com 3 mensalidades atrasadas; 17% com
duas; e 22% com uma. Participei até 1988.

O nº 1 do jornal do Triângulo Rosa (outubro de 1986), antes meros
Boletins Informativos, também por deliberação colet…

Referências aos grupos de ativismo homossexual no LAMPIÃO DA ESQUINA

Nº 12, MAIO DE 1979, pág. 2
Título da Matéria: “Grupo SOMOS: Uma Experiência”
“... Nos últimos très anos surgiram inúmeras tentativas de tomar posição. Uma delas é a experiência do grupo SOMOS, cuja história coincide com a própria existência do LAMPIÃO.
Houve uma tentativa de organização em 1976, quando um grupo de entendidos começou a se reunir para discutir seus problemas, em São Paulo. ... Não deu em nada, depois de poucos meses.
SOMOS surgiu em São Paulo em maio de 1978, a partir de uma idéia comum a várias pessoas, para possibilitar o encontro de homossexuais, fora dos costumeiros ambientes de badalação e pegação. ...
... Apesar de limitado e restrito, já então o grupo teve algumas oportunidades de se apresentar publicamente ... Divulgamos uma carta analisando o LAMPIÃO (ver o número quatro) ...” [No número quatro, não consegui localizar nenhuma matéria ou carta assinada pelo SOMOS. Na seção Cartas na Mesa apenas se verificam cartas assinadas em nome pessoal. De São Paulo há cartas d…

Lista de Grupos Homossexuais de 1984

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Relação de grupos de ativismo homossexual surgidos a partir da divulgação da experiência do Somos/SP in Uma Conversal Informal sobre Homossexualismo. Rita Colaço. RJ: do autor, p. 64.

GAAG segundo Leila Míccolis

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Registro de Leila Míccolis sobre o GAAG, publicado em Jacarés & Lobisomens - dois ensaios sobre a homossexualidade. Leila Míccolis e Herbert Daniel, Rio de Janeiro: Achamé/Socci, pág. 99.

GAAG o primeiro grupo nascido no RJ

Estava devendo uma postagem sobre esse grupo, nascido na Baixada Fluminense, região popular da área metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, composta por vários municípios (Duque de Caxias, São João de Meriti, Belford Roxo, Nova Iguaçu etc).

Bem o GAAG, ou Grupo de Atuação e Afirmação Gay surgiu em julho de 1979. Foi o primeiro grupo de ativismo que se tem notícia no Rio de Janeiro, nos moldes inaugurados com o Somos/SP e disseminado pelo país inteiro através das páginas do jornal Lampião da Esquina. Na antiga Guanabara já existia o Turma Ok, ainda existente nos dias atuais, que sempre teve uma orientação meramente recreativa.

Era formado majoritariamente por mulheres, muitas delas hoje em dia seriam chamadas e talvez se chamassem a si de "afrodescendentes". Naquela época, eram morenas, negra (uma) e brancos. Homens (gays), houve apenas um - fundador e assíduo participante. Outro, um artista plástico residente em Jacarepagua, aparecia por lá vez ou outra.

Os integrantes do gr…

"Espaço Memória" do jornal O CASO, do grupo ATOBÁ, RJ

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Esta matéria foi publicada pelo jornal O Caso, publicação do grupo ATOBÁ - Movimento de Emancipação Homossexual do Rio de Janeiro, nº 5, ano I, março/abril 1992, pág. 7.

Operação Sapatão - Richetti 15 nov 1980

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O jornalista Omar Cupini Júnior noticia uma "caçada" do delegado Richetti (São Paulo) em 15 de novembro de 1980, desta vez especificamente contra as "sapatonas". Segundo relato de detidas, "todo mundo teve que pagar" para poder sair da prisão. Mesmo sem que nenhum registro tivesse sido lavrado, "a polícia ficou com os nomes e os números de todas".

O Arouche é nosso

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Naquela sexta-feira 13 de junho, dia de Santo António, quase mil pessoas se reuniam diante do Teatro Municipal, no começo da noite. É verdade que há uma chuva intermitente; mas pela panfletagem e conta tos realizados, esperava-se pelo menos o dobro de pessoas. Talvez os chamados setores de­mocráticos não tenham achado a causa suficientemente nobre. No entan­to, seus escassos representantes ali presentes pareciam dispostos a tirar o máximo rendimento possível. Compareceram sim as bichas rasgadas que pouco têm a perder além da vida. Mesmo debaixo de um certo clima de tensão, foram se abrindo algumas faixas que pediam a exoneração de Ríchetti, protestavam contra a prisão cautelar ali experimentada e exigiam o fim da violência policial, da discriminação racial e a libertação de putas e travestis. Foram lidas várias cartas assinadas pelos diversos grupos organizadores do Ato. Certamente acostumados aos estereótipos tipo Tra­palhões, os transeuntes olhavam perplexos para aqueles beijos, ab…

Caçadas do Richetti Lampião julho 1980

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