quinta-feira, 12 de março de 2015

Sissy Kelly fala de envelhecimento das travestis e da falta de políticas públicas com esse recorte

Ninguém esperava que tivesse uma população de travestis e transexuais chegando aí aos 60 e 70 anos. Isso não acontecia, nos diz  Sissy Kelly, outra de nossas grandes personalidades que, mais do que viver e sobreviver, dedicaram a vida a lutar por um mundo melhor.

“A gente vê que todo mundo está aí vivendo e que travesti não vira purpurina. A gente envelhece também, não é? E o que fazer com essas travestis? Que políticas públicas temos para as travestis jovens? Não têm. Imagina políticas públicas para LGBT na terceira idade! Em que albergue vai colocar uma travesti? Em que casa de apoio? Qual a enfermeira que está capacitada a trocar a fralda de uma travesti que com o tempo tem uma biologia masculina, perdeu o cabelo e está careca, tem um seio grande, um pouco deformado com o tempo, o silicone injetável um pouco deformado? Mas e a alma dessa pessoa? A identidade dessa pessoa ela não deforma nunca, está entendendo? Então o que fazer com esses corpos velhos, surrados, maltratados, de silicone, do hormônio, da prostituição e da droga? O Brasil não pode mais varrer essas questões para debaixo do tapete. Temos que estar ai buscando políticas públicas sim…” - Leia a íntegra da matéria, publicada em Polos de Cidadania

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