Postagens

Mostrando postagens de Abril, 2012

Religiosos, médicos, magistrados, políticos: quando me permito ouvir

Nesses nossos tempos hoje tão marcadamente intolerantes e cheios de pregação de ódios - justamente por parte de quem se diz seguidor do cristianismo, em sua essência fraternidade -, vale a pena mergulhar na história e conhecer esse belo trabalho realizado pelo GGB: a compilação de falas de pessoas públicas, das mais completas áreas da atividade humana, expressando uma visão fraterna, humana, inclusiva sobre a homossexualidade e os homossexuais.
Primeiro foi no número 4, de setembro de 1982 (ano II). Depois, em 1996, no Boletim nº 30, de maio desse ano (XIII). Nessa última consta que a compilação foi elaborada por Marcelo Cerqueira, Luiz Mott e Nilton Gonçalves Dias, todos do Grupo Gay da Bahia. Na Coletânea de 2011 editada Por Luiz Mott encontra-se às páginas 47 e 316-322, respectivamente.
Quem sabe, conhecer tais manifestações não auxilie de alguma forma a que as pessoas que tanto se sentem indignadas, transtornadas, desassossegadas pelo simples fato da existência de lésbicas, travest…

Bíblia, cristianismos e homossexualidades - Quando me permito refletir

Imagem
A atitude mais racional e civilizadamente indicada a ser adotada quando nos defrontamos com algum assunto, principalmente aqueles que desconhecemos, que nos causa estranhamento ou que é bastante controverso, é nos colocarmos numa posição de abertura mental que nos possibilite formular interrogações. Ou, como diz Descartes, duvidar.
Trata-se de exercício fundamental e metódico para a aquisição do conhecimento. É a segunda postulação realizada pelo filósofo, após o entendimento de que o ato de pensar lhe proporcionava a compreensão do existir - cogito, ergo sum.
Se a compreensão da existência advem do pensar, é preciso saber como pensar. De que maneira; através de quais caminhos. 
- É disso que cuida a Meditação 1ª de Descartes. Da construção da dúvida como ferramenta metódica para se buscar com segurança o conhecimento. Uma técnica para se vencer as chamadas prenoções, isto é, as conclusões que nos assomam à mente a partir de ideias e imagens formadas antes mesmo que nos permitamos conhec…

Transparência, qualificação administrativa e diálogo com a sociedade são os desafios, afirma Eliana Calmon

Imagem
30/03/2012 - 10h21

A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, destacou, na noite desta quinta-feira (29/3), ao abrir o 91º Encontro do Colégio de Presidentes dos Tribunais de Justiça, em Manaus/AM , que os magistrados brasileiros necessitam de formação em questões administrativas e de conhecimento sobre os anseios dos cidadãos. Segundo ela, o Judiciário moderno precisa superar a imagem do “juiz que só fala nos autos e faz de conta que está administrando o que não sabe administrar”. “Temos que falar para o nosso jurisdicionado, assumir nossas responsabilidades. O Judiciário foi chamado a resolver problemas de séculos sem o preparo necessário para gerir essa massa de demandas sociais”, destacou. 
Ao discursar para os presidentes de todos os Tribunais de Justiça do país, a corregedora nacional destacou que o papel do Judiciário na sociedade mudou radicalmente com a Constituição de 1988. A Carta Magna deixou para trás a função que a Justiça desempenhou por quatr…