sábado, 24 de março de 2012

Ministério Público desconhece destino do acervo fotográfico de Bloch Editores

Retrato da preservação da memória nacional brasileira:


O Ministério Público definiu em outubro do ano passado que algumas decisões sobre manutenção do acervo fotográfico da Bloch Editores devem ser seguidas por seu comprador. No entanto, este nunca foi conhecido. Neste ano, detentor do material ainda não foi localizado pela Justiça para ser notificado sobre tais decisões.
De acordo com o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, o novo dono do acervo é identificado pelo nome Luiz Fernando Barbosa, mas não foi localizado pela notificação. Sendo assim, as decisões do Ministério Público podem não estar sendo respeitadas e as imagens podem ter destinos diversos.

O endereço que consta do comprador fica em Teresópolis. Porém, em abril do ano passado, o jornal O Globo mostrou que o local informado não era de fato a residência do dono do acervo. “Este material pode nem estar mais no Brasil”, sugeriu José Carlos Juses, presidente da Comissão de Ex-Funcionários da Bloch Editores.

Os direitos autorais dos repórteres fotográficos, não respeitados no leilão do acervo,  bem como a conservação e o destino das fotos são fatores de grande preocupação. 

O leilão, que aconteceu em abril de 2010, vendeu o material por R$ 300 mil, sendo que seu valor estimado era de R$ 1,8 milhões. O dinheiro da venda foi destinado ao pagamento de direitos trabalhistas de carca de 400 profissionais que ficaram sem salário depois que os veículos de comunicação de Adolpho Bloch foram à falência.
 

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